2Co 6.14-15 Idolatria contemporânea

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IGREJA PRESBITERIANA DE APIAÍ
PLANEJAMENTO PASTORAL – DEVOCIONAL
JUNHO/2025
Rev. Mateus Lages
Tema: Como tudo começou
Dia 13/06: 2Co 6.14-15 Idolatria contemporânea
Saudação: Êxodo 20.3 e 1Tm 2.5
Hino 267 - Precioso sangue
Oração inicial
2Co 6.14-15 Idolatria contemporânea Na vida cristã, há relacionamentos que precisamos cultivar e outros que precisamos abandonar. Algumas verdades importantes sobre isso são abordadas aqui. A exigência é clara (6.14a). “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos […]” (6.14a). A expressão grega se traduz literalmente por “jugo desigual” e traz a idéia de alguém estar num jugo desnivelado. Na mente de Paulo, um fariseu conhecedor do Antigo testamento, isso era muito claro. Havia a proibição de pôr animais de natureza diferentes sob o mesmo jugo. Havia uma proibição de “lavrar com junta de boi e jumento” (Dt 22.10) e também de fazer cruzamento de animais de diferentes espécies (Lv 19.19). Além disso, o boi era um animal limpo, enquanto o jumento era impuro (Dt 14.1–8). Assim, a ideia que Paulo está transmitindo é que existem certas coisas que são essencialmente distintas e fundamentalmente incompatíveis, que jamais podem ser naturalmente unidas. Incluídos nessa metáfora estão o casamento (1Co 7.12–15) e todos os problemas éticos tratados na primeira carta aos Coríntios (6.5–10; 10.14; 13.4). Em nossos dias, o relativismo tirou de nós o senso de comunidade, de modo que nem nos sentimos parte da Igreja da qual somos membros, nem nos sentimos no dever de se apatar dos que não são membros da Igreja de Cristo.
Porém, o chamado cristão tem a finalidade de evitar esses relacionamentos íntimos com pagãos porque comprometem a coerência cristã no culto e na ética (1Co 5.9–13). O crente não deve pôr-se debaixo do mesmo jugo com um incrédulo em, pelo menos, duas áreas: vida conjugal e participação em práticas cultuais.
Na vida conjugal entre um crente e um incrédulo está em desacordo com a Palavra de Deus (1Co 7.39). Esse princípio foi reprisado inúmeras vezes para o povo de Israel e repetidas vezes desobedecido (Ne 9.2; 10.28; 13.1–9,23–31). No caso de um crente já estar casado com um incrédulo, essa passagem não autoriza separação ou divórcio (1Co 7.12–16). Quanto as práticas cultuais pagãs, o contexto prova que o propósito é proibir os crentes de se unirem com os incrédulos no culto pagão (1Co 10.14–22). Paulo ataca com vigor a tese da união entre todas as religiões. Ele resiste fortemente ao que chamamos de ecumenismo, que é o pensamento de que toda religião é boa e todo caminho leva a Deus.
Em nossa cidade temos a festa do padroeiro da cidade, festa em louvor a santo antonio. A festa em si não tem qualquer problema, nem creio que haja consagração dos alimentos e bebidas vendidos ali, pois é nítida a intenção da festa: arrecadação de fundos para a ICAR.
Porém, não deve haver jugo desigual, interligação e plena comunhão entre os que confessam somente a fé, somente a graça, somente Cristo e somente a Escritura com grupos que agregam outro meio de se chegar a Deus ou dele receber além de Cristo.
Por isso, especialmente sobre o que lemos em 1Tm 2.5, pensemos sobre a mediação de Cristo. Mediador é alguém que atua entre duas partes para reuni-las. Jesus é o Mediador entre Deus e os homens, porque ele é Deus-homem. Deus estava em Cristo para reconciliar consigo o mundo (2Co 5.19). É Cristo quem restaura os pecadores a uma correta relação legal com Deus. E Paulo está ensinando aqui que não há um Deus para este grupo e outro para aquele grupo; não há um Mediador para esta nação e outro para outra nação, mas somente um Deus para todos os homens e somente um Mediador para todos os homens, o Deus-homem Cristo Jesus. Assim, discordamos veementemente da igreja romana, quando incentiva seus membros a louvar e agradecer a qualquer outro, uma vez que Jesus é a única pessoa por meio da qual temos acesso ao Pai e suas bênçãos. O próprio Jesus disse: Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida e ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14.6) e Pedro pregou: Atos dos Apóstolos 4.12 “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” e Paulo ensinou: Filipenses 2.9–11 “Por isso também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
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