A Vida Fora do Paraíso

O Primeiro Livro de Moisés  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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A escalada do pecado na raça humana
Gênesis 4
Queridos irmãos e irmãs, hoje meditaremos sobre um dos episódios mais trágicos e reveladores da história humana, um relato que, embora tenha ocorrido na antiguidade, ainda ecoa nas nossas vidas hoje: o assassinato de Abel por Caim.
- Diante de nós está o primeiro cadáver da história humana - Abel, cujo sangue clama da terra como testemunho solene de que o pecado não é brincadeira!" (Hebreus 12:24).
- Este capítulo não é meramente narrativa, mas espelho de nossas almas, das inclinações do nosso coração.
- Após a Queda (Gênesis 3), vemos agora seu fruto maduro: o homicídio. Calvino alerta: "Aqui está exposta a natureza corrupta do homem, que só produz frutos de morte".
Preparemos nossos corações para sermos esquadrinhados pela Palavra.
- Ao examinarmos este texto, vamos considerar as consequências da queda do homem em Gênesis 3, a resposta de Deus ao pecado e a maneira como o afastamento de Deus afeta nossas ações, nossa relação com o próximo e com o Criador.
Gênesis 4 não é apenas um relato histórico, mas um aviso para todos nós. Este capítulo nos mostra a extensão do pecado na humanidade caída e revela a gravidade da separação de Deus. Aqui, vemos que o pecado se espalha como uma infecção, afetando não apenas os nossos relacionamentos com Deus, mas também com os outros.
- Visão geral: Gênesis 4 é especialmente conhecido pela história dos irmãos Caim e Abel, muito embora Abel sirva principalmente como pano de fundo para a enigmática rejeição da oferta de Caim e a volátil reação que levou Caim a matar seu irmão.
- O capítulo é focado principalmente em duas conversas entre Caim e o Senhor, uma antes e uma depois do ato fratricida;
- Depois, ele traça a linhagem de Caim ao longo de várias gerações (e faz observações variadas) até Lameque, cuja notoriedade aparentemente ultrapassou a de Caim em virtude de combinar homicídio com poligamia.
- O capítulo termina voltando-se para mais um filho louvável de Adão e Eva, Sete, por meio de cuja linhagem os patriarcas surgirão nos capítulos seguintes.
Os versos iniciais do capítulo tradicionalmente chamam a atenção para o debate duvidoso sobre o que Deus preferiu na oferta sacrificial de Abel, em oposição à de Caim. Alguns comentaristas encontram pistas em outros livros da Bíblia, como em Hebreus 11.4, em que a “fé” é o motivo pelo qual o sacrifício de Abel foi “mais excelente”.
- Mas razões tradicionais também são citadas com frequência – argumentos mais especulativos sobre o que era a vida na família de Adão e Eva, em algum lugar a leste do Éden. Essas especulações frequentemente tentavam justificar as origens da prática de apresentar ofertas sacrificiais como um ato de adoração, considerado o fato óbvio de que nenhuma instrução sobre isso é encontrada nos capítulos precedentes.
= Na ausência de outros problemas exegéticos a resolver, os comentaristas desenvolvem grande interesse no mecanismo, por assim dizer, do sucesso ou fracasso moral – como visto anteriormente com respeito a Adão e Eva.
- Por isso, considerável atenção é dada ao que o Senhor diz a Caim como exortação antes de ele matar seu irmão. Contudo, o tema não carrega tanta controvérsia, exceto, talvez, por uma questão vinda da exortação de Deus a Caim, se implicava ou pressupunha que Caim possuía liberdade de vontade suficiente para mudar seu curso e evitar o pecado.
A maioria dos comentaristas da Reforma, inclusive os anabatistas, também tende a favorecer uma trajetória exegética sugerida por Hebreus 11, mas imensa e influentemente desenvolvida por Agostinho em A cidade de Deus. Em resumo, era excessivamente comum usar Agostinho, geralmente de maneira tácita, para descrever o curso da história da salvação como definido por duas cidades – uma celestial e destinada aos justos (como em Hb 13.14), a outra terrena e destinada à destruição – cada uma das quais podia ser traçada a um dos filhos de Adão como seu respectivo fundador.
- Consequentemente, começando aqui em Gênesis 4, veremos a nossa atenção sendo chamada para o conflito entre essas duas linhagens – entre os piedosos e aqueles que os perseguiram.
I. A Queda e Seus Efeitos: Caim e Abel (Gênesis 4:1-5)
v.1-2 “1 Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim; então, disse: Adquiri um varão com o auxílio do Senhor. 2 Depois, deu à luz a Abel, seu irmão. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador.[1]”
- 1. deitado com (coabitou). O hebraico significa literalmente “conheceu”. Na Bíblia, “conhecer” envolve um relacionamento pessoal e íntimo, não aquisição impessoal de informação. Aqui, “conhecer” é usado para a relação mais íntima e sacra entre um esposo e sua esposa. “Conhecer” nunca é usado para animais, cuja relação sexual apenas satisfaz um apetite instintivo.[2]
- Com o auxílio do Senhor dei à luz. A mulher é a primeira a usar o nome pactual (Ela assumi um papel autoral). Entretanto, embora reconhecendo aqui o papel do Senhor na procriação, dar nome revela sinergismo (Deus faz sua parte; eu, a minha). Em essência, Eva diz: “Eu tenho feito isto”.60 O leitor é levado a esperar problemas na vida e linhagem de Caim.
um homem. O termo hebraico se refere a um homem maduro, não um bebê. O termo inesperado pode ter sido escolhido como um eco de 2.23. A mulher (’iššâ) originalmente veio do homem (’îš); agora o homem se origina da mulher. Os sexos são mutuamente dependentes um do outro, e ambos são dependentes de Deus (ver 1Co 11.8–12).[3] – Daqui uma ideia de que não há homem sem mulher, e não há mulher sem homem. A procriação, a geração só é possível por meio desta fórmula.
- 2. Depois deu à luz. Em seguida, novamente o texto se volta para Eva, que depois de Caim, dá à luz a Abel.
Há um fato interessante aqui, aausência de comentário da parte de Eva (cf. Caim) procede à luz de seu nome, que significa “vapor, hálito”, e é usado metaforicamente para o que é carente de substância e efêmero. Aqui também no nome está uma prefiguração sinistra de sua vida.
rebanhos … solo. A despeito da queda, os humanos ainda levam a bom termo o mandato cultural de administrar os recursos da terra (1.26,28).
Os dois filhos serão aos olhos do primeiro casal uma representação de bênção e maldição. Eles haverão de ver em seus filhos o cumprimento de duas promessas, vida (multiplicação) e a pior delas, a morte (consequência da queda).
João Calvino: Esta bênção de Deus, “crescei e multiplicai-vos”, não foi abolida pelo pecado. Não apenas isso, mas o coração de Adão foi divinamente fortalecido para que ele não desistisse de ter filhos. Porém, assim como a moderação verdadeiramente paternal da ira de Deus foi reconhecida por Adão quando ele começou a ter filhos, assim também ele foi obrigado, mais tarde, a provar os frutos amargos do pecado uma segunda vez, quando Caim matou Abel. [4]
1.1 O Caráter das Ofertas (Gênesis 4:3-4a)
- O texto segue enxuto, e registra imediatamente os atos de adoração dos filhos de Adão.
- Caim oferece frutos da terra, um sacrifício que, à primeira vista, pode parecer adequado. No entanto, o que diferencia a oferta de Caim da de Abel não é a natureza da oferta, mas a disposição do coração. Abel oferece "das primícias do seu rebanho e da gordura deste" (v. 4), evidenciando fé e reverência. Caim, por outro lado, oferece algo superficial, sem a mesma devoção. O que vemos aqui é uma primeira manifestação do pecado humano: a tentativa de agradar a Deus sem sinceridade, sem o coração contrito.
Referência e Citação: Em Hebreus 11:4, a Escritura nos diz: "Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim". A verdadeira fé e reverência para com Deus são o que tornam a oferta aceitável. Caim falhou em trazer sua oferta com fé genuína, o que nos ensina que Deus não aceita apenas a ação externa, mas o coração sincero que a acompanha.
Ilustração: Imagine alguém oferecendo um presente para outro, mas sem qualquer sentimento de amor ou consideração, apenas por obrigação. O presente pode ser belo, mas o coração por trás dele está vazio. É isso que Deus rejeita: ofertas sem sinceridade.
- Me recordo de um episódio lido em um romance, onde o amigo de uma moça, que passou anos longe, volta para a cidade, e quando ela toma conhecimento, o convida para o seu aniversário, ela é rica, e seus convidados ricos como ela. Ele sem saber o que presentear, procura uma antiga loja de doces da cidade, compra um porção de balas, que são entregues em um saco de papel pardo, então chegando na festa, ele procura aniversariante e lhe entrega o presente, ela que já havia recebido os presentes mais caros e elegantes, olha para aquele saco de papel, como os olhos brilhando, como que reconhecendo o que haveria de encontrar ali, o embrulho amassado, sem qualquer glamour, lhe traz a mente as melhores imagens de sua infância, e quando ela abre o pacote, encontra ali suas balas favoritas, aquelas que marcaram toda sua infância e amizade. Aquele foi o melhor presente da noite, o valor emocional, imaginativo incorporado naquele pacote de balas era superior a qualquer outra coisa que tivesse recebido naquela noite.
- Não é sobre o dever de fazer, mas a alegria de como é feito.
1.2 A Rejeição da Oferta de Caim (Gênesis 4:5)
Deus, em Sua soberania, rejeita a oferta de Caim, e isso gera em Caim uma ira profunda.
- O pecado, tem essa terrível característica: ele nos leva a negar a responsabilidade e a tentar culpar os outros.
- Quando Deus rejeita a oferta de Caim, ele não aceita a sua incapacidade de honrar a Deus com um coração puro. A ira de Caim é a resposta de um homem que, não sendo aceito, deseja justificar sua atitude.
- 3. Caim trouxe. Caim primeiro fracassa no altar; e, porque fracassa no altar, também fracassa no campo. Porque ele fracassa em sua teologia, então fracassará em sua ética.
oferta [minḥâ]. Esta é a palavra hebraica comum para “tributo”, normalmente, na lei mosaica, a oferenda de cereal, as primícias. Com essa oferenda, o doador reconhece a superioridade ou governo do receptor (Lv 2.14; 1Sm 10.27; 1Rs 10.25). Caim e Abel, respectivamente, trazem uma oferta. Ambos vêm como sacerdotes, adoram o mesmo Deus e esperam a aceitação divina, porém só Abel traz o tributo aceitável (ver abaixo).
4. Abel e sua oferta. O adorador e sua oferta são inseparáveis.
5. não olhou com favor. Por que Deus rejeitou um sacrifício e não o outro? Duas interpretações comuns sugerem que Caim não tinha fé ou seu sacrifício não tinha sangue. Extraindo de Hebreus 11.4, Calvino argumenta dizendo que somente o sacrifício de Abel é apresentado pela fé. Isso só é correto em sua metade, pois não se coaduna diretamente com o texto de Gênesis. Gerhard von Rad salienta que a oferta de Caim é incruenta e sugere que “o sacrifício de sangue era mais aprazível a Yahweh”.63 O problema com este ponto de vista é que, no Pentateuco, o tributo (minḥâ) é um sacrifício incruento (ver acima). Na realidade, a chave para o fracasso de Caim se encontra nas cuidadosas descrições do narrador do tributo de Caim e Abel. Caim traz “alguns dos frutos”. Não há indicação que estes sejam os primeiros e os melhores. Abel traz o melhor, o mais gordo de “o primogênito”. O pecado de Caim é a superficialidade. Ele parece religioso, porém seu coração não é totalmente dependente de Deus, não é sincero nem grato.[5]
II. A Misericórdia de Deus e a Oportunidade de Arrependimento (Gênesis 4:6-7)
Nos versículos 6 e 7, vemos a misericórdia de Deus sendo estendida a Caim. Deus o confronta, mas também lhe oferece uma oportunidade de se arrepender.
2.1 A Advertência Divina (Gênesis 4:6-7)
Deus pergunta a Caim: "Por que andas irado? E por que descaiu o teu semblante?" (v. 6). Deus não apenas aponta o pecado de Caim, mas também lhe dá uma chance de arrependimento. "Se procederes bem, não será aceito?" (v. 7). Deus oferece a Caim a possibilidade de dominar o pecado, mas Ele também revela a realidade de que, se Caim persistir no mal, o pecado estará "à porta", esperando para dominá-lo.
- 6. Por quê? Como antes, Deus começa sua admoestação com uma indagação que se destina a permitir que o ouvinte confesse seu fracasso (cf. 3.9).
7. Se você fizer o que é certo. Esta narrativa ilustra o pecado original. Caim tem a consciência divina do certo e errado, porém se rebela contra ela.
você não será aceito? A pergunta demanda resposta. Requer-se fé para se crer que Deus faz sempre o que é certo. Caim, contudo, ao deixar a pergunta sem resposta, mostra carência do tipo de fé que agrada a Deus.
espreita à sua porta. A descrição do pecado como um demônio ou um animal voraz que jaz à espera para devorar, possivelmente seja uma alusão à serpente que aguarda para ferir o calcanhar (3.15; cf. 1Pe 5.8).
ele deseja ter você, porém você deve dominá-lo. “Freud pode ter sido o primeiro a dar-lhe nome, ‘id’. Ele, porém, não foi o primeiro que o discerniu. Este contador de história já tem conhecimento do poder do pecado de atrair, inclusive a morte.”[6]
Teologia do Texto: Aqui, aprendemos sobre a graça preventiva de Deus. Deus, mesmo depois da queda, ainda busca restaurar o homem e oferece o arrependimento como um meio de graça. A ira de Caim, em vez de ser uma resposta legítima, é um reflexo do seu distanciamento de Deus, da sua falta de arrependimento.
III. O Pecado Consumado: O Assassinato de Abel (Gênesis 4:8)
No versículo 8, Caim, dominado pela inveja e ira, leva Abel para o campo e o mata. O pecado, que antes estava apenas no coração, agora se manifesta em ação.
3.1 A Gravidade do Pecado (Gênesis 4:8)
Este é o ponto culminante da manifestação do pecado na humanidade: o assassinato. A inveja e o ódio geraram a morte. O pecado não apenas afeta nossa relação com Deus, mas também destrói nossos relacionamentos com o próximo. Caim não apenas rejeitou a oferta de Deus, mas também rejeitou o mandamento de amar o próximo, culminando em um assassinato brutal.
Referência e Citação: Em 1 João 3:12, a Bíblia nos ensina sobre o pecado de Caim: "Não como Caim, que era do maligno e matou o seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas." O pecado de Caim se reflete em sua atitude de ódio, que culminou no assassinato de Abel. O pecado, quando não combatido, leva a ações cada vez mais destrutivas.
Teologia do Texto: A transgressão dos mandamentos de Deus sempre leva à destruição, ao afastamento de Deus, e ao sofrimento tanto para o pecador quanto para a vítima. O pecado de Caim, portanto, ilustra a natureza corrosiva do pecado humano, como ele pode se espalhar e destruir tudo ao seu redor.
Ilustração: Imagine uma árvore cujas raízes começam a apodrecer. A princípio, ela ainda parece robusta, mas com o tempo, ela começa a murchar e cair, afetando todo o jardim ao seu redor. O pecado de Caim, como essa árvore, fez com que todo o seu relacionamento com Deus e com seu irmão fosse destruído.
8. Então Caim disse. A resposta de Caim ao questionamento divino não é registrada em suas palavras dirigidas a Deus, mas em suas palavras e ações dirigidas a seu irmão.
a seu irmão. A palavra-chave, irmão, ocorre sete vezes em Gênesis 4.2–11. Esta é a emergência de rivalidade entre irmãos, um problema que grassará como uma praga atingindo a cada uma das famílias piedosas do Gênesis. Ao exteriorizar seu ódio, Caim começa a primeira guerra religiosa. Uma vez que ele renuncia a Deus, também renuncia sua imagem.
Atacou … matou. A indisposição de Caim contra Deus extravasou no comportamento irracional e num furioso zelo injustificável contra seu irmão. O rompimento do laço familiar, iniciado no capítulo 3, aqui atinge o fratricídio em apenas uma geração.[7]
IV. A Consequência do Pecado: A Maldição de Caim (Gênesis 4:9-16)
Nos versículos 9 a 16, Deus confronta Caim e declara as consequências de seu pecado.
- 9. Sou eu o guardador de meu irmão? Sua pergunta é absurda. Tendo-se desfeito de seu irmão, ele agora nega qualquer responsabilidade. Ao dramatizar sua inocência, ele repete a tentativa de seu pai de ocultar.[8]
4.1 A Maldição e a Exposição ao Castigo (Gênesis 4:10-12)
Deus revela que "a voz do sangue de Abel clama da terra" (v. 10). Caim, ao matar seu irmão, corrompeu a criação, e agora a terra, que antes era um presente de Deus, se tornará uma maldição para ele. O pecado de Caim não apenas lhe traz sofrimento pessoal, mas também afeta a terra e a criação de Deus. Ele será um fugitivo e errante (v. 12), sem um lugar para chamar de lar.
Referência e Citação: O Senhor diz em Gênesis 4:12, "Quando lavrares o solo, não te dará ele a sua força." Aqui, vemos a punição de Deus: Caim perderá o benefício da terra, pois o sangue de Abel clama por justiça. O pecado de Caim, portanto, resulta em um afastamento completo de tudo o que ele conhecia e amava.
4.2 A Proteção de Deus (Gênesis 4:15)
Apesar da gravidade do pecado de Caim, Deus, em Sua misericórdia, coloca um sinal sobre ele para que não seja morto. Isso é um reflexo da graça divina, que preserva a vida do ímpio, mesmo diante da sua transgressão.
Referência e Citação: Em Gênesis 4:15, Deus declara: "Se alguém matar a Caim, sete vezes será vingado." Mesmo após o pecado de Caim, Deus oferece Sua proteção, mostrando que Sua graça vai além da justiça que seria necessária para punir o pecador.
Conclusão: O Chamado ao Arrependimento e à Graça de Deus
Meus irmãos, ao considerarmos esse texto, somos confrontados com a seriedade do pecado e suas consequências devastadoras. A história de Caim e Abel nos ensina sobre a gravidade do afastamento de Deus e a necessidade urgente de arrependimento. A rejeição de Caim à correção de Deus culmina em tragédia, mas mesmo no meio de sua queda, Deus oferece graça e misericórdia.
Que possamos, então, olhar para este relato não apenas como uma história do passado, mas como um aviso claro para todos nós. O pecado, se não for tratado com arrependimento, leva à destruição, mas a graça de Deus está disponível para todos que se humilham diante d'Ele.
John Owen: "Quando o pecado é tolerado e não combatido, ele vai de um ponto de corrupção a outro, de um nível de destruição a outro, até que, finalmente, leva à morte. Mas em Cristo, temos a vitória sobre o pecado."
O chamado de Deus para você, hoje, é: "Se procederes bem, não será aceito?" Volte-se para Ele, arrependa-se de seus pecados e confie na misericórdia que está em Cristo Jesus, o único que pode nos salvar do pecado e da morte eterna.
Que o Senhor nos conceda corações humildes, dispostos a ouvir a Sua voz e a viver para Sua glória, amando o próximo e buscando a restauração que só Ele pode oferecer.
Amém.
[1] Almeida Revista e Atualizada (Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993), Gn 4.1–2.
[2] Bruce K. Waltke e Cathi J. Fredericks, Gênesis, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Valter Graciano Martins, 1a edição, Comentários do Antigo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 114.
[3] Bruce K. Waltke e Cathi J. Fredericks, Gênesis, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Valter Graciano Martins, 1aedição, Comentários do Antigo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 115.
[4]John L. Thompson, Timothy F. George, e Scott M. Manetsch, Gênesis 1–11, trad. Marcos Vasconcelos e Vagner Barbosa, 1a edição, Comentário Bíblico da Reforma (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2015), 238.
[5]Bruce K. Waltke e Cathi J. Fredericks, Gênesis, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Valter Graciano Martins, 1aedição, Comentários do Antigo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 115–116.
[6]Bruce K. Waltke e Cathi J. Fredericks, Gênesis, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Valter Graciano Martins, 1aedição, Comentários do Antigo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 117.
[7]Bruce K. Waltke e Cathi J. Fredericks, Gênesis, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Valter Graciano Martins, 1aedição, Comentários do Antigo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 117.
[8]Bruce K. Waltke e Cathi J. Fredericks, Gênesis, org. Cláudio Antônio Batista Marra, trad. Valter Graciano Martins, 1aedição, Comentários do Antigo Testamento (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 117–118.
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