O Seu coração em Ação

Manso & Humilde  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Transcript

Teve compaixão deles.

Mateus 14.14 “Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos.”
O coração de Jesus em ação se manifesta através de Suas atitudes de compaixão, serviço, perdão e solidariedade, que são reflexos de Sua natureza mais íntima e amorosa. Jesus não apenas ensinou sobre esses princípios, mas os viveu plenamente em Sua vida terrena.
0 que vemos Jesus declarar em palavras em Mateus 11.29, vemos ele provar em açoes vez após outra em todos os quatro evangelhos. 0 que ele é, ele faz. Ele não pode agir de outra maneira. A sua vida comprova o seu coração:
Não é apenas um aspecto de Cristo, mas a essência de quem Ele é. E o que Ele é, Ele faz.
Nos evangelhos, vemos que Cristo se move em direção aos pecadores e sofredores com compaixão espontânea, não com frieza, julgamento ou distância. Ele não apenas declara ser manso e humilde — suas ações revelam isso constantemente:
Quando o leproso disse, "Senhor, se quiseres, podes purificar-me", Jesus imediatamente estendeu a sua mão e o tocou, pronunciando as palavras: "Quero; sê purificado" (Mt 8.2-3). 0 verbo "querer" tanto no pedido do leproso quanto na resposta de Jesus corresponde à palavra grega para anseio ou desejo. 0 leproso perguntou qual era o desejo mais profundo de Deus. E Jesus revelou o seu desejo mais profundo curando-o.
Manifestações da Ação do Coração de Jesus:
Compaixão e Cura: Jesus demonstrou uma compaixão profunda ao ver a miséria das multidões, o que O impelia a ensinar e curar suas enfermidades. A Sua compaixão era tão intensa que Ele "não conseguiu se aguentar" ao ver o sofrimento. Por exemplo, ao encontrar um leproso, Jesus imediatamente estendeu a mão e o tocou, dizendo: "Quero; sê purificado", revelando Seu desejo mais profundo de curar. Ele também perdoou os pecados de um paralítico antes mesmo que Ele fosse solicitado, com palavras de segurança e conforto. Essa compaixão transbordante levou-O a alimentar os famintos, ensinar as multidões e enxugar as lágrimas dos enlutados. A palavra grega para "compaixão" usada nos evangelhos refere-se ao que "sai do cerne mais íntimo de uma pessoa".
Aproximação de Pecadores e Sofrimento: O impulso mais profundo e instintivo de Jesus era mover-se em direção ao pecado e ao sofrimento, e não para longe deles. Ele era naturalmente inclinado aos "moralmente nojentos, socialmente desprezados, inescusáveis e indignos", sendo conhecido como "amigo de pecadores". Quando Jesus, que era o "Puro", tocava um pecador impuro, o pecador se tornava puro, revertendo o sistema judaico de contaminação moral. Ele buscava reumanizar os desumanizados e purificar os impuros, espalhando a "boa infecção de sua misericórdia purificadora".
Perdão e Reconciliação Abundantes: Deus perdoa totalmente e sem ressentimento aqueles que se arrependem de coração. Jesus demonstrou perdão e graça, valorizando cada pessoa individualmente e buscando a edificação mútua. Seus ensinamentos desafiam Seus seguidores a uma postura de compaixão, bondade e reconciliação em seus relacionamentos. A parábola do Filho Pródigo ilustra a bondade e misericórdia de Deus em dar uma nova chance e oportunidade para aqueles que se desviaram. Ele não se sente incomodado ou frustrado quando as pessoas vêm a Ele pedindo perdão repetidamente, pois foi para isso que Ele veio, para curar e prover misericórdia e graça ilimitadas.

A Origem Profunda da Graça e Misericórdia de Cristo

A Origem Profunda da Graça e Misericórdia de Cristo: Sibbes afirma que a graça e a misericórdia de Cristo brotam de Seu ser mais íntimo. Ao ver o sofrimento das pessoas, Suas "entranhas se comoveram dentro dele", indicando um impulso interno profundo que precede Suas ações de graça e misericórdia
"A graça e a misericórdia de Cristo brotam de Seu ser mais íntimo" -
Jesus não age com bondade por obrigação ou só porque é "politicamente correto" como Salvador.
A graça e a misericórdia não são respostas forçadas, mas expressões naturais de quem Ele é lá no fundo.
Quando Ele vê sofrimento, algo profundo dentro dEle se comove e o move a agir — é instintivo, não calculado.
As ações de Jesus partem do coração, e não de um protocolo. Ele sente o nosso sofrimento mais do que a gente imagina.
Muitas vezes pensamos: “Deus está cansado de mim.”

Reflexão Bíblica e Teológica

A tensão: amor e ira de Cristo

“A ira de Cristo e a misericórdia de Cristo não se contradizem... as duas sobem juntas.” — Dane Ortlund
Muitas heresias vêm de exagerar um lado de Jesus e ignorar o outro (ex: só a ira, ou só o amor).
A Bíblia apresenta Cristo como cheio de graça e verdade (Jo 1.14) – não um ou outro, mas ambos.

1. Ira e amor não se anulam — se completam

“A ira de Cristo é a sua santidade reagindo contra o mal, e o seu amor é a sua santidade se inclinando ao pecador arrependido.” — John Owen
Ou seja:
A ira de Jesus é dirigida ao pecado, à injustiça, à hipocrisia. O amor de Jesus é dirigido ao pecador arrependido, quebrantado, necessitado.
Ele odeia o pecado porque ama o pecador.

2. A ira de Jesus é justa, controlada e boa

Cristo não explode em fúria — Ele é lento para a ira e grande em misericórdia.” — Thomas Goodwin
Jesus nunca age com raiva impulsiva.
A ira dele é proporcional, santa e sempre para restaurar ou proteger.
Ele se ira contra tudo que destrói o ser humano, porque ama profundamente o ser humano.

3. O amor é quem Ele é — a ira é o que Ele faz

“O coração de Cristo é amor. Sua ira é real, mas não é o centro do seu ser.” — Richard Sibbes
Em outras palavras:
A ira é uma resposta.O amor é a essência.
📌 A ira de Cristo vem contra o pecado; 📌 O amor de Cristo vem até o pecador.
Leitura de apoio: 📖 João 2.13–17 “Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio. Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá.” (ira santa) +
João 8.1–11 “Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da…” (graça profunda)
Conclusão teológica:
O coração de Jesus é profundamente terno, mas nunca fraco.
Ele não tolera o pecado, mas é atraído por pecadores arrependidos.

O Impulso Natural de Jesus: Aproximar-se do Pecador

“O Impulso Natural de Jesus: Aproximar-se do Pecador”

Isso contradiz nossa lógica humana:

Achamos que Jesus se afasta quando pecamos ou erramos.
Mas os evangelhos mostram que Ele vai até os leprosos, prostitutas, cobradores de impostos, endemoninhados — ou seja, os impuros.
Jesus tocou o leproso (Mt 8.2-3). Isso era impensável numa cultura onde o toque do impuro tornava o outro impuro.
A Categoria de Puro e Impuro no Antigo Testamento:

Não era sobre sujeira externa, mas culpa moral e espiritual.

Em Levítico 5.3 e 5.6, a impureza exigia sacrifício, não sabão.
A imundícia bíblica está ligada à culpa, pecado, transgressão.
Antigo Testamento ensina:
O impuro contaminava o puro. O Novo Testamento mostra:
Cristo, o Puro, contamina o impuro com sua pureza.

A Felicidade de Cristo

Compreender que a alegria de Cristo aumenta quando pecadores se achegam a Ele, e como isso nos liberta da culpa e nos leva à adoração.
Hebreus 12.2 “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.”
“A alegria, conforto, felicidade e glória de Cristo aumentam e se expandem quando Ele pode mostrar graça, perdoar e consolar pecadores.” - Thomas Goodwin
A felicidade de Cristo está ligada à Sua demonstração de graça e misericórdia, ao perdoar, aliviar e consolar Seus seguidores. O autor Thomas Goodwin, explica que a alegria, o conforto, a felicidade e a glória de Cristo aumentam e se expandem ao exercer esses atos de graça e misericórdia.
Alguns pontos sobre a felicidade de Cristo:
Propósito de Sua Vinda Ele não se sente incomodado ou frustrado quando as pessoas vêm a Ele pedindo perdão, nova remissão, ou quando estão cheias de aflição, necessidade e vazio. Pelo contrário, foi justamente para isso que Ele veio, e é isso que Ele deseja curar.
Alegria na Salvação A glória e a felicidade de Cristo são ampliadas à medida que Seus seguidores se cobrem com a redenção de Sua morte, encontrando consolo quando seus pecados são perdoados, seus corações são santificados e seus espíritos são confortados.
Alegria Proposta na Cruz O sacrifício de Jesus na cruz foi suportado "por causa da alegria que lhe estava proposta" (Hebreus 12:2). Essa alegria era a expectativa de ver Seu povo perdoado e completamente purificado.
União com Seu Povo A felicidade de Jesus também se manifesta no consolo que Ele obtém quando Seus seguidores recebem as riquezas de Sua obra expiatória, pois é o próprio corpo dEle que está sendo curado, e nós somos parte dEle.

Se achegar pelo que Ele Fez X Se achegar pelo que Ele é

Para abordar esse confronto, é essencial compreender a distinção e a interligação entre o que Cristo fez e quem Ele é:
A distinção entre o que Cristo fez e quem Ele é
O que Cristo fez refere-se à Sua obra expiatória, Sua morte e ressurreição, que nos limpa de todo pecado e nos justifica. É o lado objetivo da salvação.
Quem Cristo é refere-se ao Seu caráter mais íntimo, ao Seu "coração". Jesus se descreve como "manso e humilde de coração". Essa é a Sua natureza mais profunda e instintiva. As ações de Cristo são um reflexo de quem Ele é.
2. Os perigos de focar apenas no "que Ele fez" ou em uma abordagem legalista
◦Quando nos aproximamos de Cristo baseados apenas em Sua obra ou em nosso desempenho, podemos ter a sensação de que Ele nos ama, mas também que está "terrivelmente decepcionado" ou guarda "um leve ressentimento" devido às nossas falhas contínuas.
Essa mentalidade pode nos levar a tentar "assegurar um lugar" na família de Deus por nossos próprios esforços, como se a filiação dependesse de nosso comportamento. O puritano John Newton chamou isso de "espírito de legalidade", que "mata o nosso entendimento do coração de Cristo".
◦Isso gera uma "chantagem relacional", "medo", "nervosismo", "marcar pontos", "controle neurótico" e "ansiedade", que são sintomas de uma "falta de verdadeira consciência do coração de Cristo".
◦Pode levar à ideia de que Deus é "austero e exigente de coração" ou "frio" e "distante", projetando nossas próprias imperfeições sobre Ele.
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