O Culto no Cotidiano: Transformando o Ordinário em Extraordinário
Marlon Xavier
Além da Canção • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
Além das Paredes: Adorando a Deus em Cada Instante
Introdução
Romanos 12.1–2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
Estamos vivendo este mês como um tempo especial de reflexão sobre a adoração. Na semana passada, aprendemos que a adoração vai muito além das canções que entoamos em nossos cultos. Hoje, somos chamados a expandir essa compreensão, a romper as paredes do templo e a enxergar que a nossa vida cotidiana é um palco para a mais genuína expressão de adoração.
Muitas vezes limitamos o culto a um momento no templo, a uma liturgia, ou a uma canção que nos emociona.
Mas o apóstolo Paulo nos convida a algo além da canção: uma vida vivida como culto.
O apóstolo Paulo nos exorta em Romanos 12:1 a oferecer nossos corpos como sacrifício vivo. Essa imagem poderosa nos convida a repensar o que significa cultuar a Deus. Não se trata apenas de um evento semanal, mas de uma entrega contínua e integral de quem somos e do que fazemos.
A verdadeira adoração não encontra seu ápice no domingo, mas se irradia por toda a semana através de nossas ações e atitudes.
“Adoração não é o que fazemos no domingo, é quem somos todos os dias.” – Autor desconhecido
1 - A Motivação do Culto
1 - A Motivação do Culto
Talvez você esteja assim como Joseph Climber: Sem motivo para cantar uma bela canção, e é verdade que por vezes parece nos faltar motivos para cantar.
As vezes parece que é dia de choro.
As vezes parece que é momento de espalhar e não de ajuntar
Tem dia que parece que é noite
Isso tudo nos leva a refletir sobre a motivação do culto.
Mas mesmo nesses dias, adoramos porque Deus permanece digno.
A adoração não é um reflexo do nosso humor, mas da imutável misericórdia de Deus.
Lamentações de Jeremias 3.22–23 “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.”
Efésios 2.4–5 “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos,”
A consciência profunda da imensurável misericórdia divina que nos alcançou é o alicerce para uma adoração genuína e contínua. Não oferecemos um sacrifício por obrigação, mas por gratidão transbordante.
2 - Sacrifício, o culto além da canção
2 - Sacrifício, o culto além da canção
O culto não é apenas uma canção, é uma entrega.
O culto ao Senhor sempre foi através de sacrifício.
O termo “culto racional” (latreian logiken) aponta para uma adoração inteligente, consciente e intencional.
Não é uma adoração meramente emocional ou ritualística, mas aquela que é fruto de uma compreensão da verdade de Deus e de uma decisão consciente de viver de acordo com essa verdade.
O culto não é apenas emocional ou musical — é voluntário e contínuo, fruto de entendimento.
O culto não é algo apenas emocional, mas eminentemente racional.
Não é adoração é dopamina
Reuniões viraram experiencia
Cultos viraram eventos
O Altar virou um palco
Não estamos formando discipulos, mas treinando consumidores.
A dopamina virou o novo amém
Cristãos de dopamina vivem na dependencia do próximo “culto inesquecível”, querem sentir mas não obedecer - Querem se emocionar mas não se converter.
A verdadeira adoração não se mede pelo que sentimos, mas pelo que nos tornamos. A dopamina lota templos, mas só Cristo liberta almas. Nem tudo que dá prazer vem de Deus, nem tudo que vem de Deus te dará prazer momentaneo.
1Coríntios 10.31 “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”
“Sacrifício Vivo”: Diferente dos sacrifícios do Antigo Testamento, que eram mortos, o nosso é vivo, dinâmico e contínuo. Requer uma entrega diária, uma disposição constante de vivermos para Deus em cada momento.
A adoração que Deus busca é a entrega integral do nosso ser, vivido diariamente em santidade e com o propósito de agradá-Lo.
3 - O culto é transformador
3 - O culto é transformador
Cultuamos para experimentar! Só experimentaremos após o entragar completo de quem somos.
A adoração como estilo de vida implica em uma postura de não conformidade com os valores, padrões e filosofias deste mundo que são contrários à vontade de Deus.
A transformação (“μεταμορφοῦσθε” - metamorphousthe) que Paulo menciona é uma metamorfose, uma mudança profunda e radical que ocorre em nós à medida que nossa mente é renovada pela ação do Espírito Santo e pela Palavra de Deus.
O Culto que Rompe com o Mundo: Não se Conformem
Adorar no cotidiano é dizer ‘não’ à mentira quando todos mentem, é viver com generosidade em um mundo egoísta, é manter pureza num mundo impuro.
Tiago 1.27 “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.”
Cultuar é permitir que a Palavra de Deus molde nossa mentalidade, nossas prioridades e reações.
“A mente é o campo de batalha onde a adoração verdadeira começa.” – John Piper
O resultado de oferecermos nosso corpo como sacrifício vivo e de renovarmos nossa mente é a capacidade de “experimentar e comprovar” a vontade de Deus.
“O maior ato de adoração é obedecer a Deus quando ninguém está olhando.” – Tozer
A adoração que transforma o nosso cotidiano nos leva a uma experiência pessoal e profunda da boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
