HOMENS NO PLANO DE DEUS: A RESTAURAÇÃO
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1- A PROMESSA: A DESTRUIÇÃO DA SERPENTE.
1- A PROMESSA: A DESTRUIÇÃO DA SERPENTE.
Gênesis 3.14–15 “Então, o Senhor Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
É interessante pensarmos aqui como Deus foi gracioso com Adão e Eva, podemos dizer que a serpente foi amaldiçoada e o casal foi disciplinado.
Após dar a Adão e Eva uma chance de se explicarem e confessarem seu pecado, Deus amaldiçoou a serpente.
Encontramos aqui o que é conhecido como o proto evangelium, a primeira promessa das boas-novas do Evangelho.
Jesus é “o descendente”, prometido desde o Jardim, que tomou sobre si a sentença do nosso pecado, mas deu um golpe fatal à Morte.
A Morte morreu em Cristo.
O CASTIGO: LEMBRANÇA DA NECESSIDADE DIÁRIA
O CASTIGO: LEMBRANÇA DA NECESSIDADE DIÁRIA
Gênesis 3.16–20 “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos.”
O amor de Deus manifesta-se em sua disciplina do pecado, por meio de lembranças diárias que Ele teceu no pano do universo e da nossa existência com respeito à natureza pecaminosa e nossa necessidade dele.
Hebreus, nos diz que Deus nos disciplina como bom Pai Hebreus 12.5–11 “e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.”
O que alguns consideram uma “maldição” é disciplina que faz parte da cura. A cura do pecado começa quando vemos nossa necessidade do Médico e do seu remédio!
Nunca chegaremos à cruz de Cristo até que compreendamos o estado devastador em que nos encontramos Hebreus 4.12–16
“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas. Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”
O primeiro passo da Salvação é o conhecimento da necessidade do coração!
Por que é importante ressaltar que as boas-novas do Evangelho começam com más notícias do julgamento contra o pecado?
Agora veremos como a disciplina divina operou em três esferas, que correspondem item por item aos três propósitos pelos quais Deus nos criou!
A- DOR NA CRIAÇÃO DOS FILHOS
A- DOR NA CRIAÇÃO DOS FILHOS
Gênesis 3.16 “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.”
A palavra “multiplicarei” é significativa. A primeira vez que a encontramos foi na “Grande Comissão” de Gênesis 1:28: “Multiplicai-vos, enchei a terra”. Um propósito pelo qual Deus fez o ser humano foi para reproduzir sua imagem em novos adoradores que iriam estender o domínio do Jardim até os confins da terra. Então, a disciplina mostra como o pecado deu um golpe nesse propósito para a família.
Há poucas coisas na vida que nos lembram tanto nossa necessidade de um Salvador mais do que a criação de filhos. Filhos são um reflexo do nosso coração, do nosso egoísmo, da nossa cobiça, da nossa desobediência. Desde Gênesis 3, os filhos nascem com estultícia (pecado) no coração (Provérbios 22:15), distantes do Criador, carentes de um resgate espiritual.
A família hoje precisa buscar a redenção e a restauração da imagem de Deus para poder perpetuar um legado piedoso na terra. Deus queria que o reflexo da sua imagem e a expansão do seu reino pelo mundo fossem multiplicados pelos pais através dos seus filhos. As exortações sobre a paternidade que se seguem nas Escrituras enfatizam o processo de resgate da imagem e formação espiritual dos filhos. De acordo com vários textos (Deuteronômio 6:4-9; Salmos 78:1-8; Efésios 6:4; Colossenses 3:21), os pais (especialmente o pai) têm a responsabilidade dada por Deus para transmitir sua fé pelo discipulado e disciplina dos filhos.
A primeira responsabilidade dos pais é levar a criança à conversão pelo reconhecimento da miséria do seu coração até a provisão da graça de Deus na cruz e ressurreição de Cristo. Os pais precisam levar seus filhos cada vez mais em direção à imagem de Cristo (Romanos 8:29; 2Coríntios 3:18; Filipenses 1:6).
B- CONFLITO CONJULGAL
B- CONFLITO CONJULGAL
Gênesis 3.16 “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará.”
O pecado causou uma disfuncionalidade nos papeis entre homem e mulher. Como parte do castigo de Deus sobre o pecado, vemos suas consequências até os dias atuais.
Em resumo, depois do pecado, haveria uma concorrência entre o casal em vez de contentamento dentro dos respectivos papeis que Deus lhes determinara na criação.
Por causa do pecado agora há competição e não mais complementação.
Isso é mais uma lembrança de que homens e mulheres precisam desesperadamente da intervenção divina para redimir e restaurar a família.
família. Feminismo (a mulher usurpando o papel do homem de liderar) e machismo (o homem deixando de proteger a mulher; antes, oprimindo-a) entraram para valer na história da humanidade. E talvez, pior que ambos, o comodismo por parte do homem em permitir que tudo isso acontecesse!
TRABALHO DOLOROSO
TRABALHO DOLOROSO
Gênesis 3.17–19 “E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.”
Além de tudo isso, o trabalho, outrora frutífero e realizador, agora será uma lembrança durante pelo menos seis dias por semana de que o pecado estragou tudo. O governador da terra que se rebelou contra seu Criador agora sofrerá diante da rebeldia da terra contra seu governador.
Cabe mais uma observação do texto que muitas vezes passa despercebido. Ao abordar o homem pela culpa do seu pecado, Deus começa dizendo: “Visto que atendeste a voz de tua mulher…”. Somente depois disso é que Deus diz: “e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses” (Gênesis 3:17). Sem tentar decifrar qual foi o primeiro pecado “oficial”, no mínimo podemos dizer que Deus levou muito a sério o fato de Adão ter abandonado seu papel como líder do lar e guardião do Jardim e da Palavra do Senhor!
D. MORTE
D. MORTE
Gênesis 3.19 “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.”
A morte também nos lembra nossa nescessidade de um salvador.
E o unico capaz de vencer a morte é Jesus!
1Coríntios 15.55–57 “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Em cada aspecto da nossa vida — no lar, no relacionamento marido-esposa, na criação dos filhos, no trabalho, na morte —, somos lembrados do pecado.
Em que sentido a disciplina é sinal de amor? Como Deus demonstrou seu amor e sua graça para Adão e Eva logo após o pecado?
3- A RESPOSTA DE ADÃO: FÉ
3- A RESPOSTA DE ADÃO: FÉ
Gênesis 3.20 “E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos.”
Logo após a profecia de óbito dele e da raça humana, Adão faz uma declaração que indica que ele entende que Deus acabara de lhe oferecer vida. Parece que Adão agarrou-se na promessa de Gênesis 3:15 de que uma semente da mulher, Eva, seria seu próprio Redentor.
À luz do decreto de morte no versículo 19, Adão poderia ter chamado sua esposa de “Mortícia”. Mas, em vez de focar a morte iminente, ele deu o nome de “Eva”, ou seja, “Vida”, à mulher. Assim, ele revela sua esperança de que a Semente dela traria o antídoto do veneno do pecado.
4. A PROVISÃO DE DEUS
4. A PROVISÃO DE DEUS
Gênesis 3.21–24 “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente. O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.”
Esse versiculos apontam para :
O sacrificio de Cristo. Gênesis 3.21 “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.”
A sentença - o inferno sobre a terra.
Qual seria o perigo de comer da árvore da vida e viver eternamente? Podemos entender que, se o casal fosse comer daquela árvore, iria selar seu destino e presumivelmente o destino dos seus descendentes, deixando-os no estado de eternos pecadores, afastados da presença de Deus. Eles seriam condenados a viver para sempre como pecadores imortais — como mortos ambulantes, um inferno vivo, de eterna separação da presença de Deus. E pode ser que Deus tenha impedido o acesso à árvore da vida justamente para garantir que seu Filho fosse mortal e um dia pudesse morrer pelos nossos pecados.
Charles Wesley - “É mistério: O Imortal morre!”
Por isso, Deus barra o caminho para a árvore da vida, para o bem do casal — e de todos nós. Mas, ao barrar o acesso da humanidade à árvore da vida, Deus abriu o caminho para seu Filho até o Calvário e à árvore da morte, chamada cruz. A árvore da morte para Adão e Eva e toda a humanidade se transformou numa árvore de vida na cruz de Cristo, onde nossos pecados foram pregados. Porque Ele morreu, nós podemos viver para sempre.
Conclusão:
As nuvens de desespero do Jardim do Éden viraram raios de esperança no jardim de Getsêmani. Jesus Cristo recebeu o cálice da morte do seu próprio Pai, para depois dar um golpe fatal na maldição.
Sua morte e ressurreição marcaram o começo do fim para as consequências do pecado.
Há possibilidade de reconstruir relacionamentos familiares, por causa da obra redentora de Cristo Jesus. Embora algumas consequências do pecado permaneçam, mesmo depois de alguém crer em Jesus como seu Salvador pessoal, Deus oferece uma nova vida em Cristo.
Apocalipse 22.1–5 “Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos. Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos.”
Na família, no trabalho, na vida e na morte descobrimos nossa necessidade constante de um Redentor.
