Romanos 7.7-25: O conflito existencial cristão: A relação entre a Lei, o pecado e a natureza humana.

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O autor estabelece a defesa da Lei exibindo a pecaminosidade humana, e o conflito resultante da operação da libertação do poder do pecado e da maldição da Lei por Deus em Cristo Jesus.

Notes
Transcript
Recapitulação:
Rm 6.15-17: O serviço à justiça pela obediência e libertação da Lei.
Estrutura argumentativa:
6.15-23: Condição servil humana: ao pecado ou à justiça
7.1-6: Liberdade da maldição da Lei
Elucidação:
Base argumentativa: Defesa do caráter santo da Lei e apontamento da corrupção humana como ocasião da operação do pecado.
1. A relação entre a Lei e o Pecado (vv. 7-13).
1.1 Introdução à ênfase na natureza humana (cf. v.7 ref. ao 10º mandamento (i.e. cobiça, desejo, concupiscência).
1.2. A subversão do pecado: Ocasião à concupiscência “pelo” mandamento (cf. vv.8-9).
1.3 Apologia à Lei (cf. v. 12 “A Lei é santa…).
2. O conflito existencial cristão: a natureza pecaminosa e a Lei (vv. 14-20).
2.1 A natureza espiritual da Lei e a carnalidade humana [#contraste] (cf. v.14).
2.2. Resultante conflituosa: duplicidade volitiva [“O que prefiro” VS “o que não quero”] (vv. 15-20).
3. Conclusão sintética: “coabitação” entre a Lei de Deus e a lei do pecado no crente (vv. 21-25).
3.1 Constatação do conflito como evidência da liberdade em Cristo (vv. 22-23, 25).
Síntese principiológica:
A liberdade do pecado da qual o apóstolo trata no capítulo 6, consiste em não mais o servirmos como a um senhor, sob o qual estávamos, obedecendo irrestritamente, isto é, sem freios ou contenções, às suas vontade. Nada obstante, a realidade de sua presença não é mascarada por Paulo, expondo o crente à verdade de que, nesta vida, após a regeneração e justificação operadas em nós pelo Espírito Santo, segundo a redenção de Cristo Jesus, fomos despertados de nosso sono mortal, para um sangrento e árduo conflito com o pecado, pouco a pouco, fazendo-o perder território em nosso coração, embora, por vezes, acabemos cedendo às suas tentações.
O cristão vive numa constante batalha e luta em seu coração, dividindo-se em duas vontades, ambas operando suas respectivas inclinações: o bem que preferimos, ocasionalmente, não fazemos; e o mal que detestamos, eventualmente, praticamos.
Todavia, antes de ser isso algo negativo, é nada mais do que a evidência de que fomos libertos do poder do pecado que tomava ocasião pela Lei que nos condenada pela denúncia de nossa transgressão. Como asserta Calvino:
Romanos Versículos 14 a 17

Este conflito, mencionado pelo apóstolo, não existe no homem até que seja ele santificado pelo Espírito de Deus. […] Existe, pois, esta diferença entre os incrédulos e os crentes. Estes jamais se sentem tão cegos e empedernidos em suas mentes que se poupem de condenar seus crimes, ao memorizá-los no escrutínio de suas próprias consciências. O discernimento nunca é completamente extinto neles; ao contrário, eles sempre retêm a distinção entre o certo e o errado. Às vezes são também abalados pelo horror causado pela visão interior de seus pecados, de tal forma que experimentam uma certa dose de condenação ainda nesta vida. […] [Os crentes] sentem-se tão divididos que, embora aspirem a Deus com especial devoção em seus corações, embora busquem a justiça celestial e odeiem o pecado, todavia sentem-se atraídos para as coisas terrenas por causa dos resíduos de sua carne. […] Esta é a guerra que o cristão trava entre a carne e o espírito.

Frente a isso, o texto de Romanos 7.7-25, estabelece as seguintes realidades a serem compreendidas:
Aplicações:
Não podemos atribuir ao mandamento do SENHOR a culpa por nossa condenação; isto fazem os que pela cegueira espiritual em que se encontram, não conseguem justificar seus pecados, agindo, porém, deliberadamente, de conformidade com sua natureza corrompida. Nós, que temos o Espírito de Deus, segundo a salvação executada por Cristo Jesus, sabemos que o problema não está na Lei de Deus, ou em seus mandamentos, e sim, em nossa natureza, ou como Paulo chama, em nossa carne.
2. O conflito existencial sofrido pelo crente, momento após momento de sua vida, no qual se vê sempre decepcionado consigo, por ver sua luta contra o pecado em que, ora vence, ora cede à suas tentações, só existe no coração daquele que nasceu de novo. Antes, vendidos completamente ao pecado, não havia motivos para vivermos esse conflito, visto que fazíamos a vontade daquele que se assenhoreava de nós; o pecado. Agora, porém, feitos servos da justiça de Deus em Cristo, lutamos contra nós mesmos, e às vezes, não fazemos o que preferimos, mas sim, o mal que não queremos.
Conclusão:
Se hoje lutamos contra o pecado, isso só ocorre porque Cristo Jesus nos libertou. Render-se ao pecado seria uma reversão ou desprezo à obra que em nós tem sido efetuada pelo Espírito Santo. Como ordena o autor aos hebreus, resistamos em nossa luta contra o pecado até ao sangue! (Hb 12.4), sabendo que nesta guerra, em Cristo, seremos vitoriosos.
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