AULA: Introdução ao livro de provérbios
Marlon Xavier
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· 27 viewsAula de EBD - 06.07 - Introdução ao livro de provérbios
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Estudar o livro de Provérbios é matricular-se na escola superior da sabedoria
“Estes provérbios de Salomão não eram meramente uma coletânea de dizeres sábios que tinham sido transmitidos anteriormente, como alguns imaginavam, mas foram ditados pelo Espírito de Deus a Salomão” Matthew Henry
1. O significado do livro e a sua aplicação no Antigo Testamento
1. O significado do livro e a sua aplicação no Antigo Testamento
O livro de Provérbios faz parte da literatura de sabedoria, uma coleção de ditados escritos e orais profundamente arraigados na antiguidade.
Bruce Waltke escreve: “Os provérbios são uma espécie de sabedoria em Israel, que podem estar na forma de poesia (o livro de Provérbios) ou de prosa (o livro de Eclesiastes) ou ambas (o livro de Jó).
Earl C. Wolf diz que em Salmos temos o hinário dos hebreus; em Provérbios temos o seu manual para a justiça diária.
Poderíamos sintetizar o propósito de Provérbios numa única frase: O alvo desse livro é “diminuir o número de tolos e aumentar o número de sábios”.
Três termos principais são usados para representar a sabedoria:
Hokhmah – é empregado 47 vezes (1.2,7,20 etc.). Este tipo de sabedoria inclui um correto discernimento entre o bem e o mal, entre o vício e a virtude, entre o dever e o fazer a própria vontade. Subentende a capacidade de aplicar consistentemente aquilo que sabemos àquilo que temos de fazer.
Binah – é utilizado 53 vezes em diversas formas (1.5; 2.2,3 etc.). Conota a capacidade de discernir inteligentemente entre o falso e o real, entre a verdade e o erro, entre as atrações vãs da hora e os valores de longo alcance que governam a vida.
Tushiyyah – é adotado apenas três vezes (2.7; 3.21; 8.14). Concebe a sabedoria como uma introspecção, ou intuição
O termo Mishle Shelomoh significa as analogias ou máximas de Salomão. O título em português “Provérbios” significa máximas que expressam uma verdade de forma sucinta.
Em termos práticos, é um manual para a superação de seus conflitos e de seus problemas a partir da sabedoria divina.
2. Autoria e data
2. Autoria e data
A tradição hebraica atribuiu o livro de Provérbios a Salomão, da mesma maneira que atribui o livro de Salmos a Davi. Porém, nem todos os provérbios foram escritos por Salomão, assim como nem todos os salmos foram escritos por Davi.
A maior parte das seções do livro está relacionada a Salomão (10.1 - 22. 16; 25. 1 - 29. 27). No entanto, outros provérbios indicam como fonte da sabedoria do livro um grupo chamado “os sábios” (22. 17; 24. 23), Agur (30. 1), rei Lemuel (31. 1) e Salomão “transcritos pelos homens a serviço de Ezequias, rei de Judá” (25. 1). Outros provérbios, como 1. 8 - 9. 18 e 31. 30 – 31, não possuem uma atribuição de autoria explícita.
A questão da autoria de qualquer livro da Bíblia precisa ser refletida à luz de duas perspectivas, a tradição e a edição.
Lembremos da história de Salomão pedindo sabedoria a Deus (1Rs 3:3-15)
2Crônicas 1.10 “Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que eu saiba conduzir-me à testa deste povo; pois quem poderia julgar a este grande povo?”
1Reis 4.32 “Compôs três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.”
Salomão era como a fonte de sabedoria de israel, então é como se todo o “saber” tivesse a mão dele.
Além disso, os tradutores da Septuaginta, em 280 a.C., já incluíram Provérbios na sua tradução. Portanto, quase três séculos antes de Cristo, Provérbios era um livro acatado e reconhecido como inspirado. Nunca houve entre os rabinos nenhuma discussão quanto à sua canonicidade
3. Provérbios e a vida moderna
3. Provérbios e a vida moderna
O tema central do livro de Provérbios é a sabedoria (hebraico hokmâ). Sabedoria significa entendimento de mestre, habilidade, perícia. Portanto o livro não fala apenas aos primeiros leitores, mas serve a um povo (Hebreu) e a nós hoje.
Em Provérbios, a sabedoria é mais do que um conceito; é uma Pessoa. Não podemos deixar de ver Jesus Cristo, a sabedoria de Deus (1Co 1.30; 2.1–8; Tg 3.13–18), em Provérbios, especialmente em Provérbios 8.22–31
Salomão descreve a Sabedoria como eterna (8.22–26), criadora de todas as coisas (8.27–29) e amada de Deus (8.30,31).
O livro de Provérbios é eminentemente um guia prático de vida. Trata dos assuntos vitais, como a língua, o dinheiro, a amizade, a família, o sexo, a tentação, o adultério, a ganância, o poder e negócios. Obviamente, alguém maior do que Salomão é o verdadeiro autor desses provérbios. É o próprio Deus, através de Salomão, que nos fala por meio desses provérbios
