Exposição Marcos 2

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Introdução

Como vimos anteriormente, o evangelho de Marcos visa apresentar Jesus como Servo e no capítulo 01 tivemos a apresentação da identidade do servo, autoridade do servo e a compaixão do servo.
No capítulo 02 vemos algumas coisas que o servo oferece.
Perdão de Pecados (Mc 2:1-12; 13-17)
Alegria em sua presença (Mc 2:18-20)
Novidade (Mc 2:21-22)
Liberdade (Mc 2:23-28)

1 - Perdão de Pecados

Nós temos duas narrativas no texto que nos mostram essa verdade.
Marcos 2.1–12 ARA
1 Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. 2 Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. 3 Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. 6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: 7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados —disse ao paralítico: 11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12 Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!
A primeira narrativa fala de um jovem paralitico que é levado até a presença de Jesus por seus amigos. Quando Jesus contempla a fé dos mesmos ele faz uma declaração ousada: “Marcos 2.5 “5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.””
É interessante notar que Cristo não cura aquele jovem da paralisia no primeiro momento, ele em primeiro momento se preocupa em curar a alma daquele rapaz.
Aquilo gera um alvoroço, porque os lideres religiosos que estavam no local acusam Jesus de Blasfêmia por causa dessa declaração, pelo fato de que só Deus pode perdoar pecados.
Jesus então afim de provar sua autoridade, lhes da um sinal através de uma cura física naquele rapaz e todo o povo fica alvoroçado.
Salmo 103.1–5 ARA
1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. 2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios. 3 Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades; 4 quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia; 5 quem farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
E logo na sequência mais uma narrativa nos é dada em relação ao que o filho do homem vei trazer.
Marcos 2.13–17 ARA
13 De novo, saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e ele os ensinava. 14 Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu. 15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número e também o seguiam. 16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores? 17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.
Essa narrativa se inicia com Jesus chamando Levi, um cobrador de impostos para segui-lo.
Isso por si só já era algo extremamente inusitado. Precisamos entender que Jesus era visto com um Rabi pelo povo judeu, ele estudou a torá e pregava nas sinagogas nas cidades onde ia. E agora esse Rabino começa a escolher seus discípulos e ele escolhe um cobrador de impostos.
Os cobradores de impostos eram pessoas não preocupadas com a religião ou com a Lei de Moisés e Jesus chama esse homem.
A bíblia que esse homem aceita o chamado e convida Jesus para estar com seus amigos publicanos afim de expor o evangelho.
É nesse momento que os fariseus perguntam:
Marcos 2.16 ARA
16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores?
E Jesus da á celebre resposta:
Marcos 2.17 ARA
17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.
Então sim, o rei de toda a terra, aquele que tem autoridade e é compassivo veio para trazer perdão de pecados aos homens pecadores.

2 - Alegria em sua presença

Na sequência da narrativa vemos os discípulos de João Batista e os discípulos dos fariseus interrogando Jesus a cerca do batismo.
Marcos 2.18–20 ARA
18 Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando. Vieram alguns e lhe perguntaram: Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam? 19 Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar. 20 Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão.
Ambos viviam uma religiosidade rígida e “privada dos prazeres da vida” e por isso não entendiam o estilo de vida de Jesus e seus discípulos.
E a resposta de Jesus é de que seus discípulos não jejuavam porque estavam na presença do noivo, então era tempo de alegria.
Ele diz que chegaria um tempo em que o noivo seria tirado e eles então jejuariam.
A regra da vida cristã é a alegria na presença espiritual do noivo. O apóstolo Paulo declara:
Filipenses 4.4 ARA
4 Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.
O salmista declara:
Salmo 16.11 ARA
11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.
A promessa para os gentios é essa:
Romanos 15.7–13 ARA
7 Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus. 8 Digo, pois, que Cristo foi constituído ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais; 9 e para que os gentios glorifiquem a Deus por causa da sua misericórdia, como está escrito: Por isso, eu te glorificarei entre os gentios e cantarei louvores ao teu nome. 10 E também diz: Alegrai-vos, ó gentios, com o seu povo. 11 E ainda: Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, e todos os povos o louvem. 12 Também Isaías diz: Haverá a raiz de Jessé, aquele que se levanta para governar os gentios; nele os gentios esperarão. 13 E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.
A declaração de que os discípulos jejuariam é porque com a partida do noivo eles enfrentariam momentos difíceis até que o evangelho fosse aos gentios.

3 - Novidade

Quando Jesus está respondendo sobre o Jejum ele explica que ele veio trazer algo novo.
Marcos 2.21–22 ARA
21 Ninguém costura remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo novo tira parte da veste velha, e fica maior a rotura. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.
Deus é um Deus que com a sua boa nova e o seu perdão de pecados nos traz novidade de vida.
Jesus veio mudar a vida daqueles que estavam cansados e sobrecarregados.
E essa mudança não é um remendo, mais é algo totalmente novo.
2Coríntios 5.17 ARA
17 E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.
Jesus não veio apenas remendar a tua vida, mais te dar uma vida nova.
Romanos 6.4 ARA
4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.

4 - Liberdade

E por fim, temos a narrativa da liberdade oferecida por Jesus em relação ao julgo da servidão.
Marcos 2.23–28 ARA
23 Ora, aconteceu atravessar Jesus, em dia de sábado, as searas, e os discípulos, ao passarem, colhiam espigas. 24 Advertiram-no os fariseus: Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados? 25 Mas ele lhes respondeu: Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e os seus companheiros? 26 Como entrou na Casa de Deus, no tempo do sumo sacerdote Abiatar, e comeu os pães da proposição, os quais não é lícito comer, senão aos sacerdotes, e deu também aos que estavam com ele? 27 E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; 28 de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.
Aqui é relatado um acontecimento no qual os fariseus repreendem Jesus em relação ao feito dos discípulos em relação ao sábado.
E Jesus explica a eles que os mandamentos são feitos para o bem do homem e não para escravizar o homem.
Toda religião que não tem poder de regeneração trabalha com legalismo afim de moldar o homem de acordo com suas crenças. Porém o cristianismo é diferente, ele regenera o homem e coloca a lei no coração do homem.
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