Orando a Palavra - Jesus em oração! | João 17.1-5
Quarta com fé! - Orando a Palavra! • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
Introdução!
Introdução!
Nós temos caminhado nessa série de mensagens desde Agosto/2024 aprendendo juntos sobre a oração.
Nós vimos muitos homens de Deus fazendo as suas orações e nos ensinando a orar.
Nós vimos petições, súplicas, intercessões e ações de graças e como isso contribuiu para o nosso crescimento e desenvolvimento na oração.
As nossas últimas mensagens tem sido falando sobre as orações de Jesus. JESUS EM ORAÇÃO.
O nosso modelo máximo é Jesus Cristo. Não podemos de forma alguma fazer diferente do nosso Mestre.
Se Jesus durante a sua vida orou bastante, nós também devemos fazer assim.
Orações que nascem na Palavra de Deus. Por isso a nossa série ORANDO A PALAVRA.
R. A. Torrey vai dizer “A oração que nasce na meditação na Palavra de Deus é a oração que se eleva mais facilmente aos ouvidos de Deus.”.
A verdade é que Dues se agrada quando os seus filhos tem interesse em falar com ele e a oração é o nosso meio de fazer isso.
Agora nós vamos avançar para o último texto usado. Na verdade será um capítulo inteiro que nos vamos caminhar nessas últimas quartas com fé encerrando a nossa série sobre ORAÇÃO.
Ler o texto: João 17.1-5.
Esse texto é muito precioso. Mais um daqueles textos que vemos que são preciosidades que podemos espremer bastante e tirar grandes lições para a nossa vida de oração.
João 17 tem uma ligação muito forte com capítulos que foram escritos e narrados anteriormente.
O próprio Ap. João indica isso quando inicia o v.1 com a frase: “Depois de dizer essas coisas, Jesus levantou os olhos ao céu e disse.”
Nós podemos ver essa oração de Jesus como a finalização dos seus discursos no Evangelho.
Osborne, um Teologo Americano, diz que essa oração de Jesus funciona como a conclusão do Discurso de despedida do Senhor.
Jesus faz um resumo nessa oração sobre os principais temas do evangelho: A glória do Pai, a Missão do Filho, a morte, a partida, o discipulado e a igreja.
Jesus nos ensina que a base sólida de todos os seus ensinamentos está na sua comunhão com o Pai através da oração.
A oração que Jesus faz conecta todas as suas promessas ao trono de Deus.
Ela por muitas vezes é conhecida como “A oração sacerdotal de Jesus” e não está errada em seguir essa ideia, mas existe um termo que os comentaristas tem usado e nós podemos nos apropriar que é “A oração de consagração”.
Jesus provavelmente aqui também está dedicando as suas próximas horas para o cumprimento de sua missão.
A oração de João 17 é a oração mais longa descrita pelos evangelistas. Além de ser a oração mais longa é também a oração mais profunda de um ponto de vista teológico.
A oração em João 17 tem um caráter único. Em mais uma oportunidade Jesus está nos dando um modelo de oração.
Depois de tanto caminhar nesse tema devemos saber que a glória de Deus deve ser o propósito inicial de nossas orações.
Não só isso, mas vamos ver no desenrolar de João 17 que há também um momento de pedir pelos outros assim como Jesus já tinha nos ensinado em outros momentos de oração.
Vemos também nessa oração uma UNIDADE. O tema da oração de Jesus do começo ao fim é a missão de Jesus Cristo e os seus discípulos aqui na terra.
Hendriksen, um escritor holandês, diz que há uma unidade tão intensa que os comentaristas não conseguem chegar a uma conclusão onde termina uma seção da oração e a onde a outra começa.
Há uma sugestão de separação da seguinte forma: Primeiro Jesus ora por si próprio (v.1-5). Segundo, Jesus ora pelos apóstolos (v.6-19). Terceiro, Jesus ora com respeito a Igreja Universal (v.20-26).
Nós iremos seguir essa direção. Vamos trazer o máximo dos ensinamentos de Jesus para que sejamos mais uma vez edificados sobre o nosso TEMA sobre ORAÇÃO.
Jesus em oração!
Jesus em oração!
João começa trazendo uma descrição de como Jesus se comportou antes de orar.
O v.1 vai dizer que “Jesus levantou os olhos ao céu”.
Isso não quer dizer necessariamente que eles estavam reunidos em um lugar descoberto.
Muito provavelmente eles ainda estavam no cenáculo. (João 14.31)
Levantar os olhos ao céu é uma atitude muito comum na oração.
Jesus inicia a sua oração dizendo: “Pai, é chegada a hora”.
Isso mostra mais uma vez que Jesus está consciente do fato de que o momento da consumação está chegando.
O momento da sua morte, ressurreição ascensão e coroação e por fim a sua volta para o Pai.
Jesus sabia que o sofrimento fazia parte da sua vida, mas através desse sofrimento a glória também seria revelada. (Mateus 16.21)
Durante o seu ministério muitas foram momentos que Jesus falou sobre essa hora. Em todas os momentos anteriores a referência era que “a hora ainda não tinha chegado”.
Naquela hora da oração ele sabe que o momento estava muito próximo é por isso que diz: “é chegada a hora”.
Essa hora muito provavelmente era o momento da crise. Jesus sabia que dentro em breve não estaria mais com os seus discípulos.
Jesus sabia que estava chegando o momento exclusivo e único do sacrifício pela expiação do pecado da humanidade.
Jesus sabia que estava chegando a hora de cumprir as profecias.
Jesus sabia que também estava chegando a hora do triunfo sobre a morte.
É por isso que Jesus diz: Glorifica o teu filho, para que o Filho glorifique a ti.
O Pai e Filho são glorificados através dessa obra de Salvação.
Na cruz podemos ver o ponto alto da obra da redenção. Jesus se entregando para salvar a humanidade manifestando a sua perfeita obediência ao Pai.
Mostrando ao mundo a capacidade do amor do Pai.
Fazendo ser visível o seu poder inclusive sobre a morte.
A obediência, o amor e o seu poder trazem glória para o Pai e para Filho.
A coroa pode ser considerada como a recompensa por seu sofrimento e consecutivamente a manifestação da glória.
Nesse trecho da oração vemos mais uma vez Jesus não sendo egoísta. Quando ele diz “para que o Filho glorifique a Ti” ele está mostrando a vontade que tem de glorificar o Pai.
Nós já sabemos que na vida de Jesus nós vemos os atributos de Deus.
E nesse evento específico da oração e falando a respeito da crucificação nós podemos ver a JUSTIÇA.
Se Deus não fosse justo ele não entregaria Jesus Cristo.
Se Deus não fosse justo ele não teria recompensado o seu Filho pelo sofrimento.
O v.2 apresenta a AUTORIDADE do filho. A glorificação do filho tem a ver com a sua autoridade.
Quando o Pai concede ao filho o poder para salvar seu povo e o recompensa por sua obra, Deus está O glorificando.
Podemos perceber que isso está em total harmonia com a autoridade que é concedida a Jesus.
A finalidade da obra da redenção foi “a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste”.
Jesus estava se entregando pela humanidade. Por homens e mulheres. Para fazer com que esses homens e mulheres tivessem novamente o relacionamento com Deus.
Jesus se entregou para dar a humanidade o acesso a vida eterna que tinha sido perdida.
E o que é a vida eterna?
A vida eterna é o meio pelo qual o Filho e o Pai são glorificados. Como diz o v.3 a vida eterna é “que conheçam a ti, o único e verdadeiro, e a Jesus, a quem enviaste”.
O v.3 não nos entrega uma nova definição de vida eterna, mas mostra como essa vida eterna se manifesta e como ela é maravilhosa.
Conhecer ao Pai não mostra um mero conhecimento raso sobre Deus.
A vida eterna é CONHECER A DEUS de verdade.
O conhecer a Deus de verdade é como nós o reconhecemos. Devemos reconhece-lo por quem Ele é.
É reconhecer a sua soberania, é aceitar o seu amor, é ter comunhão íntima com Ele.
Quando uma pessoa experimenta a vida eterna ela desfruta da comunhão com Deus Pai por meio de Jesus Cristo o Filho.
Quando uma pessoa recebe Jesus em seu coração ela precisa se desenvolver através da oração.
A oração não é apenas para aqueles que já tem um tempo de caminhada, a oração é para todos aqueles que desejam ter intimidade com Deus.
O v.4-5 Jesus em sua oração torna a falar de GLORIFICAÇÃO.
Voltando a esse assunto eu imagino como deve ter sido gratificante para os discípulos ouvir Jesus fazendo essa oração.
Os discípulos devem ter se alegrado com a informação que na obra de Jesus salvar os pecadores Deus estava sendo glorificado.
Finalizando a primeira seção da sua oração, Jesus pede ao pai para para glorifica-lo assim como era antes que houvesse mundo.
Muito em conexão com João 1.1. (No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.).
Aqui em João 17.5 Jesus anseia pela glória de ver o povo salvo.
A salvação que a trindade já tinha planejado antes que o mundo fosse mundo está sendo realizada em Jesus Cristo.
Deus sempre tem prazer nas suas próprias obras. O Filho se gloria na glória do Pai e se alegra na alegria de todos os salvos.
Conclusão!
Conclusão!
Essa primeira seção da oração sacerdotal ou de consagração nos ensina sobre a glorificação do Filho através da obra redentora.
Nos ensina sobre a glorificação do Pai na obra redentora.
Nos ensina também que a oração é o meio pelo qual nós chegamos até Deus para falar com ele.
Não existe relacionamento sem conversa. Não existe intimidade sem conversa.
Nós precisamos dedicar em nosso dia um tempo de oração com o Senhor.
Sigo insistindo para que nós a cada dia nos desenvolvamos em oração.
Dedique um tempo da sua vida, do seu dia em oração. Se deseja ver uma mudança em sua vida, COMECE COM UMA VIDA DE ORAÇÃO.
R. C. Sproul, um pastor americano, dizia que
A oração de seu povo é um dos meios que Deus usa para fazer as coisas acontecerem neste mundo. Então, se você me pergunta se a oração muda as coisas, eu respondo com um resoluto “sim”
R. C. Sproul
Ore ao Senhor e veja as coisas sendo mudadas pela vontade dEle.
Muitas vezes, quando vamos a Deus em oração, não temos vontade de orar. O que se deve fazer em tal caso? Parar de orar até que sinta vontade? De modo nenhum. Quando menos sentimos vontade de orar, é o momento em que mais precisamos orar.
R. A. Torrey
