Esmirna - Sê fiel até a morte
Sete Igrejas do Apocalipse • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
Introdução
Introdução
Esta é a segunda ministração sobre as igrejas do apocalipse. Vimos na anterior, que das sete igrejas, quatro receberam críticas e elogios, duas receberam apenas elogios e uma recebeu apenas críticas.
Hoje vamos falar sobre a carta a igreja de Esmirna, uma das duas igrejas que só receberam elogios de Cristo.
Esmirna era uma cidade, que competia com Éfeso, como a cidade mais fiel a Roma, e nesta competição ganhou o “privilégio” de ser a primeira cidade com um templo ao imperador. Ja havia na cidade um templo dedicado a adoração de Roma.
Como ser uma igreja elogiada por Cristo pela fidelidade no meio deste contexto?
Vamos para o texto. Apocalipse 2.7–11 “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus. Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver: Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.”
Desenvolvimento:
Desenvolvimento:
Ja vimos que o anjo da igreja a qual Cristo coloca como destinatário, a interpretação mais correta, é que este anjo seria o pastor da igreja, e a carta de Cristo, servia como orientação e no caso de Esmirna como encorajamento.
Cristo começa a carta dando as suas credenciais, primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver, aquele que sofreu devido a sua obediência a Deus, mas que voltou a viver junto ao Pai.
Em todas as cartas, após a apresentação, Cristo usa a palavra “conheço”, Cristo sabe tudo que a igreja passa, assim como sabe o que cada um de nós enfrenta no seu dia a dia.
Cristo conhece nossas angustias, nossos sofrimentos e nossas vitórias, Cristo conhece a sua igreja e sabe muito bem do que ela precisa.
Apocalipse 2.9 “Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.”
Cristo conhece a tribulação que a igreja de Esmirna está passando. Tribulação significa um período de grande sofrimento, dificuldades ou provações. É um termo usado para descrever situações adversas, aflições, angústias e tormentos, tanto na vida pessoal quanto em um contexto mais amplo, como em termos religiosos.
Não era fácil ser cristão em Esmirna, uma cidade muito rica, fiel a Roma, onde os crentes eram perseguidos, eram jogados do alto de um monte, então cristãos estavam perdendo as suas vidas por causa da fé em Cristo.
Estudando pra trazer esta palavra eu li sobre Policarpo, acreditasse que era Bispo na igreja de Esmirna na época da perseguição, discípulo de João foi queimado vivo em uma fogueira no ano de 155d.C. Se recusou a dizer que Cesar era o senhor, foi orientado pelo procônsul a maldizer a Cristo, que se o fizesse, seria colocado em liberdade, e ele respondeu “Oitenta e seis anos tenho servido a Cristo, e Ele nunca me fez mal, só o bem. Como então posso maldizer o meu Rei e Senhor?. Foi ameaçado com feras, e foi ameaçado com fogo, mais uma vez respondeu “Tu me ameaças como fogo que queima por uma hora e depois de um pouco se acalma, mas tu é ignorante a respeito do fogo do juízo vindouro e do castigo eterno, reservado aos maus. Mas, por que te demoras? Faze logo o que queres...
Quando li isso lembrei do que está escrito em Mateus 10.28 “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”
As vezes podemos pensar que já sofremos nesta vida. Que sofrimentos ja passamos na nossa vida, pela fé que temos em Cristo?
As vezes pensamos que, quando fizemos algo na igreja estamos gerando algum crédito com Deus, se pensarmos assim, o que é o “sacrifício” de tocar quatro ou cinco músicas num culto, perto do que outras pessoas passam em nome da sua fé.
Cristo conhece a tribulação e a pobreza, a igreja de Esmirna era muito pobre, pobre financeiramente, tanto a igreja, quanto aos fiéis.
A palavra usada por João para falar da pobreza significava, pobreza total, era um efeito da tribulação que eles passavam, e tinham algumas razões:
Os crentes eram de classes pobres, muitos eram escravos.
Os bens deles eram saqueados pelos seus perseguidores.
Ao se converterem, os crentes abandonaram o sistema corrupto daquela cidade, sendo assim, os lucros que teriam ia pras mãos das pessoas que se sujeitavam ao sistema.
Apesar de ser pobre, era rica para com Deus, a riqueza da igreja não estava nas instalações, no conforto das cadeiras, na prosperidade dos membros. A riqueza estava em coisas que o ladrão não roupa, a traça não consome.
Deus não se preocupa com o “ter”, Ele se preocupa com o “ser”, importa pra Deus que sejamos ricos em coisas eternas. Ricos na fé, ricos na nossa fidelidade.
Aqui não existe uma celebração da pobreza, e uma condenação da riqueza. Apenas nos orienta para nos preocuparmos com coisas que realmente importa. Pois se tirarem de nós a estrutura que temos, mesmo que humilde, o que vai manter a igreja unida?
A igreja foi elogiada por Cristo pela sua fidelidade apesar da pobreza, e não por ser pobre.
A segunda parte do versículo 9 Apocalipse 2.9 e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.”
Cristo acusa os judeus da cidade que estavam acusando os crentes, satanás significa acusador, adversário eles estavam trabalhando como adversários de Deus indo contra os cristãos.
Podemos pensar que por ter sido elogiada a igreja receberia alguma benção, algum alívio no seu fardo. Mas vemos que não foi bem assim. Nesse versículo cai por terra a teologia da prosperidade.
Apocalipse 2.10 “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
Mesmo sendo uma igreja perseguida, que sofria por seu amor a Cristo, a mensagem que receberam não foi boa. Cristo lhes diz, não temas as coisas que tens de sofrer. Apesar de todo sofrimento eles precisavam sofrer ainda mais. Nas cartas de Tiago e Pedro, Tiago 1.2 “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,” 1Pedro 1.7–8 “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória,”
Isso não é uma celebração do sofrimento, mas nossa fé precisa estar firmada em Cristo de tal modo, que não venhamos a nos afastar de Cristo caso aconteça de sofrimentos, tristezas vierem a se levantar na nossa vida.
Assim como Deus permitiu que Satanás viesse a se levantar contra a vida de Jó, com a permissão de Deus isso aconteceria com alguns da igreja e Esmirna. Mesmo sendo uma igreja fiel, mesmo passando por várias provações teriam que encarar mais esse deserto. Mas todo deserto que somos levados por Deus, nos traz crescimento e nos aproxima inda mais de Deus.
Seja fiel até a morte, a fidelidade a Cristo não deve ser apenas durante nossa vida. Precisamos ser fiéis até a morte, já vimos a historia de Policarpo que morreu por não negar a Cristo. E todos sabem de casos em países onde a perseguição ainda existe contra os cristãos.
Vemos hoje um crescimento grande do número de evangélicos, várias pessoas se declarando crente, inclusive muitos famosos, mas nesse crescimento que temos visto, quantos estariam dispostos a morrer por Cristo? Quantos de nós estaríamos dispostos a morrer por Cristo? Quantos de nós estaríamos preparados pra ver algum familiar morrer, caso não nascemos a Cristo?
Quem for fiel até a morte, receberá a coroa da vida. Muitos treinam uma vida inteira, buscando uma coroa, um troféu que não vale de nada. 1Coríntios 9.25 “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.”
Nosso prêmio por nos mantermos fiéis, já foi anunciado por Cristo.
Conclusão:
Conclusão:
Pra concluirmos vamos ao versículo Apocalipse 2.11 “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.
Quem tem ouvidos , ouça. Estas cartas que Cristo envia as igrejas servem pra nós. Como vamos encarar os desafios da vida cristã?
Ao lermos estes versículos parece que Deus é um tirano que se diverte com o sofrimento da igreja, mas ao estudarmos a Bíblia vemos que, no deserto é que nossa fé é apurada, que nossa fé fica mais firme e pura a Cristo. 1Pedro 1.7 “para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;”
Aquele que se manter fiel, aquele que vencer as provações, não sofrerá o dano da segunda morte.
Mesmo que venhamos a morrer por Cristo, não vamos sofrer o dano da segunda morte. A segunda morte que é o afastamento completo de Deus, a condenação eterna.
Viveremos pra sempre com Cristo.
Aplicações:
Aplicações:
Quando um deserto se levantar em nossas vidas, precisamos pedir orientação de Deus sobre o que ele quer nos ensinar. Talvez Deus queira nos trazer pra perto dEle novamente, talvez nossos olhos começaram a desviar do foco e Deus através do sofrimento nos traz de volta a dependência total dele.
Talvez o deserto seja pra abandonarmos alguma prática que tem nos afastado de Deus, e assim Deus nos faz abandonar aquela prática.
Precisamos entender que todo sofrimento que Deus coloca em nossas vidas é pra ensinamento. Prova pra Deus é pra sermos aprovados, Satanás quer destruir, Deus quer edificar.
