Exposição Marcos 12:18-27 (A questão da Ressurreição)
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Introdução
Introdução
Continuamos aqui na terça feira da semana da Paixão.
Vimos, que Jesus havia ido para Jerusalém por causa da Festa da Páscoa. Ele havia se hospedado em Betânia que ficava ao lado da cidade e todos os dias ia a Jerusalém para ensinar ao no templo. Estamos aqui no final do ministério de Jesus, sua fama já havia se espalhado e ele já estava sendo perseguido pelos principais líderes de Israel, porém ainda era aclamado pelo povo.
Ele havia chegado na região na sexta feira, onde passou o dia em Betânia e no domingo ele vai a cidade, entrando nela e sendo aclamado pela multidão que o estava recebendo como Rei-Messias da nação de Israel. Na segunda feira, ele retorna a cidade, amaldiçoando uma figueira e virando as mesas dos cambistas e expulsando os que vendiam no templo.
E na terça feira, o dia de nosso texto base, Jesus retorna ao templo para ensinar e tem inúmeros conflitos com os líderes da nação.
1 - Os principais sacerdotes e mestres da Lei questionam a ele a respeito de sua autoridade (11:27 - 12:12).
2 - Os fariseus e herodianos o questionam a respeito de se era lícito pagar tributo a Cesar ou não. (Mc 12:13-17)
3 - Os saduceus o questionam em relação a ressurreição dos mortos. (Mc 12:18-27)
Texto Base
Texto Base
18 Então, os saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se dele e lhe perguntaram, dizendo: 19 Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem filhos, seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão. 20 Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência; 21 o segundo desposou a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma. 22 E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 23 Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram. 24 Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25 Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus. 26 Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou:
Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?
27 Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.
Explicação
Explicação
O texto começa nos dizendo que um grupo pertencente ao partido dos saduceus se aproxima de Jesus para questiona-lo.
18 Então, os saduceus, que dizem não haver ressurreição, aproximaram-se dele e lhe perguntaram, dizendo:
Já haviam se aproximado de Jesus para questiona-lo os principais sacerdotes e os escribas, os fariseus e os herodianos e agora os saduceus que eram o grupo mais poderoso dentro do Sinédrio Judaico.
Eles eram a aristocracia judaica e o texto nos diz que eles não acreditavam na ressurreição.
Diferentemente dos fariseus e dos escribas, que tinham como base de sustentação e apoio para sua fé toda a Tanakh (Lei, Profetas e Escritos), os saduceus usavam apenas o pentateuco como base para sua fé.
E a pergunta que eles fazem é a seguinte:
19 Mestre, Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém e deixar mulher sem filhos, seu irmão a tome como esposa e suscite descendência a seu irmão. 20 Ora, havia sete irmãos; o primeiro casou e morreu sem deixar descendência; 21 o segundo desposou a viúva e morreu, também sem deixar descendência; e o terceiro, da mesma forma. 22 E, assim, os sete não deixaram descendência. Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. 23 Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de qual deles será ela a esposa? Porque os sete a desposaram.
Eles tomam como ponto de partida para seu questionamento a Lei do Levirato (Dt 25:5-10; Gn 38:8). Essa Lei consentia na ideia de que se um homem morresse, sua esposa deveria ser dada ao seu irmão que teria a responsabilidade de dar um filho a ela, e esse filho então seria o herdeiro do nome e dos bens do irmão falecido.
Essa lei visava proteger a viúva da pobreza e fazer a transferência das terras ancestrais de uma geração a outra.
A pergunta daqueles homens é uma pergunta hipotética, como é de costume dos opositores. A base dessa pergunta é de que se existe ressurreição, como Jesus afirmava, e essa mulher havia sido dada a vários homens diferentes em vida, todos eles com matrimonio legal, de quem ela seria esposa na ressurreição.
Essa pergunta era capciosa, porque visava fazer com que Jesus negasse um principio da Tora que é o da Monogamia. Deus havia feito homem e mulher e os havia dado um ao outro. Se essa mulher teve vários maridos, na ressurreição ela estaria envolvida em poligamia.
Eles queriam ou que Jesus negasse a ressurreição ou que ele se colocasse contra a Torá para que o povo se voltasse contra ele.
Porém o texto nos diz, que Jesus se volta contra eles com uma sentença dura:
24 Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?
Jesus argumenta que aqueles homens desconheciam tanto as Escrituras quanto o poder de Deus.
Jesus já havia colocado os escribas e sacerdotes em cheque em relação ao seu conhecimento da bíblia em um debate anterior (Mc 12:10) e agora argumenta que os saduceus desconheciam tanto as escrituras quanto o poder de Deus.
E o argumento de Jesus é que na ressurreição os homens não terão necessidade de se casar, pois o propósito do casamento era cumpri o mandato cultural que já estará completo na ressurreição e eles então serão como os anjos do céu.
25 Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus.
Um ponto importante a argumentar é que quando se diz que serão como os anjos do céu, não está se enfatizando sua natureza não corpórea, mais o fato de que não existe necessidade de reprodução, pois seu número está completo.
E Jesus agora então prova a ressurreição usando então os escritos de Moisés.
26 Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no Livro de Moisés, no trecho referente à sarça, como Deus lhe falou:
Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?
27 Ora, ele não é Deus de mortos, e sim de vivos. Laborais em grande erro.
A base do argumento de Jesus é usar um texto escrito por Moisés que mostra Deus se identificando como o Deus de homens que já haviam morrido. Isso significa que esses homens, ainda que tenham morrido, estavam vivos na presença de Deus e um dia irão ressurgir em corpos.
Aplicação:
Aplicação:
1 - Existem realidades que só poderemos experimentar nessa vida.
1 - Existem realidades que só poderemos experimentar nessa vida.
A realidade do casamento e dos filhos é uma realidade que só pode ser experimentada aqui. Isso não significa que não teremos conhecimento ou relacionamento com nossos filhos e conjuges depois da ressurreição, mais significa que essa realidade que a bíblia descreve de maneira tão positiva só pode ser experimentada nessa era.
Devemos então lutar para fazer dessa realidade presente uma verdadeira dádiva de Deus.
A bíblia nos diz que os filhos são herança do Senhor e bem aventurado o homem que enche deles a sua aljava.
3 Herança do Senhor são os filhos;
o fruto do ventre, seu galardão.
4 Como flechas na mão do guerreiro,
assim os filhos da mocidade.
5 Feliz o homem que enche deles a sua aljava;
não será envergonhado,
quando pleitear com os inimigos à porta.
A bíblia descreve o casamento como um lugar de grandes bençãos ao homem que teme a Deus:
Cântico de romagem
1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor
e anda nos seus caminhos!
2 Do trabalho de tuas mãos comerás,
feliz serás, e tudo te irá bem.
3 Tua esposa, no interior de tua casa,
será como a videira frutífera;
teus filhos, como rebentos da oliveira,
à roda da tua mesa.
4 Eis como será abençoado o homem
que teme ao Senhor!
5 O Senhor te abençoe desde Sião,
para que vejas a prosperidade de Jerusalém
durante os dias de tua vida,
6 vejas os filhos de teus filhos.
Paz sobre Israel!
Existem realidades que só podem ser vividas nessa era e é uma afronta e um pecado não querermos viver todas essas realidades.
*** Talvez você esteja ai dizendo que quer ir para o céu, existem coisas que você só viverá aqui.
2 - Existem honras a Deus que só podem ser dadas nessa vida.
2 - Existem honras a Deus que só podem ser dadas nessa vida.
A missão dada para Adão era de encher a terra e sujeita-la, chamamos isso de mandato cultural.
Esse mandato foi renovado no Novo Pacto por meio da Grande Comissão, com uma chamada para encher a terra do conhecimento de Deus como as águas cobrem o Mar.
18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.
Na terra, podemos sofrer por Jesus, entregar nossa vida por Ele, honra-lo com nossa obediência e glorifica-lo cumprindo a missão que ele nos deu a realizar.
4 Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer;
3 - Existe a esperança e a expectativa de uma realidade que ainda não vivemos.
3 - Existe a esperança e a expectativa de uma realidade que ainda não vivemos.
Jesus disse que todo aquele que crê nEle, ainda que esteja morto, viverá.
25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; 26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?
Deus é Deus de vivos. Um dia, estivemos mortos em nossos delitos e pecados, mais fomos ressuscitados jutamente com Cristo e hoje estamos vivos.
1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
5 e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, 6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;
Porém essa vida, que Ele nos deu agora, será para toda eternidade. Mesmo depois de mortos, viveremos na sua presença. Nosso corpo voltará ao pó e nosso espírito irá a Deus, com o Ap Paulo dizendo ser isso infinitamente melhor.
23 Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.
Mais além disso, da vida que recebemos de Cristo agora, da vida que teremos ao partir desse tabernáculo, ainda viveremos uma realidade futuro totalmente desconhecida por nós.
Mais será uma realidade extremamente superior, onde esse mundo estará totalmente restaurado e nós viveremos novamente no paraíso.
Ao descrever nosso corpo nessa nova realidade, Paulo fala:
42 Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. 43 Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. 44 Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.
49 E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial.
54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita:
Tragada foi a morte pela vitória.
55 Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
Haverá uma restauração de todo o cosmos e todos os efeitos do pecado serão eliminados.
Não haverá injustiça, dor, morte, doença, ódio, ira.
