Pleno Controle
1 Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.
2 Ouvi isto, vós, velhos, e escutai, todos os habitantes da terra: Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais?
A calamidade que desaba sobre o povo de Judá provém das mãos do próprio Deus.
A invasão dos gafanhotos não é um relato figurado, mas uma descrição literal, um fato histórico.
Essa invasão assoladora dos gafanhotos não é uma tragédia natural, mas a vara da disciplina de Deus sobre o povo da aliança.
Não existe acaso, coincidência nem determinismo cego.
Não existe tragédia natural à parte da providência soberana de Deus.
O efeito dessa calamidade atinge os ébrios (1.5–7), os sacerdotes (1.8–10, 13–16), os agricultores (1.11, 12, 17, 18) e até mesmo o profeta Joel (1.19, 20). A nação é chamada a arrepender-se, jejuar e orar.
Warren Wiersbe diz que o profeta nos apresenta aqui quatro instruções a seguir quando nos encontramos em circunstâncias difíceis devido à disciplina da parte de Deus, instruções essas pertinentes tanto para indivíduos como para nações.
Ouça (1.1–4). Ouça a Palavra de Deus e interprete os acontecimentos à sua volta na perspectiva da providência divina.
Deus levanta pessoas para nos encorajar a voltar para Ele em tempos de aflição.
Desperte (1.5–7). Quando Joel viu as vinhas devastadas e as árvores sendo destruídas, dirigiu-se aos bebedores e os mandou acordar e chorar. Contudo, eles deveriam chorar não pela falta de vinho, mas porque seus pecados haviam trazido o juízo de Deus.
Lamente (1.8–18). Os campos, as lavouras, os frutos da terra e os rebanhos estavam arruinados. Joel, então, chama os lavradores a lamentarem (1.11) e os sacerdotes a se arrependerem (1.13, 14).
Não é suficiente chorar pelas consequências do nosso pecado; devemos chorar pelos nossos pecados.
Clame (1.19, 20). O profeta ergue-se como exemplo para o povo e clama ao Senhor, rogando Sua misericórdia e Sua restauração (
Joel sabe que o mesmo Deus que fez a ferida pode também curá-la (
