Romanos 7.7-25: O conflito existencial cristão: A relação entre a Lei, o pecado e a natureza humana.
O autor estabelece a defesa da Lei exibindo a pecaminosidade humana, e o conflito resultante da operação da libertação do poder do pecado e da maldição da Lei por Deus em Cristo Jesus.
Este conflito, mencionado pelo apóstolo, não existe no homem até que seja ele santificado pelo Espírito de Deus. […] Existe, pois, esta diferença entre os incrédulos e os crentes. Estes jamais se sentem tão cegos e empedernidos em suas mentes que se poupem de condenar seus crimes, ao memorizá-los no escrutínio de suas próprias consciências. O discernimento nunca é completamente extinto neles; ao contrário, eles sempre retêm a distinção entre o certo e o errado. Às vezes são também abalados pelo horror causado pela visão interior de seus pecados, de tal forma que experimentam uma certa dose de condenação ainda nesta vida. […] [Os crentes] sentem-se tão divididos que, embora aspirem a Deus com especial devoção em seus corações, embora busquem a justiça celestial e odeiem o pecado, todavia sentem-se atraídos para as coisas terrenas por causa dos resíduos de sua carne. […] Esta é a guerra que o cristão trava entre a carne e o espírito.
