A cura de um Leproso
Quem é Jesus? • Sermon • Submitted • Presented
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· 8 viewsJesus é parado por um homem leproso que com fé e humildade pede para ser curado
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Jesus restaura pecadores – Marcos 1.40-45
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Jesus Cristo deixa claro para os seus primeiros discípulos qual era sua prioridade. Ele diz:“Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu pregue também ali, pois para isso é que eu vim” (Mc 1.38).
O ministério de Cristo era missionário, visando alcançar pecadores com a proclamação das boas-novas.
Depois de Jesus ressaltar sua prioridade ministerial, Marcos nos informa que o Salvador “...foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expelindo os demônios” (Mc 1.39).
Então, o evangelista descreve alguns eventos que aconteceram enquanto Jesus andava pela Galileia anunciando o evangelho! Leitura do texto Bíblico
1. JESUS, AQUELE QUE ATENDE PECADORES (1.40-41a)
1. JESUS, AQUELE QUE ATENDE PECADORES (1.40-41a)
Neste contexto, Marcos não nos revela a identidade deste leproso. Todavia, independente de quem fosse ele, a situação de alguém que era diagnosticado com lepra era triste e terrível.
Um leproso, como podemos ver na Lei, era isolado e excluído de qualquer convívio social. Não podia circular nas ruas, praças, nem entrar em residências (Lv 13 e 14), além de precisar andar gritando:“Impuro! Impuro!” (Lv 13.45-46). A exclusão era real para todos os leprosos da época de Jesus.
Além disso, No antigo testamento a lepra era associada ao pecado. Essa enfermidade tornava alguém impuro. Por isso, a cura da lepra estava associada ao perdão de pecados. A doença está ligada à punição do pecado
(Miriã Nm 12.10; O Servo do profeta Eliseu, Geasi 2 Rs 5.27; Rei Azarias, Rei de Judá 2Rs 15.5).
O sacerdote declarava a pessoa infectada e proibida de participar do culto a Deus e, quando curada, autorizada a retornar, após fazer uma oferta pelo pecado (Lv 13–14).
O termo "purificar" é utilizado tanto para purificação da lepra (Mc 1.40) como para a purificação do pecado (At 15.9; 2 Co 7.1; 1ª Jo 1.7)¹. Assim, estamos diante de um pecador que precisava ser purificado e restaurado pelo Senhor.
O homem leproso procura ajuda na pessoa certa!
O homem leproso procura ajuda na pessoa certa!
A história nos conta que o leproso “aproximou-se” de Jesus — algo muito incomum naqueles dias. Naquela época, um leproso era considerado impuro e deveria viver isolado. Mas, movido pela fé, esse homem rompe com as regras sociais e religiosas do seu tempo e vai até Jesus. Ele reconhece que Jesus é mais do que um mestre comum, ele sabia que esse homem já havia curado muitas pessoas e poderia também lhe curar.
Ao se aproximar, ele clama por ajuda. Esse tipo de súplica era comum quando alguém buscava uma intervenção direta de Deus, especialmente em situações desesperadoras, onde só um milagre poderia trazer solução. E ele não apenas pede — ele se ajoelha. Esse gesto mostra respeito, reverência e total dependência.
E então, ele diz: “Se quiseres, podes purificar-me.”
No Antigo Testamento, somente Deus tinha poder para curar a lepra — como vimos nas histórias de Moisés, Miriã e Naamã. Ao dizer isso, o leproso estava afirmando com fé: “Eu sei quem o Senhor é. Sei que o Senhor tem o poder de me curar.”
Jesus se compadece dos sofrimentos e está pronto a ajudar!
Jesus se compadece dos sofrimentos e está pronto a ajudar!
Naquela época, a lepra era uma doença muito comum naquela região. Qualquer machucado na pele, uma simples ferida ou coceira, já podia ser considerado lepra. Mas o problema ia muito além da saúde física. O sofrimento maior estava nos danos emocionais e sociais que ela causava.
O leproso não perdia apenas a saúde — ele perdia tudo. Como diz um autor: “a doença roubou-lhes a saúde, e a sentença imposta a eles como consequência privou-os de sua identidade. Eles não podiam ter nenhuma ocupação, nem hábitos; estavam separados da família, da comunhão e da comunidade de adoração.”
Era um isolamento total — sem trabalho, sem abraço, sem culto. Viviam à margem de tudo.
Mas Jesus não se afasta daquele homem. Ele não o evita, não o rejeita, não cruza os braços diante de tanta dor. Pelo contrário: o evangelista Marcos nos diz que Jesus foi “profundamente compadecido”. Ele sentiu a dor daquele homem.
E então, algo surpreendente acontece: Jesus toca o leproso.
Pense por um momento — há quanto tempo aquele homem não recebia um toque? Um gesto de carinho, um sinal de afeto humano? Mas Jesus estende a mão. E o incrível é que, ao invés de Jesus ficar impuro por tocar um impuro, é o leproso quem é curado pelo toque daquele que é puro!
Esse gesto revela a empatia e o amor de Jesus. Ele não apenas tem poder — Ele se importa.
De alguma forma, aquele homem tinha ouvido falar de Jesus. Soube das boas notícias, das curas, dos sinais. E então, cheio de esperança, procurou o Senhor.
No momento do encontro, ele faz um pedido. E Jesus age. Diante da súplica, Ele responde: “Quero, fica limpo.”
Esse “quero” mostra disposição, prontidão. Jesus não apenas podia curar — Ele queria curar. E vale destacar: o leproso não exigiu nada. Ele não mandou. Ele se humilhou. Fez uma súplica sincera ao único que tem autoridade sobre a enfermidade e o pecado.
Aplicação: Da mesma maneira devemos nos aproximar do Senhor, com humildade, não ordenando, mas suplicando, sabendo que Ele é todo poderoso para curar e também transformar toda e qualquer situação!
2. JESUS, AQUELE QUE RESTAURA PECADORES (1.42)
2. JESUS, AQUELE QUE RESTAURA PECADORES (1.42)
A restauração do leproso foi instantânea, pois: “No mesmo instante, lhe desapareceu a lepra, e ficou limpo” (v. 42).
Assim, a vida daquele pobre homem foi restaurada completamente por Jesus. A sua impureza acabou. Logo, vida mudou!
Provavelmente, esse homem nunca deixou de acreditar em Deus e em sua Palavra.Talvez, ele tenha orado muitas vezes ao Senhor, clamando por sua purificação e perdão de seus pecados.
Comunhão restaurada:
Mas um fato era certo: por causa da impureza, causada pela lepra, ele não podia adorar a Deus no Templo como os demais judeus.
Agora, completamente purificado, ele voltaria ao Templo para apresentar as suas ofertas e testemunhar o que o Senhor realizou em sua vida.
Isso é evidente no texto, quando o Salvador diz: “...mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para servir de testemunho ao povo” (v. 44).
Vida comum restaurada
Vida comum restaurada
Na época de Jesus, todo leproso era um marginalizado. O relacionamento com familiares, amigos, vizinhos e estranhos era impossível. O isolamento era uma fatídica realidade. Mas naquele dia, naquele toque movido por compaixão, depois de purificado pelo Senhor, a alienação social do leproso chegava ao fim.
Ele não precisa mais caminhar pelos cantos e sombras. Não precisava mais gritar – “impuro, impuro”; e ninguém mais o enxotaria. Sua exclusão social, resultado da lepra, deu lugar à inclusão. Agora, purificado e restaurado, o convívio com outras pessoas era uma realidade.
Aplicação: A nossa condição era semelhante a do leproso, por causa do pecado, estávamos impedidos de nos aproximar de Deus, mas Cristo veio, olhou para a nossa lepra, teve compaixão, tocou-nos e nos purificou! Então agora podemos desfrutar de uma vida transformada! Da comunhão com Deus, da vida em comunidade! Louvado seja o Senhor que nos purificou e nos restaurou!
3. A ORDEM DE JESUS E A DESOBEDIÊNCIA DO HOMEM (V.43-45)
Jesus dá uma ordem clara ao leproso que acabara de ser curado. Ele o adverte com firmeza para que não contasse a ninguém sobre o que havia acontecido. Em vez disso, deveria se apresentar ao sacerdote e oferecer o sacrifício prescrito pela Lei como sinal de sua purificação.
Por que Jesus dá essa ordem? Primeiro, porque não queria que as pessoas o buscassem apenas pelos milagres que fazia. Ele não veio apenas para curar corpos, mas para salvar almas. Segundo, porque ainda não era o tempo certo para uma divulgação tão ampla de sua obra. Por isso, Jesus diz de forma direta: “Não conte a ninguém!”
Mas o homem recém-curado faz justamente o contrário. O texto diz, no verso 45: “Ele, porém, saiu e começou a tornar público o fato, espalhando a notícia.” Pensando estar fazendo algo bom para Jesus, ele desobedece. Isso revela uma realidade espiritual muito atual: às vezes achamos que temos ideias melhores do que as do próprio Deus. Como disse o pastor Ageu Magalhães, isso aconteceu com Abraão, quando tentou “ajudar” Deus ao gerar um filho com Agar, em vez de esperar o cumprimento da promessa. Aconteceu com Saul, que poupou os animais do inimigo dizendo que os sacrificaria ao Senhor, quando na verdade estava desobedecendo à ordem divina.
Precisamos entender que não existe plano melhor do que o de Deus. Quando ouvimos a voz do Senhor, nossa resposta deve ser obediência imediata. E se por acaso acharmos que temos uma ideia melhor? Joguemos essa ideia no lixo. Deus não quer nossa criatividade quando se trata da Sua vontade — Ele quer nossa obediência.
Como consequência da desobediência daquele homem, Jesus passou a não poder mais entrar publicamente nas cidades. O texto nos diz: “Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente em nenhuma cidade, mas ficava fora, em lugares solitários.”
Que lição para nós! Não sejamos como aquele homem que após ser curado, não levou a sério a ordem de Jesus, antes, ouçamos o que ele diz, e obedeçamos. Jesus ordenou para que não falasse, e ele falou! A nossa desobediência é que Cristo nos manda anunciar e nós nos calamos!
Conclusão
Assim como a lepra arruinava a vida de uma pessoa, o pecado hoje continua destruindo vidas. Mas há esperança. Jesus se compadece dos que reconhecem quem Ele é. Ele tem poder para purificar e restaurar. Como pessoas que foram tocadas, purificadas por Jesus, que assim vivamos uma vida de obediência completa a Ele.
