Imagens da Trindade: Pecado ou Controvérsia?
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Handout
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Cuidado com os Ídolos: O Paganismo Disfarçado de Pedagogia Cristã
Êxodo 20:4
Êxodo 20:4
Esta passagem proíbe a adoração de imagens e ídolos, enfatizando que Deus deseja um relacionamento autêntico e direto com seu povo.
Este sermão desafiará os cristãos a examinarem suas práticas religiosas e a identificarem qualquer forma de idolatria que possam estar permitindo em suas vidas, mesmo que disfarçadas de educação ou tradição cristã.
O sermão ensinará que a verdadeira adoração a Deus não deve ser contaminada por práticas pagãs e que devemos nos afastar de qualquer forma de culto que não honre a Deus em sua totalidade.
Cristo é o cumprimento da Lei, e nosso relacionamento com Deus é mediado por Ele. A adoração verdadeira se dá através de Cristo, e, portanto, qualquer adoração que desvie para ídolos é um afastamento da verdade que encontramos Nele.
Devemos reverenciar a Deus em espírito e em verdade, evitando qualquer forma de idolatria que nos separe de um relacionamento genuíno com Ele.
1. Detecte Ídolos Disfarçados
1. Detecte Ídolos Disfarçados
Êxodo 20:4
Talvez devêssemos reconsiderar como definimos ídolos em nossa vida moderna. A passagem de Êxodo 20:4, que proíbe a criação de imagens esculpidas para adoração, pode alertar-nos sobre ídolos sutis que temos adotado, acreditando que são aceitáveis porque estão sob o disfarce de tradição ou educação cristãs. Poderíamos desafiar-nos a examinar se certas práticas ou objetos de nossa devoção estão realmente pontuando nosso relacionamento com Deus através de Cristo. Estamos adorando a Deus ou seguindo práticas pagãs mascaradas?
O Segundo Mandamento
Em sua carta aos Gálatas, Paulo fala sobre os 'deuses' que os cristãos estavam imitando em suas vidas. O 2° mandamento não é apenas sobre não esculpir imagens, mas nos adverte sobre qualquer coisa que tomamos como central em nosso coração, substituindo Deus. Isso nos leva a refletir sobre quais ídolos contemporâneos podemos estar adorando, como o consumo, a fama ou o reconhecimento.
Durante a história da igreja crista tivemos interpretações totalmente diferente a respeito de imagens e representações da Trindade. Que este estudo não só o convença da importância do tema, levando-o a identificar e corrigir o erro de aceitar qualquer representação da Trindade, por ser uma representação de Deus, mas também, o convença de que, as imagens de Cristo não refletem verdadeiramente a sua pessoa, elas são representações falsas.
Quais são as principais diferenças entre a adoração da igreja do Antigo Testamento e a do Novo Testamento em relação ao uso de imagens?
A igreja do Antigo Testamento não tinha presença de imagens de escultura na adoração que prestava; especialmente, durante os reinados de Ezequias e Josias, onde prevaleceu a pregação dos profetas, já a Igreja do Novo Testamento também foi, enfaticamente, contrária a qualquer tipo de imagem, fato que a fazia diferente em relação ao culto dos pagãos. Mas, a verdade é que o paganismo sempre influenciou o povo que desejava imagens para substituir às dos deuses pagãos. Disso surgiram as imagens dos santos, de Maria e de Cristo. O fato é que a Igreja do Antigo e do Novo Testamento sempre conheceram os mandamentos de Deus, escritos pelo Seu próprio dedo, condenando veementemente o fazer qualquer tipo de imagem e se inclinar a elas:
Por que a representação da Trindade em imagens é considerada uma violação do segundo mandamento?
“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás a elas nem as adorarás; porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”
(Êxodo 20:4-6; Deuteronômio 5:8-10).
Imagine uma bela casa decorada com quadros. Cada quadro representa uma lembrança especial, mas se um dia você decidir colocar um retrato de um estranho no lugar de uma recordação familiar, a casa perde o senso de pertencimento. Assim é com o 2° mandamento: Deus não quer que tenhamos ídolos ou imagens em Seu lugar, para que Ele possa ser o centro das nossas vidas e memórias mais preciosas.
Nosso Deus é Trino e isto significa, logicamente, que não podemos representar o Pai nem o Filho e nem o Espírito Santo com imagens. Muitos cristãos têm dificuldade em aplicar o segundo mandamento como proibição de se fazer figuras do Filho, o Senhor Jesus Cristo. O argumento usado é a de que Ele assumiu a forma humana, e que é apenas como homem (em sua natureza humana) que está sendo representado. A Escritura inteira diz, veemente, em sua mensagem isto: não são apenas contra os falsos deuses que não devem ser adorados, mas o Deus verdadeiro não deve ser adorado através de imagens. (Lv16:1; Sl115:1-8; Is 2:8; 40:18-20; 41:21-29;46:5-7; Os 13:2; Am 5:26-27; At 17:24-25, 29; Rm1:22-25; 1 Jo 5:21).
Este é um argumento sobre sua natureza humana é equivocado e é uma forma de repetição do antigo argumento do teólogo da idade média, João Damasceno (século VII-VIII) que usava a encarnação de Cristo como alegação em favor do culto às imagens. Douma afirma:
“Para João Damasceno, a Encarnação serviu não apenas para legitimar a representação de Cristo, mas também para justificar diversas expressões litúrgicas associadas com Cristo (Maria, os santos, e coisas semelhantes). Ver a Palavra de Deus é superior a ouvi-la; a imagem ilumina a Palavra”.
A Bíblia não permite esta separação das duas naturezas de Cristo – Ele é o Deus que se fez carne para sempre. Thomas Watson disse que fazer imagem de Jesus é retratar um “meio Cristo”.
Richard Baxter tem uma frase que podemos aplicar a esse contexto, ele diz:
“É simplesmente incrível quanto terreno o diabo tomo uma vez que ele faz do pecado uma questão de controvérsia: quando alguns tem uma mente e alguns outra; quando você é de uma opinião e eu sou de outra”.
Em nenhum lugar isso é mais aparente do que quando discutimos o uso de imagens. Recebemos ordens diretas sobre isso no 2° mandamento, mas as ordens vão contra algo que está no fundo do coração humano, e por isso se tornou controverso. O apóstolo João adverte seus filhos para ficarem longe dos ídolos, e ele faz isso porque (presumivelmente) era possível que os verdadeiros cristãos não quisessem fazê-lo:
“Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 João 5:21).
Devemos entender que idolatria é colocar uma coisa criada onde apenas o Deus incriado deveria estar. Isso claramente acontece sempre que imagens são usadas na adoração, mas elas não necessariamente precisam estar envolvidas. A idolatria é mais sutil do que isso. O segundo mandamento tem sido um entrave para os Católicos Romanos e Luteranos quanto a esta questão de se fazer figuras e imagens de santos e de Cristo.
“R. H. Charles chamou o segundo mandamento de ‘uma pedra de tropeço’ para a Idade Média”, por ter se tornado difícil conciliar as imagens com o âmago do segundo mandamento.
Foi por isso que os Romanos e Luteranos fizeram este segundo mandamento como parte do primeiro, na tentativa de torná-lo apenas um apêndice do primeiro. E, para manter os dez mandamentos, eles dividiram o décimo em dois, o que é algo bastante artificial.
A Reforma, entretanto, chegou restaurando, também, entre tantas outras coisas, a prioridade da pregação e combatendo as figuras e imagens de santos e das pessoas da Trindade. Os Reformados continentais seguem as Três Formas de Unidade. O Catecismo de Heidelberg, na pergunta 97, do Dia do Senhor, tem em vista se opor ao culto de imagens da prática católico-romana; e, na pergunta 98, visa uma oposição ao pensamento luterano:
Perguntas e Respostas 97
P. Então não podemos fazer nenhuma imagem?
R. Deus não pode e não deve ser retratado visivelmente de nenhuma forma. Embora criaturas possam ser retratadas,
Deus proíbe fazer ou ter tais imagens se a intenção de alguém é adorá-los ou servir a Deus por meio deles.
Êxodo 34:13-14, 17; 2Reis 18:4-5
Perguntas e Respostas 98
P. Mas não podem ser permitidas imagens nas igrejas no lugar de livros para os incultos?
R. Não, não devemos tentar ser mais sábios do que Deus. Deus quer que a comunidade cristã seja instruída pela pregação viva da sua Palavra e não por ídolos que nem sequer podem falar.
Romanos 10:14-15, 17; 2Timóteo 3:16-17; 2Pedro 1:19 Jeremias 10:8; Habacuque 2:18-20
Calvino rejeitou o uso de qualquer representação pictórica de Cristo e sua visão foi apoiada e seguida por todos os Puritanos do século dezessete. Nós Presbiterianos, seguimos a convicção Puritana, subscrevendo os padrões de Fé de Westminster, neste caso apresentado na Pergunta 109 do Catecismo Maior de Westminster, que indaga:
109. Quais são os pecados proibidos no segundo mandamento?
R. Os pecados proibidos no segundo mandamento são - o estabelecer, aconselhar, mandar, usar e aprovar de qualquer maneira qualquer culto religioso não instituído por Deus; o fazer qualquer imagem de Deus, de todas e quaisquer das três pessoas, quer interiormente no espírito, quer exteriormente em qualquer forma de imagem ou semelhança de criatura alguma; toda a adoração dela, ou de Deus nela ou por meio dela; o fazer qualquer imagem de deuses imaginários e todo o culto ou serviço a eles pertencentes; todas as invenções supersticiosa, corrompendo o culto de Deus, acrescentando ou tirando dele, quer sejam inventadas e adotadas por nós, quer recebidas por tradição de outros, embora sob o título de antiguidade, de costume, de devoção, de boa intenção, ou por qualquer outro pretexto; a simonia, o sacrilégio; toda a negligência, desprezo, impedimento e oposição ao culto e ordenanças que Deus instituiu. Nm 15.39; Dt 13.6-8; Os 5.11; Mq 6.16; 1Re 11.33 e 12.23; Dt 12.30-32 e 4.1516; At 17.29; Rm 1.21-23, 25; Gl 4.8; Êx 32.5, 8; 1Re 18.26-28; At 17.22; Cl 2.21-23; Ml 1.7-8, 14; Dt 4.2; Sl 104.39; Mt 15.9; 1Pe 1.8; Jr 44.17; Is 55.3-5; Gl 1.13-14; 1Sm 13.12 e 15.21; At 8.18-19; Rm 2.22; Ml 3.8 e 1.7, 13; Mt 22.5 e 23.13; At 13.45.
Conceber qualquer imagem de Deus é, em si mesmo, ímpio. Porque, por meio desta corrupção, Sua Majestade é adulterada. Ele é figurado por uma coisa que não é. Quando se permite conceber uma imagem, imediatamente, cai na adoração falsa.
A adoração a Deus deve ser espiritual, a fim de corresponder à Sua natureza. É necessário, então, lembrar o que Deus é, para que não formemos ideias grosseiras ou terrenas sobre Ele. A Palavra, simplesmente, expressa que é errado os homens buscarem a presença de Deus em qualquer imagem visível, porque Ele não pode ser representado aos nossos olhos. É uma inconsistência estranha, em alguns, fingir abominar imagens, e, no entanto, eles mesmos as manterem. Elas podem ser uma armadilha para os outros e, portanto, devem ser removidas, apagadas ou arrancadas dos livros, dos filmes e series se estiver neles; pois seu próprio existir é uma lesão à grande, invisível e incompreensível Majestade Divina.
“É claro que há uma diferença entre utilizar figuras de Jesus para ilustrar lições ou livros de histórias bíblicas para crianças e usar figuras de Jesus na adoração, como fazem os Católicos Romanos. É óbvio que a primeira situação não é um mal da mesma classe dessa última, entretanto, apesar dessa diferença, há bons motivos para se afirmar que os nossos ancestrais da Reforma estavam certos ao se oporem a toda representação pictórica do Salvador. Deveríamos compreender que a popularidade de uma certa prática – até mesmo daquelas quase impossíveis de serem contestadas – não prova que ela seja correta. Para se provar que uma prática é certa temos de demonstrar que ela se harmoniza com os mandamentos e os princípios revelados na Palavra de Deus; a mera demonstração de que uma prática é comum, é útil ou parece dar bons resultados não prova que seja certa”
- Johannes Geerhardus Vos (Catecismo Maior de Westminster Comentado. pp. 345-346.)
Como você pode aplicar a proibição do segundo mandamento em sua vida diária como cristão?
Gostaria de concluir com essa citação:
