CONFIANTE DIANTE DE DEUS

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão “Confiante Diante de Deus” ensina que, por causa do pecado, o ser humano perdeu a coragem de se aproximar de Deus, sendo dominado pelo medo e pela vergonha. No entanto, por meio do sacrifício de Jesus, é possível restaurar a confiança e viver em comunhão com Deus. A carta de 1 João 3.19-22 mostra que essa confiança nasce de uma vida marcada pelo amor aos irmãos e pela obediência à vontade divina. Quando o crente vive assim, pode ter certeza de sua salvação e liberdade para apresentar suas petições a Deus, sabendo que seus pedidos estarão alinhados com a vontade d’Ele. O sermão conclui que a ausência de confiança espiritual revela incredulidade ou desobediência, enquanto uma vida de amor e fidelidade traz segurança diante de Deus, tanto para a salvação quanto para a oração.

Notes
Transcript

CONFIANTE DIANTE DE DEUS

Introdução:
A queda levou o homem a ter medo de Deus. O relacionamento que Adão e Eva tinham com o Senhor foi quebrado quando se tornaram pecadores. O contato direto que desfrutavam com Deus deixou de existir, dando lugar apenas ao medo e à vergonha. A confiança e o prazer de estar ao lado do Criador foram substituídos por vergonha e medo. Adão e Eva, agora, estavam manchados pelo pecado. O pecado lhes tirou a confiança de estar na presença de Deus. De fato, quem vive no pecado não tem confiança para se apresentar diante de Deus, pois sabe que será destruído.
No estado em que Adão, Eva e seus descendentes se encontravam, não havia mais coragem para se apresentar diante de Deus. Eles tinham medo de se aproximar do Senhor, medo de falar com Ele, medo até mesmo de pensar n’Ele. Temiam o juízo divino. Quanto mais longe de Deus estivessem, melhor lhes parecia. O pecado trouxe vergonha e medo — e somente a graça é capaz de restaurar a coragem e a confiança.
Pelo Seu sacrifício na cruz do Calvário, Jesus Cristo reconciliou o homem com Deus. Ele destruiu as obras do pecado e trouxe pureza e justificação. Agora, o crente em Cristo pode estar na presença de Deus sem medo e sem vergonha. A vida de pecado ficou no passado. Hoje, ele vive em amor e obediência a Deus. Essa nova vida é sinal claro da regeneração que o Espírito de Deus operou nele. Ele pode ter a plena certeza de que foi reconciliado com Deus. Assim, uma vida de amor e obediência nos dá confiança diante de Deus.
Lição: Uma Vida em Amor e Obediência nos Dá Confiança diante de Deus.
Texto: 1João 3.19-22.
João, desde o capítulo 3, versículo 11, vem tratando do amor. Ele já mostrou o modo como vivem os filhos de Deus: em amor (1Jo 3.11-12). Esse amor é conhecido pelo crente desde o princípio da vida cristã e deve ser vivido por toda a vida. O crente não pode viver como Caim, que odiou seu irmão.
Nisso, João expõe uma realidade espiritual que não pode ser surpresa para os filhos de Deus: o ódio do mundo (1Jo 3.13). O ódio de Caim por seu irmão reflete o ódio do mundo pelos filhos de Deus. Portanto, o ódio não faz parte da vida dos filhos de Deus, mas sim do mundo. Os filhos de Deus amam uns aos outros.
Esse amor pelos irmãos na fé é um sinal claro da nova vida em Cristo (1Jo 3.14-18). João deixa evidente que o mundo não ama; ao contrário, odeia. O amor que temos vem do fato de que Cristo nos amou e se entregou por nós — e devemos fazer o mesmo pelos irmãos. Esse amor deve ser demonstrado em ação e em verdade.
Depois de apresentar o sinal da nova vida, João busca tranquilizar o coração dos salvos, em 1 João 3.19-22. Por causa da sensibilidade do coração humano, ele mostra como é possível saber se estamos na verdade e, assim, ter confiança diante de Deus. Esse conhecimento vem de uma vida em amor e obediência a Deus.
Diante disso, quero destacar as duas confianças que se têm.
Confiança quanto à nossa salvação (19-20).
19 E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração; 20 pois, se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas.
Depois de falar sobre o amor pelos irmãos na fé como sinal da nova vida em Cristo, o apóstolo João aborda uma questão frequentemente vivida pelo crente em razão de seu coração sensível: o engano que o coração pode proporcionar. Jeremias afirma: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). O coração humano, sendo enganoso e corrupto, pode condenar a pessoa, levando-a a duvidar da própria salvação. Diante disso, o apóstolo apresenta duas fontes de confiança: a de uma vida em amor e a confiança em Deus.
A confiança de uma vida em amor (19).
Uma vida de amor verdadeiro nos dá confiança quanto à nossa identidade (19a).
Em algum momento da caminhada cristã, o coração poderá nos acusar, relembrando pecados do passado ou do presente. Isso pode nos levar a questionar nossa salvação. O que, então, nos dará certeza de que somos da verdade, que é Cristo? O amor sincero pelos irmãos. Esse amor autêntico é uma evidência concreta de que pertencemos à verdade.
Uma vida de amor verdadeiro dá confiança ao nosso coração (19b).
O verbo "tranquilizar" significa "persuadir", isto é, convencer alguém a respeito de algo (ex.: Atos 19.26). Essa persuasão gera confiança e paz interior. No contexto do versículo, trata-se da convicção quanto à salvação. Uma vida marcada pelo amor aos irmãos na fé convence o nosso coração de que somos da verdade — ou seja, de que somos salvos. Essa parte também pode ser traduzida como: “e, diante Dele, teremos confiança em nosso coração”. Importante destacar: essa confiança está voltada para Deus. É diante Dele que desfrutamos da paz de uma consciência limpa e da certeza da salvação.
A confiança em Deus diante das possíveis acusações do coração(20).
Deus é maior do que o nosso coração (20a).
Mesmo que estejamos vivendo em amor aos irmãos, pode ser que o nosso coração teimoso insista em nos acusar. João levanta essa possibilidade. Se isso ocorrer, nossa confiança deve ser direcionada a Deus, que é maior do que o nosso coração. Afinal, quem é o nosso coração diante de Deus? Nada! Deus é o Criador do coração e também o Restaurador dele que foi corrompido pelo pecado. Nossa confiança deve estar n’Ele.
O que João quer nos ensinar é simples e profundo: não dê crédito às acusações do seu coração, mas a Deus.
Deus conhece todas as coisas (20b).
Será que Deus não conhecia os pecados de Noé? Será que Ele ignorava as falhas de Abraão? Será que não sabia das iniquidades de Israel, de Moisés, Davi, Salomão, Daniel, entre outros? É claro que sim. Deus conhece tudo em nossas vidas — até pecados que nós mesmos desconhecemos. Ele sabe quais pecados já abandonamos, conhece aqueles que ainda lutamos para deixar, e está ciente até dos que ainda não conseguimos reconhecer. Mas, acima de tudo, Ele sabe que todos esses pecados foram pagos por Seu Filho, Jesus Cristo.
Portanto, se o nosso coração — mesmo em meio a uma vida de amor — ousar nos acusar, devemos confiar em Deus, que é maior do que nosso coração e que conhece todas as coisas, inclusive a justiça de Cristo, que foi imputada a nós.
Nosso coração pode nos acusar continuamente enquanto vivermos neste mundo caído. A verdadeira questão é: estamos dando crédito a essas acusações? Muitos têm dado, e isso tem levado crentes ao desânimo, à tristeza, ao abatimento, à desconfiança em Deus e à incerteza da salvação. Entretanto, quando vivemos uma vida de amor e confiança em Deus, podemos desfrutar da certeza da salvação.
Aplicação:
Se dermos ouvidos às acusações do nosso coração, perderemos a esperança e a certeza da salvação.
Quando vivemos em amor e com confiança em Deus, temos plena certeza de que somos salvos.
Uma vida de amor e obediência nos dá confiança diante de Deus quanto à nossa salvação.
Confiança para apresentar nossas petições (21-22).
21 Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; 22 e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável. 
João aqui apresenta o outro lado da moeda: a possibilidade de o coração não nos acusar. Se isso acontecer, temos confiança diante de Deus. O medo da ira divina deixa de existir. A vergonha de se apresentar diante de Deus desaparece. A certeza da paz com Deus passa a reinar. A coragem para se colocar diante d’Ele em oração torna-se constante. A petição — e o recebimento dela — tornam-se possíveis graças ao relacionamento com Ele e à vida que se vive diante d’Ele.
A confiança diante de Deus está ligada a uma vida de amor e obediência. Quem conhece a Deus, sabe qual é a Sua vontade e vive para a Sua glória. Isso fica claro no final do versículo 22.
João afirma no início do versículo 22: “e aquilo que dele pedimos, recebemos”. A ideia é: ao termos confiança diante de Deus — por vivermos uma vida que Lhe é agradável e que busca a Sua glória — receberemos d’Ele aquilo que pedirmos. Mas por que receberemos? Porque nossos pedidos estarão alinhados com a vontade d’Ele.
Veja que o próprio João esclarece isso: “porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável”. Ou seja, conhecemos os Seus mandamentos, obedecemos a eles e, mais do que isso, vivemos buscando o que Lhe agrada. Nossos pedidos, portanto, estarão alinhados com Sua vontade.
Por que Deus não concede os pedidos de muitos crentes? Porque muitos não conhecem a Deus, não sabem qual é a Sua vontade. E mesmo quando a conhecem, não desejam cumpri-la. Não buscam agradar a Deus; buscam apenas realizar os próprios desejos (Tg 4.1-4). Esse tipo de pessoa não tem confiança para pedir a Deus. Pede apenas por formalidade, mas não crê que receberá. Vive uma falsa esperança de recebimento, que nunca se concretizará.
Aplicação:
O conhecimento da vontade de Deus, a obediência a essa vontade e o desejo de agradar a Deus são essenciais para o recebimento das petições.
Nossos pedidos só serão atendidos quando estiverem de acordo com a vontade de Deus.
Uma vida de amor e obediência nos dá confiança diante de Deus para apresentar nossas petições.
Conclusão:
Sabe por que muitos crentes não têm segurança quanto à salvação? Porque não vivem em amor obediente. Isso pode ocorrer por incredulidade (ou seja, por ainda não terem sido convertidos) ou por desobediência a Deus. Nesse estado de pecado, só há vergonha e medo diante de Deus. É necessário, portanto, arrependimento e fé.
Um coração quebrantado e crente em Jesus Cristo vive em amor e obediência a Deus — e isso lhe dá confiança para estar diante d’Ele. Nossa vida pode favorecer as acusações do coração ou ser uma resposta contra elas. O fato é que a maneira como estamos vivendo pode nos conduzir ao medo do castigo ou à certeza da salvação. Isso dependerá de como temos andado.
Viver sem amor aos irmãos e em desobediência a Deus é um terreno fértil para as acusações do coração, que nos levarão ao medo do juízo divino. Por outro lado, uma vida de amor aos irmãos e de obediência a Deus gera confiança diante de Deus, tanto no que diz respeito à certeza da salvação quanto à liberdade para apresentar petições.
Se há medo, é porque falta amor e obediência. Se há amor e obediência, há confiança diante de Deus. Essa confiança nasce de uma vida marcada pelo amor aos irmãos e pela obediência à vontade divina.
19 E nisso saberemos que somos da verdade, e, diante dele, teremos confiança em nosso coração, 20 isto é, quando o coração nos condenar, porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas. 21 Amados, se o coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus 22 e, o que quer que peçamos, recebemos dele, porque obedecemos aos mandamentos dele e fazemos o que é agradável diante dele.
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