VENÇA COM O LOUVOR

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TEMA: VENÇA COM O LOUVOR
INTRODUÇÃO
2Crônicas 20.21–22 BSAS21
Depois de consultar o povo, designou cantores para o Senhor, que saíssem na frente do exército, vestidos de trajes sagrados, louvando e cantando: Dai graças ao Senhor, porque o seu amor dura para sempre. Quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir, que tinham vindo contra Judá, e eles foram derrotados.
Quando não sabemos o que fazer…
Quantas vezes você já se viu em uma situação em que tudo parecia fora de controle? Talvez tenha sido uma crise financeira que te tirou o chão. Talvez tenha sido um problema familiar que você não conseguiu resolver. Ou quem sabe foi a saúde emocional abalada, o medo batendo à porta, a ansiedade apertando o peito, e a sensação de que não tem mais saída.
Você até tenta manter o controle, mas percebe que os recursos que você tem não são suficientes. O dinheiro não resolve, o conselho dos outros não ajuda, e até a força que você pensava ter começa a faltar. E aí vem aquele pensamento que muitos já ouviram dentro de si: “Não tem mais jeito.”
Foi exatamente isso que viveu o rei Josafá.
Ele era uma autoridade, tinha status, influência, recursos, soldados, mas quando soube que um exército inimigo poderoso estava vindo em sua direção, tudo isso se tornou irrelevante. Nenhuma posição ou plano era capaz de impedir o que estava por vir. Naquele momento, ele não se sentiu como um rei… mas como um ser humano comum, frágil, diante de algo muito maior do que ele.
E é exatamente nesse tipo de cenário que Deus gosta de agir.
Josafá não tentou resolver sozinho. Ele não fingiu que estava tudo bem. Ele não disfarçou a sua fraqueza. Pelo contrário, ele se humilhou diante de Deus. Ele convocou o povo ao jejum, à oração e à adoração. E então tomou uma atitude que parecia loucura aos olhos humanos: colocou os músicos, os cantores, os adoradores na frente do exército.
Ele não liderou com espadas, mas com louvor. Não colocou os guerreiros na frente, colocou os ministros de adoração. E a Bíblia diz que “quando eles começaram a cantar e a louvar, o Senhor armou emboscadas contra os inimigos” (2 Cr 20:22).
Enquanto o povo adorava, Deus agia. Enquanto eles levantavam suas vozes, o Senhor derrubava seus inimigos. O som foi na frente… e a vitória veio atrás.
Aplicação para Hoje:
Um novo tempo de adoração
Hoje, vivemos um tempo que, espiritualmente falando, tem muito em comum com o cenário que Josafá enfrentou.
Vivemos cercados por batalhas, não necessariamente com espadas e exércitos, mas com ansiedade, crise financeira, relacionamentos quebrados, doenças emocionais, dúvidas sobre o futuro, pressões culturais e espirituais. E como no tempo de Josafá, muitas vezes nos sentimos pressionados, impotentes, sem estratégia ou força suficiente para vencer por conta própria.
Mas assim como naquela época, Deus continua levantando um povo que responde com adoração.
E é exatamente isso que celebramos aqui hoje.
Este culto não é apenas uma cerimônia de posse ou a inauguração de um projeto. É um ato profético. É o início de um novo tempo em que estamos reafirmando o lugar da adoração: na frente das batalhas, no centro da igreja, no coração do povo de Deus.
Ao consagrarmos um novo ministro de adoração e iniciarmos uma escola de música, estamos fazendo algo muito mais profundo do que formar músicos ou organizar ministérios. Estamos nos posicionando espiritualmente como Josafá fez, dizendo ao céu e ao inferno:
“Senhor, quando não sabemos o que fazer diante das nossas lutas, porém nós escolhemos Te adorar.”
Estamos levantando homens e mulheres que não apenas tocam instrumentos ou dominam técnicas vocais, mas que carregam uma vida no altar, que conhecem o som que move o céu, que entendem que a adoração não é performance, é guerra espiritual.
A escola de música será um lugar de treinamento, sim, mas não apenas técnico. Será um campo de preparo para ministros que aprendem a guerrear com canções, a transformar atmosferas com acordes ungidos, a consolar corações feridos com melodias vindas do trono de Deus.
Porque hoje, mais do que nunca, o mundo precisa ouvir o som da adoração verdadeira.
No meio do barulho do caos, da confusão, da dor e do medo, Deus está levantando vozes que vão à frente, não para entreter, mas para proclamar a vitória.
Portanto, que fique claro: não está começando apenas um ministério, estamos ativando um mover espiritual. Um mover em que a adoração não é um momento do culto, mas o caminho por onde Deus manifesta Sua glória. Um tempo em que o louvor se tornará resposta. A música se tornará mensagem. E o som dos céus será ouvido nesta casa, indo à frente, e trazendo com ele, a vitória.

1. O LOUVOR É PRECEDIDO PELA BUSCA A DEUS

2Crônicas 20.3–4 BSAS21
Então Josafá teve medo e resolveu buscar o Senhor, e convocou jejum em todo o Judá. Judá uniu-se para pedir socorro ao Senhor; vieram pessoas de todas as cidades de Judá para buscarem o Senhor.

Antes de cantar, é preciso clamar. Antes de adorar, é preciso se render.

A primeira coisa que a Bíblia nos revela nesse episódio é a reação de Josafá: ele teve medo. E não era qualquer medo, era um medo diante de uma ameaça que ele não podia controlar: Um exército numeroso, bem armado, vindo de várias nações, marchando contra ele. Era algo que tiraria o chão de qualquer um.
Mas a grande lição aqui é o que Josafá fez com o medo:
Ele não correu dos problemas… ele correu para Deus. Ele não negou a crise… ele se lançou em busca da presença do Senhor.
E não foi uma busca qualquer. Ele convocou o povo, chamou jejum, parou tudo. Ele priorizou o altar antes do campo de batalha.
A maior arma de um cristão começa de joelhos dobrados.
Antes de afinar os instrumentos, Josafá afinou o coração com Deus. Antes de enviar os músicos para cantar, ele os precedeu com jejum e oração.
Isso nos ensina que o louvor verdadeiro não começa no ensaio… começa no secreto. Não nasce da técnica… nasce do quebrantamento.

“A adoração que toca o céu começa com um coração que se ajoelha na terra.”

Aplicação para os nossos dias: Para líderes, músicos e toda a igreja
Você não está sendo chamado apenas para cantar — você está sendo convocado para buscar. Antes de ser um artista de palco, seja um adorador de altar. Antes de pensar em harmonia vocal, busque alinhamento espiritual.
Porque não é o talento que quebra cadeias - é a unção. E não é o volume da voz que move o céu - é a profundidade da entrega.

“Um som só é poderoso diante dos homens quando é verdadeiro diante de Deus.”

Para toda a igreja:
Josafá não buscou sozinho - ele chamou toda a nação para orar. A vitória que Deus deu não foi apenas para um - foi para todos que se colocaram de joelhos juntos.
Hoje, a batalha é coletiva - e a busca também precisa ser. Famílias precisam buscar juntas. Igrejas precisam buscar juntas. Casais, jovens, líderes, todos.
Porque quando o povo se une em oração, Deus se levanta em resposta.

“O que começa com busca, termina com vitória.”

Conclusão do ponto 1:
Não há louvor verdadeiro sem uma vida de busca. Não há canção poderosa sem consagração genuína. Não há vitória no campo de batalha sem rendição no lugar secreto.
O altar precisa ser ativado antes do palco. O secreto precisa ser prioridade antes da visibilidade.
E o nosso clamor hoje é esse:
“Senhor, antes de subir com instrumentos, queremos descer em arrependimento. Antes de levantar as mãos em louvor, queremos dobrar os joelhos em rendição.”
Porque o som que antecede a vitória não é qualquer som. É o som que nasce da presença.

2. O LOUVOR É EXPRESSÃO DE FÉ NO DEUS QUE LUTA POR NÓS

2Crônicas 20.15 BSAS21
e disse: Dai ouvidos, todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Josafá. Assim diz o Senhor: Não temais, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão, porque a luta não é vossa, mas de Deus.
Louvar antes da vitória é fé em movimento.
Imagine a cena: o exército inimigo ainda estava a caminho. As espadas inimigas ainda estavam afiadas. Os problemas não haviam sido resolvidos. Nada, absolutamente nada, havia mudado no campo natural.
Mas então Deus libera uma palavra:
“A luta (peleja) não é vossa, mas de Deus.”
E o povo de Judá começa a louvar. Sem ver o milagre… Sem saber os detalhes da estratégia… Apenas crendo na promessa.
Esse é o tipo de louvor que Deus procura:
Louvor que não depende de circunstâncias, mas se apoia na confiança. Adoração que não espera a resposta chegar para então agradecer, mas que canta no vale como se já estivesse no monte.

“Quem louva antes da vitória já decidiu crer antes de ver.”

O louvor abre caminho para o milagre.
A música que foi entoada ali não era distração, era intercessão profética. Eles estavam profetizando com canções:
“Rendei graças ao Senhor, porque a Sua misericórdia dura para sempre!”
Eles não estavam relatando o que Deus já tinha feito — Estavam anunciando, pela fé, o que Deus ainda iria fazer.
E enquanto cantavam, Deus armava emboscadas contra os inimigos.
Esse é o poder da adoração com fé:
Ela ativa o mover de Deus. Ela desarma o medo. Ela quebra cadeias invisíveis. Ela cria uma atmosfera de vitória mesmo no meio da guerra.

“Enquanto você louva, Deus luta.”

Aplicação para hoje:
Louvar é confiar, mesmo sem entender.
Não cantem apenas sobre aquilo que Deus já fez — cantem como quem já vê o que Deus está prestes a fazer. Ministrem com a ousadia de quem carrega uma palavra profética. Adorem como quem está anunciando a vitória que o povo ainda não enxerga.
Porque o palco do louvor é, muitas vezes, o campo de fé para quem ouve.

“Quem ministra com fé, ministra milagre antes do milagre acontecer.”

Para toda a igreja:
Você talvez esteja no meio da sua luta. O exército ainda está lá fora. Os boletos ainda estão em cima da mesa. O diagnóstico ainda está na gaveta. A crise familiar ainda não se resolveu.
Mas se Deus te prometeu livramento, não espere o milagre chegar para louvar. Louve agora. Louve no escuro. Louve no silêncio. Louve com lágrimas.
Porque o louvor é fé cantada. E fé que canta, antecipa a vitória.
Conclusão do ponto 2:
Josafá não precisava de uma nova estratégia, ele precisava de uma nova postura. E a postura dele foi: adorar com fé, antes da resposta.
Deus está nos chamando a fazer o mesmo:
Tomar posição, abrir a boca e cantar, mesmo que a guerra ainda esteja no horizonte.

“A fé que canta antes da vitória é a fé que convida Deus a lutar por você.”

3. O LOUVOR É UMA ARMA QUE DESORIENTA O INIMIGO

2Crônicas 20.22 BSAS21
Quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir, que tinham vindo contra Judá, e eles foram derrotados.

O céu entra em ação quando o povo entra em adoração.

Algo extraordinário aconteceu quando o povo de Judá começou a louvar: Deus confundiu o inimigo. Enquanto o povo levantava a voz em adoração, o Senhor armava emboscadas invisíveis.
Eles não precisaram levantar uma espada. Eles não precisaram correr para o campo de batalha. Eles apenas louvaram — e Deus fez o que só Ele pode fazer

“Enquanto o povo cantava, o céu guerreava.”

O louvor é mais do que música, é guerra espiritual.
Muitas vezes o inimigo espera que você reaja com raiva, medo, desespero ou confusão. Mas quando, em meio à luta, você começa a adorar… Quando, em vez de reclamar, você canta… Quando, em vez de entrar em pânico, você exalta o nome de Deus… o inferno se desorienta.
Porque o diabo entende gritos de medo - mas ele não entende hinos de fé. Ele espera armas carnais, mas Deus responde com armas espirituais.
2Coríntios 10.4 BSAS21
Pois as armas da nossa guerra não são humanas, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas.
No Salmo 18:6–10
Quando Davi clamou, Deus se levantou do Seu trono, desceu nas nuvens e fez tremer a terra. Tudo começou com um clamor. O som do justo move o céu.

“Quando o justo louva, Deus entra com justiça.”

Aplicação para hoje:
O louvor liberta, confunde e conquista
Para os ministros de louvor:
Ministre com consciência de que você está em uma batalha espiritual. Não cante apenas para entreter ou preencher o culto — cante como quem está abrindo caminho para Deus agir. Cante com fé, com autoridade, com consciência de que há cadeias espirituais sendo quebradas enquanto você adora.
Porque o microfone nas suas mãos é uma espada invisível.

“O ministro que canta com unção faz mais do que tocar corações, ele abala fortalezas.”

Para toda a igreja:
Em cultos, vigílias, ou no seu quarto, quando tudo parecer perdido — não recue, adore. Não discuta com o inimigo - exalte a Deus.
Porque há momentos em que a maior resposta ao ataque é um louvor mais alto. Louvor que invade o escuro. Louvor que rompe correntes. Louvor que silencia o acusador

“Quando você louva com fé, o inimigo se confunde, o céu se move e o milagre se aproxima.”

Conclusão do ponto 3:
Deus age no som do Seu povo. O louvor sincero não é ruído, é uma frequência espiritual que ativa o poder do céu.
Por isso, quando você louva no meio da dor, da pressão, da incerteza, você está declarando em alto e bom som:
“A batalha não é minha, é do Senhor.” “O medo não vai me calar - a fé vai me fazer cantar.”
E nessa hora, o inimigo se desorienta, o céu se abre, e Deus opera

“Se o inimigo está rugindo, é hora de você cantar ainda mais alto.”

CONCLUSÃO

Josafá não venceu com espadas afiadas, estratégias militares ou força humana. Ele venceu com louvor consagrado. Porque o louvor não é o descanso depois da batalha —
É a arma que a antecede. É o som que atrai a intervenção divina.
Enquanto o povo adorava, o Senhor agia. Enquanto os levitas cantavam, os inimigos caíam. Enquanto a adoração subia, a vitória descia.
Essa verdade permanece até hoje.
O louvor é mais do que música, é ministério, é missão, é mover.
E hoje, Deus está levantando novos Josafás. Novos levitas. Novos adoradores.
O ministro de música nos nossos dias não é apenas alguém que canta no culto. Ele é alguém que lidera o povo na frente da batalha. Seu louvor pode:
Silenciar o acusador,
Curar corações quebrados,
Desatar promessas,
E até mudar o destino de uma família, uma igreja, uma geração.
Isso exige mais do que talento. Exige entrega. E entrega tem um preço:
Vida de oração e jejum. Adoração nasce do secreto. Quem não ora em secreto, não tem autoridade em público.
Conhecimento da Palavra. O cântico profético precisa ter raiz bíblica. Não cantamos emoção — cantamos verdade.
Dependência total do Espírito Santo. Não é sobre controle, técnica ou perfeição — é sobre sensibilidade e rendição.
“Ministrar louvor não é apresentar músicas; é apresentar-se como sacrifício vivo.” (Romanos 12:1)
ENCERRAMENTO INSPIRACIONAL
Que cada música entoada nesta casa seja uma flecha lançada no mundo espiritual. Que cada canção seja um altar levantado ao nome de Jesus. E que cada culto seja um campo de batalha onde o céu se move, o inferno recua e a glória de Deus se manifesta.
Porque quando o louvor vai à frente, a vitória vem logo atrás.

“Onde há louvor com propósito, há céu aberto com resposta.”

ORAÇÃO FINAL
Senhor, levanta ministros de louvor com corações quebrantados e cheios do Teu Espírito. Que cada nota que tocam, cada melodia que cantam, seja como espada espiritual contra toda obra do mal. Usa-os para trazer libertação, cura e vitória. Em nome de Jesus. Amém.
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