A santidade nos relacionamentos

Carta aos Efésios  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Introdução

A igreja de Éfeso foi plantada na terceira viagem missionária de Paulo. Ao chegar em Éfeso Paulo pregou na sinagoga, anunciando corajosamente por três meses sobre o reino de Deus. Depois pregou na escola de Tirano. A pregação de Paulo causou impacto porque ele pregou contra a idolatria, por causa disso, aconteceu um tumulto na cidade.
Paulo escreveu esta carta enquanto estava preso em Roma, na prisão domiciliar, onde permaneceu por dois anos. Esta carta foi escrita entre 60 e 62 d.C.
Paulo escreveu para ensinar os irmãos a respeito da teologia e da prática de ser igreja. Os primeiros três capítulos são bem teológicos, ou seja, o apóstolo estava doutrinando a igreja e os três últimos capítulos é a prática da vida cristã, isso implica no comportamento de cada servo de Deus.

Ideia Central

É preciso buscar a santidade, cuidar com as palavras, porque elas podem machucar o próximo.

Transição

Veremos duas atitudes para sermos santos no relacionamento com o próximo.

Desenvolvimento

1ª Não fale palavras torpes (v. 29-30)

No momento de conflitos e de discussões, é comum falar algumas coisas que não deve, aquelas palavras que machucam o outro e que o deixa entristecido. Por isso, o texto apresenta três maneiras de usar as palavras corretamente:

1ª Use as palavras para a edificação (v. 29)

29 Nenhuma palavra torpe saia da boca de vocês, mas apenas a que for útil para edificar os outros,
A palavra “torpe” significa “podre; ruim”, aquela que está defeituosa e é inútil. Essas palavras não devem ser dita, visto que o cristão que busca ser santo deve ser no seu modo de falar e na sua comunicação.
Quando o texto diz: “Não saia nenhuma palavra torpe da boca de vocês” está dando uma ordem, isso quer dizer que não é uma opção, mas que deve ser colocado em prática.
Paulo está exortando os irmãos sobre a comunicação corrompida, ou seja, o linguajar do ser humano é sujo e deve-se manter o cuidado com as palavras. Jesus afirmou que a boca fala do que está cheio o coração, e o interior é o que contamina o homem.
Mateus 12.34 NVI
34 Raça de víboras, como podem vocês, que são maus, dizer coisas boas? Pois a boca fala do que está cheio o coração.
Mateus 15.18–19 NVI
18 Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem ‘impuro’. 19 Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias.
Os cristãos devem falar palavras que edificam e que sejam úteis, porque ter um linguajar sujo não deveria nem passar pelos lábios de um servo de Deus, visto que desagrada o Senhor.
Tiago diz que a língua é como uma chama de fogo e um veneno que mata, ou seja, as palavras podem amaldiçoar ou abençoar
Tiago 3.6–8 NVI
6 Assim também, a língua é um fogo; é um mundo de iniqüidade. Colocada entre os membros do nosso corpo, contamina a pessoa por inteiro, incendeia todo o curso de sua vida, sendo ela mesma incendiada pelo inferno. 7 Toda espécie de animais, aves, répteis e criaturas do mar doma-se e tem sido domada pela espécie humana; 8 a língua, porém, ninguém consegue domar. É um mal incontrolável, cheio de veneno mortífero.
Por isso, cuidado com as palavras, elas podem ferir o seu filho ou a sua filha, o seu esposo ou a sua esposa. Por isso, busque falar as palavras que são proveitosas.

2ª Use conforme a necessidade (v. 29)

29 conforme a necessidade,
As palavras são necessárias, mas deve-se observar o momento certo de falar, como ensina Tiago:
Tiago 1.19 NVI
19 Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se,
Usar as palavras conforme a necessidade é saber o que falar e usar as palavras de forma correta, para evitar conflitos.

3ª Use as palavras que transmitem graça (v. 29)

29 para que conceda graça aos que a ouvem.
As palavras devem ser usadas para transmitir graça, ou seja, para promover uma conversa agradável onde os ouvintes irão aceitar, seja um conselho ou uma exortação. As palavras devem transmitir graça, porque o cristão foi salvo pela graça de Deus e isso deve ser evidente na sua comunicação.

Por que não falar palavras torpes? (v. 30)

30 Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.
As palavras torpes entristecem o Espírito que é Santo, é algo que desagrada a Deus. O cristão que deseja glorificar a Deus e agradá-lo, precisa cuidar com as suas palavras. Entristecer o Espírito de Deus é quando o cristão se recusa a abandonar os velhos hábitos pecaminosos, isso se aplica ao modo de falar.

2ª Não fique amargurado (v. 31-32)

Quando estamos diante de um conflito, discussão ou discordância, é tendencioso guardarmos rancor. Mas a amargura é prejudicial, porque ela faz com que a pessoa não deseje uma reconciliação. Diante disso, veremos dois motivos para não vivermos amargurados:

1° É uma ordem da parte de Deus (v. 31)

31 Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade.
O texto diz: “Livrem-se” isso é uma ordem de Deus para o cristão, é algo que deve ser colocado em prática. O apóstolo Paulo diz que o cristão deve se livrar da amargura, que quer dizer um espírito ressentido e que se recusa a se reconciliar. Isso é prejudicial para o contexto familiar, é algo que o cristão deve lutar para deixar de lado.
Um coração amargurado pode levar alguém a fazer coisas terríveis, por isso Paulo diz mais 5 coisas que o cristão precisa se livrar:
Da Indignação/ cólera, que significa uma fúria temporária.
Da ira que é uma raiva intensa, que acontece no coração e é mais profunda.
Da gritaria, aquelas pessoas que erguem a voz para o outro.
Da calúnia, ou seja, ficar falando mal do outro.
Da maldade, aquelas pessoas que tramam fazer o mal.
No contexto familiar é preciso cuidar com a amargura e com a ira, calúnia, maldade, com os gritos, indignação, porque elas prejudicam o relacionamento com o seu filho, com a sua filha, com a sua esposa e com o seu marido.

2° O perdão precisa ser praticado (v. 32)

32 Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.
O cristão precisa exercitar a bondade, ter compaixão e perdoar. Ao invés de ficar amargurado, com raiva, é necessário liberar o perdão. A falta de perdão é prejudicial, Jesus afirma que quem não perdoar, não será perdoado.
Mateus 6.14–15 NVI
14 Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. 15 Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.
O perdão precisa acontecer, visto que Deus nos perdoou por meio de Jesus. O pai celestial puniu seu filho na cruz, ao invés de nos punir, essa foi a única forma de Deus nos perdoar. Por isso é preciso perdoar, seguindo o exemplo do Pai.

Conclusão

Conclui-se que precisamos buscar a santidade quando estamos nos relacionando com o próximo e cuidar com as palavras, ou seja, com a forma que é falado. É necessário usar as palavras que edificam e que transmitem graça, não usar as palavras torpes que machucam e não ficar amargurado.
Somos membros do corpo de Cristo, mas somos pecadores. Por isso que as vezes acontece de falarmos uma palavra desagradável ou que irá machucar, mas é fundamental pedir perdão e liberar o perdão, seguindo o exemplo de Cristo, que nos perdoa sempre que pedimos perdão a Ele.

Aplicação

Se você feriu alguém com as suas palavras, peça perdão e reconcilie com essa pessoa.
Se alguém te ofendeu com as palavras, não fique guardando rancor, mas libere o perdão.
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