(1 Co 9:1-14)
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No capítulo 9, Paulo se apresenta como um exemplo de uma pessoa que desfruta de certos direitos, mas não faz uso dos direitos que possui—especificamente, o direito de receber apoio financeiro. Ele renuncia ao seu direito em benefício dos outros, especialmente em prol da salvação deles.
A defesa de Paulo sobre os direitos de ser sustentado pela igreja é um exemplo que ele está dando de amor ao próximo. Ao mesmo tempo em que ele faz essa defesa, e também ensina o amor sacrificial. Ele está fazendo aquilo que ele mesmo exigiu dos coríntios: abrir mão do seu direito pelo outro.
Seu apostolado foi verificado por (1) uma aparição do Senhor Jesus a ele e (2) pela fundação da igreja em Corinto. Nos versículos 3–14, Paulo apresenta uma série de argumentos que demonstram que ele merece apoio financeiro como apóstolo: soldados merecem pagamento por seu serviço; aqueles que plantam uma vinha comem de seus frutos; aqueles que cuidam de um rebanho desfrutam do leite do rebanho. O apoio financeiro é defendido não apenas com argumentos da vida cotidiana, mas Paulo usa também o AT. Os bois que debulham grãos devem ser alimentados enquanto trabalham, e o mesmo princípio se aplica àqueles que labutam no ministério.
Uma vez que Paulo semeou sementes espirituais ao proclamar o evangelho, é justo que ele espere uma colheita material de seus ouvintes. De fato, esse direito pertence a Paulo especialmente, uma vez que ele plantou a igreja em Corinto. Paulo observa que não fez uso desse direito, para não obstruir o evangelho, mas rapidamente passa a mais argumentos em defesa do apoio financeiro. Aqueles que servem no templo e no altar desfrutam de parte da comida oferecida. Finalmente, o próprio Senhor instruiu que aqueles que proclamam o evangelho devem receber apoio financeiro em prol do ministério.
1Coríntios 9.1–2 “Não sou eu, porventura, livre? Não sou apóstolo? Não vi Jesus, nosso Senhor? Acaso, não sois fruto do meu trabalho no Senhor? Se não sou apóstolo para outrem, certamente, o sou para vós outros; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.”
Paulo então passa a falar dos direitos que ele mesmo possui, mas que abriu mão. Ele abriu mão de receber um salário da igreja, e aqui muito importante que não era de qualquer igreja, mas da igreja que ele mesmo plantou. É interessante que Paulo usa isso pra reforçar o direito que ele tem, e não só isso, mas ele usa a igreja pra defender o seu apostolado, e uma vez que ele é um apóstolo, ele tem direito de ser mantido pela igreja. Esse é o raciocínio de Paulo.
Então a defesa do apostolado de Paulo, do seu ofício, tem duas partes: O fato de ele ter visto Jesus, nosso Senhor, confirma que Paulo é verdadeiramente um apóstolo, pois Jesus apareceu a Paulo no caminho para Damasco e o chamou para ser apóstolo (cf. Atos 9:1–19; 22:1–21; 26:1–23; 1 Cor. 15:8; Gl. 1:1, 11–17). O que também confirma o apostolado de Paulo é a conversão dos próprios coríntios, pois eles representam sua obra apostólica. Como Paulo diz em 2 Coríntios 3:2, os coríntios são sua ‘carta’: eles representam suas credenciais apostólicas, mostrando de forma definitiva que ele é um apóstolo de Jesus Cristo.
2Coríntios 3.2 “Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens,”
A pergunta que devemos fazer é: por que que Paulo faz essa defesa do seu apostolado? Parece que haviam críticos de Paulo que duvidavam do seu ofício. Um apóstolo precisava ter seguido Jesus do tempo de seu batismo no Rio Jordão até sua ascensão no Monte das Oliveiras e tinha de ter testemunhado a ressurreição de Jesus (At 1.21–26). Paulo não fazia parte dos 12 e lhe faltava o ensino que Jesus lhes tinha dado. Então Paulo responde: “Eu não vi Jesus nosso Senhor?” Paulo defende seu apostolado com base na sua experiência na estrada de Damasco, uma experiência que confirmou a ressurreição de Jesus.
1Coríntios 15.8 “e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo.”
Gálatas 1.12 “porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.” Gálatas 1.15–16 “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue,”
Irmãos, é impressionante ver como Paulo liga a confirmação do seu apostolado primeiro ao chamado do Senhor, e depois à igreja do Senhor. O chamado para o ministério, então, deve ter pelo menos duas partes: um chamado interno, em que o Senhor fala ao coração, e um chamado externo, em que a igreja do Senhor reconhece a vocação.
1Coríntios 9.3–6 “A minha defesa perante os que me interpelam é esta: não temos nós o direito de comer e beber? E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?”
A defesa aqui em questão, portanto, refere-se ao apoio financeiro, o que é justificado uma vez que Paulo é um apóstolo. Ele tem o direito ao apoio financeiro para que possa se dedicar livremente ao seu ministério apostólico.
O fato de que Paulo se recusou a exercer seus direitos fez com que alguns crentes levantassem dúvidas acerca de sua conduta.
Mas ele também introduz aqui o direito de constituir família, de se casar, como os demais. Ele diz que Pedro (Cefas) era casado, assim como os irmãos de Jesus, Judas e Tiago.
Isso é muito interessante irmãos, porque Paulo há dois capítulos atrás falou sobre casamento, e pelo conhecimento que ele tinha a respeito da vida de casado e suas dificuldades, é plausível concluir que Paulo talvez já tenha sido casado. É provável que Paulo fosse viúvo. Então o casamento não era um impedimento para o ministério. Na verdade, nas suas cartas pastorais, Paulo pressupõe que os oficiais são casados. Isso é interessante porque no capítulo 7 Paulo diz que os casados vivem divididos entre as preocupações da religião e as coisas mundanas, de como agradar a esposa e o marido. Mas ao mesmo tempo ele presume que o ministro seja casado, e ele defende aqui que o ministro viva do evangelho. Hoje pela manhã nós vimos que quem tinha direito de comer a comida santa, ou seja, a carne do sacrifício era o sacerdote e sua família.
Calvino: Ao chamar uma esposa cristã de irmã, Paulo mostra, antes de tudo, quão forte e amorável [amabilis] deve ser a união entre um esposo e uma esposa crentes, pois a mesma é mantida por um duplo compromisso. Em seguida propõe que sejam muito modestos e ponderados em seu trato recíproco. É também oportuno inferir daqui que o matrimônio é tudo, menos algo inadequado para os ministros da Igreja.
Paulo aqui então faz uma defesa consistente de que o ministro pode viver se dedicar e viver integralmente do ministério com sua família.
Simon Kistemaker: Quando Deus instituiu o sacerdócio em Israel, ele também instituiu o dízimo. Os sacerdotes e levitas não receberiam nenhuma herança na terra prometida. Eles tinham de coletar um dízimo dos outros israelitas para seu sustento e para a manutenção do tabernáculo e seus trabalhos. Em toda a era do Antigo Testamento, os descendentes de Levi foram sustentados pelos dízimos do povo de Deus. Quando Jesus enviou seus discípulos dois a dois, ele os instruiu a não levarem dinheiro, comida ou sacola (Mt 10.5–9; Mc 6.7–11; Lc 9.3–5). Disse-lhes que o trabalhador é digno de seu salário, o que era a sua segurança de que Deus providenciaria para eles o suprimento de todas as suas necessidades. Ele deu a regra de que um trabalhador no reino de Deus deve receber sua renda do povo de Deus (Lc 10.7). Sempre que possível, os pastores e missionários devem trabalhar em tempo integral na pregação e no ensino da Palavra de Deus. Por sua vez, as pessoas a quem eles servem devem sustentá-los financeiramente, para que estes pastores e missionários possam cobrir suas necessidades cotidianas. Embora ministérios de confecção de tendas tenham seu lugar e seu propósito, o povo de Deus deve levantar os fundos necessários para cuidar das necessidades dos seus pastores e missionários.
1Coríntios 9.7–11 “Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Porventura, falo isto como homem ou não o diz também a lei? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa? Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais?”
Gálatas 6.6 “Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de todas as coisas boas aquele que o instrui.”
Os argumentos a favor do direito de receber apoio financeiro continuam, com três perguntas retóricas que abordam questões da vida cotidiana. A primeira diz respeito àqueles que servem como soldados. Nenhum soldado precisa fornecer suas próprias provisões, pois, uma vez que ele está lutando pelo bem de seu povo, recebe alimento e bebida. Da mesma forma, aqueles que servem no evangelho devem ser sustentados financeiramente por outros. Em segundo lugar, é inconcebível que alguém plante uma vinha e não coma suas uvas (cf. Deut. 20:6). O próprio propósito de plantar uma vinha é participar de sua colheita. Por último, aqueles que se dedicam a pastorear um rebanho o fazem para beber do leite que o rebanho produz. O argumento de Paulo é que o que se aplica na esfera natural e nos assuntos ordinários da vida também se aplica à esfera espiritual. Assim como as pessoas trabalham em várias áreas para obter os recursos necessários para viver, aqueles que proclamam o evangelho devem ser sustentados materialmente.
Então, além de usar os exemplos da vida diária, Paulo cita também o AT:
Deuteronômio 25.4 “Não atarás a boca ao boi quando debulha.”
Esse versículo, a primeira vista, não parece fazer muito sentido aqui como uma defesa do direito de salário de um pastor, ainda mais que haviam outros versículos mais claros. e gosta gosta desse versículo pra defender esse direito, porque usa de novo em outro lugar:
1Timóteo 5.18 “Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.”
Qual o raciocínio de Paulo ao compara o ministro a um boi? Ele na verdade está argumentando do menor para o maior. Se Deus quer o fazendeiro tome conta de seu animal, ele não requer que o homem cuide melhor ainda de seu semelhante? E de seu pastor?!
“Não atarás a boca ao boi quando debulha.” O fazendeiro israelita espalhava seu grão num terreiro de debulho ao ar livre. Uma tábua, cujo peso era aumentado com pedras ou pessoas, era puxada em cima do grão por uma junta de bois ou cavalos que caminhava em círculo em volta de um poste (comparar com 2Sm 24.22–24). Às vezes o fazendeiro punha os bois ou cavalos para pisar o grão com os próprios pés (comparar com Mq 4.12–13). O boi podia comer tanto grão quanto quisesse enquanto estava puxando aquele peso todo. Se um judeu amordaçasse o boi, ele correria o risco de ser açoitado na sinagoga local.
Então… se os bois devem ser alimentados enquanto trabalham e debulham o grão, quanto mais isso é verdadeiro para aqueles que proclamam o evangelho?
O ponto de Paulo é que os bois devem ser alimentados enquanto trabalham, e assim as Escrituras ensinam que o trabalho realizado neste mundo deve ser recompensado. Se isso é verdade na esfera natural, certamente segue que é verdade na esfera espiritual. Paulo faz exatamente esse argumento no versículo 11 que se segue, afirmando que aqueles que semeiam coisas espirituais devem colher recompensas materiais, e a razão pela qual isso é óbvio é porque o espiritual é mais importante. Paulo conseguiu mostrar, então, que tanto a vida cotidiana quanto as Escrituras apontam para a mesma conclusão: aqueles que proclamam o evangelho devem ser providos materialmente.
Se Deus ordenou que o homem cuidasse de seus animais, num nível mais elevado, ele instrui os membros da igreja a cuidarem dos ministros do evangelho.
1Coríntios 9.12–14 “Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho;”
O apóstolo Paulo defende que se outro tinham esse direito sobre os crente de Corinto, ele tinha muito mais. Mas… ele abriu mão desse direito, ele não queria receber, talvez eles até quisessem pagar, mas Paulo preferia não receber dinheiro da igreja. Sua intenção era não criar obstáculo ao evangelho. Não sabemos exatamente que obstáculo era esse: talvez a acusação de ganancioso, de usar o evangelho como lucro material apenas, mercadejar a Palavra de Deus. Talvez pra não prejudicar a igreja financeiramente. Mas o ponto de Paulo é que ele fazia isso por amor ao evangelho e por amor à igreja. É provável que quando Silas e Timóteo chegaram Paulo tenha se tornado um pregador do evangelho em tempo integral:
Atos dos Apóstolos 18.5 “Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra...
É muito importante irmãos, perceber que Paulo faz uma última defesa do seu direito se baseando no sistema levítico do sustento daqueles que trabalho no templo. Os dízimos e ofertas que as pessoas traziam ao templo em Jerusalém eram para os sacerdotes e levitas. Como a tribo de Levi não tinha herança em Israel, Deus estipulou que os descendentes de Levi recebessem sua renda das ofertas que o povo trazia ao santuário de Deus (Dt 18.1).
Calvino: devemos manter uma distinção entre o sacerdócio do AT e o de nossos próprios dias. Sob a lei, os sacerdotes eram designados para o encargo dos sacrifícios, para servirem ao altar e cuidarem do tabernáculo e depois do templo; em nossos dias, eles são designados para a proclamação da Palavra e a ministração dos sacramentos. O Senhor não designou os santos ministros para se ocuparem de quaisquer sacrifícios.
Com isso, irmãos, devemos refletir sobre o interesse que temos na igreja, o uso que fazemos de nossos dízimos e ofertas, e o que esperamos do ministro da Palavra - não outra coisa, senão que se dediquem ao ministério da Palavra e da oração. Hoje vemos muitos escândalos, de pessoas que vivem às custas da igreja, recebem um fortuna, que mercadejam a Palavra e usam o evangelho como fonte de lucro.
Godet: Ai daquele homem que afirma viver do evangelho sem que ao mesmo tempo viva pelo evangelho.
O evangelho é um tesouro de grande valor. A Palavra de Deus é um grande livro que requer esmero, zelo, e que deve ser entregue com todo cuidado, para correção, consolação e direção do povo de Deus. A igreja do Senhor Jesus é sua noiva preciosa, que deve ser pastoreada com amor, paciência, e também fidelidade e pureza, pra que ela seja apresentada sem mácula, irrepreensível. Pra isso a Palavra deve ser pregada regularmente, ensinada, aplicada, dentro e fora da igreja aos seus membros. A Palavra deve ser aplicada contra cada pecado específico e geral, individual e comunitário; deve ser aplicada a cada ferida e desespero; deve lembrada em cada caso de consciência. Deve ser uma especada contra os inimigos e um refúgio para os amigos.
Hoje o ministro da palavra não é mais o ministro da palavra e dos sacramentos, seu ministério não é mais o ministério da Palavra e da oração; parece-se mais com o diretor de uma ONG, ou o presidente de um clube social. Não há mais seriedade e sabedoria. Não é mais alguém conhecido pela Palavra, mas pelo carisma, ou por outras habilidade que não dizem respeito necessariamente à igreja.
Porque a Palavra de Deus chama o pastor de Ministro da Palavra? Porque é da Palavra que sai a vida do povo, todos os seus remédios e exortações. O púlpito deve ser o lugar de maior ataque ao mundo, à carne e ao diabo. O ministro da Palavra deve ser consumido pela Palavra, enquanto devora a Palavra.
O puritano John Mayer disse assim: Aquele que é enviado por Deus para pregar, fala em Seu nome; e o que ele diz é como se Deus do céu falasse. Portanto, nosso Salvador, Cristo, diz aos Seus discípulos que saíssem imediatamente a pregar: ‘Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita’. Então, todo pregador da Palavra fale apenas o que Deus põe em sua boca, ao se pôr de pé para pregar de acordo com a Palavra.
O que é um ministro fiel do evangelho para a igreja? Richard Sibbes disse:
Cristo, quando ascendeu ao alto e levou cativo o cativeiro, não daria um presente mesquinho, já que ascenderia triunfantemente ao Céu; o maior presente que ele poderia dar era “uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, querendo o aperfeiçoamento do corpo do Cristo”; “dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3:15).
Neemiah Rogers resume assim:
Às vezes a igreja é comparada a um edifício, casa ou templo do Senho; então os ministros são chamados de construtores e carpinteiros. Às vezes o povo de Deus é chamado de família de Deus; então os ministros são chamados de mordomos. Às vezes a igreja é chamada de filhos e filhas; então os ministros são chamados de pais espirituais. Às vezes a igreja é comparada a um jardim, ou a um pomar frutífero; seus ministros então são chamados de plantadores e regadores. Às vezes a igreja é comparada a uma lavoura e a um milharal; então os pastores são chamados trabalhadores e ceifeiros, que debulham e aram e semeiam. Às vezes os crentes são chamados peregrinos, e seus pastores são como guias e luzeiros.
E de onde surge tudo isso? É principalmente que Deus edifica sua igreja, por meio do ensino e aplicação de sua Palavra. Foi isso que ele fez quando cumpriu a Palavra morrendo por nós, e segundo a Palavra ressuscitou dos mortos, e segundo a Palavra subiu aos céus, e segundo a Palavra derramou seu Espírito sobre nós e assim escreveu sua Palavra em nossos corações… e a fé vem pelo ouvir da pregação da Palavra, e essa Palavra é que Cristo morreu em nosso lugar para nos salvar, nos edificar, nos libertar, no purificar. Se os pregadores da Palavra forem fiéis e amarem assim a glória de Deus e a igreja, então veremos um avivamento em nosso País. E se a igreja despertar e amar a Palavra, ler e ouvir com atenção, então veremos dias melhores, grandes mudanças em nossas vidas, famílias e igrejas.
CFW Pergunta 155. Como a Palavra se torna eficaz para a salvação?
Resposta: O Espírito de Deus torna a leitura, e especialmente a pregação da Palavra, um meio eficaz para iluminar, convencer e humilhar os pecadores; para lhes tirar toda a confiança em si mesmos e os atrair a Cristo; para os conformar à sua imagem e os sujeitar à sua vontade; para os fortalecer contra as tentações e corrupções; para os edificar na graça e estabelecer o coração deles em santidade e conforto mediante a fé para a salvação.
