Provérbios 16: 11-15

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Transcript
A honestidade procede de DeusPeso e balança justos pertencem ao Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa (Pv 16.11). Há muita desonestidade nas transações comerciais. O fermento da corrupção está presente em todos os setores dos negócios. Há desonestidade nas transações internacionais. Há desvio de dinheiro nas obras públicas. Há gordas vantagens financeiras destinadas a gestores para se obterem favores nas licitações de obras públicas. Há muitos comerciantes inescrupulosos que vendem um produto inferior, por um peso menor e por um preço maior. Essa prática aviltante de roubalheira instalada nos governos, nas instituições públicas e nos negócios está em flagrante oposição a Deus.
Salomão conhecia o valor da honestidade e as razões para o homem ser honesto. Por isso, ele começa falando de “balanças e pesos”. Esse era o modo de se fazer negócios no passado. Por falta de uma padronização como temos hoje, com extrema precisão e com unidades reconhecidas por todo o mundo, cada reino tinha seu próprio sistema de pesos e medidas. Nesse caso, quem determinava suas unidades e divisões eram os reis. Apesar disso, Salomão fala sobre um tipo específico de pesos, mas não lhes dá outro nome senão “honestos”, afirmando que eles “vêm do Senhor”. É como se dissesse que, apesar da variedade de sistemas de medida entre as nações, os negócios feitos com honestidade agiam como um denominador comum em todas as culturas por ser determinado pelo Rei dos reis.
O Senhor não tolera o mal. Ele é contra a injustiça. Deus não faz vistas grossas aos esquemas de corrupção. Ele não aprova o peso falso e a balança enganosa. Aqueles que enriquecem usando os expedientes escusos do engano, da mentira e da trapaça podem até escapar das leis humanas, mas jamais escaparão do reto juízo de Deus. Os perversos, não poucas vezes, praticam seus delitos e permanecem blindados. Eles mesmos fazem as leis e as torcem em benefício próprio. Um dia, porém, essas pessoas terão de encarar o reto Juiz e, então, ficarão desamparadas e cobrirão seu rosto de vergonha eterna.
Como têm sido os seus negócios? Seus pesos têm sido justos? Você convidaria o Senhor para auditar seus ganhos?
Provérbios 16:12
“A prática da impiedade é abominável para os reis, porque com justiça se estabelece o trono.”
O rei ideal rejeita a injustiça, visto que a justiça é o alicerce do governo.
Em 1965, o então presidente marechal Humberto Castello Branco leu no jornal que um de seus irmãos, funcionário da Receita Federal, recebera de presente um automóvel Aero Willys em agradecimento de sua classe pela ajuda que dera na elaboração de uma lei que organizava o plano de carreira. O marechal telefonou para o irmão dizendo-lhe que deveria devolver o carro. Ele argumentou que se cada fiscal da Receita lhe tivesse dado uma gravata, o valor seria muito maior, mas isso não convenceu o presidente. Então, seu irmão disse que essa medida o desmoralizaria em seu cargo. Castello Branco o interrompeu, dizendo: “Você não entendeu. Você já está afastado do cargo. Estamos decidindo agora se você vai preso ou não”.
Que saudades do tempo em que os governantes tinham mais noção de moral e de justiça! O fato de isso estar fora de moda, hoje em dia, não quer dizer que seja certo as autoridades, em quaisquer esferas ou escalões em que estejam, lançar mão de mentiras e injustiças no uso das prerrogativas de seus cargos. Salomão, autoridade máxima em termos administrativos de seu reino, disse que “os reis detestam a prática da maldade” — ou que, pelo menos, deveriam detestar. Maldades não podem ser aceitas pelos líderes nem em suas próprias práticas, nem nas práticas alheias. Como o rei do passado era também o mais alto juiz da nação, o zelo pela retidão devia ser uma marca da atividade real. Reis injustos causavam sofrimento nos súditos e instabilidade no país. As prerrogativas de liderança, portanto, trazem mais deveres que direitos para aqueles que governam bem.
O que torna forte um governo é a justiça, e não a iniquidade. O que enaltece o trono é a santidade, e não a prática da impiedade. O que fortalece um povo é a integridade, e não a promoção da imoralidade. O rei Belsazar perdeu sua vida e seu reino porque se entregou à devassidão e conduziu seu reino por esse sinuoso caminho. O Império Romano caiu nas mãos dos bárbaros porque já estava podre por dentro. As nações que beberam o leite da piedade e cresceram governadas pelas balizas da honestidade, progrediram econômica, social, política e espiritualmente. Tornaram-se prósperas e ocuparam uma posição de vanguarda e liderança no mundo. No entanto, as nações que se renderam aos vícios e à desconstrução dos valores morais e que conspiraram contra a família amargaram pobreza e opróbrio, pois um governo só se estabelece com justiça.
A vantagem, então, de se buscar um procedimento justo e repudiar as práticas perversas e ilícitas é que o governo do bom líder se torna robusto e bem embasado, já que “o trono se firma pela justiça”. Basta ver, por exemplo, como o julgamento sábio e justo de Salomão, na questão das mulheres que disputavam um menino, lhe trouxe admiração e respeito de seus súditos e até de reinos distantes, razão pela qual é narrado no início da história do seu reinado (1Rs 3.16-28). O fato é que o bom procedimento dos líderes cria respeito em seus liderados e torna sua liderança mais forte e bem estabelecida. Os benefícios posteriores são bem maiores que os lucros galgados com a maldade ou com a parcialidade no tratamento dos liderados. É, sim, custoso para o líder agir com imparcialidade e justiça, mas vale a pena. Talvez digam de você algo semelhante ao que disseram de Salomão: “Quando todo o Israel ouviu o veredicto do rei, passou a respeitá-lo profundamente, pois viu que a sabedoria de Deus estava nele para fazer justiça” (1Rs 3.28).
Provérbios 16. 13
“Os lábios justos são o contentamento do rei, e ele ama o que fala coisas retas.”
A verdade anda solitária em nossos dias, enquanto a mentira desfila garbosa na passarela. A mentira cobriu sua cara enrugada e cavernosa e colocou os cosméticos da conveniência. Há várias máscaras de mentira no mercado. Máscaras para todos os gostos, de todas as formas e tamanhos. Máscaras cheias de brilho e máscaras transparentes. A mentira pode parecer inocente, mas ela procede do maligno. Pode parecer inofensiva, mas os mentirosos não herdarão o reino de Deus. Os lábios justos, porém, são o contentamento do rei, pois este ama o que fala coisas retas. A verdade é luz e por isso prevalece. A verdade é justa e por isso alegra aqueles que julgam com retidão. A verdade abençoa, pois, ainda que fira quem a ouve, tais feridas trazem cura para o corpo e delícias para a alma. Aqueles que falam coisas retas, em vez de espalharem boatos e contendas, promovem a justiça, edificam a família e fortalecem a nação. Aqueles que têm lábios verazes e justos são promotores do bem, terapeutas da alma e arquitetos do progresso. Aqueles que de coração falam a verdade, juram com dano próprio e não se retratam são cidadãos do reino dos céus, os notáveis nos quais Deus tem todo o prazer.
Provérbios 16. 14-15
Salomão conhecia bem o poder que as autoridades têm, assim como sabia que “a ira do rei é um mensageiro da morte”. O fato é que quase todo mundo fica irado, mas nem todos têm poder de transformar essa ira em uma ação prática de natureza punitiva ou até vingativa. Independente se os revides estão certos ou errados, o homem sábio vai evitá-los em vez de provocá-los. Enquanto o tolo não contém sua língua e, com bravatas e declarações bombásticas, provoca uma ira ainda pior, “o homem sábio a acalmará”. Ele sabe o perigo de reações furiosas e faz tudo para evitá-las. Ele não faz isso, obviamente, com prejuízo de valores santos e de convicções de fé pelas quais vale a pena sofrer. Ele simplesmente evita atritos desnecessários e até estúpidos. Ele é um pacificador em vez de um provocador.
A atitude daqueles que nos lideram e estão posicionalmente sobre nós nos atinge diretamente. Se esses líderes estão de bom humor, com o semblante alegre, um clima agradável e ameno se estabelece. Porém, se eles estão furiosos e mal-humorados, o ambiente se transtorna. Quando o rei fica contente, há vida; sua bondade é como a chuva da primavera. A alegria do líder transborda em ações de bondade que descem sobre nós como uma chuva serôdia, preparando o campo do nosso coração para uma grande colheita.
O que o sábio busca é produzir “alegria no rosto de rei” por meio de suas boas ações, seus procedimentos exemplares e sua justiça posta em prática. Ele faz isso para alçar o “favor” das autoridades, sabendo que tal favor “é como nuvem de chuva na primavera”, ou seja, uma fonte de suprimento e prosperidade. O tolo, em sua insensatez, perde tais benefícios só para não dar o braço a torcer, passando sérios problemas em vez de manter a boca fechada e os impulsos sob controle. Portanto, ficam dois alertas. O primeiro é que qualquer um que exerça algum grau de autoridade deve temer a Deus e evitar ser um tirano ou alguém que usa seu poder para se vingar. O segundo é que todos os que estão sob alguma autoridade devem ser fiéis, justos e sábios a fim de não serem punidos. Em especial, devem temer a Deus para que seus piores impulsos sejam contidos e não tragam sobre ele consequências realmente desnecessárias.
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