Provérbios 16:16-19

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Provérbios 16: 16
“Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!”
Tornar-se sábio é mais importante do que ficar rico.
16:16 Os bens terrenos não podem ser comparados à sabedoria e ao conhecimento.
Essas duas exclamações são verdade difíceis de serem vividas no mundo em que vivemos. O reconhecimento dessas premissas é fundamental para nosso crescimento espiritual.
Quando nós entendemos o valor do verdadeiro conhecimento nós entenderemos o quão melhor é a sabedoria e a prudência do que as riquezas desse mundo.
O coração pecaminoso dos homens sozinhos jamais consegue aceitar essa verdade da Palavra de Deus.
A sabedoria é inestimavelmente superior aos metais preciosos porque ela concede virtudes espirituais com benefícios materiais (veja 3.13–18). A riqueza sem sabedoria é vulgar e gananciosa e/ou pode ser decorrente de um individualismo insensível.
Investir em sabedoria tem um rendimento mais garantido do que comprar ouro. Alcançar a prudência é mais vantajoso do que acumular prata. Os bens materiais podem ser saqueados e roubados, mas a sabedoria e a prudência não podem. Salomão não pediu a Deus riqueza, mas sabedoria, e no pacote da sabedoria recebeu a riqueza. É possível que uma pessoa seja rica, mas tola. É possível que um indivíduo esteja com o bolso cheio de dinheiro, mas com a cabeça vazia de prudência. É possível que alguém granjeie muito dinheiro, mas esteja totalmente desprovido de sabedoria. Adquirir ouro sem possuir sabedoria pode ser um completo fracasso. A sabedoria não é uma coisa inata, com a qual nascemos. Precisa ser procurada e adquirida. Esse é um processo que exige empenho, esforço e perseverança. O resultado, porém, é extremamente compensador. É melhor ser sábio do que ser rico, pois a própria sabedoria é melhor do que o ouro.
Deixar de ser um tolo é uma grande riqueza.
Provérbios 16:17
“O caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma.”
Preservar a própria vida significa desviar-se do caminho do mal.
Cada homem tem sua própria estrada. Ela é construída, ou seja, ela não vem pronta.
A estrada do avarento é afastar-se da pobreza e buscar a riqueza com todas as suas forças. Em sua ânsia por tomar o atalho mais curto, ele frequentemente cai em um precipício ou se perde em uma floresta. A estrada do vaidoso é afastar-se da seriedade e seguir a alegria na trilha dos tolos. O justo também tem uma estrada, e é "afastar-se do mal".
O justo não é um anjo não caído, mas um homem restaurado: esteve no poço de lama, e as marcas da queda ainda estão sobre ele. Mesmo quando um pecador é perdoado e renovado — quando se torna uma nova criatura em Cristo e herdeiro da vida eterna — o poder do mal dentro dele não é totalmente subjugado, a mancha do mal não é totalmente apagada.
Ele odeia o pecado agora em seu coração, mas ainda sente o jugo dele em sua carne. Suas costas estão voltadas para a escravidão que detesta, e seu rosto para a liberdade que ama. Ele se apressa para longe do mal, e se olha para trás em algum momento, é para medir a distância que já percorreu e acelerar o passo para o tempo vindouro. Desta forma, o peregrino caminha incansavelmente, e não ousa descansar até que, nas moradas dos justos, ouça aquela "melodia de alegria e saúde": "Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro". Então, finalmente, ele cessa de se afastar do mal; pois não há mais mal algum do qual se afastar. Ele não trilha mais o seu caminho escolhido e batido, porque agora está em casa.
O homem que encontrou este caminho e o guarda, "preserva a sua alma". Quão necessárias são reciprocamente a doutrina e a vida! Separá-las é destruí-las; e separá-las é um erro mais comum na cristandade do que a maioria é capaz de perceber ou está disposta a confessar. A doutrina, embora verdadeira e divina, é para nós apenas uma sombra, se não estiver incorporada na santidade. Nada serve mais eficazmente ao propósito de Satanás no mundo do que um credo rigoroso unido a uma prática desenfreada. Essa união assegura um duplo ganho para o reino das trevas; mantém o próprio homem em cativeiro e também expõe à vergonha o evangelho de nosso Senhor. A verdadeira doutrina é necessária à salvação, porque é o único caminho para alcançar a justiça. A preciosidade da verdade revelada reside nisto: que ela ensina como podemos agradar a Deus, primeiro pela justiça de Cristo, segundo e subordinadamente pela obediência pessoal. Aquele que guarda o seu caminho preserva a sua alma; inversamente, aquele que se afasta dele perecerá.
O caminho é obviamente a vida: nenhum leitor pode confundir o significado do termo. Não foi a profissão, mas o "andar" daqueles apóstatas filipenses que fez Paulo chorar e os classificou como "inimigos da cruz de Cristo". O próprio Senhor, no sermão da montanha, estabeleceu este ponto com extraordinária precisão e minúcia ( Mt 7:21-27 ), especialmente na parábola das duas casas, a do homem sábio construída sobre uma rocha e a do homem tolo construída sobre a areia. Ele gravou como com uma caneta de ferro, e a ponta de um diamante na rocha para sempre, a lição de que um credo sólido não salvará um malfeitor no grande dia, se ele não crer de forma a obedecê-lo.
Lutar por um alto padrão de doutrina e se contentar com um baixo padrão de vida é uma inconsistência fatal. É uma "heresia condenável".
Em certos períodos da história da Igreja, e entre certas comunidades de professantes, a doutrina evangélica prevaleceu, enquanto a moralidade definhou. Esse conhecimento, dissociado da obediência, é um objeto de contemplação mais melancólico do que a idolatria de Atenas, onde o Deus vivo era desconhecido; assim como um milharal devastado é uma visão mais triste do que um pântano vazio e semeado. Na cultura cristã primitiva, alguns campos eram devastados dessa maneira, nos quais muito trabalho havia sido despendido; e a esses a repreensão de Tiago é especialmente dirigida: "Mas queres saber, ó homem vão, que a fé sem obras é morta?" (2:20). É tão falso na filosofia quanto na religião presumir que o conhecimento do caminho levará para casa aqueles que se recusam a segui-lo.
O caminho dos íntegros consiste em discernir o mal e desviar-se dele. Esse é o caminho da renúncia. Não é popular nem oferece muitos atrativos e aventuras. O caminho largo das liberdades sem limites é espaçoso, atraente e repleto de aventuras, mas seu destino é a perdição eterna. Esse caminho é um tobogã que desemboca no lago de fogo, onde há choro e ranger de dentes. Ao longo desse caminho, existem muitos cenários encantadores. Nessa estrada larga, as multidões cantam e celebram como se tudo estivesse na mais perfeita ordem. Os prazeres desta vida são desfrutados com sofreguidão. Todas as taças dos prazeres são sorvidas com voracidade. Porém, o que rege esse mar de gente não é a sabedoria, mas a loucura, pois eles não se desviam do mal nem preservam sua alma. Ao contrário, caminham com mais celeridade para o abismo e bebem com mais sede os licores dos prazeres, julgando poder neles preencher o vazio que lhes assola a alma. Ledo engano! No final dessa linha, uma pergunta gritará aos seus ouvidos: Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc 8.36).
Provérbios 16. 18-19 (Exemplificar a soberba na igreja, na família, no casamento)
A soberba se origina de uma avaliação falsa de nós mesmos. Agostinho de Hipona disse que, se entendêssemos que Deus é Deus, compreenderíamos que somos apenas humanos. Nós viemos do pó e voltaremos ao pó, por isso somos pó. Não somos o que somos. Somos o que fomos e o que havemos de ser, pois só Deus é o que é. Deus apresentou-se a Moisés no Sinai: Eu Sou o que Sou (Êx 3.14). Deus é autoexistente e não depende de ninguém. Ele é completo em si mesmo. Tem vida em si mesmo. Porém, o ser humano é criatura, é dependente e não tem motivo de orgulhar-se. A soberba transformou um anjo de luz em demônio. Por causa da soberba, Deus expulsou Lúcifer do céu. Deus resiste aos soberbos. Ele declara guerra aos orgulhosos e humilha os altivos de coração. A soberba é a porta de entrada do fracasso e a sala de espera da ruína. O orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade a faz cair na desgraça. Na verdade, o orgulho vem antes da destruição, e o espírito altivo precede a queda. Nabucodonosor foi tirado do trono e colocado no meio dos animais por causa da sua soberba. O rei Herodes Antipas I morreu comido de vermes porque seu coração se ensoberbeceu, em vez de dar glória a Deus. O reino de Deus pertence aos humildes de espírito, e não aos orgulhosos de coração.
A recompensa da humildadeMelhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos (Pv 16.19). A soberba é a sala de espera da ruína, mas a humildade é o portal da honra.
A soberba é algo tão desprezível aos olhos do Senhor e tão prejudicial para os homens que o sábio deve se contentar com uma posição humilde em lugar de querer ser quem não é ou ignorar as limitações humanas. Ao contrário, em humildade e obediência, deve depender de Deus em tudo e dar glórias ao Senhor por cada uma de suas conquistas. Cada passo que o servo de Deus dá é por obra e graça do Senhor e ele bem o sabe. Para quem desconhece tal realidade, os buracos ocultos na estrada não tardam a fazer suas vítimas.
Melhor é ser humilde de espírito e andar com os humildes que participar das aparentes vantagens dos soberbos.
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