A PRESENÇA PERMANENTE DE DEUS

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão "A Presença Permanente de Deus" ensina que o salvo em Cristo pode ter plena certeza de que Deus habita continuamente em sua vida, mesmo em meio à dor, dúvidas e ausência de sentimentos espirituais. A história de Ana ilustra essa realidade: após perder o marido, ela passou a questionar a presença de Deus, mas foi lembrada pela Palavra que a presença divina não depende das emoções, mas da fé genuína em Jesus, do amor aos irmãos e da obediência sincera. Com base em 1 João 3.23-24, o sermão afirma que esses três elementos evidenciam a permanência de Deus no crente, sustentada também pela habitação do Espírito Santo. João ensina que fé e amor não podem ser separados, e que a verdadeira obediência é fruto da ação do Espírito. Por fim, somos desafiados a examinar constantemente nossa fé e conduta, pois a certeza da presença de Deus não está nas circunstâncias, mas em uma vida transformada e guiada pelo Espírito Santo.

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A PRESENÇA PERMANENTE DE DEUS

Introdução:
Ana sempre foi vista como uma mulher de fé. Servia com dedicação na igreja local, liderava o grupo de oração das mulheres e era conhecida por seu zelo pelas Escrituras. Mas, nos últimos meses, algo começou a mudar.
Após a perda inesperada do marido em um acidente, Ana mergulhou em um luto profundo. As orações, que antes fluíam com facilidade, agora pareciam bater no teto. A leitura bíblica já não trazia consolo, e os louvores, antes entoados com alegria, soavam vazios.
Certa noite, ela chorou sozinha em seu quarto e disse: “Senhor, onde estás? Por que tudo parece escuro e eu não sinto mais a Tua presença? Será que o Senhor ainda habita em mim, ou eu me perdi e nem percebi?”
Essa dúvida foi crescendo. Ana começou a evitar a comunhão com os irmãos, deixou de liderar as reuniões e chegou a pensar em abandonar a igreja. Sentia-se como uma árvore seca, sem frutos, e se perguntava: “Se o Espírito Santo habita em mim, por que não sinto mais amor, fé ou vontade de obedecer?”
A vida cristã não é fácil. Vivemos em um mundo que jaz no Maligno, que nos odeia e nos traz aflições. Nossa caminhada muitas vezes se assemelha a uma montanha-russa, com altos e baixos. E, nos momentos mais baixos, somos tentados a questionar: “Onde está Deus?” Passamos a duvidar de Sua presença em nossa vida.
Em 1 João 3.23-24, o apóstolo João afirma a presença permanente de Deus na vida do salvo em Cristo. Para João, Deus nunca está ausente, nem por um segundo, e jamais abandona aquele que creu em Jesus Cristo. Esse crente possui a presença contínua de Deus.
Irmãos, o salvo em Cristo Jesus não apenas tem a presença permanente de Deus em sua vida, mas pode ter certeza dessa presença.
Lição: O Crente em Cristo Jesus Pode Ter Certeza da Presença Permanente de Deus em Sua Vida.
Texto: 1João 3.23-24.
Muitos crentes haviam deixado a verdade para seguir a mentira. Havia muitos anticristos que estavam seduzindo o povo de Deus com suas falsas doutrinas. Tais homens haviam abandonado a verdade a respeito de Cristo, viviam na prática do pecado e não demonstravam amor aos irmãos. João chama seus ouvintes a permanecer firmes na verdade e a reconhecer os sinais da salvação verdadeira.
Ele, a partir de 1 João 3.11, muda o enfoque de seu ensino, passando da vida na justiça para a vida em amor. Ele começa mostrando que viver em amor é uma característica dos filhos de Deus: os filhos de Deus vivem em amor (1Jo 3.11-12). Em seguida, no versículo 13, trata da oposição que possivelmente estavam enfrentando: o ódio do mundo. João procura tranquilizar seus “filhinhos”, dizendo: “não vos maravilheis se o mundo vos odeia”; e a razão disso é que o mundo odeia os filhos de Deus (1Jo 3.13).
Esse sentimento do mundo para com os filhos de Deus é sinal evidente de morte (1Jo 3.14b). Esse tipo de sentimento poderia estar sendo manifestado naqueles que deixaram a verdade, voltando-se contra os que permaneciam nela. João quer deixar claro que os filhos de Deus têm uma nova vida, e o amor aos irmãos é o sinal claro dessa nova vida em Cristo (1Jo 3.14-18). Além disso, ele apresenta a confiança que temos diante de Deus. Ou seja, podemos ter certeza da salvação e também que Deus ouve as nossas orações, pois uma vida de amor e obediência nos dá confiança diante de Deus (1Jo 3.19-22).
Agora, em 1 João 3.23-24, o apóstolo reforça essa confiança diante de Deus, afirmando a presença de Deus na vida do salvo em Cristo Jesus. Para João, aquele que é fiel a Deus não apenas permanece em Deus, mas Deus também permanece nele. O que ele deseja transmitir aos seus filhinhos é: vocês são salvos em Cristo Jesus e têm a presença permanente de Deus em si. O propósito de João é firmá-los na verdade, levá-los a permanecer na verdade de Deus em Cristo, para que não deem ouvidos aos anticristos.
O que João ensinava àqueles crentes é igualmente relevante para nós: o crente em Cristo Jesus pode ter certeza da presença permanente de Deus em sua vida. Isso se evidencia em dois elementos presentes na vida do crente.
A obediência a Deus: sinal da permanência de Deus em nós (23-24a).
23 Ora, o seu mandamento é este: que creiamos em o nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou. 24a E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele.
João disse, no versículo 22, que “aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável”. No versículo 23, ele começa explicando quais mandamentos guardamos (obedecemos), e não apenas os explica, mas também relembra o mandamento de Deus.
João recorda o mandamento divino de crer no nome de seu Filho, Jesus Cristo (cf. Dt 18.15-19; Sl 2.12; Mt 3.17; Mc 1.11; 9.7), e também o mandamento de Cristo de amar uns aos outros (Jo 13.34; 15.12). Aqui, crer é apresentado como uma condição consumada (passado), ou seja, a salvação, para o crente, é uma realidade consumada pela fé em Cristo. Por outro lado, amar é uma condição constante (presente), o que significa que aquele que creu em Cristo vive continuamente em amor aos irmãos. A ideia é que o salvo creu no nome do Filho de Deus, Jesus Cristo (passado consumado), e está amando os irmãos (presente constante), conforme Efésios 5.2: “e andai em amor...”.
Aplicação:
A vida cristã é marcada por uma confiança plena em Jesus Cristo como Salvador e por uma prática constante de amor aos irmãos. Trata-se da união perfeita entre fé e amor.
João une duas exigências em um único mandamento. A primeira está relacionada à salvação (fé em Cristo) e a segunda, à vida após a salvação (amor aos irmãos). O primeiro aspecto se relaciona ao Pai; o segundo, ao Filho. O segundo não existe sem o primeiro, e o primeiro não é verdadeiro sem o segundo. Ambos estão intimamente ligados. Quem tem fé, tem amor; e quem ama é porque tem fé. A fé em Cristo nos conduz ao amor pelos irmãos na fé.
João apresenta esses dois elementos como formando um único mandamento essencial. Esse mandamento reflete os dois grandes mandamentos que resumem a Lei e os Profetas, ou seja, todo o Antigo Testamento (Mt 22.36-40). Embora apresente dois mandamentos, João mostra que, em essência, tratam-se de um só: um conduz à salvação e o outro é parte dela.
Aplicação:
Precisamos compreender a ligação indissociável entre fé e amor.
é uma confiança plena em Jesus Cristo por tudo o que Ele é e faz. (João não está dizendo que devemos crer novamente, mas que devemos examinar que tipo de fé estamos tendo).
Amor é uma entrega total e incondicional em favor dos irmãos (1Jo 3.16-17).
Aquele que obedece a esses dois mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele (v. 24a). Para João, a obediência não é uma possibilidade para o crente, mas uma certeza (1Jo 3.22). A obediência é algo muito mais profundo do que costumamos imaginar (Jo 14.21-23).
A fé e o amor estão tão profundamente entrelaçados que é impossível separá-los (ver Gl 5.6). No entanto, muitos os separam e obedecem apenas a um (a fé). Querem o Salvador, mas não querem amar os salvos. Será que também não temos separado esses dois mandamentos? Não podemos separá-los. A obediência deve ser completa, e não parcial. Não existe fé em Jesus Cristo sem amor aos irmãos.
Aplicação:
Quando afirmamos ter fé em Cristo, mas não amamos os irmãos, estamos obedecendo em parte.
A fé em Cristo se torna evidente quando há amor aos irmãos, e o amor aos irmãos será genuíno quando houver fé verdadeira em Cristo.
O salvo em Cristo Jesus tem a presença permanente de Deus em si, comprovada pela obediência.
A habitação do Espírito Santo: prova da permanência de Deus em nós (24b).
24b E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu.
João acrescenta outro elemento na vida do salvo que comprova a permanência de Deus nele: a habitação do Espírito Santo. Ele sabe que a fé, o amor e a obediência só acontecem por meio do Espírito Santo. Sendo assim, pretende mostrar aos seus “filhinhos” que a fé, o amor e a obediência que eles possuem são produzidos pelo Espírito de Deus, e isso significa que Deus permanece neles.
João afirma: “E nisto conhecemos”, ou seja, eles podem reconhecer a permanência de Deus em suas vidas por meio do Espírito Santo que neles habita. E a presença do Espírito era evidente pela fé, pelo amor, pela obediência e por outros frutos manifestos na vida dos crentes.
A fé em Jesus Cristo e o amor aos irmãos serão explicados mais detalhadamente no capítulo 4. Em 1 João 4.12-13, ele reafirma o amor aos irmãos como uma das indicações da presença do Espírito Santo. Paulo também declara que somos o santuário do Deus vivente (2Co 6.14-18). Em 1 Coríntios, ele diz que nosso corpo é o templo do Espírito Santo (1Co 3.16-17; 6.19). Ter o Espírito Santo habitando em nós é ter a presença de Deus, e essa habitação se evidencia pela transformação de vida.
A presença do Espírito Santo na vida de um crente não se manifesta por pulos, êxtases ou danças, mas sim pela transformação do caráter e da conduta (cf. Jo 3.5-6; Rm 8.13-14; 2Co 3.17-18; Gl 5.22-23; Tt 3.5; 1Pe 1.2). Nossas boas obras não nos salvam, mas indicam que o Espírito habita em nós e que Deus permanece conosco. Se temos fé genuína em Jesus Cristo como nosso Salvador, amamos os irmãos e obedecemos a Deus, podemos estar tranquilos quanto à permanência de Deus em nós. Mas, se não vivemos assim, então devemos ficar muito preocupados, pois, como disse certo comentarista de notícias no YouTube: “Algo errado não está certo.”
Infelizmente, essa verdade apresentada por João não parece causar preocupação entre muitos crentes. Muitos vivem sem fé, amor e obediência, e não se importam com o que isso indica. Não examinam suas vidas, e, quando o fazem e detectam algo errado, não procuram mudar. Como diz o ditado popular: “O pior cego é aquele que não quer enxergar.”
1Coríntios 11.28Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;
2Coríntios 13.5Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados.”
Lamentações 3.40Examinemos e submetamos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor.”
Fazer um autoexame de si mesmo não é pecado; pecado é examinar-se, detectar o(s) pecado(s) e não abandoná-lo(s).
Aplicação:
Não podemos viver sem fazer, constantemente, um autoexame de nossa vida cristã.
tranquilizaremos o nosso coração quanto à permanência de Deus em nós quando vivermos guiados pelo Espírito Santo em fé, amor e obediência.
O salvo em Cristo Jesus tem a presença permanente de Deus em si, comprovada pela habitação do Espírito Santo.
Conclusão:
Retornando à história de Ana: Em um domingo, mesmo sem vontade, Ana foi ao culto. O sermão daquela manhã foi baseado em 1João 3.23-24 — exatamente sobre a presença permanente de Deus no crente. O pastor disse algo que a tocou profundamente: “A presença de Deus não depende do que você sente, mas do que Ele prometeu. Se há fé genuína em Cristo, amor aos irmãos e obediência sincera, então o Espírito Santo ainda habita em você — mesmo quando você não sente.”
Ele concluiu com 2 Coríntios 13.5: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé...”
Ana chorou. Percebeu que, embora estivesse ferida, ela ainda cria. Ainda amava. Ainda desejava obedecer. Apenas estava cansada e machucada pela dor — não separada de Deus.
Deus permanece em nossas vidas tanto nos momentos alegres quanto nos tristes, e nada poderá nos separar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38-39).
Podemos ter certeza da presença permanente de Deus em nossa vida por meio da obediência a Deus e da habitação do Espírito Santo. Nossa permanência em Deus — e a de Deus em nós — não é definida por nossas emoções, mas pela fé em Cristo Jesus, pelo amor aos irmãos e pela obediência sincera a Deus. Isso é o que nos dá tranquilidade para saber que Deus permanece em nós.
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