Como o cristão deve viver?
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Título: Como o cristão deve viver?
Título: Como o cristão deve viver?
Texto: Romanos 12.1–2
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Introdução: Nos onze capítulos que antecederam essas palavras, o apóstolo Paulo discorre sobre o sacríficio de Cristo como a causa da nossa salvação. Ele fala de doutrina, mas agora ele transita da doutrina para a ética da vida cristã. Aquilo que aprendemos de Deus deve ser observável no exercício da vida diária. Se nos onze primeiros capítulos o foco está no sacrifício de Cristo em nosso favor, agora o foco passsa para o sacrifício que devemos ofecerer a Deus. A vida cristã deve ser uma resposta coerente sobre aquilo que aprendemos e recebemos do Senhor.
Nesses pequenos dois versículos, o apóstolo Paulo suplica aos crentes de Roma que vivam de forma coerente com a misericórida recebida e que não sejam influenciados pelo estilo de vida pagão que caracterizava a vida das pessoas em Roma. Hoje também somos apertados e pressionados a adotar um estilo de vida onde Deus não é o centro; as vezes nos sentimos ilhados diante de uma cultura secular e somos tentados a agir como todos estão agindo.
Frase de transição: Como deve ser a vida do cristão? Como podemos ser o sacrifício vivo que tanto agrada a Deus?
Ponto 1: Entendendo o que Deus fez por nós.
A súplica que Paulo faz aos romanos é primeiramente motivada pelo que Deus fez por eles. Nos capítulos anteriories ele falou sobre como era o estado deles sem Cristo e que os esperava; e depois como foram alcançados pela misericórdia divina para viverem para a glória de Deus (Rm 11.36).
Paulo apela para suas memórias, para que se lembrem do que Deus fez, de como o Senhor os alcançou com misericórdia, de como Deus em Cristo cancelou o castigo que mereciam.
A memória do que Deus fez inevitavelmente nos leva a gratidão! E gratidão nos faz agir de forma a agradar aquele que um dia nos salvou.
Existem muitas pessoas que vivem a vida cristã de forma irrelevante, sem agradar o coração de Deus, porque tem um entendimento pobre das misericórdias de Deus sobre sua vida. São rasos na compreensão do sacrifício de Cristo. E superficialidade nesse assunto produz indiferença, que por sua vez será demonstrada em uma vida que é tudo, menos um sacrifício vivo e agradável ao Senhor.
Quando alguém nos estende a mão e nos abençoa em algum momento difícil da vida, normalmente somos gratos, e essa gratidão nos inspira a honrar essa pessoa da mellhor forma que pudermos.
Ser um sacrifício vivo ao Senhor é fazer com que a memória e a gratidão trabalhem juntos em nosso coração e nos façam viver de forma agradável ao Senhor.
Lembrar dos feitos do Senhor nos impulsiona a uma vida agradável a Ele.
Ilustração: A história de Charles Plumb. Quem dobrou o seu para-quedas?
Jesus dobrou nosso para-quedas e nos salvou, isso deve impulsionar em nós o desejo de viver uma vida que o honre.
Ponto 2: Não permitindo que os valores do mundo ditem nossa forma de agir.
“Certa feita pergutaram para o presidente de uma grande empresa: ‘Como vão as coisas?’, então ele respondeu: ‘Algumas vão bem, a empresa está crescendo e nossos resultados são positivos’. Então o homem perguntou mais uma vez: ‘Por quê você disse algumas coisas?’, e esse recebeu a seguinte respostas ‘Nem tudo está bem! Para manter a empresa em ordem, tive que me ajustar a expectativa da diretoria da empresa e deixei de ser eu mesmo para ser aquele que eles esperavam que eu fosse. Deixei de fazer aquilo que acredito sendo engolido pela pressão das pessoas e do ambiente; hoje já não sei mais quem sou’”.
Assim como esse presidente nós somos constantemente pressionados por um sistema que tenta nos colocar em sua forma, em seu molde. Muitos no afã de serem aprovados por pessoas e pelo sistema sucumbem e perdem sua verdadeira identidade. Quem anda pela cabeça dos outros é piolho!
Paulo deixa claro que não devemos imitar o comportamento e os costumes deste mundo. Vivemos tempos difíceis aonde o sal está perdendo o sabor e deixando de influenciar o mundo para ser influenciado por ele. A igreja e os crentes tem cedido ao pecado da acomodação! Tem se acomodado ao mundo sem Deus. Recente matéria do site globo.com traz como título: “Evangélicos expandem presença em ambientes tido como profanos”.
Deus nos salvou em Cristo para a santificação, e isso implica no fato de que em primeiro lugar Deus nos separou, e nos separou de tudo que anteriormente manchava nossa vida.
Hoje é comum em nome da cultura os crentes participarem de festas profanas como Carnaval, São João, Dia das bruxas. Dizem que é apenas um aspecto da cultura! Mas a cultura não é neutra, ela também sofreu os efeitos da queda e é contaminada pelo pecado. John Stott chegou a declarar que nós fomos chamados a viver a contracultura.
Não seremos o sacrifício vivo que agrada ao Senhor enquanto tentarmos equilibrarmos dois tipos de vidas; uma espiritual e outra profana. Jesus disse que é impossível agradar a dois senhores.
Os ambientes que frequentamos revela o que estamos buscando! Não creio que seja o Senhor que esteja sendo buscado quando um crente frequenta uma festa profana.
Ló perdeu sua dignidade e sua família porque decidiu morar em Sodoma, se avizinhar da corrupção do mundo. Quando o crente se mistura com o profano ele contamina tudo ao seu redor.
A Bíblia declara que tudo o que fazemos deve tributar louvor e glória ao Senhor, nenhuma de nossos atos é neutro. 1Coríntios 10.31
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
Como na época do rei Josias 2Reis 23.4 , devemos purificar o templo do Espírito Santo que é o nosso corpo, lançando fora toda sujeira. Só depois é que podemos adorar, sermos agradáveis os Senhor.
“Então, o rei ordenou ao sumo sacerdote Hilquias, e aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas da porta que tirassem do templo do Senhor todos os utensílios que se tinham feito para Baal, e para o poste-ídolo, e para todo o exército dos céus, e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom, e levou as cinzas deles para Betel.”
O sacrifício vivo esta dentro do contexto do culto racional que prestamos a Deus. Racional quer dizer lógico, coerente e sensato. Não existe coerência quando dizemos pertencer a Deus e nossa vida ainda está escravizada aos costumes do mundo sem Deus.
Ilustração: O mundo sem Deus é como um cachorro com fome, se você estiver com comida na mão e ele perceber que você sucumbe diante de pressão, ele lhe pressionará a alimentá-lo. Depois da primeira vez ele insistirá na pressão para que você sempre o alimente.
Ponto 3: Mudando a forma de pensar.
Paulo disse que toda mudança que vamos experimentar em Cristo está relacionada a uma nova forma de pensar. O que pensamos determina nosso comportamento. Não existe mudança sem que nossa mente seja ressignificada.
O sacrifício vivo que agrada a Deus é uma vida transformada, e essa tranformação vem pela mudança de pensar. Como isso acontece?
Pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus. Quando nos dedicamos a aprender a Palavra de Deus, o Espírito Santo reorganiza a nossa forma de enxergar a vida (pensar) de acordo com a Bíblia. E quando mais bíblicos formos, mais santos seremos. Jo 8.32
e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
É como uma formatação de HD, onde o sistema antigo com sua linguagem e comandos são substituidos por um novo sistema com ampla proteção ao vírus do pecado.
Hoje há muita gente capengando na vida espiritual, sendo constantemente humilhada pelo pecado porque o sistema ainda não foi formatado, a velha forma de pensar baseada na linguagem desse mundo ainda é o sistema operacional. Crentes que não leem a Bíblia e que não dependem do Espírito Santo, que não possuem vida devocional.
Ilustração: Um cachorro perturbava o dono da casa, passeando pela sala onde estava sendo realizado um culto. Não havia como fazê-lo ficar do lado de fora. Com um saco de estopa, o problema foi resolvido. O cachorro foi preso naquele saco em um dos dias de culto. Nas reuniões seguintes era só estender o saco na porta da casa. O cachorro só chegava até à porta. Ao cheirar o saco, recuava.
Mudaremos nossa forma de pensar, fazendo o velho desaparecer, quando estendermos o “saco” da Palavra de Deus na porta da nossa mente. Ela servirá de escudo contra a velha forma de pensar.
Renovar a mente pela Palavra nos muda. A palavra grega é metamorphoo, de onde vem nossa palavra metamorfose. Gente que é sacrifício vivo é gente que a semelhança da borboleta, em nada mais se assemelha aquilo que era no passado.
Conclusão: A ideia de sacrifício vivo é paradoxal, pois como um sacrifício pode ser vivo? A ideia de sacrifício sempre envolve morte. Deus não nos pede para morrer fisicamente para lhe sermos agradáveis, o que precisa morrer é o pecado e os nossos desejos carnais, a nossa vontade. Issso nos aponta para Jesus que abriu mão de tudo para ser a oferta agradável ao Pai, esse é o exemplo que precisamos seguir.
