A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO

A JUSTIÇA DE DEUS EM CRISTO JESUS  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão “A Importância da Pregação do Evangelho”, baseado em Romanos 10.14–21, enfatiza que a fé só nasce no coração humano por meio da pregação do verdadeiro Evangelho de Cristo. O apóstolo Paulo ensina que, para alguém ser salvo, é necessário invocar o nome do Senhor, o que só ocorre após crer, ouvir, e isso depende da pregação — que por sua vez depende do envio de pregadores. Ele mostra que, embora o Evangelho tenha sido amplamente anunciado, muitos — especialmente os judeus — o rejeitaram por incredulidade e desobediência, apesar de terem acesso às Escrituras. O sermão reforça que, assim como no passado, hoje o Evangelho continua sendo pregado, mas também amplamente rejeitado, e destaca a urgência da missão da Igreja em anunciá-lo, pois sem pregação não há fé, e sem fé não há salvação. Conclui com um apelo: quem ouve, deve crer e não rejeitar, pois Deus ainda estende Suas mãos — mas isso não durará para sempre.

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A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Introdução:
Alguém disse: “É óbvio que, a menos que algo seja dito, não pode ser ouvido nem acreditado.” De fato, sem ser ouvido, não há como ser acreditado. E é exatamente isso que Paulo quer mostrar a respeito da salvação: sem a pregação do Evangelho, as pessoas não ouvirão sobre a salvação e, assim, a fé não surgirá. Paulo quer deixar claro que é necessário pregar o Evangelho para que os pecadores ouçam sobre a salvação e, em seus corações, nasça a fé.
Com isso, ele nos deixa uma grande lição: A fé vem por ouvir a pregação do Evangelho.
Lição: A Fé Vem por Ouvir a Pregação do Evangelho.
Texto: Romanos 10.14-21.
Nos capítulos 9 a 11 de Romanos, Paulo trata da “dispensação da graça: o Evangelho e Israel”. Esses capítulos são uma resposta a um possível questionamento sobre se Deus teria abandonado o Seu povo, Israel, em favor da Igreja. Ele responde que não, apresentando o passado, o presente e o futuro de Israel.
No capítulo 9, dos versículos 6 ao 29, Paulo trata do passado de Israel, mostrando que a salvação dependia da eleição divina (Rm 9.6–13), deixando claro que Deus é soberano para escolher quem Ele quiser (Rm 9.14–29).
A partir do versículo 30 do capítulo 9 até o versículo 21 do capítulo 10, Paulo passa a tratar do presente de Israel. Ele mostra que a rejeição dos judeus ao Evangelho, no tempo presente, está ligada à não eleição divina. Os poucos que creram o fizeram pela graça de Deus. Paulo começa retomando a doutrina da justificação pela fé, como já havia tratado em Romanos 3.21–4.25, afirmando que somente pela fé se alcança a justificação (Rm 9.30–33). O problema dos judeus foi tentarem estabelecer sua própria justiça, sem se submeterem à justiça de Deus. Ele expõe a verdade que Israel não percebeu nas Escrituras: Cristo é a justiça de Deus, e essa justiça é alcançada mediante a fé (Rm 10.1–4).
O apóstolo continua deixando claro que Deus não exige justiça própria de ninguém para a salvação — seja por meio do cumprimento da Lei, seja por obras de caridade —, mas requer apenas fé em Jesus Cristo para que a salvação seja alcançada (Rm 10.5–13).
Em Romanos 10.5–13, Paulo mostra que a justiça pela fé é acessível, enquanto a justiça pelo cumprimento da Lei é inacessível. Pela fé, a salvação é possível; pelo cumprimento da Lei, é impossível. Ele conclui esse parágrafo, no versículo 13, citando Joel 2.32: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” Com isso, afirma que todo aquele que invocar Jesus Cristo será salvo. O nome que deve ser invocado é Jesus Cristo. O sentido de “invocar” aqui é o de invocar a divindade (Jesus Cristo) para a salvação. A invocação é uma declaração de quem Deus é (Sl 89.26) e pode ser feita por meio da oração (At 2.21), o que provavelmente é o caso aqui. Invocar está ligado à fé (Rm 10.14), e ambos estão ligados ao ouvir o Evangelho (Rm 10.14–17).
Paulo quer mostrar, em Romanos 10.5–21, que os judeus não tinham desculpas: o Evangelho da fé estava acessível a eles (Rm 10.5–13), e eles o ouviram (Rm 10.14–21), mas o rejeitaram. Eles ouviram o Evangelho, mas nem todos creram. Paulo apresenta duas verdades nesta passagem: o Evangelho estava sendo pregado (vv. 14–17) e estava sendo rejeitado (vv. 18–21). Essas verdades continuam atuais, e vamos desenvolvê-las agora.
O Evangelho está sendo pregado (14-17).
14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! 16 Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação? 17 E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.
Paulo mostrou anteriormente (Rm 10.5–13) a exigência de Deus para a salvação: a fé. Nesta passagem, ele apresenta o que conduz à fé: a pregação do Evangelho — e a rejeição dos judeus ao Evangelho de Cristo que ouviram.
Nos versículos 14 e 15, Paulo começa mostrando a necessidade e a beleza dos pés de quem prega o Evangelho: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!
A salvação (invocar) está ligada à (crer); a fé está ligada à pregação; e a pregação começa com o envio. É necessário enviar pregadores para que haja salvação.
A ordem lógica é: Primeiro, o envio; segundo, a pregação; terceiro, o ouvir; quarto, a fé; quinto, a invocação.
Começa com o envio de pregadores, até o Evangelho chegar aos ouvidos das pessoas, que, pela fé, invocarão o Senhor Jesus Cristo para sua salvação. Ou seja: a salvação só acontece se alguém for enviado para pregar o Evangelho.
O pastor e teólogo John Stott comenta: “Cristo envia arautos, arautos pregam, pessoas ouvem, os que ouvem creem, os que creem invocam e os que invocam são salvos. [...] A menos que algumas pessoas sejam comissionadas para a tarefa, não haverá pregadores do evangelho; a menos que o evangelho seja pregado, os pecadores não ouvirão a mensagem e a voz de Cristo; a menos que o ouçam, eles não crerão nessas verdades da morte e ressurreição de Cristo; a menos que creiam nessas verdades, não o invocarão; e, a menos que invoquem seu nome, não serão salvos.
Não é que todos que ouvirem o Evangelho vão crer, mas todos que ouvirem o Evangelho terão a oportunidade de salvação.
O ser humano só conhece uma coisa: o pecado. Ele só sabe, busca e pensa em pecado. O homem está isolado da verdade — ou seja, da salvação. Ele não tem como conhecer a salvação por si mesmo. Por isso, é necessário pregar o Evangelho.Após apresentar a necessidade da pregação do Evangelho, Paulo mostra a nobreza de quem o prega: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (citação de Isaías 52.7).
Com isso, Paulo demonstra que sua missão apostólica está em conformidade com o Antigo Testamento. Mas, por que são formosos os pés dos que anunciam boas novas? Porque os pés são usados para se mover de um lugar a outro; assim, os que vão pregar o Evangelho da salvação estão realizando algo belo com seus pés formosos. Isso deixa claro que foram enviados — ou seja, o Evangelho estava sendo pregado. Porém, como Paulo diz: “Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?” (v. 16).
O Evangelho estava sendo pregado, mas não estava sendo obedecido. O termo “nem todos” indica que poucos estavam se submetendo ao Evangelho. Esse “nem todos” refere-se aos judeus, pois Paulo cita Isaías 53.1, onde o profeta testemunha a desobediência e a incredulidade do povo judeu: “Senhor, quem acreditou na nossa pregação?” A resposta de Paulo seria: “Poucos.” Ou seja, o Evangelho estava sendo pregado, e poucos estavam obedecendo a ele.
Mesmo com a incredulidade de muitos, Paulo chega à seguinte conclusão: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.” (v. 17). A fé vem por meio da pregação — e a pregação deve ser da Palavra de Cristo.
Reflexão:
Os apóstolos e os discípulos estavam pregando o Evangelho, e essa pregação podia levar muitos à fé,
como aconteceu:
Com Pedro, em Jerusalém (At 2.41):Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.
Com Paulo, em Atenas (At 17.32–34): “Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais.
Hoje, o Evangelho também está sendo pregado. A questão é: ele está sendo pregado por mim? É nosso dever pregar o Evangelho (1Co 9.16). Jesus nos envia para pregar o Evangelho (Mt 28.19; Mc 16.15).
Aplicações:
Sem a pregação do Evangelho, não há salvação. Há uma necessidade urgente de pregação. Por isso, precisamos pregar o Evangelho, para que os ouvintes tenham a oportunidade de salvação.
Para pregar o Evangelho, é preciso pregar a Palavra de Cristo (Deus).
A fé vem por ouvir a pregação do Evangelho; e Ele está sendo pregado.
O Evangelho está sendo rejeitado (18-21).
18 Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. 19 Pergunto mais: Porventura, não terá chegado isso ao conhecimento de Israel? Moisés já dizia: Eu vos porei em ciúmes com um povo que não é nação, com gente insensata eu vos provocarei à ira. 20 E Isaías a mais se atreve e diz: Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim. 21 Quanto a Israel, porém, diz: Todo o dia estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente.
Neste trecho, Paulo enfatiza a desobediência dos judeus ao Evangelho, ou seja, a rejeição por parte deles. Após afirmar, no versículo 17, que a fé vem pela pregação do Evangelho, ele pergunta: “Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo.
Para confirmar que ouviram, ele cita o Salmo 19.4, que trata da revelação geral (universal). Todos os homens, de todas as épocas, têm algum conhecimento do eterno poder de Deus e de sua divindade (Rm 1.18–20). A criação testemunha a todos os homens o poder e a glória de Deus.
Observação: Paulo não está dizendo que o ser humano pode ser salvo apenas contemplando a criação — não! O que ele quer mostrar é: se todos os homens têm algum conhecimento de Deus pela criação, imagine os judeus, que receberam a revelação especial de Deus. “… aos judeus foram confiados os oráculos de Deus” (Rm 3.2). Nos versículos seguintes, Paulo deixa isso evidente.
Paulo já mostrou que os judeus ouviram. A pergunta agora é: Eles entenderam? Nos versículos 19 e 20, Paulo diz: “Pergunto mais: Porventura, não terá chegado isso ao conhecimento de Israel? Moisés já dizia: Eu vos porei em ciúmes com um povo que não é nação, com gente insensata eu vos provocarei à ira. 20 E Isaías a mais se atreve e diz: Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim.
Paulo cita dois personagens muito conhecidos pelos judeus: Moisés e Isaías. É como se dissesse: “Primeiro, Moisés afirma...” A citação é de Deuteronômio 32.21. (Vale a pena ler de Dt 32.9 a 21.) Por causa da idolatria e da rejeição a Deus, Ele os provocaria a ciúmes com um povo que não é nação. Esse “povo que não é nação” refere-se à Igreja, formada por judeus e gentios.
De Isaías, Paulo cita Isaías 65.1, mostrando que, devido à rejeição de Israel, Deus criaria um novo povo, a Igreja. Com isso, Paulo demonstra que os judeus tinham conhecimento de que Deus faria isso no tempo atual (na dispensação da Igreja). O Evangelho já estava anunciado no Antigo Testamento, inclusive por meio dos dois profetas mais proeminentes para os judeus — mas eles não perceberam.
Muitos hoje são como esses judeus: leem, leem a Bíblia, mas não discernem as verdades espirituais.
O problema dos judeus — e de muitos até hoje — é a desobediência e a oposição a Deus. É isso que Paulo mostra ao citar Isaías 65.2: “Quanto a Israel, porém, diz: Todo o dia estendi as mãos a um povo rebelde e contradizente.” (v. 21). Deus sempre esteve chamando, dando oportunidade, alertando, tendo misericórdia — mas Israel sempre foi desobediente e contrário à vontade de Deus.
Isso nos ensina algo importante: As mãos de Deus não estarão estendidas para sempre. Aproveite enquanto ainda estão estendidas, pois, assim como fez com Israel, um dia Ele deixará de estendê-las.
Esta é a razão pela qual Deus, neste momento, está tratando com a Igreja: por causa da desobediência e oposição de Israel. Mas Deus não rejeitou completamente o Seu povo, a nação de Israel. Quando Ele arrebatar a Igreja, voltará a tratar com Israel e o salvará no período chamado de Grande Tribulação, pois Ele é fiel.
Reflexão:
Paulo pregou muito o Evangelho, e a grande maioria dos judeus o rejeitou. Hoje, não é diferente, tanto entre os judeus quanto entre as demais nações. Muitos ouvem a pregação do Evangelho, mas a estão rejeitando. Há sim, um grande número de pessoas que “aceitam”, mas é ao falso evangelho — o evangelho da prosperidade, o evangelho da cura, o evangelho da libertinagem. Mas o verdadeiro Evangelho — o da salvação, da renúncia, da morte para o pecado, da santidade, da obediência, do amor, da união, da justiçapoucos aceitam.
Aplicações:
Se Deus não se revelar, ninguem O buscará: “Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim.” (v. 20).
Lições:
Não é possível ser salvo sem ouvir a pregação do Evangelho.
A fé não vem de qualquer pregação, mas da pregação do verdadeiro Evangelho.
Conclusão:
A fé vem por ouvir a pregação do Evangelho. Ele está sendo pregado, mas, infelizmente, também está sendo rejeitado. Essas são duas verdades do passado que continuam extremamente atuais. À Igreja cabe o dever de pregar o Evangelho, pois, sem a pregação, a fé não nascerá nos corações dos pecadores.
Por exemplo: Na Ilha Sentinela do Norte (Índia), vive um povo completamente isolado do mundo. Será que sabem o que é internet, WhatsApp, celular? Provavelmente não.
Mas a pergunta é: Como invocarão o Senhor Jesus sem crer? Como crerão sem ouvir o Evangelho? Como ouvirão sem que alguém pregue? E como pregarão, se ninguém for enviado? E como serão enviados, se ninguém quiser ir?
Há uma grande necessidade das pessoas ouvirem o Evangelho — e nós podemos suprir essa necessidade com a pregação do Evangelho, pois a fé vem por ouvir a pregação do Evangelho.
E você? Você que ainda não aceitou o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador, o que está esperando? Você está ouvindo a pregação do Evangelho. Não continue rejeitando, pois um dia poderá ser tarde demais.
14 Assim, como invocar ele se não creram? E como crer nele se não ouviram? E como ouvir sem pregação? 15 E como pregar se não forem enviados? Como está escrito: “Como são belos os pés daqueles que anunciam as boas notícias.” 16 Mas nem todos obedeceram ao evangelho. Porque Isaías diz: “Senhor, quem creu em nossa mensagem?” 17 Pois a fé vem do ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo. 18 Pergunto ainda mais, de forma alguma ouviram? Pelo contrário: “A mensagem deles partiu por toda a terra e a palavra deles, pelos confins do mundo.” 19 Pergundo ainda mais, Israel, de forma alguma, veio a entender? Primeiro Moisés diz: “Eu fiz com que ficassem com ciúmes por causa do não povo, por causa de um povo sem entendimento, vos provocarei à ira.” 20 E depois Isaías tem bastante coragem e diz: “Fui achado por aqueles que não estavam procurando por mim, manifesto tornei-me àqueles que não estavam perguntando por mim.” 21 Por outro lado, diz à Israel: “Estendi minhas mãos o tempo inteiro para um povo que está desobecendo e opondo-se.
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