Exposição Marcos 11:12-21 (A infertilidade de Israel)

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Texto Base

Marcos 11.12–21 ARA
12 No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. 13 E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. 14 Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. 15 E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17 também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina. 19 Em vindo a tarde, saíram da cidade. 20 E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. 21 Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou.

Introdução

O nosso texto base, contém uma narrativa na qual Jesus executa dois atos de juízo, ou atos condenatórios.
1 - A maldição da Figueira (V12-14/20-21)
2 - O juízo do templo. (V15-19)
Esses dois atos, são como parábolas de ação ou atos proféticos, que vão abrir o caminho para o grande discurso do Monte das Oliveiras contido no capítulo 13, onde Jesus declara um juízo iminente sobre o Israel apostata.
Esses eventos ocorrem um dia após a grande entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém, onde Jesus é recebido e aclamado como o Rei Messias pela multidão.
Naquele evento, vimos que Jesus entrou na cidade, há observou, e fez mesmo em relação ao templo, saindo da cidade a noite e dormindo na cidade de Betânia que ficava ao lado de Jerusalém, próximo ao monte das oliveiras.
E os eventos narrados em nosso texto base, ocorrem no dia seguinte, na segunda feira após entrada triunfal de Jesus e quatro dias antes da sexta feira da paixão.

Explicação

A maldição da Figueira

Marcos 11.12–14 ARA
12 No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. 13 E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. 14 Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto.
Marcos 11.20–21 ARA
20 E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz. 21 Então, Pedro, lembrando-se, falou: Mestre, eis que a figueira que amaldiçoaste secou.
Vemos então que na segunda feira, ao ir para Jerusalém, Jesus andando pelo caminho vê uma figueira cheia de folhas e se aproxima da mesma com fome, porém não encontra nela nenhum fruto.
Aquela não era a estação de Figos, os figos davam em Maio e o evento ocorre em Março. Porém quando a figueira começava a produzir folhas, ela produzia uma espécie de botão verde que era chamado de Figos Precoces, que embora não estivessem maduros e nem fossem saborosos, eram comestíveis.
O texto nos diz que Jesus ao ver que aquela árvore tinha folhas mais não frutos, a amaldiçoa para que nunca mais produza frutos e no dia seguinte, os discípulos encontram essa figueira seca até a raiz.
Nessa parábola de ação, Jesus preanuncia o que aconteceria em breve com a nação de Israel. Semelhantemente a essa figueira, Israel havia sido levantada por Deus para produzir frutos e alimentar os povos, mais os povos quando vinham a Israel encontravam apenas folhas, aparência e não alimento.
Ao amaldiçoar a figueira e faze-la secar, Jesus estava profetizando a rejeição de Deus em relação a nação de Israel que ocorreria logo a seguir e sua destruição para que não mais produzisse frutos.
No capítulo seguinte, Jesus proferiu uma parábola sobre esse assunto:
Marcos 12.1–12 ARA
1 Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha, cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. 2 No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha; 3 eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio. 4 De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram. 5 Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. 6 Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho. 7 Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. 8 E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha. 9 Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. 10 Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; 11 isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos? 12 E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.
João Batista que havia preparado o caminho para Jesus havia dito:
Mateus 3.7–10 ARA
7 Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; 9 e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.
Conclusão:
Jesus ao realizar aquele ato estava mostrando o que em breve aconteceria com a nação de Israel. Ela secaria e não mais produziria frutos.

A condenação do Templo

Marcos 11.15–19 ARA
15 E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17 também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina. 19 Em vindo a tarde, saíram da cidade.
Logo em seguida, após amaldiçoar a figueira, Jesus entra na cidade de Jerusalém e mais especificamente dentro do templo.
O templo, era o centro religioso da nação de Israel. Local sagrado para os judeus e de grande importância, pois Deus havia estabelecido que o templo era o local verdadeiro de adoração.
O templo se assemelha a figueira com folhas e sem frutos.
Sua aparência era extraordinária. O templo havia começado a ser reformado por Herodes o grande em uma jogada política para agradar os judeus e ainda estava em reforma na época de Jesus. Ele era o maior conjunto de edifícios religiosos de todo o império romano e uma de suas mais belas construções, com muros que tinham cerca de 450 x 300m e cercavam uma área de cerca de 190 mil metros quadrados, o equivalente a 26 campos oficiais de futebol.
Porém, embora sua aparência fosse bela, de “folhagens”, ao entrar no templo, Jesus não encontra piedade ou frutos, encontra mercenários.
O texto nos diz que:
1 - Ele expulsa os vendilhões.
2 - Derruba a mesa dos cambistas.
3 - Não permitia que se usasse o templo para transportar objetos para comércio.
No contexto, eram realmente necessário bancas de vendas de animais e casas de câmbio para troca de moedas, porém eles haviam corrompido o templo por interesses financeiros.
O Sinédrio, grupo que administrava o templo havia criado uma casa de câmbio no monte das oliveiras e ao redor do templo haviam inúmeras bancas para venda de animais para sacríficio. Porém Caifas havia juntamente com os saduceus estabelecido casas de cambio dentro do patio dos gentios, área mais externa do átrio e barracas de vendas de animais super faturados.
Em textos paralelos nos diz que o zelo da casa do Senhor consumiu Jesus.
Jesus depois de expulsar e virar as mesas ensinava o povo dizendo:
Marcos 11.17 ARA
17 também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores.
Nesse contexto, ele está citando duas passagens do antigo testamento:
Isaías 56.7 ARA
7 também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.
Jeremias 7.11 ARA
11 Será esta casa que se chama pelo meu nome um covil de salteadores aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o Senhor.
Israel e mais especificamente o templo deveria ter sido uma luz para os gentios e ter servido de alimento para os povos, mais havia se tornado um covil de salteadores.

Aplicação

1 - Não devemos viver de aparência.

Ao repreender a Igreja de Sardes no livro de Apocalipse, Jesus diz para aquela igreja que ela tinha fala de quem vive mais na verdade estava morta.
Apocalipse 3.1 ARA
1 Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
Essa era a realidade da nação de Israel. Eles embriados com uma religiosidade superficial, cheios de tradições, costumes, regras, mais haviam abandonado os principais preceitos da lei, a fé o amor e a misericórdia.
Mateus 23.23 ARA
23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!
Jesus em seu ministério terreno combateu a falsa religiosidade dos fariseus.
Mateus 23.25–29 ARA
25 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! 26 Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo! 27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! 28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. 29 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos
Precisamos repetidamente orar como Davi e dizer: Sonda-me ó Deus e vê se há em mim algum caminho mal.

2 - Somos chamados para dar frutos.

João 15.16 ARA
16 Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.
Sabemos que salvação se dá por meio da graça de Deus que nos escolheu nEle antes da fundação do mundo.
Porém essa eleição tem um propósito e esse propósito é para nós irmos e darmos frutos.
Deus espera de nós frutos e sempre que o damos ele nos limpa para que produzamos mais frutos.
Esses frutos tem o intuito de alimentar os que estão ao nosso redor, alimentar os povos e as nações com o alimento espiritual, Jesus o verdadeiro pão vivo que desceu do céu.
Uma espiritualidade não pode ser apenas centrada em sí mesmo. Nós não vamos a Jesus apenas para sermos abençoados, mais para que sejamos abençoadores e para que abenção de Deus transborde através de nós.
Esse foi o chamado de Abraão:
Gênesis 12.1–3 ARA
1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
E isso foi testificado por Jesus:
Atos dos Apóstolos 20.35 ARA
35 Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber.

3 - A um juízo de Deus para os infrutíferos.

Do mesmo modo que aquela figueira foi amaldiçoada, o templo julgado e posteriormente Israel e o templo destruídos pela falta de frutos, há um juízo da parte de Deus contra todos os falsos cristãos que tem aparência de quem vivem mais na verdade estão mortos.
Para a igreja de Sardes Jesus disse:
Apocalipse 3.3 ARA
3 Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.
E Jesus declarou:
João 15.6 ARA
6 Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam.
Escrevendo a igreja de Roma em relação a rejeição de Deus há nação de Israel, Paulo disse:
Romanos 11.20–22 ARA
20 Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme. 21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará. 22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.

Conclusão:

Somos chamados para estarmos em Cristo Jesus, pois Ele é a videira que produz frutos e nós quando enxertados nEle como galhos produziremos frutos.
João 15.1–5 ARA
1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. 3 Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado; 4 permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim. 5 Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
Caso você esteja infrutífero, se reconcilie com Jesus, creia nEle, abandone seus pecados e viva para a glória de Deus.
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