PANORAMA - AT #16 - MOISÉS NO DESERTO - PARTE 2
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TEXTO
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CONTEXTO - RECAPITULAÇÃO
CONTEXTO - RECAPITULAÇÃO
Gênesis está dividido em dois grupos maiores:
Deus e o mundo (Gn1-11)
A humanidade a cada dia se distancia mais de Deus
Deus escolhe Noé para que o mundo recomece apenas com o justo e sua família
Deus e um homem (Gn12-50)
Deus escolhe Abraão
Abraão, Isaque e Israel recebem a promessa de uma terra, uma multidão como descendência e o mundo abençoado por meio dessa descendência
Israel e sua família vão ao Egito para não morrerem de fome e se multiplicarem
Um Faraó que nunca conheceu José sobe ao trono e escraviza os hebreus por medo
Moisés é adotado pela filha do Faraó
Moisés mata um egípcio e foge
Moisés faz uma família em Midiã
Moisés tem um encontro com Deus na Sarça
Moisés se encontra com Arão para ir ao Egito
Moisés x Faraó
Nilo em Sangue
Rãs
Piolhos
Escaravelhos
Morte do gado
Úlceras
Chuva de pedras
Gafanhotos
Trevas
Décima Praga - o povo é libertado
Regras sobre a Páscoa;
O Faraó e seu exército perseguem os judeus;
Deus abre o mar
No Deserto
A primeira revolta (águas de Mara)
A segunda revolta (Maná)
desobediência em seguir as regras da colheita do Maná
A terceira revolta (Água da Rocha)
Luta contra os Amalequitas e a Intercessão de Moisés
EXPOSIÇÃO
EXPOSIÇÃO
JETRO VISITA MOISÉS (Ex 18)
JETRO VISITA MOISÉS (Ex 18)
Esse capítulo é a transição da primeira parte do livro de Êxodo para a sua segunda parte. Aqui o povo está caminhando em direção ao Sinai onde receberão a lei e a ordem de construir o tabernáculo.
📌 O que está acontecendo:
Jetro, sogro de Moisés, ouve o que Deus fez por Israel e vai ao encontro dele com Zípora e os filhos de Moisés. Moisés relata as maravilhas de Deus, e Jetro glorifica ao Senhor.
v1 Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito por Moisés e por Israel, seu povo; ouviu como o SENHOR havia tirado Israel do Egito.
Nova Almeida Atualizada Capítulo 18
7Então Moisés foi ao encontro do sogro,
📚 Contexto histórico e literário:
Esse trecho mostra como o testemunho fiel de Moisés produz louvor a Deus em um sacerdote midianita. Também antecipa o impacto das ações de Deus sobre as nações vizinhas.
👥 Contexto dos leitores originais:
Mostra que o Deus de Israel é superior às divindades pagãs, e que até um estrangeiro pode reconhecer a glória do Senhor.
✝️ Como aponta para Cristo:
Jetro representa os gentios que glorificam a Deus ao ouvirem as boas novas da salvação — um prenúncio da missão entre as nações (cf. Mt 8.11; Rm 15.10-12).
O conselho de Jetro sobre liderança (vv. 13–27)
O conselho de Jetro sobre liderança (vv. 13–27)
📌 O que está acontecendo:
Jetro percebe que Moisés está sobrecarregado e o aconselha a estabelecer juízes para resolver disputas menores.
Nova Almeida Atualizada Capítulo 18
21Procure entre o povo
📚 Contexto histórico e literário:
Este modelo influencia toda a estrutura de governo civil e judiciário de Israel, e mostra a sabedoria de Deus operando também por meio de conselhos humanos.
👥 Contexto dos leitores originais:
Ajuda Israel a entender a necessidade de ordem, delegação e justiça comunitária sob a autoridade divina.
✝️ Como aponta para Cristo:
Cristo é o verdadeiro juiz e também o líder que delega dons e ministérios ao seu corpo (Ef 4.11-13). A igreja vive sob uma liderança servidora, como reflexo do Reino. O próprio povo de Deus possui autoridades instituídas para um bom funcionamento do corpo.
Por isso rejeitamos qualquer ideia de que não deve haver autoridade formal no meio do povo, pois o próprio Deus o fez assim com Israel e depois, com a Igreja por meio dos apóstolos.
DEUS NO MONTE SINAI (Ex 19)
DEUS NO MONTE SINAI (Ex 19)
Ao chegarem ao Sinai, ali o povo permanece pelos próximos dois anos. Provavelmente aqui se começa a redação do pentateuco por Moisés. Esse período vai de Êxodo 19, passa por todo o livro de Levítico e vai até Números 10.11.
2.1. A chegada ao Sinai e a proposta de aliança (vv. 1–8)
2.1. A chegada ao Sinai e a proposta de aliança (vv. 1–8)
📌 O que está acontecendo:
Israel chega ao monte Sinai. Deus propõe uma aliança:
Nova Almeida Atualizada Capítulo 19
4“Vocês
📚 Contexto histórico e literário:
Este é o ponto central do livro — o estabelecimento da aliança mosaica. Deus está formando um povo distinto, com identidade teológica e ética própria.
👥 Contexto dos leitores originais:
Mostra que a salvação do Egito não era o fim, mas o início de uma caminhada de compromisso com o Deus libertador.
✝️ Como aponta para Cristo:
Cristo é o mediador da nova aliança (Hb 8.6), que transforma corações e inclui gentios no “reino de sacerdotes” (1Pe 2.9). O que era sombra no Sinai, se cumpre plenamente em Jesus.
2.2. A preparação para a presença de Deus (vv. 9–25)
2.2. A preparação para a presença de Deus (vv. 9–25)
Por causa da presença de Deus, o local se torna santo.
Uma pequena aplicação prática é que, a santidade de um lugar ou outro, sempre se Deus por conta da presença de Deus. Foi assim no Sinai, foi assim no tabernáculo, foi assim no templo, é assim até hoje no povo de Deus que se reúne em Seu nome.
Sim, Deus é onipresente (Sl 139.7-12; Jr 23.23-24). Mas isso não anula o fato de que existem manifestações especiais da presença de Deus que tornam um lugar santo, uma ocasião solene, e exigem uma resposta diferente do ser humano.
5 Deus continuou: — Não se aproxime! Tire as sandálias dos pés, porque o lugar em que você está é terra santa.
Deus já estava presente no deserto antes disso. Mas quando Ele se manifesta, aquilo que era comum se torna santo.
12 Marque ao redor do monte limites para o povo, dizendo: “Tomem cuidado para não subir o monte, nem tocar a sua extremidade. Todo aquele que tocar o monte será morto. 13 Mão nenhuma tocará nele. Se o fizer, será apedrejado ou flechado; quer seja animal, quer seja homem, não viverá. Quando soar longamente a trombeta, então subirão o monte.”
34 Então a nuvem cobriu a tenda do encontro, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. 35 Moisés não podia entrar na tenda do encontro, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.
10 Quando os sacerdotes saíram do santuário, uma nuvem encheu a Casa do Senhor, 11 de maneira que os sacerdotes não puderam permanecer ali para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a Casa do Senhor.
No novo Testamento, Cristo é a presença de Deus entre nós:
14 E o Verbo se fez carne e habitou* entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
*Tabernaculou
Por conta disso, por não haver mais um local físico onde a presença de Deus seria manifestada, agora na nova aliança, a habitação de Deus é com e no Seu povo.
Mas ainda assim é preciso apontar alguns detalhes, como, porque nós vamos na contramão da maioria das igrejas modernas onde não se há reverência a Deus e Sua presença?
Se Deus está igualmente presente em todo lugar:
Se Deus está igualmente presente em todo lugar:
Por que Paulo estabelece ordem no culto (1Co 14.40)?
Por que os sacramentos exigem ministros ordenados (1Co 4.1)?
Por que a Ceia pode ser comida para juízo (1Co 11.29)?
Por que há culto público com instruções próprias (Hb 10.25; At 2.42)?
Porque há uma diferença entre:
Reunião com amigos crentes
Informal, sem liturgia ordenada
Fraternidade cristã
Culto solene
Chamado por Deus, conduzido pela liderança ordenada
Reunião da assembleia diante do Rei
Por isso que exigir um terno, uma gravata, ou mesmo o colarinho e a toga, não é necessariamente legalismo (pode se tornar). É uma resposta simbólica à solenidade da ocasião, o respeito à Deus que está no meio de nós.
Assim como Moisés tirou as sandálias, o ministro pode usar vestimenta distinta não por vaidade, mas por reverência.
A roupa não invoca a presença — mas comunica que se está diante de alguém grande.
📜 CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER
📜 CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER
🔹 Capítulo 21 – Do Culto Religioso e do Domingo (Dia do Senhor)
🔹 Capítulo 21 – Do Culto Religioso e do Domingo (Dia do Senhor)
Símbolos de Fé: Confissão de Fé, Catecismo Maior e Breve Catecismo Capítulo XXI: Do Culto Religioso e do Domingo
VI. Agora, sob o Evangelho, nem a oração, nem qualquer outro ato do culto religioso
📌 O que está acontecendo:
O povo deve se purificar antes de se aproximar do monte. O monte é cercado, e Deus desce em fogo, trovões e nuvem espessa. É o temor da presença santa.
📚 Contexto histórico e literário:
Isso mostra que Deus é santo e não pode ser tratado de forma casual. O culto exige reverência, pureza e distância — o povo precisa de mediação.
👥 Contexto dos leitores originais:
Lembra ao povo que a proximidade com Deus exige preparação e temor. Não se trata de um “deus doméstico”, mas do Senhor do universo.
✝️ Como aponta para Cristo:
Cristo é o mediador que nos leva até o monte Sião, e não até um monte em chamas (Hb 12.18–24). Ele remove o medo da condenação ao nos reconciliar com o Deus santo.
OS DEZ MANDAMENTOS (Ex 20)
OS DEZ MANDAMENTOS (Ex 20)
3.1. A introdução da Lei (v. 1)
3.1. A introdução da Lei (v. 1)
📌 O que está acontecendo:
Depois de se separarem e se purificarem, Deus fala diretamente ao povo — não por meio de Moisés. Ele mesmo pronuncia os Dez Mandamentos.
📚 Contexto histórico e literário:
Esse momento é singular: Deus se revela como autor direto da Lei moral. É o pacto que estrutura a vida de Israel.
👥 Contexto dos leitores originais:
Mostra que a Lei não é invenção humana, mas palavra do próprio Deus, com autoridade absoluta sobre o povo redimido.
✝️ Como aponta para Cristo:
Cristo não veio abolir a Lei, mas cumprir plenamente (Mt 5.17). Ele encarna a obediência perfeita e nos dá um novo coração para amá-la e cumpri-la (Jr 31.33).
3.2. Os Dez Mandamentos (vv. 2–17)
3.2. Os Dez Mandamentos (vv. 2–17)
📌 O que está acontecendo:
Deus estabelece os princípios básicos do relacionamento com Ele (mandamentos 1 a 4) e com o próximo (mandamentos 5 a 10).
Por isso, amar a Deus e ao próximo é o que te faz cumprir toda a lei.
📚 Contexto histórico e literário:
Esse é o fundamento ético de Israel. Os mandamentos são curtos, diretos e abrangentes. São uma constituição moral do povo da aliança.
👥 Contexto dos leitores originais:
Chamados a serem um povo distinto entre as nações, os israelitas precisavam de uma forma visível de refletir o caráter de Deus.
✝️ Como aponta para Cristo:
Jesus resume os mandamentos em dois: amar a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40). Ele cumpre a Lei e nos capacita a vivê-la pelo Espírito.
3.3. Temor diante da presença de Deus (vv. 18–21)
3.3. Temor diante da presença de Deus (vv. 18–21)
📌 O que está acontecendo:
O povo treme diante do trovão, fumaça e som da trombeta. Eles pedem que Deus não fale mais diretamente com eles, mas por meio de Moisés.
📚 Contexto histórico e literário:
A santidade de Deus é assustadora. Mesmo após a libertação e a purificação, o povo percebe que não pode se aproximar de Deus por mérito próprio.
👥 Contexto dos leitores originais:
Aprendem que precisam de um mediador — a mediação de Moisés é o protótipo da mediação definitiva de Cristo.
✝️ Como aponta para Cristo:
Cristo é o mediador que nos dá acesso com ousadia ao trono da graça (Hb 4.16), não com medo da morte, mas com alegria pela reconciliação.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Compartilhe com outros aquilo que Deus tem feito por você — testemunhos simples edificam vidas e glorificam o nome do Senhor.
Humildade para ouvir conselhos é sinal de maturidade espiritual. Procure pessoas mais experientes na fé, e esteja disposto a ajustar sua caminhada.
Não tente fazer tudo sozinho. Deus usa o corpo, não apenas o “supercrente”.
Não fomos salvos apenas do Egito espiritual (pecado), mas para sermos separados para Deus. A santidade é a marca dos que pertencem ao Senhor.
Culto não é lazer, Ceia não é piquenique, oração não é bate-papo banal. A presença de Deus não permite irreverência. A informalidade com o Santo é pecado disfarçado de espontaneidade.
Não se vá ao culto de qualquer jeito. Ore, se examine, prepare seu coração. A rotina do domingo começa no sábado à noite.
Nossos ancestrais teológicos, os puritanos, começavam a se preparar para o culto já na sexta a noite com oração, jejum, leitura e meditação nas Escrituras de uma forma mais intensa que no restante da semana.
Deus nos salva antes de nos dar mandamentos. Obedecemos porque fomos libertos, não para sermos aceitos. A graça precede a lei — mas a graça nunca ignora a lei.
A lei revela o caráter de Deus e, se você ama a Deus, você amará a Sua lei. Agora reflita: você ama a lei de Deus e tem prazer, alegria em obedecê-la?
O temor do Senhor não nos afasta, mas nos protege da irreverência do orgulho. Quem teme ao Senhor de verdade, se aproxima com humildade, e não com medo servil.
Viva com gratidão: em Cristo, você tem acesso direto ao Pai, sem morrer ao tocar o monte. Mas nunca confunda acesso com atrevimento. O trono é de graça — mas continua sendo um trono.
