PERMANEÇA NA VONTADE DE DEUS
Mensagens na epistola de 1 João • Sermon • Submitted • Presented
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PERMANÊNCIA NA VONTADE DE DEUS
PERMANÊNCIA NA VONTADE DE DEUS
Texto base
Almeida Revista e Atualizada Capítulo 2
17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.
3. A vontade de Deus permanece - 2.17
3. A vontade de Deus permanece - 2.17
Há um provérbio mundano, caro leitor cristão, com o qual todos estamos familiarizados. É o seguinte: “Onde há vontade, há um caminho.” Se este é o provérbio daqueles que não conhecem a Deus, quanto mais os crentes no Senhor Jesus, que têm poder com Deus, devem dizer: “Onde há vontade, há um caminho.”
George Müller
Porque o filho não Deus não deve amar o Mundo?
Permanecendo no evangelho genuíno de Jesus o filho de Deus, a verdadeira esperança.
Aplicação: O mundo está em pecado e caído deste do principio, nosso amor ao mundo é casamento com satanás, inimizada contra Deus e infidelidade contra nosso Senhor Jesus.
Aplicação: O mundo é instrumento de satanás para aprisionar os homens e levarem para a condenação eterna
3.2 A vontade que permanece para sempre
3.2 A vontade que permanece para sempre
Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.
-João estabelece aqui um grande contraste. Ele faz uma relação entre a transitoriedade das coisas do mundo — frisada pela cláusula "o mundo passa", bem como os seus desejos, as suas concupiscências — com a vontade de Deus, que permanece eternamente. Esse contraste é utilizado por João como ponto de partida para aquilo que ele vai tratar em seguida.
O mundo passa
- Todas as coisas que vemos e vivemos tem prazo de duração, deste momentos de alegria, ou momentos de tristeza. Até o mais poderoso líder mundial, em um determinado momento acaba seu momento de glória e nada mas resta do que uma lembrança.
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.
- Todas as coisas encontrarão seu fim, ou seja, seu tempo determinado. Nem o dia da alegria nem o dia da calamidade durarão para sempre.
A vontade de Deus permanece
-Apesar de, na teologia, podermos estudar a vontade de Deus sob várias perspectivas, sendo as três principais mencionadas na teologia: a vontade decretiva, a vontade permissiva e a vontade prazerosa, no que tange ao conhecimento bíblico aplicado, podemos ver que todas essas convergem para o Senhor Jesus. Não obstante essa realidade, o texto de Efésios nos ajuda a ter clareza disso.
desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra;
- Toda a vontade de Deus é cumprida em Cristo Jesus. Jesus é o centro da vontade soberana de Deus.
É hora de voltar para o texto e ver a teor da exortação seguinte de João
Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento. Não vos escrevi porque não saibais a verdade; antes, porque a sabeis, e porque mentira alguma jamais procede da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho.
- A incredulidade em Jesus e o não reconhece-lo como filho de Deus está diretamente ligada ao espirito do anticristo. Neste contexto podemos compreender que conhecer a Jesus e Crer em tudo que Ele é, esta diretamente ligado a conhecer a vontade de Deus.
João faz algumas afirmações importante neste contexto:
Tiago e Epístolas de João 1. Anticristos Têm Surgido (2.18)
Ele observa que algumas pessoas deixaram a igreja, pois negaram que Jesus é o Cristo. João as chama de anticristos (2.18,22) e observa que o espírito do anticristo já está presente neste mundo (4.3)
1João 2.22 “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho.”
1João 4.2–3 “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.”
-Vemos que esses dois versículos mostram a convergência doutrinária de João com respeito à pessoa de Jesus. O primeiro versículo, 1 João 2, versículo 22, deixa claro que aqueles que fazem parte do espírito do anticristo são os que negam que Jesus é o Cristo, ou seja, aqueles que reconhecem a pessoa humana de Cristo, mas não reconhecem a divindade de Cristo. Isso porque, no conceito de "Cristo", já está implícita a divindade, tendo em vista que, em toda a teologia bíblica e em toda a história do povo de Israel, o Cristo era o Filho de Deus esperado.
-Porém, João continua seu conceito teológico também explicando o contrário. Em 1 João 4, versículos 2 e 3, ele diz:
"Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo”
-Ou seja, reconhecendo que Jesus é Deus que veio em carne, João afirma também a humanidade de Cristo. E todo espírito que não confessa a Jesus, e aqui a partícula “Jesus” se refere à sua humanidade, não procede de Deus.
-Portanto, João faz uma convergência teológica: é necessário crer que Jesus é Deus e é necessário crer que Jesus é homem, porque nisto converge a vontade de Deus.
- Não há conhecimento da vontade de Deus e vitória sobre o mundo sem o conhecimento da plenitude de nosso Senhor Jesus.
Vejamos a perspectiva joanina de Jesus e sua Identidade
Jesus é o Deus Criador - João 1.2–3 “Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”
Jesus se fez carne - João 1.14 “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.”
Jesus é o sacrifício purificador - João 1.29 “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”
Jesus é o filho de Deus e Rei - João 1.49 “Então, exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!”
Jesus é Deus - João 20.28 “Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu e Deus meu!”
- A vontade de Deus é que sejamos conforme a imagem de seu filho, um homem perfeito que amou o pai em plena obediência. A obra de Cristo nos habilita a sermos como Ele.
Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
Aplicação: A vontade de Deus está repousada na obra consumada de Cristo não no mundo.
Aplicação:
"Ele se fez homem para que nós fôssemos feitos filhos de Deus."
"Se o Verbo não fosse Deus, Ele não poderia trazer a vida; se não fosse homem, Ele não poderia nos redimir da morte."
Atanásio de Alexandria (De Incarnatione Verbi Dei, §54)
4. Jesus Cristo o filho de Deus - 2.24-29
4. Jesus Cristo o filho de Deus - 2.24-29
4.1 Permaneça no que ouviste
4.1 Permaneça no que ouviste
Permaneça em vós o que ouvistes desde o princípio. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis vós no Filho e no Pai. E esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna.
-Permaneça. Quando os leitores ouvem o clamor daqueles que negam a Cristo por toda parte ao seu redor, como podem defender-se de seus oponentes? João lhes diz exatamente o que fazer. De certa forma, ele repete aquilo que já falou na primeira parte de sua epístola. “O que vocês já têm desde o princípio” – ou seja:
João (15 ocorrências): 1:38; 1:39; 2:12; 15:4; 15:5; 15:6; 15:7; 15:9; 15:10; 15:11; 15:16.
1 João (18 ocorrências): 2:6; 2:10; 2:14; 2:17; 2:19; 2:24; 2:27; 2:28; 3:6; 3:9; 3:14; 3:15; 3:24; 4:12; 4:13; 4:15; 4:16.
O evangelho
O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos, e as nossas mãos apalparam, com respeito ao Verbo da vida
- A designação perfeita de que Jesus é o Criador, e todas as coisas estão sustentas nEle, mas também que esse verbo da vida se transformou em homem, em carne real.
(e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada), o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.
- A comunhão com Deus está intimamente ligada a comunhão com àquele que é a manifestação visível de Deus, seu filho Jesus e os demais filhos.
Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.
- O Jesus que podemos ter comunhão é também um homem de moral e integridade perfeita pois Ele é a expressão exata do Deus Santo. Jesus durante a sua vida emanou a santidade de Deus, e os seus discípulos foram testemunha disto.
Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes.
- João enfatiza intencionalmente o conceito de permanecer, pois tece esse conceito em sua passagem (vs. 24 a 28) seis vezes. João expressa o mesmo tema apresentado pelo salmista: “Guar-do no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Sl 119.11). João quer que o leitor medite sobre essa Palavra e viva o dia-a-dia baseado nela
4.2 O Espirito permanece ensinando
4.2 O Espirito permanece ensinando
Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.
- João menciona “a unção”, um assunto introduzido anteriormente (v. 20).
1João 2.20 “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.”
- Parece deixar implícito que os leitores receberam o dom do Espírito Santo, isto é, sua unção , quando se converteram. Esse é um bem que receberam de Jesus Cristo e que permanece com eles.
Elementos importantes a enfatizar:
Não precisam de alguém para ensiná-los; Jeremias 31.34 “Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”
A unção dele ensina vocês sobre todas as coisas; João 14.26 “mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.”
Assim como ela ensinou a vocês, permaneçam nele; (Enfase na direção do Espirito)
4.3 Permanecemos nEle até a sua vinda;
4.3 Permanecemos nEle até a sua vinda;
Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.
- João ensina que a comunhão com o Filho de Deus é absolutamente essencial a todo crente. Na oração seguinte, João dá a razão para que haja essa comunhão contínua com Cristo: para que, quando ele se manifestar, possamos estar seguros.
Como permanecer em cristo?
Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.
Onde está a sua segurança, o que tem valor em sua vida?
Considerar tudo como perda (Refugo);
Existe um conhecimento que está em Cristo;
Decidir perder tudo para achar esse conhecimento;
A fé em Cristo é o caminho para acessar:
Poder da ressurreição;
A comunhão com seus sofrimentos;
A identificação com sua morte (Rompimento com o pecado) ;
Ressurreição dos mortos;
-Além de ter a comunhão com o Filho e o seu exercício espiritual, a permanência em Cristo também encontra sua plenitude na volta física. João menciona a primeira vinda de Jesus em carne – “as nossas mãos apalparam” e agora João aponta para frente.
Porque e o filho não Deus não deve amar o Mundo?
Aplicação: O mundo está em pecado e caído deste do principio, nosso amor ao mundo é casamento com satanás, inimizade contra Deus e infidelidade contra nosso Senhor Jesus.
Aplicação: O mundo é instrumento de satanás para aprisionar os homens e levarem para a condenação eterna.
Aplicação: A vontade de Deus está repousada na obra consumada de Cristo, não no mundo.
Aplicação: É necessário permanecer no evangelho genuíno de Jesus, o filho de Deus, na comunhão do Espirito, confiando na verdadeira esperança que está na volta de Cristo.
