Exposição Marcos 6
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Introdução
Introdução
No capítulo anterior nós vimos o triunfo da fé. Vimos que Jesus, ao retornar a outra margem do mar de Genesaré encontra um homem cheio de fé que Ele poderia curar sua filha e no meio do caminho uma mulher que estava enferma a 12 anos crê que se apenas tocasse nas orlas de suas vestes ela seria curada.
Vimos os feitos de Jesus se realizando de acordo com a fé dessas pessoas e Jesus declarando que a fé delas as salvou (Mc 5:34).
Porém quando no capítulo seis, temos agora o relato da incredulidade se manifestando. Basicamente teremos três eventos em que a incredulidade se manifesta:
1 - Jesus em Nazaré (A incredulidade por familiaridade).
2 - A incredulidade de Herodes (A incredulidade por crenças equivocadas)
3 - A incredulidade dos discípulos.
E ao final do capítulo, como que um balsamo ou um oases no deserto, temos o relato da fé do povo de Genesaré.
Explicação
Explicação
1 - A incredulidade em Nazaré.
1 - A incredulidade em Nazaré.
1 Tendo Jesus partido dali, foi para a sua terra, e os seus discípulos o acompanharam. 2 Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele. 4 Jesus, porém, lhes disse: Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5 Não pôde fazer ali nenhum milagre, senão curar uns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6 Admirou-se da incredulidade deles. Contudo, percorria as aldeias circunvizinhas, a ensinar.
O primeiro relato que temos aqui é de Jesus voltando a sua cidade.
Quando ele chega a essa cidade, sua fama o precedia e ele é convidado a falar na sinagoga.
Em primeiro momento há um espanto positivo em relação a pessoa de Jesus, com os ouvintes admirados de sua sabedoria e de seus sinais (v2).
Porém logo na sequência, vemos o desprezo daqueles homens por Cristo (V3).
E esse desprezo é está relacionado a familiaridade que eles tinham com Jesus.
A convivência deles durante décadas com Jesus, os fez desconfiar de seus feitos, pensando que ele era um homem comum.
Aplicação
Aplicação
Quantas vezes profanamos aquilo que é santo?
26 Os seus sacerdotes transgridem a minha lei e profanam as minhas coisas santas; entre o santo e o profano, não fazem diferença, nem discernem o imundo do limpo e dos meus sábados escondem os olhos; e, assim, sou profanado no meio deles.
Jesus não é comum, Jesus não é apenas um homem. Nossa familiaridade com o evangelho e com Jesus não pode nos levar a desprezar aquilo que é santo.
Logo na sequência desse evento, temos o envio dos 12 discípulos para pregar o evangelho do Reino as demais circunvizinhanças. Cristo os dota de autoridade e poder e os envia apenas as ovelhas perdidas da casa de Israel.
7 Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. 8 Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro; 9 que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. 10 E recomendou-lhes: Quando entrardes nalguma casa, permanecei aí até vos retirardes do lugar. 11 Se nalgum lugar não vos receberem nem vos ouvirem, ao sairdes dali, sacudi o pó dos pés, em testemunho contra eles. 12 Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; 13 expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo.
E o motivo pelo qual Jesus envia os seus discípulos as ovelhas perdidas de Israel é porque estava chegando o tempo da profecia de Daniel.
24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos.
Após o envio dos 12 e a fama de Jesus se espalhar ainda mais, esses fatos chegam aos ouvidos de Herodes Antipas, tetrarca da Galileia e da Pereia.
Ao chegar essa mensagem ao seu ouvido, a incredulidade e a falta de compreensão de quem Jesus era toma conta de seu coração.
2 - A incredulidade de Herodes
2 - A incredulidade de Herodes
14 Chegou isto aos ouvidos do rei Herodes, porque o nome de Jesus já se tornara notório; e alguns diziam: João Batista ressuscitou dentre os mortos, e, por isso, nele operam forças miraculosas. 15 Outros diziam: É Elias; ainda outros: É profeta como um dos profetas. 16 Herodes, porém, ouvindo isto, disse: É João, a quem eu mandei decapitar, que ressurgiu.
Percebemos aqui que o problema é semelhante ao vivido em Nazaré, porém com uma raiz diferente.
O problema consiste em não entender quem Jesus era, porém o motivo pelo qual essa falta de compreensão se manifesta, ou essa incredulidade se manifesta, é de origem diferente.
Herodes estava assolado por culpa, pois em tempos passados havia buscado agradar mais aos homens do que a Deus (Mc 6:17-29) e agora devido a crenças primárias equivocadas não estava compreendendo quem era esse que executava tantos milagres.
Ao invés de receber Jesus de acordo com aquilo que Jesus dizia de si mesmo, ele recebe Jesus baseado em suas crenças primárias, seus pressupostos e seu modo de enxergar a vida.
Aplicação
Aplicação
Se quisermos receber Jesus como ele é, precisamos estar dispostos a abandonar nossos pressupostos mais básicos, nossas crenças familiares e básicas que nos foram transmitidas durante a vida. Não podemos impor a Cristo nossas ideias, porém temos que sujeitar nossos pensamentos a Cristo.
4 Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas 5 e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo,
O texto continua com o relato da primeira multiplicação dos pães e dos peixes, onde Jesus alimenta 5000 homens. (Mc 6:30-44)
O texto nos diz que após o retorno dos discípulos em sua missão de pregar o evangelho, Jesus os chama para descansar (v31). Porém o que ocorre é que a multidão os seguiu e chegou ao local onde eles estavam e nesse momento Jesus é tomado de compaixão pois os enxergava como ovelhas que não tem pastor (v34).
Ao declinar a tarde os discípulos vieram ter com Jesus dizendo para despedir as multidões para que pudessem comprar alimento no caminho, porém Jesus desafia a fé dos discípulos os dizendo para lhes dar eles mesmos algo para comer.
A resposta dos discípulos é natural, eles pedem se comprariam 200 denários de pães para aquela multidão, o que equivalia ao salário de um ano de trabalhador comum.
Mais uma vez, Jesus os desafia: Quantos pães tendes?
A resposta deles é: Cinco pães e dois peixes.
Jesus então ordena que eles separem o povo em grupos para se assentarem e o texto fala que ele ergue os olhos, abençoa o alimento e parte o pão. (V41)
E ali temos um grande milagre sendo realizado, o texto fala que foram alimentos 5000 homens e sobraram 12 cestos cheios de pedaços de pães e peixes.
Aplicação:
Jesus aqui mais uma vez demonstra sua identidade e basicamente ele cumpre o Salmo 23 diante dos olhos dos discípulos.
E o que ocorre então a seguir é surpreendente, visto fato de que após tantos milagres, mais uma vez os discípulos são tomados de incredulidade.
3 - A incredulidade dos discípulos
3 - A incredulidade dos discípulos
45 Logo a seguir, compeliu Jesus os seus discípulos a embarcar e passar adiante para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-os despedido, subiu ao monte para orar. 47 Ao cair da tarde, estava o barco no meio do mar, e ele, sozinho em terra. 48 E, vendo-os em dificuldade a remar, porque o vento lhes era contrário, por volta da quarta vigília da noite, veio ter com eles, andando por sobre o mar; e queria tomar-lhes a dianteira. 49 Eles, porém, vendo-o andar sobre o mar, pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. 50 Pois todos ficaram aterrados à vista dele. Mas logo lhes falou e disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais! 51 E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atônitos, 52 porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido.
Vemos aqui no texto, Jesus despedindo seus discípulos a outra margem do rio e se retirando para orar.
O texto fala que ao cair da tarde , com o barco no mar, vem um vento contrário e Jesus vendo a dificuldade dos discípulos vai até a presença deles para salva-los (v48).
Porém o texto fala que Jesus vai andando sobre as águas e quando os discípulos o veem eles pensam ser um fantasma, até que Jesus se apresenta a eles e acalma a tempestade novamente.
O texto diz que eles estavam atônitos, sem compreender o milagre dos pães e peixes e com o coração ainda endurecido.
Aplicação
Aplicação
Os discípulos estão atônitos pelo mesmo motivo dos familiares de Jesus e de Herodes.
Eles não haviam compreendido ainda quem Jesus era.
Eles estavam agindo como os de fora e não como os de dentro, a quem é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus.
Se os discípulos tivessem entendido o ato de Cristo na multiplicação dos pães e peixes (Deus que proveu Israel no deserto) eles teriam compreendido Cristo andando sobre as águas (Deus abriu o mar para Israel), porém eles estavam atônitos sem entender direito as coisas.
Pela graça de Deus o capítulo termina com uma demonstração de Fé do povo e um reconhecimento de Jesus em Genesaré, onde então Jesus executa muitos milagres.
53 Estando já no outro lado, chegaram a terra, em Genesaré, onde aportaram. 54 Saindo eles do barco, logo o povo reconheceu Jesus; 55 e, percorrendo toda aquela região, traziam em leitos os enfermos, para onde ouviam que ele estava. 56 Onde quer que ele entrasse nas aldeias, cidades ou campos, punham os enfermos nas praças, rogando-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua veste; e quantos a tocavam saíam curados.
Conclusão
Conclusão
12 Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;
