1,2,3 João
EBD
O Evangelho de João foi escrito para que as pessoas cressem que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, pudessem ter vida em seu nome (
Augustus Nicodemus, nessa mesma linha de pensamento, diz que existem 21 cartas no cânon do Novo Testamento, e apenas 1João e Hebreus não trazem o prefácio costumeiro no qual o autor se apresenta
O fato de João não mencionar qualquer pessoa pelo nome nesta epístola (contraste com
João aparentemente desenvolve na carta alguns dos temas do Evangelho que ele escreveu, e que geralmente é datado entre 80–90 d.C. O fragmento de Rylands, um pedaço de manuscrito que data do ano 125 d.C., contém algumas linhas de
Prefácio
1.1–4 – A realidade da encarnação de Cristo
O teste moral (1)
1.5–7 – Comunhão com Deus e com os outros
1.8–10 – A atitude correta para com o pecado
2.1–2 – Cristo, nosso advogado
2.3–6 – Como saber que conheço a Jesus
O teste social (1)
2.7–11 – O teste do amor
2.12–14 – Testados, porém encorajados
2.15–17 – Deus e o mundo
O teste doutrinário (1)
2.18–23 – Os anticristos
2.24–28 – Como ficar firmes contra o erro
O teste doutrinário (2)
2.29–3.6 – Filhos de Deus
3.7–10 – Filhos do diabo e filhos de Deus
O teste social (2)
3.11–16 – Caim e Jesus
3.17–21 – O verdadeiro amor e seus benefícios
O teste moral (3)
3.22–24 – Guardando os mandamentos de Deus
O teste doutrinário (3)
4.1–6 – Testando os espíritos
O teste social (3)
4.7–12 – O amor de Deus por seu povo
4.13–16 – Deus em nós e nós nele
4.17–21 – O perfeito amor
Os três testes juntos
5.1–5 – A verdadeira fé em Cristo
O teste doutrinário (4)
5.6–10 – O testemunho de Deus acerca de Jesus Cristo
5.11–15 – A vida eterna em Jesus Cristo
5.16–17 – O pecado para a morte
5.18–21 – A certeza do cristão
O gnosticismo estava no ar durante os primeiros três séculos da Era Cristã, influenciando até o Judaísmo e judeus-cristãos, como os elquesaitas. Sem dúvida, o gnosticismo foi a maior ameaça para a igreja, maior do que a perseguição, especialmente por volta de 135 d.C.
João submete os crentes a três testes distintos: o teste teológico, ou seja, se acreditam que Jesus é o Filho de Deus; o teste moral, ou seja, se vivem de forma justa; e o teste social, se amam uns aos outros
John Stott tem razão quando diz que João não está ensinando novas verdades, nem lançando novos mandamentos; os hereges é que são os inovadores. A tarefa de João consiste em fazê-los recordar o que já conhecem e possuem. A epístola é um comentário do evangelho, um sermão cujo texto é o evangelho.
Assim como os falsos mestres saíram de dentro da igreja (2.19), hoje há muitos falsos mestres que estão pervertendo o evangelho dentro das próprias igrejas.
O liberalismo teológico, que nega a inerrância e a suficiência das Escrituras, tem atacado severamente a igreja em nossos dias, devastando muitas delas
O propósito de João é apresentar Jesus, e ele recua ao princípio e diz que Jesus não apenas estava no princípio, mas era desde o princípio. Ele não começou a existir no princípio. Ele é antes do princípio. Ele é o princípio de todas as coisas. Ele não foi criado, é o Criador. Ele não teve origem, ele é a origem de todas as coisas. Ele não passou a existir, ele é preexistente.
O propósito do apóstolo é mostrar que não podemos ter comunhão com Deus e com os irmãos sem santidade
William Barclay tem razão quando diz que o caráter de uma pessoa estará determinado necessariamente pelo caráter do Deus a quem adora
Augustus Nicodemus diz que se Deus é luz, segue-se que quem professa ter estreito relacionamento com ele deve exibir santidade em sua vida
John Stott diz que em
Lloyd John Ogilvie declara que se dissermos que não temos pecado, negamos a razão por que Cristo veio e rejeitamos o perdão pelo qual ele morreu numa cruz. O pecado é uma fraude tão sutil que aquele que o comete perde a consciência dessa realidade. O pecado anestesia o coração, insensibiliza a alma e cauteriza a consciência. É possível viver em pecado e ainda assim sentir-se seguro e ter a certeza de que tudo está bem na relação com Deus
Os mestres gnósticos falavam que não eram pecadores, mas a vida deles reprovava suas palavras. Havia um abismo entre sua teologia e sua vida, um hiato entre sua crença e sua prática. A argumentação do apóstolo João é que o homem que fala uma coisa e faz outra, mente. O homem que diz uma coisa com seus lábios e outra totalmente diferente com sua vida é um mentiroso. O que contradiz suas afirmações com sua maneira de viver, está faltando com a verdade e enganando a si mesmo (2.4,22; 4.20).
John Stott está correto quando diz que é importante manter essas duas afirmações em equilíbrio. É possível ser demasiado indulgente e demasiado severo para com o pecado. A indulgência demasiado grande seria quase encorajar o pecado no cristão salientando a provisão de Deus para o pecador. Uma severidade exagerada, entretanto, seria negar a possibilidade de um cristão pecar ou recusar-lhe perdão e restauração, se ele cair. As duas posições extremas são contestadas por João.
Nós só podemos conhecer um cristão verdadeiro verificando sua vida com o modelo perfeito que é Jesus. O cristão precisa andar como Cristo andou. Ele precisa amar como Cristo amou. Ele precisa ter a vida que Cristo doou.
Se a marca do verdadeiro crente é conhecer a Deus, agora João diz que outra marca é não amar o mundo. Esse é o amor que Deus odeia. Warren Wiersbe ilustra essa verdade de forma bem simples. Um grupo de crianças da primeira série foi conhecer um grande hospital. Depois de falar sobre os cuidados e a higiene no hospital e percorrer os corredores, ao final do tour pelo hospital, a enfermeira perguntou se alguém tinha alguma pergunta. Uma criança levantou a mão e perguntou: “Por que as pessoas que trabalham aqui estão sempre lavando as mãos?” A enfermeira sorriu e respondeu: “As pessoas que trabalham no hospital estão sempre lavando as mãos por duas razões: Primeira, porque elas amam a saúde; e segunda, porque elas odeiam os micróbios”.
Muitas vezes, o amor e o ódio caminham lado a lado: “Vós que amais o Senhor, detestai o mal” (
Harvey Blaney tem razão quando diz que o que um homem faz e como age são aspectos intimamente ligados com a sua salvação
O pensamento que está sendo transmitido em
Simon Kistemaker diz que amor e fé têm em comum que ambos precisam de obras para atestar sua autenticidade. Palavras de amor que nunca são traduzidas em ação não valem nada. Amor é o ato de dar suas posses, talentos e a si mesmo por outra pessoa
Warren Wiersbe diz que a Primeira Epístola de João foi comparada a uma escadaria em caracol, pois ele sempre volta a três assuntos pivotantes: amor, fé e obediência.
John Stott diz que o tempo presente de “não deis crédito a qualquer espírito” indica que os leitores de João eram propensos a aceitar sem crítica todo ensino que parecesse dado por inspiração.
Há uma urgente necessidade de discernimento entre os cristãos. Nossa geração perdeu o entusiasmo pela defesa da verdade. Mais assustador do que a pregação herética dos falsos profetas é o silêncio dos profetas de Deus.
Simon Kistemaker: “A pessoa que é nascida de Deus é uma janela por meio da qual o amor de Deus brilha para o mundo
A vida real é construída sobre o sólido fundamento de certezas inabaláveis e não sobre a areia movediça das especulações. O que devemos saber? Quais são as certezas do crente?
Muitas heresias estavam sendo espalhadas pelos falsos mestres e a igreja precisava se acautelar para não naufragar na fé. Conhecer a verdade, andar na verdade e permanecer na verdade são as orientações de João à igreja para não sucumbir diante deste cerco dos falsos mestres.
O apóstolo João, também chamado de “o presbítero”, escreveu sua segunda carta para alertar sobre o perigo dos falsos mestres; nesta terceira carta ele adverte sobre os falsos líderes. Na segunda carta, os falsos mestres apelavam para o amor, mas negavam a verdade. Na terceira carta, o falso líder apela para a verdade, mas nega o amor.
Corinto (
Diótrefes queria ser o centro das atenções. Ele olhava para João como um rival a quem rejeitar, e não como um apóstolo de Cristo, a quem acolher. Diótrefes recusou receber João (v. 9), mentiu sobre João (v. 10a) e rejeitou os colaboradores de João (v. 10b).
Primeiro, o autor da carta. Judas é irmão de Tiago e meio-irmão de Jesus (
os destinatários da cartaJudas não identifica os destinatários da carta por sua localização geográfica; apenas, descreve-os por sua posição espiritual: são chamados, amados e guardados por Jesus Cristo. Neste breve endereçamento, Judas reafirma as doutrinas da eleição incondicional, da vocação eficaz e da perseverança dos santos. Concordo com Kistemaker no sentindo de que os destinatários da epístola tinham bom nível de conhecimento das Escrituras do Antigo Testamento, pois o autor os elogia por terem ciência de fatos relacionados ao êxodo (v. 5), a anjos (v. 6) e a Sodoma e Gomorra (v. 7). Conhecem o nome de Caim, Balaão e Coré (v. 11) e estão familiarizados com a literatura judaica do século 1 (v. 9,14). Supomos, portanto, que os destinatários são judeus convertidos à fé cristã.
A carta de Judas é muito parecida com a Segunda Epístola de Pedro. É provável que 2Pedro tenha sido ligeiramente anterior a Judas. O segundo capítulo de 2Pedro é extremamente similar a essa breve epístola do Novo Testamento. Simon Kistemaker diz, com acerto, que uma leitura mais atenciosa revela que nenhum dos dois autores copiou exatamente o material do outro
o propósito da carta. Judas deixa claro que o seu principal propósito era alertar a igreja para o perigo da invasão dos falsos mestres
teologia da carta. Mesmo numa carta tão sucinta, Judas reafirma várias doutrinas essenciais da fé cristã, como: 1) vocação eficaz (v. 1), eleição incondicional (v. 1), perseverança dos santos (v. 1), salvação (v. 3), vida eterna (v. 21) e condenação dos ímpios (v. 4,6,7,11,15).
Judas, irmão de Jesus, escreveu essa carta para exortar a igreja. A palavra “exortar” que Judas empregou no versículo 3 era usada para descrever um general dando ordens a um exército. Warren Wiersbe diz que a carta tem um clima “militar”, pois a epístola é uma convocação para a guerra. Qual era a exortação primordial de Judas? Encorajar a igreja a batalhar pela fé evangélica (v. 3). Aquele era um tempo perigoso, no qual muitos falsos mestres sorrateiramente entravam dentro das igrejas e ensinavam heresias.
A doutrina falsa é um veneno mortal a ser identificado, rotulado e evitado a todo o custo. É conhecida a afirmação de Charles Spurgeon: “Não consigo suportar as doutrinas falsas, por mais primorosa que seja sua apresentação. Você comeria carne envenenada só porque lhe é servida em um prato de porcelana finíssima?”.
A ideia essencial de Judas é que, se o maior de todos os anjos bons se recusou a falar mal do maior de todos os anjos maus, mesmo em uma circunstância como essa, devemos nós ser muito mais cautelosos acerca do nosso juízo com relação a outras pessoas.
Primeira, 1João nos mostra a importância do autoexame. Em razão da corrupção do nosso coração e da nossa mente, facilmente podemos nos enganar acerca do nosso relacionamento com Deus. 1João nos ensina a avaliar nós mesmos à luz desses “testes”, com o propósito de colocar em ordem nossas vidas diante do Senhor. Devemos estudar essa carta com espírito de oração, humildade e quebrantamento.
Segunda, a carta fala da necessidade de avaliação e julgamento. Aplicar esses testes do verdadeiro cristianismo a outros, quando necessário, não é julgar. É o próprio João que nos manda fazê-lo (4.1). Mas devemos fazê-lo em compaixão e orando pelos irmãos que caírem (5.16;
