Gênesis 7.17-24 O dilúvio
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IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – SERMÕES EXPOSITIVOS
JUNHO/2025
Rev. Mateus Lages
Tema: Como tudo começou
Dia 15/06: Gênesis 7.17-24 O dilúvio
Deus fala: Saudação - Salmos 33.13-15
Nós falamos: Oração inicial
Nós cantamos: Hino 11 - Trindade Santíssima
Deus fala: Mateus 24.37-39
Nós falamos: Oração de confissão
Nós cantamos: Hino 120 - Dependência
LOUVOR
• Cantai ao Senhor (G)
• A Rocha (E)
• Me rendo a Ti (A)
Tema: Como tudo começou
Gênesis 7.17-24 O dilúvio
INTRODUÇÃO/CONTEXTO
Comentei com os irmãos que no capítulo 7 encontramos a ordem de Deus para o embarque na arca, a entrada propriamente dita na primeira parte (1-17) e o começo do dilúvio e a amplitude dele segunda parte (17-24), tema de hoje.
Para que houvesse o dilúvio, Deus viu que a humanidade havia se corrompido, porque se esqueceram e se afastaram do Senhor. Porém, para que houvesse a preservação de uma única família e casais de animais, Deus viu justiça e integridade em Noé.
O fator principal, então, é que Deus contemplava a terra, os seres humanos, porém, a Palavra de Deus segue afirmando que isso permanece como lemos no Salmo 33, mas também encontramos em: Êxodo 3.7 “Então o Senhor continuou: — Certamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus feitores. Conheço o sofrimento do meu povo.”; Provérbios 15.3 “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.”; Hebreus 4.13 “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.”.
Desenho para as crianças: Desenhem somente a Arca totalmente fechada e somente águas abaixo além de chuvas caindo do céu.
Desenho para as crianças: Desenhem somente a Arca totalmente fechada e somente águas abaixo além de chuvas caindo do céu.
Irmãos, o texto incia dizendo que o dilúvio durou 40 dias e 40 noites (17), mas encerra dizendo que as águas predominaram por 150 dias (24) até que baixassem seus níveis ou começassem a baixar seus níveis. Portanto, 190 dias, pouco mais de 6 meses. O que recebemos de conteúdo entre essas duas informações servirá de base para nossa edificação hoje a respeito do dilúvio e sua amplitude.
Vamos ao texto: Gênesis 7.17-24 O dilúvio
São incontáveis a quantidade de artistas que pintaram quadros sobre este relato destacando o terror estabelecido no mundo por causa do que lemos aqui: Predominaram as águas (18); prevaleceram as águas (19); pereceu toda carne (21); tudo que tinha fôlego morreu (22); foram exterminados todos os seres (23).
Irmãos, desde o início desta série, não tenho me cercado de argumentos materialistas, mas espirituais. Com isso, não quero dizer que eles não existem, pelo contrário, são muitos e todos solidamente bem formulados para mostrar como a Bíblia se aproxima do relato científico ainda que não seja sua proposta. Hoje, do mesmo modo, quero seguir fazendo afirmações que nos instruam e edifiquem espiritualmente, ainda que tenhamos meios de associar o relato bíblico com algumas conclusões científicas a respeito de um dilúvio global, porém este não é meu objetivo nesta série.
Dito isso, pensemos a partir do verso 18, sobre a Arca que vogava sobre as águas. A palavra traduzida em português remete a boiar. A arca não era um navio, não era a intenção de Deus que Noé se tornasse um marinheiro, mas que a arca ficasse acima das águas e suportasse e se mantivesse segura diante de toda manifestação aquática como tempestades, tsunamis e maremotos, enviada por Deus nos 40 dias.
A sequência (19-20) continua discursando como as águas eram fortes e agressivas, crescendo tanto em altura quanto em extensão, pois tudo foi coberto pelas águas e tudo foi destruído pela sua força (21), manifestando o poder do juízo de Deus contra tudo que se manifestou como perverso e violento, que estava corrompido à vista de Deus (6.11).
Isso culmina no verso 22: Gênesis 7.22 “Tudo o que havia em terra seca e que tinha fôlego de vida em suas narinas morreu.” Isso acontece para reforçar que o dilúvio veio como uma mostra terrível das consequências do pecado: Romanos 6.23 “Porque o salário do pecado é a morte,”.
Por fim, no verso 23, o cumprimento da promessa é manifesto, uma vez que “ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca”. Eles foram salvos pela arca e na arca que noé preparou, pois, para preservar na raça humana o seu culto, Deus havia soberanamente escolhido um homem somente, Noé, dentre toda aquela geração depravada e pervertida, que havia abandonado a Deus. E só pode ter sido pela graça soberana de Deus, porque Noé partilhava da mesma natureza corrupta dos seus contemporâneos: eram todos descendentes de Adão. Ele era tão pecador como os demais, mas ;e salvo pela misericórdia de Deus, segundo o plano de preservar para si um povo.
E é desse modo que este relato termina com mais um facho de esperança em um mundo que logo terá um recomeço, pois apesar de tudo ter morrido, nem tudo, pois aqueles preservados por Deus permeneceram vivos, a salvo e responsabilizados pela continuidade da expectativa de plena salvação, como termina o ensino de Paulo em Romanos 6.23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
Como houve esperança para Noé e sua família na arca que Deus fechou a porta para juízo, mas também para preservação, assim temos esperança em Cristo, que mesmo no juízo, haverá de nos preservar do juízo, pois cremos no seu sacrifício vicário e sucifiente.
CONCLUSÃO/APLICAÇÃO
Concluindo, aprendemos pelo tema foi assim que tudo começou, hoje, sobre o dilúvio e sua amplitude, que notifica como nada foi poupado fora da arca, bem como, a advertência que Jesus nos faz sobre como no fim o mesmo juízo se repetirá, porém, sem mais chance de renovação na vinda do Filho do homem (Mt 24), contudo, junto dessa mensagem também notamos a graça e a misericórdia que preservam do juízo, salvam e resguardam.
No nosso caso, a arca que nos salva é a fé em Cristo Jesus, simbolizada nas águas do batismo: 1Pedro 3.21 “O batismo, que corresponde a isso, agora também salva vocês, não sendo a remoção das impurezas do corpo, mas o apelo por uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo,”. Isso quer dizer que a arca boiando sobre as águas do juízo aponta para a salvação em Cristo, que é simbolizada pelo batismo, meio pelo qual a pessoa é integrada à comunidade cristã. Como afirma Pedro, Noé não foi purificado porque estava na arca, bem como nós não somos pelo fato de termos sido batizados, porém, preservados pela misericórdia de Deus, em sua graça.
Por fim, reconheçamos que em Cristo temos plena segurança, porque nele recebemos a mais perfeita manifestação da graça de Deus, que se revela a nós no tempo adequado. Noé pregou sobre o dilúvio enquanto construía a arca por 120 anos, mas não deram ouvidos e você, diante da chamada que Jesus está fazendo, tem dado ouvidos? Se sim, como responderá? Lembre-se que o tempo é hoje. A porta da arca será fechada por Deus quando o tempo chegar ao fim. Minha oração é para que ele nos preserve todos pela fé em Cristo.
ORAÇÃO FINAL E BÊNÇÃO
