Jacó Volta Para Casa

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Gênesis 31.1-55.
Jacó é filho de Isaque, Neto de Abraão e irmão de Esaú. Jacó antes de ir morar nas terras de Labão vivia em Berseba e teve que sair de lá fugido de seu irmão que estava planejado matá-lo após seu pai falecesse, antes que isso acontecesse Jacó fugiu para Padã-Arã (terras de sua mãe Rebeca). Vinte anos depois encontramos aqui esse homem chamado Jacó voltando para casa, e agora não é muito diferente, pois dessa vez ele viaja fugindo de seu sogro Labão.
Jacó agora é um homem rico, antes era um homem sem nada, mas agora ele tem tudo.
Vamos ver que diferente da primeira vez, Jacó vai voltar pra casa por uma ordem de Deus e ao mesmo tempo suas próprias esposas concordam que ele deveria voltar para casa.
V.1-16
Jacó fica sabendo que os filhos de Labão (seu cunhados) estão acusando-o de que ele ficou rico ilicitamente, roubando de Labão. Eles não reconheciam os méritos de trabalho de Jacó para Labão. Lembrando que foram 20 anos de trabalho para Labão. (v.1)
Além disso, Jacó percebeu que o próprio Labão não lhe era favorável. No passado Labão via Jacó com um olhar favorável, mas isso ficou no passado. Labão via Jacó como alguém que lhe trazia vantagens, e seu semblante lhe era favorável enquanto lhe era interessante, mas esse homem movido por interesse já não achava mais interesse em Jacó. (v.2)
O Senhor então falou com Jacó e disse: “volte para a terra de seus pais”. Aqui temos mais uma vez o povo de Deus sendo chamado a repetir um ato de fé como Abraão e Rebeca. A terra que Abraão (avó de Jacó) nem conhecia, agora se tornou a terra dos seus descendentes.
E Deus afirma que estará, será com Jacó. Deus assegura seu povo de que irá protegê-lo, irá estar presente na volta de Jacó para casa. (v.3)
Antes de partir Jacó chamou Raquel e Lia para repassar tudo que estava acontecendo. (v.4)
Jacó explica que Labão não está mais favorável a ele, mas que Deus sempre esteve com Jacó apesar de tudo isso (v.5)
Jacó afirma que elas mesmas sabem, tem conhecimento de que seu marido trabalhou com empenho para seu sogro, mas Labão o havia enganado e mudado seu salário por dez vezes, mas Deus o favorecera, de modo que o rebanho sempre procriava a seu favor e não permitiu que Labão fizesse algum mal. (v.6-7)
E quando Labão tentava enganar Jacó para se sobressair sobre ele, o Senhor abençoava para que os rebanhos de Jacó crescessem e se multiplicassem numerosamente. Jacó afirma que quem tomou o gado de seu sogro e lhe deu foi o próprio Deus. Aquele que engana a Labão, aquele que tira os rebanhos de Labão, na verdade é Deus. (v.8-9)
Jacó diz então que viu em sonho que Deus lhe revelou que estava com ele, e o fato de Jacó ter prosperado não foi sua astúcia ou plano estratégico e sim a providência de Deus (v.10-12)
Deus o havia lembrado do voto que ele fizera vinte anos antes, e o Senhor ordenara que retornasse a Canaã. (v.13)
As esposas concordaram com ele sobre a desonestidade do pai e decidiram partir com Jacó. (v.14-16)
V.17-24
Agora podemos acompanhar a fuga de Jacó e sua família
Jacó fez toda sua família montar em camelos (transporte da época), além disso ele levou todo seu gado e sua propriedade que havia acumulado em Padã-Arã. (V.17-18)
Jacó viajou no tempo estrategicamente ideal, viajou no tempo de tosquiar as ovelhas, onde muitos homens deveriam tosar as ovelhas (na primavera) Esses homens que iriam fazer isso nessa época vão para distante de seus lares, e Labão e seus homens estavam bem longe e bem ocupados.
Isso fez com que Raquel tivesse a liberdade de roubar os deuses de Labão e também com que Jacó e sua família, junto com seu gado pudesse tomar uma distância de três dias de viagem a frente de Labão.
Não podemos afirmar ao certo, talvez Raquel ainda era politeísta e confiava naqueles deuses, mas há a possibilidade de que a pessoa que detinha esses ídolos se tornava líder da família e no caso de uma filha casada como Raquel, isso assegurava que seu marido teria o direito obre os bens do seu pai. Mas devemos lembrar que Labão, tinha filhos homens na ocasião em que Jacó fugiu para Canaã, de modo que somente eles detinham o direito de tomar posse dos ídolos chamados de “terafins” ídolos do lar. O furto de Raquel, portanto, era um ato gravíssimo e tinha por objetivo salvaguardar para o marido a posse das propriedades de Labão. (v.19-21)
Quando soube da fuga de Jacó, Labão chamou seus homens e saiu-lhe no encalço, por sete dias de jornada. Todavia, Deus o advertiu em sonhos de não incomodar Jacó e sua caravana. (v.22-24)
V.25-35
Quando Labão alcançou Jacó, ele e seus parentes apenas acamparam no mesmo lugar onde Jacó havia armado sua tenda em uma montanha em Gileade (v.25).
Então, no momento certo, Labão falou a Jacó. Acusou-o de ter-lhe negado a oportunidade de se despedir devidamente de seus netos e filhas, Labão comparou o comportamento de Jacó ao de um invasor que raptou suas filhas como cativas pela espada (v.26).
Labão diz que deveria ter deixado ele se despedir com alegria, com um banquete, com tambores e com música e de abraçá-los enquanto diziam adeus, desse modo disse que Jacó agiu como um irresponsável (v.27-28).
Labão lembrou Jacó que ele e seus parentes poderiam castigá-lo e feri-lo gravemente se assim o desejassem (v.29), mas que não o fariam devido ao aviso que o Senhor lhe deu na noite anterior. Labão também levantou a questão do desaparecimento dos ídolos do lar (v.30). Jacó é chamado de Ladrão por seu sogro.
Jacó respondeu a essas acusações afirmando temer que Labão não consentisse com a partida de suas filhas e as tomasse do marido à força (v.31) isso é uma preocupação justificada. Um homem dado a intrigas como Labão poderia usar táticas de todo tipo para impedir Jacó de partir.
Mas, é fato que Jacó não sabia do furto e jurou executar/matar o responsável, sem sequer suspeitar de Raquel.
Provavelmente, supôs que um dos servos tivesse pegado os ídolos, pois usa o gênero masculino: não viva aquele com quem achares os ídolos (v.32).
Labão conduziu uma busca minuciosa. Examinou a tenda de Jacó, de Lia, de Raquel e das duas servas. Não encontrou os ídolos porque Raquel os colocou na sela de um camelo e estava assentada sobre eles (v.33-34).
Raquel disse ao pai: não te agastes, meu senhor, por não poder eu levantar-me na tua presença; pois me acho com as regras das mulheres (ela diz que está em dias de menstruação) (v.35).
Labão é então enganado por sua filha Raquel, depois de procurar os ídolos por toda parte, Labão não os achou. Uma das características negativas de Jacó e daqueles a seu redor era o uso de mentiras para obter o fim desejado. Jacó e sua mãe usaram de mentiras para obter a bênção de Isaque sobre Jacó (Gn 27.1-40). Então, Rebeca mentiu para Isaque quanto à razão para Jacó ir à Padã-Arã, a fim de que Isaque abençoasse a viagem do filho (27:41—28:5) e agora, Raquel mente para Labão sobre o motivo pelo qual não pode se levantar.
V.36-42
Assim, Jacó aproveitou a oportunidade para pôr as cartas na mesa. Em primeiro lugar, desafiou Labão a dar provas de algum crime. Perguntou ao sogro se havia encontrado algo em sua busca, inclusive os ídolos do lar. Todos os seus parentes estavam presentes e poderiam servir de juízes no caso de controvérsia quanto a alguma propriedade (v.36-37).
Labão não teve como apresentar nenhuma prova contra Raquel. Em seguida, Jacó lembrou o sogro do serviço dedicado que havia lhe prestado ao longo dos últimos vinte anos — quatorze anos para obter suas duas esposas (29:18,27,30) e seis anos para juntar seu próprio rebanho (31:38a,41a). Havia cuidado tão bem das ovelhas de Labão que nenhuma delas havia perdido a cria. Além disso, não havia tomado para seu consumo nenhum dos animais sob seus cuidados e os havia protegido dos ataques de feras. Se acontecia de um animal ser atacado, Jacó assumia toda a responsabilidade e arcava com o prejuízo (31:38b-39a). Esse serviço fiel não havia sido fácil: eu andava, de dia consumido pelo calor, de noite, pela geada; e o meu sono me fugia dos olhos (31:40). No entanto, Labão havia sido um empregador injusto, sem nenhuma consideração por seu empregado fiel. Havia sempre tratado o genro com má-fé. Se, apesar da vigilância de Jacó, um animal era roubado do rebanho enorme do qual ele cuidava, Labão não mostrava misericórdia, mas culpava Jacó e o fazia pagar (31:39b). Estava sempre tentando renegociar o salário de Jacó, de modo a lhe pagar menos e ele próprio ficar com mais (31:41b). Jacó estava certo de que, se coubesse a Labão controlar os acontecimentos de sua vida, ele certamente teria sido explorado pelo sogro e não teria recebido nada em troca por todos os anos de trabalho árduo: por certo me despedirias agora de mãos vazias (31:42b). Felizmente, Deus estava no controle, e não Labão, e Deus fez justiça. Ele atendeu ao trabalho das minhas mãos e te repreendeu ontem à noite (31:42c). Jacó se refere ao Deus presente com ele como o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque (31:42a). Ele chama Deus de Temor de Isaque, pois Isaque o servia com reverência.
V.43-55
Labão se esquivou embaraçosamente das acusações de Jacó, dizendo que nunca machucaria as próprias filhas, netos ou rebanhos.
Em seguida, sugeriu que fizessem um pacto. Não foi uma aliança entre amigos pedindo proteção ao Senhor enquanto estivessem separados. Antes, foi um acordo entre dois trapaceiros pedindo a Deus a garantia de que ambos agiriam corretamente quando estivessem longe um do outro! Na verdade, tratava-se de um pacto de não-agressão, mas também obrigava Jacó a não maltratar as filhas de Labão, nem tomar outras esposas.
Labão denominou aquele montão de pedras de Jegar-Saaduta, expressão aramaica; mas Jacó lhe chamou Galeede. Ambos os nomes significam “montão de testemunha”. Nenhum dos dois deveria ultrapassar a fronteira daquele montão para atacar o outro. (v.42-50)
Labão jurou em nome do Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, Tera. O emprego da inicial maiúscula para o nome de Deus na RA (também na RC e NVI) indica que os tradutores perceberam que Labão estava se referindo ao único e verdadeiro Deus que se revelou a Abraão. Contudo, uma vez que o hebraico não possui letras maiúsculas ou minúsculas, não é possível refutar a ideia de que Labão talvez estivesse se referindo aos deuses pagãos que esses homens adoravam em Ur. Jacó jurou pelo temor de Isaque, seu pai, isto é, o Deus que Isaque adorava (Isaque nunca idolatrou outros deuses). Jacó ofereceu um sacrifício, preparou um banquete para todos os presentes e acampou aquela noite na montanha. (v.51–55)
Tendo-se levantado Labão pela madrugada, beijou os netos e filhas e voltou para casa.
Aplicações:
1. Deus dirige e protege seus servos
Mesmo em meio a conflitos, como com Esaú e depois com Labão, Deus mostrou a Jacó que estava no controle e o guiou de volta à sua terra. Deus ainda hoje guia e protege aqueles que o obedecem.
2. A bênção vem de Deus, não da esperteza humana
Jacó trabalhou duro, mas reconheceu que sua prosperidade veio da intervenção divina, não apenas de sua habilidade. Precisamos depender da providência de Deus mais do que de nossos próprios planos.
3. A honestidade e a integridade devem marcar a vida do crente
Jacó foi acusado injustamente, mas pôde defender sua integridade com firmeza diante de todos. Mesmo quando maltratados, os servos de Deus devem manter o caráter.
4. A idolatria precisa ser deixada para trás
Raquel ainda manteve ídolos da casa de seu pai, revelando como práticas antigas podem acompanhar o povo de Deus. É preciso romper com o passado e confiar somente no Senhor.
5. Quando Deus age, até inimigos são contidos
Deus advertiu Labão em sonhos para não tocar em Jacó. Isso mostra que o Senhor pode usar até meios sobrenaturais para proteger seus filhos e cumprir seus propósitos.
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