As marcas de um líder cristão

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1. O Proceder do Cristão

O exemplo da liderança do Apóstolo Paulo chama muito atenção de todos. Sua influência na Igreja Primitiva sempre chamou a atenção.
E é claro tanto do aspecto negativo, no sentido de ser alvo de muitas críticas e perseguições. Mas principalmente no aspecto positivo, no sentido de ter deixado um importante legado para a Igreja.
E aqui o apóstolo Paulo demonstra ao longo deste capítulo a importância do cristão carregar consigo algumas marcas, como ele disse aos Galátas 6.17: “porque eu trago no corpo as marcas de Jesus” (Gl 6.17).

1.1 O cristão precisa buscar frutos eternos (2.1-2)

O Apóstolo Paulo enfrentou prisões ilegais, perseguições, mas tinha plena convicção de que todo seu esforço não era em vão. Ele sabia que seu trabalho “não se tornou infrutífero” (1Ts 2.1).
O cristão não pode olhar para as dificuldades deste mundo, antes precisa enxergar a realidade da eternidade.
Ao invés de buscar as bençãos de um evangelho humanista, precisa ver e entender que o Evangelho de Cristo está fundamentado na cruz.
Então ao buscar as bençãos terrenas, os confortos deste mundo, volte seus olhos para o verdadeiro Evangelho de Cristo, cuja premissa é: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia, tome a sua cruz e siga me” (Lc. 9.23).
Paulo ao invés de se aproveitar do evangelho, ele estava pronto para dar a sua prórpia vida pelo Evangellho. Ele tinha uma “ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho” (1Ts 2.2).

1.2 O cristão precisa proclamar verdades eternas (2.3-6)

O verdadeiro cristão, proclama o verdadeiro evangelho. Ele não busca se auto proclamar aos homens. Seu interesse não é ser visto, e querer ter a primazia. Ele não se porta como um voluntário, mas como um servo.
O voluntário faz quando quer, o servo faz quando Deus manda. Por isso o cristão não busca seus próprios interesses, mas sim os interesses do Reino de Deus.
Logo sua mensagem não busca o aplauso do homem, mas a aprovação de Deus. Não usa de palavras de bajulação, mas sim palavras centradas em Cristo.
Um bajulador se esforça para tornar sua mensagem agradável, politicamente correta diante dos homens. Busca sua glória pessoal, e não a glória de Deus. Está mais preocupado em se auto promover do que exaltar o nome de Jesus.
O verdadeiro cristão está mais preocupado em ser amado e conhecido na terra do que ser amado e conhecido na eternidade. Sua visão está voltada para este mundo, e não para o Reino de Deus.
Paulo pregou o Evangelho puro e simples, como ele o é. O seu evangelho não era de engano (1Ts 2.3). Paulo por seis vezes nesta carta deixa bem claro que o Evangelho que ele proclamou foi recebido por Deus.
Quando o apóstolo diz que sua mensagem “não se baseia em dolo” (1Ts 2.3), aqui o termo dolo é a mesma expressa usada no grego para “colocar uma isca no anzol”.
Ou seja, Paulo não pegava as pessoas pelo anzol, literalmente falando além de não pescar no aquário dos outros, e nem pegava os pexies engando as, prometendo um alimento, ou seja uma salvação por meio de armadilhas humanas.
A salvação não se dá por argumentações humanas, mas tão somente pelo poder do Espírito Santo de Deus.

1.3 O cuidado como de mãe (2.7-8)

Uma mãe é aquela que quando tem apenas um pão diz que acordou sem fome. É aquela que se tiver o último pedaço de bife, come ovo, ou só o arroz e feijão para nutrir melhor o seu filho. Uma mãe abre mão dos seus direitos para cuidar de seus filhos.
De modo semelhante Paulo abriu mão dos seus direitos para cuidar das suas ovelhas.
Paulo tinha o direito de exigir dos tessalonicenses o seu sustento, mas, ele abnegada e voluntariamente abriu mão desses direitos para suprir as necessidades dos tessalonicenses como uma ama carinhosa que acaricia os próprios filhos.
Paulo não era um mercenário, mas um pastor. Ele não apascentava a si mesmo, mas o rebanho de Deus. Ele colocava a necessidade dos outros acima das suas próprias necessidades.
Paulo se coloca como uma mãe para cuidar e de suas ovelhas com carinho e afeto. Como apóstolo ele tinha autoridade, mas sempre prefeviu usar a gentileza e o amor.
Ele demonstrou aos seus filhos na fé um amor, cuidado e dedicação. Muitos tratam os outros com tirania, truculência, esmagam o outro sem piedade.
O pastor verdadeiro, o cristão verdadeiro, ele imita o supremo pastor e dá a vida pelas ovelhas, veja Jo 10.11, ele é um servo, seu amor é como de mãe, sacrificial.
Essa foi a estatégia de Salomão em distinguir quem era a verdadeira mãe. Ao propor para dividir a criança, a verdadeira mãe de imediato abriu mão do seu direito pelo bem estar e pela sobrevivencia da criança (1Re 3.16-8).

1.4 O cuidado como de pai (2.9-12)

Paulo se via como pai dos irmãos em Tessalonicensses.
Apesar de a igreja de Filipos enviar dinheiro para ajudá-lo em Tessalônica duas vezes (Fp 4.15,16), embora, fosse seu direito exigir sustento da igreja (2.7), Paulo decidiu trabalhar para se sustentar (2Ts 3.6–12).
O pai trabalha para sustentar a família. Ninguém podia acusá-lo responsavelmente de ganância financeira (At 20.31; 2Co 12.14).
Mesmo tendo o direito legítimo de exigir seu sustento, não dependia dele para fazer a obra de Deus.
Paulo não estava no ministério por causa do salário. Sua motivação nunca foi o dinheiro, mas a glória de Deus, a salvação dos perdidos e a edificação da igreja.
E no versículo dez, Paulo evoca os membros da igreja, e o próprio Deus como testemunha acerca do seu procedimento honesto e que visava o cuidado da igreja.
E um pai não deve apenas ser exemplo aos seus filhos com o seu trabalho para proporcionar o sustento deles. Mas ser um exemplo de vida, piedade e ter palavras de ensino. E assim era Paulo para com a Igreja de Tessalonica. E assim por consequencia precisa ser cada um de nós como cristãos.

2. O Proceder da Igreja

O pastorado é uma mistura de alegrias e lágrimas. Quantas vezes a gente não vai de um velório para uma festa? E assim são muitos os desafios e contrastes no meio do povo de Deus. As vezes temos que nos alegrar com a conquista de um irmão, e chorar com a tristeza e desventura de outro.
O fato é que em todas as circuntâncias devemos dar graças a Deus. Sermos uma referência para as demais igrejas.

2.1 Ter a Palavra de Deus como fundamento

E para isso é necessário que tenhamos a Palavra de Deus como fundamento da Igreja.
Paulo proclamou as verdades do Evangelho que foram recebidas pela Igreja. E a Igreja recebeu com alegria, e de fato a Palavra de Deus se tornou como única regra de fé e prática.
A Palavra de Deus não apenas salva, mas sustenta e fortalece o cristão em todo o tempo e em todas as adversidades. A Palavra de Deus faz da Igreja perseguida em Igreja gloriosa e vitoriosa.
A Igreja de hoje precisa voltar se para a Palavra de Deus e resgatar seu valor precioso e único na vida da Igreja. A Igreja não apenas precisa conhecer, carregar e ou deixar numa estante como um amuleto, mas precisa viver e obedecer.
A Bíblia é a palavra revelada e escrita de Deus, infalível, inerrante e suficiente. Ela é melhor do que o melhor dos alimentos (Sl 19.10) e mais preciosa do que a melhor das riquezas (Sl 119.14,72,127,162).

2.2 Ter o Povo de Deus como referência

E a prova de que os tessaonicenses receberam a Palavra de Deus era a disposição em passar por toda sorte de sofrimentos em prol da fé em Cristo.
Quando estamos passando por lutas e adversidades, podemos pensar que estamos sozinhos, mas é preciso olhar ao lado e ver que outros tantos sofrem junto e até mais do que eu e você.
E assim como Deus os sustenta, Ele também sustenta a cada um de nós.
Os crentes de Tessalônica imitaram não apenas a Paulo e o Senhor Jesus, mas também os crentes de Jerusalém.
Paulo compara os crentes de Tessalônica aos crentes da Judéia porque ambos eram objetos da perseguição dos judeus.
Paulo encoraja os crentes, dizendo que o sofrimento deles não era uma experiência isolada. Outros já tinham sofrido antes deles e ainda outros estavam sofrendo com eles.
Porém, assim como o sofrimento não destruiu a igreja da Judéia, antes a purificou enquanto seus perseguidores estavam enchendo a medida dos seus pecados, assim Deus nos livrará e derramará sobre os que nos perseguem o Seu justo juízo.

2.3 Ter a Glória de Deus como esperança

Paulo estava ausente da Igreja, mas “orfanados por breve tempo” (v.17), mas a igreja estava presente espiritualmente tanto em suas orações e em seu coração.
E aqui Paulo mostra uma realidade espiritual. A igreja vive em um campo de batalha. Enfrentamos uma perseguição nao apenas visível, mas também invisível.
Lembra-se de Daniel? Quando o anjo veio lhe dar a resposta após três semanas de oração e jejum, mas declarou que demorou por ter enfrentado resistências espirituais (Dn 10.10-13).
Satanás sempre tenta colocar osntáculos no caminho do cristão, ele resiste a obra de Deus e aos obreiros de Deus. Ele tentou o próprio Cristo (Mc 1.12-13).
Mas a Igreja de Cristo precisa ter em Deus sua esperança eterna.
É fato que Satanás exerce poderosa influência nas atividades dos homens.
Sobretudo quando tais estão a disposição de promover os interesses do reino de Deus. Tal verdade se vê também em outros textos bíblicos, como em Jó, Zacarias dentre outros (Jó 2.6–12; Zc 3.1).
No entanto, Deus reina sempre de forma suprema, soberanamente transformando o mal em bem (1Co 12.7–9).
Ainda quando o diabo tenta desfazer o caminho, estabelecendo mentira, bloqueando assim, aparentemente, nosso avanço, o plano eterno de Deus jamais é frustrado.
Satanás pode interromper-nos, impedindonos de realizar o que, por um momento, nos parece o melhor; os caminhos de Deus, porém, são sempre melhores que os nossos.
Paulo não apenas declara seu amor público pelos crentes, mas também se alegra por pensar no dia de Cristo e lembrar que cada crente que ele ganhou será como uma coroa de um vencedor.
Precisamos não apenas aguardar a segunda vinda de Cristo (1.10), mas também, ganhar outras pessoas para apresentarmos ao Senhor na Sua volta (2.19,20).
Paulo via os crentes de Tessalônica como sua coroa. A maior glória de um crente não é conquistar riquezas, mas ganhar almas. A Bíblia diz que quem ganha almas é sábio (Pv 11.30).
Que a nossa igreja possa ganhar almas para o reino e glória de Deus.
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