Exposição Marcos 7
Notes
Transcript
Introdução
Introdução
Esse capítulo será dividido em três grandes blocos, com subdivisões depois em alguns deles.
A divisão desses blocos será feita da seguinte maneira:
Prólogo (Mc 7:1)
O embate com os fariseus e o discurso de Jesus (Mc 7:2-23)
A ida de Jesus aos gentios (Mc 7:24-37)
Explicação
Explicação
Prólogo
Prólogo
1 Ora, reuniram-se a Jesus os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém.
No capítulo seis, vimos Jesus enfrentando uma incredulidade generalizada em seu ministério, onde há uma falta de reconhecimento em relação a quem ele é.
Vimos que ele não foi reconhecido em Nazaré, no Palácio e pelos seus discípulos. Porém vimos que no final do capítulo, ele chega a Genesaré e lá ele é reconhecido e realiza muitos milagres.
E quando agente chega agora no início do capítulo 7, nós vemos que a bíblia declara que muitos escribas e fariseus se reuniram a ele vindos de Jerusalém.
A fama de Jesus havia se espalhado por todo o Israel, e os líderes religiosos estavam preocupados com essa ascensão meteórica de Jesus em seu ministério. Eles já haviam começado uma trama contra ele em um momento em que ele cura um homem de mão ressequida no sábado e já haviam tido vários embates com ele em outros momentos, como no momento em que o acusam de expulsar demônios pelo poder de Satanás.
E agora, eles vem até ele afim de observa-lo, afim de pegar algum erro e tramar contra ele.
O embate com os fariseus e o discurso de Jesus
O embate com os fariseus e o discurso de Jesus
Acusação
Acusação
E nós vemos a partir do verso dois, que os fariseus começam um processo de acusação contra os discípulos de Jesus.
2 E, vendo que alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar 3 (pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos; 4 quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal [e camas]), 5 interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?
Essa acusação feita pelos fariseus, não era uma acusação baseada na Lei ou nos profetas, não havia nenhum mandamento de Deus em relação a isso, ela era baseada totalmente na tradição que os judeus tinham, que até esse momento não era documentada, era oral, e consistia em ser uma cerca para a lei.
A defesa
A defesa
E o que acontece é que a partir do verso 6 Jesus se levanta como advogado de defesa.
6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:
Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
7 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
8 Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. 9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. 10 Pois Moisés disse:
Honra a teu pai e a tua mãe;
e:
Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.
11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, 12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, 13 invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.
Jesus então faz um apelo a Lei e aos Profetas, mostrando que os fariseus e escribas invalidavam a palavra de Deus por causa de suas tradições.
Em primeiro lugar ele apelas para Isaias, dizendo que Isaias havia profetizado a respeito deles:
6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:
Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
7 E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
Depois ele emite a sentença, dizendo que eles estavam mais preocupados com os homens do que Deus.
8 Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.
E depois afim de provar a sua tese ele apela para Moisés, expondo mais um crime deles.
9 E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. 10 Pois Moisés disse:
Honra a teu pai e a tua mãe;
e:
Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.
11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, 12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, 13 invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.
Aqui ele prova que os fariseus em nome da sua tradição do corban quebravam o quinto mandamento do decálogo.
O Apelo e o ensino
O Apelo e o ensino
Agora Jesus como bom advogado de defesa e mestre que era, apela para o povo, para o juri popular trazendo o ensinamento e a verdadeira interpretação da Lei por meio de uma parábola.
14 Convocando ele, de novo, a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, todos, e entendei. 15 Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai do homem é o que o contamina. 16 [Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.]
A Explicação aos seus discípulos
A Explicação aos seus discípulos
E o que ocorre é que depois de Jesus sair dali, seus discípulos pedem a explicação dessa pequena parábola.
17 Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram acerca da parábola. 18 Então, lhes disse: Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, 19 porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou ele puros todos os alimentos. 20 E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. 21 Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, 22 a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. 23 Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem.
Jesus aqui por meio dessa aplicação mostra o que é que realmente faz um homem impuro e mostra que o problema do homem está no coração.
Se o problema estava no coração, lavar as mãos com água não resolveria o problema.
Porém existe uma outra lavagem de água que resolve esse problema.
25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,
A lavagem de água da palavra atinge o coração do homem, purificando-o e santificando-o.
A ida de Jesus aos gentios
A ida de Jesus aos gentios
24 Levantando-se, partiu dali para as terras de Tiro [e Sidom]. Tendo entrado numa casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se, 25 porque uma mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, tendo ouvido a respeito dele, veio e prostrou-se-lhe aos pés. 26 Esta mulher era grega, de origem siro-fenícia, e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio. 27 Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 28 Ela, porém, lhe respondeu: Sim, Senhor; mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças. 29 Então, lhe disse: Por causa desta palavra, podes ir; o demônio já saiu de tua filha. 30 Voltando ela para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio a deixara.
31 De novo, se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até ao mar da Galileia, através do território de Decápolis. 32 Então, lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele. 33 Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva; 34 depois, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá!, que quer dizer: Abre-te! 35 Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe soltou o empecilho da língua, e falava desembaraçadamente. 36 Mas lhes ordenou que a ninguém o dissessem; contudo, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam. 37 Maravilhavam-se sobremaneira, dizendo: Tudo ele tem feito esplendidamente bem; não somente faz ouvir os surdos, como falar os mudos.
A partir daquele momento, Jesus se retira para as regiões gentílicas, provavelmente afim de se proteger, pois cada ação que Jesus como a que acontecerá aumentava o nível da perseguição a ele.
O texto nos fala que ele vai para a região de Tiro e Sidom na Fenícia ao norte de Israel, atual Líbano. Estes eram antigos inimigos do povo de Deus, lar de Jezabel, centro da adoração a Baal e várias profecias do Antigo Testamento tinham sido feitas conta esses locais.
O texto nos fala que lá Jesus expulsa o demônio de uma menina, filha de uma mulher grega e cura um surdo e mudo.
Esses eventos preanunciam o que Jesus faria no futuro ao incluir os gentios no plano de Salvação de Deus.
Em primeiro momento, Jesus havia vindo para o povo de Israel, afim de cumprir a profecia de Daniel 9:24 como vimos no culto anterior, para que depois que fosse rejeitado pelo seus, encerrasse com esse período da antiga aliança e iniciasse uma nova aliança afim de cumprir as inúmeras profecias do A.T que diziam que Deus, seria o Deus de todos os povos e que as nações afluiriam a Ele.
No episódio da mulher grega, vemos esse drama claramente. Era necessário que primeiro os filhos se comesses até fartar e não querer mais, para que depois fossem alimentados os cães.
O plano de Deus sempre foi trazer salvação a todo o mundo e o coração de Jesus batia ardentemente esperando esse dia, o dia em que o evangelho fosse aos gentios.
20 Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos; 21 estes, pois, se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus. 22 Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus. 23 Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem. 24 Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. 25 Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará. 27 Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. 28 Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei. 29 A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou. 30 Então, explicou Jesus: Não foi por mim que veio esta voz, e sim por vossa causa. 31 Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. 32 E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.
Conclusão
Conclusão
Jesus é o salvador de toda a terra!
17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
