Ensino como Pilar de Maturidade Espiritual - Todo Líder é um Educador

SEMINÁRIO ESCOLA BÍBLICA 2025  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Introdução

Em um perspectiva bem simples do chamado a líderança é díficil notar que a afirmação “ Todo o líder é um educador” seja validada em nossas rotinas de liderança na Igreja. Mas a verdade é que de fato quando assumimos qualquer nível de liderança na igreja estamos vestindo a camisa da educação bíblica e ministérial. O que vamos buscar nesse estudo é mostrar como podemos perceber melhor esse nosso papel educacional e estimular nossa veia educacional em nossa rotina.

I. DIAGNÓSTICO DE MATURIDADE - COMO SER UM LÍDER MADURO?

No chamado por maturidade espiritual, aprendemos que os líderes devem ser maduros por pelo menos duas razões: pois maturidade gera humildade e porque imaturidade gera orgulho e condenação. Deve-se, portanto, conferir posições de responsabilidade somente àqueles já espiritualmente maduros.
John Piper escreve: “Ao novo cristão que muita responsabilidade é dada em pouco tempo, este pode facilmente enfatuar-se de orgulho. Subentende-se que parte do crescimento cristão é um processo de humildade e um guardar-se continuamente do orgulho. Devemos ver evidências na vida deste homem de que a humildade agora tornou-se virtude fixa, e não algo derrubado facilmente.1

Como podemos entender a maturidade cristã a luz da bíblia, vamos contar com a ajuda do apóstolo e encontrarmos as respostas:

G1 - Site de Noticias
Por Paula Paiva Paulo
06/06/2025 10h00
1 em cada 4 brasileiros é evangélico; percentual é maior entre mais jovens, mostra IBGE
Parcela da população que se declara evangélica cresceu e chegou ao maior percentual da história, aponta IBGE. Catolicismo recua, mas ainda é a religião mais popular do país.
Será que podemos interpretar essa noticia com algo positivo?

“crescimento sem profundidade”.

1Coríntios 3.1–3 “Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há inveja e divisão entre vocês, não estão sendo carnais e agindo como mundanos?”
Os números falam alto sobre a expansão do “povo de Deus” sobre a terra, em todos os continentes temos positivos números sobre esse crescimento. A problemática é que esses grandes números são um espantalho que afastam a visão de todos da verdade. A verdade é que em nosso dia a dia, podemos perceber pessoas que chegam as igrejas, mas não adotam compromisso real com Cristo. Sâo espectadores de espetáculos, na outra via os templos religiosos evangelicos fornecem não cultos, mas espetáculos para entreter o povo, algo que fere as entranhas do evangelho.
Vamos analisar o que Paulo fala sobre maturidade aos colossenses.
Colossenses 1.28–29 NVI
Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim.
Paulo nos ensina sobre maturidade como liderança aqui nesses texto e para extrairmos do texto todos os ensinamentos necessários é importante que façamos algumas perguntas ao texo. Vamos fazer três perguntas e encontrar nossas respostas formando assim o entendimento sobre maturidade a luz das sagradas letras.

1ª pergunta: O Que é maturidade cristã?

Colossenses 1.28–29 NVI
Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim.
Está em Crsito é a resposta. O trabalho dos apostolos é que através dos ensinamentos e da sabedoria do céu todos os irmãos alcancem a graça de estar em Cristo. Ser maduro é ter um relacionamento com Cristo.
Vamos pensar um pouco:
Maturidade física - Ter um corpo saudável e bem desenvolvido
Maturidade intelectual - Ter uma mente disciplinada e uma cosmovisão coerente
Maturidade moral - Aqueles que “têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal”, Hebreus 5.14 “Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.”
Maturidade emocional - Ter uma personalidade equilibrada, capaz de estabelecer relacionamentos e assumir responsabilidades
Paulo aqui fala de um outro dipo de amadurecimento, no caso para o cristão o mais importante deles o amadurecimento “EM CRISTO”
Precisamos buscar primar pelo pleno desenvolvimento de nosso relacionamento com Cristo. Isso é sinonimo de amadurencimento, quando nossa vida está não dentro do pensamento do que é cristo, mas de fato relacionados com o real e Senhor Cristo Jesus em nossa vida diária nos mostramos ao mundo guiados e influenciados pelo mestre, que no nosso caso, não apenas é um mestre, torna-se o amigo, o conselheiro, o Senhor.
Assim, estar “em Cristo” é estar relacionado a ele de forma pessoal, vital e orgânica. Nesse sentido, ser maduro é ter um relacionamento maduro com Cristo, no qual o adoramos, confiamos nele, o amamos e lhe obedecemos.
A maturidade em Cristo não se mede apenas por quanto sabemos, mas por quanto Ele molda nosso dia a dia. Ser maduro é viver com Jesus no centro, em cada decisão, em cada relação, em cada ação.
Exemplos Práticos de Maturidade/Relacionamento com Cristo: Estar em Cristo é:
1 . Adoração — Intimidade diária e reverência no cotidiano:
Uma irmã que, mesmo com a rotina corrida e filhos pequenos, separa um momento diário para louvar a Deus, mesmo que seja no caminho para o trabalho, porque entende que sua vida só faz sentido diante da presença de Cristo.
Ela não espera o domingo para adorar. Adoração virou estilo de vida, não evento semanal.
2. Confiança — Depender de Cristo em tempos difíceis
Um irmão que, ao perder o emprego, não se desespera. Ele ora, busca conselho bíblico e continua contribuindo com o que tem, confiando que Deus proverá.
A fé dele não depende das circunstâncias. Cristo é seu sustento, não o salário.
3. Amor por Cristo — Escolhas direcionadas por Ele
Uma jovem que, ao iniciar um namoro, busca conselho com seus Pais e ora pedindo direção de Deus. Ela não segue o coração, mas o Senhor da sua vida.
O amor por Cristo direciona suas decisões. Relacionamentos são filtrados pelo compromisso com Jesus.
4. Obediência — Escolher o caminho certo mesmo quando custa algo
Um empresário cristão que se recusa a participar de um esquema ilícito que poderia dobrar seus lucros, por entender que isso seria desonrar a Cristo.
Ele prefere a integridade à vantagem. Obedece porque ama e teme ao Senhor.
5. Reação às Correções — Submissão e humildade
Uma professora da EBD que recebe uma correção sobre sua abordagem e, ao invés de se ofender, ora, ajusta e continua servindo com mais zelo.
Submete-se com mansidão. Vê a correção como parte do crescimento em Cristo.
6. Vida de Comunhão — Relacionamento com o Corpo de Cristo
Um irmão que, mesmo sem "se dar muito bem" com alguém da igreja, busca manter comunhão, evita fofocas e se dispõe a ajudar nos projetos da igreja.
Maturidade espiritual revelada:
Ama o corpo de Cristo apesar das diferenças.
Valoriza a unidade mais que os sentimentos pessoais.
7. Prioridades — Viver com o Reino em primeiro lugar
Uma família que organiza suas férias e finanças de forma que possam participar e contribuir dos eventos gerais da Igreja.
Cristo está no centro da agenda e do orçamento.
Buscam primeiro o Reino (Mt 6:33).
Estar em Cristo não é apenas crer em uma doutrina ou fazer parte de uma igreja — é viver em constante comunhão com Ele, alimentando-se da Palavra, obedecendo aos Seus mandamentos, confiando em Seu cuidado, sendo transformado à Sua imagem
João 14.23 “Respondeu Jesus: “Se alguém me ama, obedecerá à minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos morada nele.” ;
Romanos 8.29 “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”

2ª pergunta: Como os cristãos se tornam maduros?

Colossenses 1.28–29 NVI
Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim.
Resposta direta a pergunta: Tendo uma visão clara de quem é Cristo e como devo me relacionar com ELE.
Na introdução do livro O Conhecimento de Deus,1 J. I. Packer escreve que somos “cristãos pigmeus porque temos um Deus pigmeu”. Podemos dizer, igualmente, que somos cristãos pigmeus porque temos um Cristo pigmeu.
A verdade é que a atualidade dos nossos dias nos apresentam diversos Cristos, o que acaba confundindo muitos cristãos, ou seja embaçam a visão de quem é Cristo, atacando diretamente o processo de amadurecimento dos crentes.
2Coríntios 11.4 “Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o toleram com facilidade.”
Esses “Cristos” são recriações culturais, ideológicas ou emocionais de Jesus, que refletem mais os desejos humanos do que a revelação bíblica

O Jesus capitalista vs. o Jesus socialista

Um é apresentado como defensor do lucro, empreendedorismo, meritocracia acima de tudo.
O outro é exaltado como revolucionário social, militante contra os ricos e defensor de utopias.
Moldam Cristo segundo ideologias políticas, e não à luz da Escritura.

O Jesus palhaço

Um reduzido à alegria superficial, sem exigências de arrependimento.
Outro exaltado como um pop star espiritual, mais carismático do que santo.
Tornar Cristo um símbolo emocional ou de entretenimento, sem cruz, sem renúncia.

3. O Jesus terapeuta

Apresentado apenas como alguém que "te faz sentir bem", um solucionador de traumas e ansiedades, mas não como Senhor a quem obedecer.
Reduzem o Evangelho ao bem-estar emocional e psicológico.

4. O Jesus coach

Transformado em um motivador de alta performance, que existe para “liberar seu potencial” e “tirar você do lugar”.
Parametrização do ensino cristão como técnica de sucesso ou superação pessoal.

5. O Jesus permissivo

Não confronta ninguém, aprova todos os estilos de vida e nunca corrige o pecado.
Um Cristo que só ama, mas não é santo nem juiz.
O grande problema é que essas visões sobre cristo, não consizem quem de fato o Rei dos Reis o é!
Colossenses 1.15–20 “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.”
É desse Crisito que Paulo ensina, adverte e proclama. Quando nos deparamos com o verdadeiro Cristo nosso relacionamento com ele torna-se baseado na verdade dos fatos, e assim somos estimulados ou melhor compelidos a um relacionamento como nenhum outro conhecido em nosa existência, agora estamos diante de um ser Superior em todos os apectos e dimensões e podemos ser amigos dele, Tê-lo com um irmão, Pai e Senhor. Observar o Cristo real muda tudo! A partir dai iniciamos o caminho para o amadurecimento, ou seja as metamorfoses necessárias para a caminhada, aos estarmos expostos a Cristo, as algemas são abertas e podemos então o seguir com liberdade que nós faz esquecer do mundo e Amar a Deus acima de todas as coisas.

3ª pergunta: Para quem esse chamado à maturidade é direcionado?

Para finalizarmos nosso entendimento sobre maturidade cristã, precisamos responder essa ultima pergunta olhando para o texto de colossenses.
Colossenses 1.28–29 NVI
(2)Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos(3) todo homem perfeito (1)em Cristo. Para isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim.
Podemos observar esse texto por dois aspectos, o do escritor e o dos destinatários. Olhando como destinatário identificamos que todos devem ter uma visão clara de quem Cristo é para que cheguem ao amadurecimento, todos que se achegam a fé tem a possiibilidade de um encontro pessoal com Cristo e sua palavra está a disposição para que se faça proclamar quem de fato Cristo é. Como oucintes nesse texto recebemos a admoestação sobre crescer em maturidade, tomaremos a decisão de levar a leitura bíblica ainda mais a sério e, ao lermos a Escritura, olharemos para Cristo de modo a amá-lo, confiar nele e obedecer-lhe. Pois o princípio do discipulado é claro: quanto mais pobre for o nosso conceito de Cristo, mais pobre será nosso discipulado. E quanto mais rica for a nossa visão de Cristo, mais rico será nosso discipulado.
Olhando para o texto como o autor ou escritor do texto observamos o esforço de Paulo em fazer com que os irmãos entandam a necessidade do Ensino e das advertências para que eles não se afastem de Cristo. Seu grande desejo, escreve ele, é transpor o evangelismo, chegar ao discipulado e apresentar todos maduros em Cristo. E como esse é o alvo no qual ele gasta suas energias, nós devemos fazer o mesmo. “Para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim” (Cl 1.29). Em grego, tanto o verbo “afadigar” quanto o verbo “esforçar-se” expressam metáforas que implicam empenho físico. O primeiro é usado para o trabalhador rural e o segundo, para o competidor nos jogos gregos. Ambos evocam a imagem de músculos enrijecidos e suor escorrendo.
É claro que Paulo poderia lutar contando somente com a força de Cristo. Mesmo assim, ele ainda precisou labutar e se empenhar em oração e estudo. Não pode haver alvo mais alto no ministério. Que lema maravilhoso para qualquer um chamado para a liderança — desejar apresentar todos aqueles por quem, de alguma forma, somos responsáveis, como maduros em Cristo.
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