Pv 1.8-19 - A Coroa e a Ratoeira: Quem você está ouvindo?

Exposição de Provérbios  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Este sermão expõe Provérbios 1.8–19, onde Salomão contrasta dois caminhos: o da sabedoria, que começa com a obediência aos pais, e o da ganância, que leva à destruição. Mostra como a voz dos pais piedosos deve ser valorizada frente às seduções do mundo, que oferecem falsa justiça e lucro fácil. A sabedoria é adornada com honra; a cobiça, com vergonha. Cristo é apresentado como o Filho obediente e a verdadeira sabedoria de Deus, que nos chama a ouvi-Lo e segui-Lo.

Notes
Transcript
Provérbios 1.8–19 BSAS21
8 Meu filho, ouve a instrução de teu pai e não desprezes o ensino de tua mãe. 9 Pois serão como uma coroa de graça para tua cabeça, ou colares para teu pescoço. 10 Meu filho, se os pecadores quiserem te seduzir, não permitas. 11 Se disserem: Vem conosco; armemos uma emboscada para matar alguém; fiquemos de tocaia contra o indefeso para nos divertir; 12 vamos engoli-los vivos, como a sepultura, e inteiros, como os que descem à cova; 13 encontraremos todo tipo de bens preciosos e encheremos nossas casas com despojos. 14 Vem conosco; teremos tudo em comum. 15 Meu filho, não sigas o caminho deles; desvia-te de suas veredas, 16 pois os pés dos pecadores correm para o mal, e eles se apressam a derramar sangue. 17 De fato, não faz sentido estender a rede diante de uma ave que está à espreita. 18 No entanto, os pecadores se põem em emboscadas contra seu próprio sangue e espreitam a própria vida. 19 São assim as veredas de todo aquele que se entrega à cobiça; ela tira a vida dos que a possuem.
Esboço
I. Há vida na instrução dos pais (v.8–9)
A. Porque eles exercem sábia autoridade (v.8)
B. Porque seus ensinos a embeleza (v.9)
II. Há morte no convite dos pecadores (v.10–19)
A. Porque a sedução é revestida de falsa justiça (v.10–14)
B. Porque o caminho é pavimentado para a ruína (v.15–18)
C. Porque a ganância leva a sepultura (v.19)
Grande Ideia:
Honra e sabedoria são para os que ouvem seus pais; sedução e destruição, para os que seguem pecadores.

Introdução

Vivemos numa era de muitas vozes.
Algumas dizem: “conquiste o mundo e tenha sucesso”; outras sussurram: “você pode ser (ter) o que quiser”.
Em meio a esse ruído, há uma voz esquecida — a dos pais, dos conselheiros piedosos, da Palavra de Deus.
Provérbios 1 nos convida a refletir sobre duas vozes que competem pelo nosso coração: a voz da sabedoria, que está dentro de casa, e a voz da cobiça, que está do lado de fora.
É o primeiro sermão de Salomão, e o tema não poderia ser mais atual: Quem você está ouvindo?
Aquele a quem o seu coração está ouvindo, definirá se você receberá honra ou destruição.

I. Há vida na instrução dos pais (vv. 8–9)

A. Porque eles exercem sábia autoridade (v.8)

Provérbios 1.8 BSAS21
8 Meu filho, ouve a instrução de teu pai e não desprezes o ensino de tua mãe.
Este versículo abre o primeiro apelo prático do livro de Provérbios com um tom pessoal e afetuoso: “filho meu”.
Essa expressão revela que a sabedoria bíblica não é apenas teórica, mas profundamente relacional.
É um chamado ao jovem para ouvir os pais não por medo ou pressão, mas por causa da aliança familiar estabelecida por Deus.
O pai e a mãe são apresentados juntos como autoridades legítimas, igualmente portadoras de sabedoria — algo muito significativo num contexto em que a figura do pai poderia facilmente ser vista como a única voz ativa.
A palavra usada aqui para “ouvir” no hebraico é shama — o mesmo termo que aparece no famoso Shema de Deuteronômio 6: “Ouve, ó Israel...” Ou seja, trata-se de um ouvir que implica atenção reverente e disposição para obedecer.
Num mundo onde jovens estão sendo discipulados por algoritmos, celebridades e influenciadores digitais, a voz dos pais tem sido negligenciada.
Mas segundo o texto, a instrução piedosa dos pais é o primeiro canal da sabedoria de Deus para o filho.
“A instrução dos pais assume um papel central na formação da sabedoria, sendo um reflexo da responsabilidade da geração anterior de transmitir a aliança e os caminhos do Senhor aos filhos.” — Daniel J. Estes, em Teach the Text Commentary Series – Proverbs
Aplicações:
Jovens, vocês têm ignorado conselhos piedosos em nome da “liberdade”?
Pais, têm instruído com sabedoria bíblica ou apenas com padrões culturais?
Cristo:
Jesus é o exemplo supremo: mesmo sendo o Filho eterno de Deus, foi obediente a José e Maria (Lc 2.51).
Lucas 2.51 BSAS21
51 E ele desceu com seus pais, indo para Nazaré, e obedecia a eles. E sua mãe guardava todas essas coisas no coração.
O próprio Cristo nos ensina que honrar os pais não é apenas um mandamento, mas uma expressão do coração cheio do Espírito.

B. Porque seus ensinos a embeleza (v.9)

Provérbios 1.9 BSAS21
9 Pois serão como uma coroa de graça para tua cabeça, ou colares para teu pescoço.
Aqui vemos o resultado da obediência: não vergonha ou prisão, mas beleza.
A imagem do “coroa / diadema” e do “colar” não é apenas decorativa, mas simbólica.
O adorno visível representa o impacto interior da sabedoria: ela embelezará sua vida, seu testemunho, sua reputação.
Esses adornos estão na cabeça e no pescoço — lugares visíveis e próximos de onde fluem nossos pensamentos e palavras.
Você já admirou a educação no trato e no falar de crianças bem educadas?
É algo belo e chama a atenção.
Você já admirou filhos adultos que honram seus pais com pedido de bênção e que cuidam deles com todo carinho?
É algo belo e admirável.
Quando Jacó foi levado ao Egito, já idoso, José, como governador do império, se levantou, correu ao encontro de seu pai, se lançou ao pescoço dele e chorou longamente (Gn 46.29).
Depois, ele cuidou de seu pai com grande honra, colocando-o entre os melhores da terra.
Mesmo sendo a autoridade máxima do Egito abaixo de Faraó, José não teve vergonha de honrar seu pai. Ele se comportou como um verdadeiro príncipe — porque o coração que ouve os pais nunca deixa de se inclinar diante deles com respeito e carinho.
Quando a Rainha Elizabeth II viveu seus últimos anos, muitas manchetes destacavam o desconforto público com o comportamento do então príncipe Charles — seus divórcios, escândalos, tensões com o protocolo real, especialmente no trato com Diana e com a instituição da monarquia.
Muito da imagem de Charles refletia diretamente sobre a honra (ou vergonha) da Rainha. Ele deveria ser o adorno do trono — mas por vezes foi a mancha.
Quem ouve os pais e anda em sabedoria passa a exalar honra, equilíbrio e reverência.
Em uma cultura que valoriza aparência e performance, o texto revela que a verdadeira formosura é fruto da sabedoria humilde e obediente. Não é o que se veste no corpo, mas o que se expressa na conduta.
Aplicações:
Que “acessórios” você está buscando para sua vida?
Sua vida tem refletido beleza espiritual visível aos outros?
Cristo:
Isaías 11.3 BSAS21
3 Ele se inspirará no temor do Senhor; e não julgará pela aparência, nem decidirá pelo que ouvir dizer;
Isaías 11.3 diz que o Messias se deleitaria no temor do Senhor — e por isso seria cheio de graça.
Jesus é aquele que brilhou com glória mesmo na simplicidade, porque Sua vida estava adornada com perfeita obediência.
João 6.38 BSAS21
38 Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a daquele que me enviou.
Essa obediência mostrou sua sabedoria e glorificou o Pai
João 17.4 BSAS21
4 Eu te glorifiquei na terra, completando a obra da qual me encarregaste.
Jesus não perdeu a sua vida ao ser obediente ao Pai, pelo contrário, Ele venceu a morte porque ouviu e obedeceu.
De fato, HÁ VIDA NA INSTRUÇÃO DOS PAIS.

II. Há morte no convite dos pecadores (vv. 10–19)

A. Porque a sedução é revestida de falsa justiça (v.10–14)

Provérbios 1.10–14 BSAS21
10 Meu filho, se os pecadores quiserem te seduzir, não permitas. 11 Se disserem: Vem conosco; armemos uma emboscada para matar alguém; fiquemos de tocaia contra o indefeso para nos divertir; 12 vamos engoli-los vivos, como a sepultura, e inteiros, como os que descem à cova; 13 encontraremos todo tipo de bens preciosos e encheremos nossas casas com despojos. 14 Vem conosco; teremos tudo em comum.
O segundo apelo do pai começa com um alerta direto e urgente: “se os pecadores quiserem te seduzir, não permitas”.
A palavra “seduzir” carrega a ideia de atração sutil, envolvente, persuasiva.
Os pecadores aqui não são apenas pessoas imorais — são agentes de influência que apresentam uma proposta de “vida melhor”, mas por meios ilícitos.
Nos versos 11 a 14, temos o discurso tentador: vamos atacar, vamos tomar o que é dos outros, vamos lucrare depois dividiremos tudo igualmente.
É chocante como essa proposta apela para um senso distorcido de comunidade: “vamos repartir tudo”.
Parece justo, parece até democrático — mas é mentira.
A falsa justiça é a maquiagem da ganância.
“A proposta dos pecadores é revestida de aparente comunhão: ‘teremos todos uma só bolsa’ — uma paródia perversa da verdadeira solidariedade do povo de Deus.” — Tremper Longman III, Proverbs – Baker Commentary on the Old Testament Wisdom and Psalms
Hoje, isso continua acontecendo. A ganância moderna não veste capuz nem carrega faca. Ela aparece em frases como:
“Todo mundo faz isso.” “Ninguém vai sair prejudicado.” “É só um jeitinho.” “O importante é o resultado.”
São vozes que acalmam a consciência enquanto alimentam o ego.
Em junho de 2026, uma jovem garçonete de 24 anos chamada Jéssica Nunes Pereira foi presa após os donos de um restaurante japonês no Rio de Janeiro descobrirem que ela havia desviado mais de R$ 200 mil em pagamentos.
“A jovem aplicava o golpe apresentando aos clientes o próprio QR Code do Pix no momento do pagamento das refeições, fazendo com que os valores fossem depositados diretamente em sua conta pessoal.” - diz a reportagem da Record News Internacional.
A fraude durou meses. E o mais impressionante: ela ostentava nas redes sociais uma vida de luxo, com viagens, passeios de jet ski e hospedagens em hotéis caros, uma vida incompatível com o salário que recebia.
O caso veio à tona, ela foi desmascarada, presa, e seu nome estampado como exemplo de desonestidade.
Essa história é um retrato moderno de Provérbios 1.10–14. A funcionária seguiu exatamente o que o texto denuncia:
Sedução pelo lucro fácil
Desprezo pela justiça
Aparente impunidade
Falsa sensação de controle
Como os pecadores do texto, ela também tinha um “plano”: “Vamos pegar o dinheiro dos outros, sem que eles percebam... vamos dividir entre nós”.
Mas o fim foi o mesmo que Salomão alerta: vergonha, perda e ruína.
A ganância, mais cedo ou mais tarde, revela a armadilha — e o caçador cai nela.
Aplicações:
Quais vozes têm tentado convencer você?
Em que áreas você está negociando princípios bíblicos por segurança ou lucro?
Você está cercado de conselheiros ou cúmplices?
Cristo:
Jesus também foi tentado por palavras parecidas: “Tudo isto te darei, se prostrado me adorares” (Mt 4.9).
A proposta era de poder, lucro e glória — sem cruz, sem obediência.
Mas Ele respondeu com a Palavra e rejeitou a sedução disfarçada de justiça.
Ele é o Filho que não consente.

B. Porque o caminho é pavimentado para a ruína (v.15–18)

Provérbios 1.15–18 BSAS21
15 Meu filho, não sigas o caminho deles; desvia-te de suas veredas, 16 pois os pés dos pecadores correm para o mal, e eles se apressam a derramar sangue. 17 De fato, não faz sentido estender a rede diante de uma ave que está à espreita. 18 No entanto, os pecadores se põem em emboscadas contra seu próprio sangue e espreitam a própria vida.
Aqui o pai muda o tom: de alerta verbal para recusa de convivência e ação prática.
Ele não apenas diz “não escute”, mas agora: “não ande com eles”.
A linguagem de “caminho” e “vereda” é recorrente em Provérbios. Trata-se de escolhas de vidarotas morais que, uma vez trilhadas, levam a destinos inevitáveis.
O pai então oferece uma resposta lógica e ilustrativa.
Ele diz: até os passarinhos, quando veem uma armadilha sendo armada, fogem!
Quão mais insensato é o homem que, vendo o fim do pecado, ainda assim segue para ele.
O argumento aqui é poderoso: a ganância não é só pecado — é burrice.
É tolice, é estupidez moral.
Aplicações:
Você tem identificado os caminhos que está trilhando?
Tem sido seletivo com quem caminha ao seu lado, ou apenas se deixa levar?
Tem racionalizado pecados dizendo “eu dou conta”, “isso não é tão grave assim”?
Cristo:
Jesus nos chama para andar com Ele em outro caminho — o da cruz.
O caminho estreito não promete despojos, mas entrega vida abundante, eterna, segura.
O discipulado de Jesus exige que a gente afaste os pés do caminho dos gananciosos — e se una ao caminho da sabedoria que é Ele mesmo (Jo 14.6).

C. Porque a ganância leva a sepultura (v.19)

Provérbios 1.19 BSAS21
19 São assim as veredas de todo aquele que se entrega à cobiça; ela tira a vida dos que a possuem.
Salomão encerra com uma afirmação categórica, quase proverbial: todo ganancioso será vítima fatal da própria ganância.
Ele não diz “alguns”, mas “todo”.
A ganância é colocada como um espírito que destrói a si mesmo — como alguém que cava um poço e cai dentro dele.
Lembra-se de Hamã?
Ester 7.9 (BSAS21) 9 Então Harbona, um dos oficiais que serviam diante do rei, disse: Há uma forca de cinquenta côvados de altura que Hamã fez para Mardoqueu, aquele que intercedeu pelo rei, que está junto à casa de Hamã. Então o rei ordenou: Enforcai-o nela.
A frase “tira a vida de quem o possui” é irônica e reveladora: a ganância promete vida, mas toma tudo — é um devorador silencioso.
Ela não precisa de um acidente ou de um juiz: ela se autodestrói.
“A palavra hebraica traduzida por ‘ganância’ aqui carrega a ideia de um apetite insaciável que consome a própria alma de quem o alimenta.” — Derek Kidner, Proverbs: An Introduction and Commentary (TOTC)
Aplicações:
O que está dominando o seu coração?
Você está buscando segurança ou satisfação em coisas que não pode manter?
A sua ambição tem atropelado o descanso, o caráter, os relacionamentos?
Cristo:
Em 2002, o Brasil inteiro se chocou com o assassinato brutal dos pais de Suzane von Richthofen. Ela, junto com o então namorado e o cunhado, planejou e executou o crime. A motivação? Ganhar acesso imediato à herança milionária da família.
Mas o plano foi descoberto. Suzane foi presa, condenada e rejeitada pela própria família.
Anos depois, em 2016, foi decidido judicialmente que ela não teria direito à herança dos pais — todo o patrimônio ficou para o seu irmão, que não participou do crime.
Ou seja, na tentativa de adiantar o ganho, ela perdeu tudo.
Tentou cortar caminho para a riqueza, mas caiu na própria armadilha — como diz Provérbios 1.19: “a ganância tira a vida de quem a possui.”
Jesus nos oferece a verdadeira riqueza: Ele mesmo.
Em Cristo, já temos a maior herança — e, por isso, podemos viver livres da ansiedade por mais.
Quem crê em Cristo sabe esperar.
A herança que temos em Jesus é incorruptível, garantida e perfeita — e não precisamos roubá-la, forçá-la ou atropelá-la:
1Pedro 1.3–4 BSAS21
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos regenerou para uma viva esperança, segundo a sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4 para uma herança que não perece, não se contamina nem se altera, reservada nos céus para vós,

Aplicações

1. Ouça o Pai e se torne sábio

Aplicação pessoal:

Tenho tratado a instrução piedosa dos meus pais (ou líderes espirituais) como adorno ou como peso?
Que tipo de vozes têm moldado meus pensamentos, decisões e valores?

Aplicação familiar:

Pais: têm instruído seus filhos com sabedoria que vem de Deus — não apenas com regras, mas com direção espiritual?
Filhos: têm desprezado a autoridade dos pais, substituindo-a pela dos influenciadores, amigos ou desejos próprios?

Cristo como aplicação:

Jesus foi o Filho perfeito que sempre ouviu o Pai (Jo 8.29).
João 8.29 BSAS21
29 E aquele que me enviou está comigo; não me deixou só, pois faço sempre o que lhe agrada.
Em Cristo, somos capacitados a obedecer com fé e alegria — mesmo quando nossa carne resiste.
O cristão não precisa de pais sábios para orientá-lo, ele tem o Pai Eterno e a Sua Palavra.

2. Desvie-se do caminho dos pecadores e permaneça sábio

Aplicação pessoal:

Estou sendo seduzido por promessas de lucro fácil, vantagem injusta ou decisões que beneficiam a mim mesmo, mas prejudicam outros?
Cuidado com o jogo do tigrinho, com as apostas esportivas, as pirâmides financeiras.
Pessoas hoje negociam com outras (alimento, remédio, roupa), mas não se importam em dar prejuízo e usam o dinheiro delas para coisas fúteis e desnecessárias, fraudando trabalhadores...”
💡 Cuidado com a normalização social desse tipo de atitude.

Aplicação lógica:

As decisões gananciosas que parecem vantajosas agora podem me custar tudo depois. Nem os pássaros caem em armadilhas óbvias — e eu?

🙏 Cristo como aplicação:

Jesus resistiu à sedução do inimigo com a Palavra (Mt 4). Ele nos ensina a dizer “não” ao mundo, à carne e ao diabo.
O evangelho nos liberta da idolatria do ganho e nos ensina a contentar-nos com a sabedoria de Deus.
📖 “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes.” (1Tm 6.8)

Conclusão

Não é sobre ter atitudes morais elogiáveis, é sobre ser um verdadeiro discípulo de Jesus.
Salomão nos mostrou dois caminhos auditivos — dois tipos de conselhos, dois tipos de vozes, dois destinos finais.
A instrução dos pais conduz à honra; o convite dos pecadores, à morte.
CENA FINAL:
Imagine:
Um jovem com uma coroa de honra sobre a cabeça — seus pensamentos são moldados pela sabedoria, seu coração é pacífico, sua vida é bonita. O que as pessoas veem quando olham para ele? Honra.
E outro, com ratoeiras sujas, velhas e fétidas presas às suas mãos — talvez tenha conseguido o que queria. O que as pessoas veem quando olham para ele? Vergonha, dor, culpa.
O que você quer para a sua vida?
Uma coroa que vem da obediência, ou uma ratoeira revelando sua vergonha?
A voz do próprio Cristo é a sabedoria de Deus.
Ele foi o Filho que ouviu perfeitamente o Pai e, por isso, se tornou para nós sabedoria, justiça, santificação e redenção (1Co 1.30).
Hoje, Ele continua falando — por meio da Palavra, dos pais piedosos, dos conselheiros fiéis.
A pergunta é: Você tem dado ouvidos a essa voz?
Não troque uma coroa de honra por uma armadilha de morte.
Cristo nos oferece a coroa. Os pecadores da internet só podem oferecer ratoeiras.
Ouça. Creia. Caminhe com Jesus — a verdadeira sabedoria de Deus.
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