Negue-se a Si mesmo

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Negue-se a si mesmo

Mateus 16.21–28 NAA
21 Desde esse tempo, Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém, sofresse muitas coisas nas mãos dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, fosse morto e, no terceiro dia, ressuscitasse. 22 Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: — Que Deus não permita, Senhor! Isso de modo nenhum irá lhe acontecer. 23 Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: — Saia da minha frente, Satanás! Você é para mim uma pedra de tropeço, porque não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens. 24 Então Jesus disse aos seus discípulos: — Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa, esse a achará. 26 De que adiantará uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará uma pessoa em troca de sua alma? 27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras. 28 Em verdade lhes digo que, dos que aqui se encontram, existem alguns que não passarão pela morte até que vejam o Filho do Homem vir no seu Reino.

Introdução

Como o pedido de Jesus para negar a nós mesmos pode fazer algum sentido, ou ter alguma sabedoria no tempo em que nós vivemos?
Vivemos em um tempo onde para encontrar a si mesmo, sua identidade, propósito de vida está relacionado a olhar para dentro de si, para seus desejos. Reprimir isso seria reprimir quem você é!
Philip Rieff foi um sociólogo e crítico cultural americano e disse que:
A “Era da Terapêutica” é um tempo em que a cultura para de ensinar as pessoas a viverem por algo maior do que elas mesmas e começa a valorizar, acima de tudo, o bem-estar emocional e psicológico de cada um.
“No mundo do homem psicológico, o compromisso é, antes de tudo, consigo mesmo e dirigido para o interior. As instituições tornam-se, portanto, servas do indivíduo e de sua sensação de bem-estar interior.”
“A terapia deixa de servir ao propósito de socializar um indivíduo. Em vez disso, ela procura proteger o indivíduo do tipo de neuroses prejudiciais que a própria sociedade cria ao sufocar a capacidade do indivíduo de simplesmente ser ele mesmo.”
Como disse Rieff: "O homem religioso nasceu para ser salvo; o homem psicológico nasceu para ser agradado."
Vivemos numa época dominada pela ideia terapêutica do bem-estar psicológico como o maior propósito da vida.
As instituições (família, igreja, escola) são cada vez mais vistas como obstáculos à expressão plena do indivíduo.
A identidade não é mais algo dado externamente, mas construída e definida internamente pelo desejo individual.
A autoridade tradicional (moral, religiosa, social) é frequentemente vista como opressora por limitar o bem-estar psicológico.
O Filósofo Canadense Charles Taylor define o tempo que vivemos como A era do SELF
“A visão moderna do self é profundamente influenciada pelo ideal expressivista romântico, segundo o qual cada pessoa tem uma originalidade própria que precisa ser descoberta, articulada e expressa.”
Há uma certa maneira de ser humano que é minha maneira. Sou chamado a viver minha autenticidade, não imitando a de outra pessoa. Mas isso dá uma nova importância a ser fiel a mim mesmo. Se não o sou, perco o sentido da minha vida, perco o que significa ser humano para mim." (Charles Taylor, The Ethics of Authenticity, 28-29)
Isso Está presente em toda cultura pop. A maioria dos filmes que assistimos é sobre uma jornada de auto-descoberta. Onde reprimir seus desejos é algo horrivel. Tudo o que precisamos é olhar para dentro de Nós mesmos.
Frozen,
Isso está dentro da igreja. Tenho aconselhado jovens que não acatam os conselhos bíblicos porque isso confronta seus desejos mais íntimos.
SEJA QUEM VOCÊ QUER SER, E NÃO IMPORTA O QUE OS OUTROS PENSAM.
Esse é o coração do individualismo expressivo da cultura ocidental moderna.
E ISSO IMPACTA DIRETAMETE A VIDA DE IGREJA
Ma agora aparece Jesus dizendo que o caminho deve ser o de Autonegação. E que ao perder a nossa vida é que de fato a encontramos. Como isso pode fazer algum sentido?

Encontrando a si mesmo

Mateus 16.25–26 NAA
25 Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a vida por minha causa, esse a achará. 26 De que adiantará uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará uma pessoa em troca de sua alma?
Aqui temos a palavra psyche, de onde surge a nossa palavra Psicologia.
Sempre que você vê esse tipo de alternância, mostra que é um conceito muito rico e difícil de traduzir com uma única palavra.
Na Biblia A mensagem Eugene Peterson coloca assim: “O Autosacrificio é o caminho - o meu caminho - para que vocês descubram sua verdadeira identidade. Qual é a vantagem de conquistar tudo que deseja, mas perder a si mesmo?
Jesus está falando sobre como encontrar seu verdadeiro eu.Kl
Jesus nos mostra o caminho para uma identidade verdadeira, forte, profunda e enraizada.
Jesus diz que o caminho para encontrar a nós mesmos é “Vir após mim”
Mas ele diz isso de uma maneira totalmente contraditória para nossa cultura:

Se quiser encontrar a si mesmo, venha após mim e morra.

Quando Jesus afirma: "se você realmente deseja descobrir a realidade espiritual, se você quer conhecer sua identidade mais profunda, tome a sua cruz", ele nos confronta diretamente.
Hoje, infelizmente, para nós a cruz tornou-se apenas um símbolo espiritual. Mas pense nos primeiros ouvintes de Jesus. Para eles, cruz significava simplesmente a pior forma possível de execução. Seria como Jesus dizendo:
"Você quer se descobrir? Suba os degraus para a forca. Quer encontrar quem você realmente é? Caminhe em direção ao pelotão de fuzilamento."
O qu isso significa?

O contexto do texto:

EM alguns momentos Jesus se demonstrou duro com lideres religiosos, mas nunca havia chamado alguém de Satanás. Isso sim é supreendente. O que aconteceu?
Mateus 16.16–19 NAA
16 Respondendo, Simão Pedro disse: — O senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo. 17 Então Jesus lhe afirmou: — Bem-aventurado é você, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que revelaram isso a você, mas meu Pai, que está nos céus. 18 Também eu lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus; e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.
Católicos e protestantes divergem quanto ao significado desse texto, mas há algo que é certo:
Ele está dizendo: se você não entende o que Pedro acabou de dizer, você não está na Igreja. Você não é cristão.
Jesus é aquele que quebrará o mal, a injustiça. Mas sabe como Jesus vencerá o mal?
Mateus 16.21–23 NAA
21 Desde esse tempo, Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém, sofresse muitas coisas nas mãos dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, fosse morto e, no terceiro dia, ressuscitasse. 22 Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: — Que Deus não permita, Senhor! Isso de modo nenhum irá lhe acontecer. 23 Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: — Saia da minha frente, Satanás! Você é para mim uma pedra de tropeço, porque não leva em consideração as coisas de Deus, e sim as dos homens.
É assim que vou salvar a todos. É assim que vou pôr fim ao mal do mundo. Serei derrotado. Serei fraco. Serei humilhado. Serei torturado. Serei morto. Serei completamente derrotado. Esse será o meu triunfo.
Você está dizendo exatamente o que Satanás me disse no deserto quando me tentou. Satanás disse: "Você gostaria do reino desta terra? Curve-se e me adore."
O que você fez foi exatamente o que Satanás fez: recusou-se a aceitar. Você rejeitou a cruz. Recusou-se a abraçar a humildade, a humilhação, os desafios e o sofrimento como parte do caminho. Você não consegue encaixar essas coisas na sua ideia de sucesso e felicidade. E, por isso, está agindo como Satanás.
"Deixe-me te mostrar como se constrói uma identidade sólida." É isso que Jesus está dizendo.
E o mais surpreendente é o caminho que ele aponta: para encontrar a si mesmo, para ter uma identidade verdadeiramente forte, você precisa negar a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lo.
Antes de explicar como isso funciona, ele já deixa claro um princípio fundamental: a verdadeira força nasce da fraqueza. Não vem do sucesso ou da autoconfiança. A força não brota da conquista, mas da entrega. Ela emerge das perdas, da fragilidade, das quedas.
É justamente por esse caminho inesperado que se constrói uma identidade firme. Essa é a proposta de Jesus.

A incoerência da Identidade Moderna

Estamos prestes a descobrir que existe muita sabedoria no que Jesus nos pede, sabe por que? Porque a identidade moderna não se sustenta.

1. A identidade moderna é incoerente

Vivemos em uma cultura que diz: “Olhe para dentro de si mesmo e descubra quem você é”.
Mas, quando fazemos isso, encontramos algo caótico. Nossos desejos são confusos, muitas vezes contraditórios.
Queremos liberdade, mas também queremos segurança. Queremos nos realizar profissionalmente, mas também queremos um relacionamento profundo. Qual desejo escolher?
somos “seres cujos desejos não fazem o menor sentido, que querem e não querem ao mesmo tempo”.
Philip Rieff, interpretando Freud diz que: “Não nos sentimos felizes porque estamos frustrados. [...] E estamos frustrados porque somos, antes de qualquer coisa, combinações infelizes de desejos conflitantes. A civilização pode, na melhor das hipóteses, alançar um equilíbrio de descontentamentos”
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2 - A Identidade moderna é ilusória

Nossa cultura nos manda buscar autenticidade dentro de nós mesmos, como se pudéssemos encontrar, sozinhos, um “eu verdadeiro”. E QUE NÃO DEPENDEMOS DE NENHUMA AFIRMAÇÃO EXTERMA
No fim das contas, não conseguimos simplesmente afirmar: "Não me importa o que os outros pensem, eu me amo e isso basta".
Isso não seria suficiente para nos convencer de que temos valor — a menos que estivéssemos em completa negação da realidade.
Precisamos da validação de alguém externo a nós. E quanto mais essa pessoa for alguém que admiramos ou consideramos importante, maior será o impacto da sua aprovação sobre nossa autoestima.
Em outras palavras, só conseguimos nos sentir verdadeiramente valiosos quando somos amados e aceitos por alguém que valorizamos. Do ponto de vista bíblico, isso significa que precisamos ser abençoados por alguém maior do que nós — porque não temos o poder de conceder essa bênção a nós mesmos.
Encontramos a nós mesmos nos outros, por meio dos outros.

3 - A identidade moderna é esmagadora.

Antigamente, a identidade era formada em torno de papéis estáveis: ser um bom pai, mãe, filho, trabalhador. Hoje, tudo depende do desempenho: você precisa “se inventar”, se destacar, ser admirado. O fracasso, que antes era visto com compaixão, hoje é tratado como culpa pessoal. Como diz Alain de Botton,
vivemos sob o peso da meritocracia — se não vencemos, é porque não nos esforçamos o bastante.
Essa pressão nos adoece.
Precisamos ser lindos, inteligentes, bem-sucedidos — e que os outros nos reconheçam assim.
Como resultado, estamos mais vulneráveis do que nunca à opinião alheia. A vida vira uma sequência de testes e provas, como diz Arthur Miller, em busca de um “veredito” que justifique nossa existência.

O Chamado de Jesus

O chamado de Jesus é diferente, nós não encontramos nosso verdadeiro eu olhando para fora, nem mesmo olhando paara dentro, MAS SE PERDENDO POR ELE!
Como isso acontece, na prática? Deixe-me mostrar quatro maneiras bem diretas. São quatro formas pelas quais você constrói uma identidade sólida ao seguir Jesus.
Não é algo que você alcança simplesmente “se encontrando” ou “se buscando”, mas sim quando você se entrega — quando perde a si mesmo por causa dele. É nesse perder-se por Cristo que, paradoxalmente, você se encontra de verdade.

1 - Autoconhecimento

Ter uma boa identidade é saber quem você é, correto? é ter um bom auto conhecimento.
A grande questão é que Você não tem uma identidade forte se você está em negação sobre quem você é.
Devemos parar de tentar nos salvar.
Quando paramos de olhar para fora, ou paramos de olhar para dendro,
Nós olhamos para Deus. E quando olhamos para Deus, descobrimos quem somos.
Para ter uma identidade sólida, você precisa reconhecer quem realmente é.
Mas isso só é possível quando você crê, de fato, que Jesus morreu por você, que ele te ama e te aceita. Sem essa segurança, você nunca vai conseguir encarar honestamente sua própria fraqueza e pecado, porque ainda está tentando se salvar por conta própria.
PRECISAMOS ADMITIR O QUANTO ESTAMOS QUEBRADOS POR DENTRO
Quando nos enxergamos de fato vemos que somos fracos, ter um autoconhecimento correto nos leva a uma maturidade, a uma identidade forte.
É assim que se alcança uma força verdadeira — aquela que nos liberta da necessidade de viver nos justificando, nos escondendo ou culpando os outros.
Que liberdade isso traz! Mas essa força só nasce quando reconhecemos, em nossa fraqueza, que não conseguimos nos salvar sozinhos.

2 - Você se liberta de influências externas

Agora, todos concordam que se você é controlado pelo que outras pessoas pensam, se você é controlado pelo que os homens pensam de você, se você é mulher, se você é controlado pelo que as mulheres pensam de você, se você é homem, se você é controlado pelo que seus pais pensam de você, se você é criança, se você é controlado pelo que a sociedade pensa, você não tem uma identidade forte.
Somos mais controlados pela nossa cultura do que imaginamos. Imagine uma pessoa de 100 anos atrás e de hoje. A influencia cultural nos molda.
Fora de Cristo, a maioria das pessoas constrói sua identidade tentando “ganhar o mundo” — buscando sucesso, aprovação e amor dos outros. Mas ao fazer isso, acaba perdendo a alma, perdendo quem realmente é.
Porque quando sua identidade depende do que os outros pensam, você não é livre — você está sob controle e, por isso, é fraco.
Imagine como dever ser ter uma identidade forte e dizer: “Vocês são coisas boas, mas não definem quem eu sou. Minha vida, minha identidade e minha alma não dependem de vocês.” Seria uma força incrível, não é? Mas sabe qual é a única forma de chegar a esse nível? É quando Deus remove essas coisas do centro da sua vida — quando Ele te mostra que só Ele pode ser seu verdadeiro fundamento.
IMPORTANTÍSSIMO
É ISSO QUE SIGNIFICA TOMAR A CRUZ:
Só quando você enxerga o vazio das coisas que te controlavam — e isso geralmente acontece por meio do sofrimento — é que encontra força para dizer: “Isso não é a minha vida.” É perdendo o mundo, nas perdas e dificuldades, que você recupera sua alma. A verdadeira força vem da fraqueza, quando Deus usa a dor para te libertar do que tomava o lugar dele.
NOS LIBERTAMOS DO PESO DE CONSTRUIR A NÓS MESMOS

3 - Ganhamos um propósito

“Tome sua cruz e siga-me…
Ao seguir jesus, caminhar com Jesus, Andar, ir após ele, nós encontramos nossa missão, nosso propóstio.
Somos inseridos na verdadeira história do cosmos.
Somo inseridos dentro de sua própria história.
Descobrimos que temos valor, pois de acordo com Gênesis fomos criados a sua imagem.
Somos adotados como filhos em um novo relacionamento que não baseado por merecimento.
Nosso verdadeiro eu é aquele que somos perante Deus.
Gênesis 17.1 NAA
1 Quando Abrão atingiu a idade de noventa e nove anos, o Senhor apareceu a ele e disse: — Eu sou o Deus Todo-Poderoso; ande na minha presença e seja perfeito.
Andar pressupõe transparencia, intimidade, significa que só os olhos e a opinião de Deus é que importam.
René Noël Théophile Girard (1923–2015) foi um dos pensadores mais influentes do século XX, com impacto significativo nas áreas de literatura, antropologia, filosofia, teologia e teoria cultural. A importância de Girard para a história reside principalmente em suas ideias originais sobre desejo, violência e religião, sintetizadas em sua chamada "teoria mimética".
Girard propôs que o desejo humano é imitativo: ou seja, desejamos o que os outros desejam, não por vontade própria, mas por imitação (mimesis). Isso rompe com a visão romântica de que nossos desejos vêm de dentro de nós.
“Não desejamos objetos diretamente, mas porque outra pessoa nos mostrou que esse objeto é desejável.”
O desejo pela autenticidade, entendido como desejo de ser quem queremos ser, jamais ocorre sem um mediador. Segundo Girard, esse mediador é sempre um modelo, alguém que nos causa profunda admiração e que nos faz desejar o que queremos ser — e ter também!
quando admiramos uma pessoa, queremos imitá-la em quase tudo?
Vale a pena destacar que há uma diferença entre “desejo na condição de desejo” e “desejo na condição de apetite”.
Aqui o pedido de Jesus faz todo sentido, pois apenas quando imitamos a cristo ao segui-lo é que satisfazemos de fato nosso ego, encontramos a nós mesmos.
CS LEWIS DISSE:
Quanto mais nos libertamos de “nós mesmos” e deixamos que seja Cristo quem nos dirija, tanto mais verdadeiramente nos tornamos nós mesmos.
Foi ele quem nos criou a todos! […] Nesse sentido, os nossos verdadeiros “eus” estão todos a nossa espera nele. De nada nos adianta procurarmos ser “nós mesmos” sem ele. Quanto mais eu resistir a Cristo, quanto mais tentar viver por conta própria, mais me verei dominado pela minha hereditariedade, pela minha criação, pelas minhas circunstâncias e pelos meus desejos naturais. Aquilo a que tão orgulhosamente chamo “eu” torna-se simplesmente o ponto de encontro de uma cadeia de acontecimentos que não pus em movimento e que não sou capaz de deter. Aquilo a que chamo “as minhas intenções” reduz-se simplesmente aos desejos do meu organismo físico, aos pensamentos que me foram soprados por outros homens ou mesmo às sugestões dos demônios. [...]
O princípio se estende por toda a vida de alto a baixo; abra mão de si mesmo e encontrará seu verdadeiro eu. Perca sua vida e a salvará. ...] Nada do que não tenha aberto mão será de fato seu. Nada em você que não tenha morrido jamais ressuscitará dos mortos. Procure por si mesmo e encontrará, no longo prazo, apenas ódio, solidão, desespero, ira, ruína e decadência. Mas procure por Cristo e o achará, e com ele, tudo o mais lhe será acrescentado.

Segurança na dor: força no meio da fraqueza

Jesus encerra essa passagem dizendo:
Mateus 16.27 NAA
27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.
Todos nós vamos passar por cruzes. Sofrimento, fracasso, perdas, rejeição. Mas aqui está a promessa do evangelho: a cruz de Cristo dá sentido às nossas cruzes.
Quando olhamos para os nossos sofrimentos à luz do sofrimento dele, duas coisas acontecem:

(a) A cruz de Cristo desafia a nossa sabedoria

Nosso coração diz: "Deus me abandonou." A cruz responde: "Você não entende agora, mas Deus está trabalhando por meio dessa dor."

(b) A cruz de Cristo desafia os nossos medos

Nosso coração grita: "Sou um fracasso, um tolo, não tenho valor." A cruz responde: "Você vale tanto que o Pai esvaziou o céu por você. Ele deu o Filho. Ele não vai te abandonar agora."
É por isso que a verdadeira força nasce no sofrimento. Não é quando vencemos, mas quando perdemos com Cristo que o reino de Deus avança em nós. A cruz nos lembra: nada do que perdemos aqui é maior do que aquilo que recebemos Nele. Essa é a segurança que sustenta uma identidade firme: sabemos quem somos, mesmo quando tudo parece ruir.
Gálatas 2.20 NAA
20 logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
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