Jesus é a luz do mundo (João 9)
Notes
Transcript
Introdução
Introdução
a. O pior cego é aquele que não quer ver.
a. O pior cego é aquele que não quer ver.
Nem todo cego físico é um cego espiritual. Há cegos que não podem ver, e há cegos que não querem ver.
Há pessoas que permanecem cegas porque escolheram rejeitar a luz de Deus.
b. A história desse capítulo começa antes, em João 8.12:
b. A história desse capítulo começa antes, em João 8.12:
12 De novo, Jesus lhes falou, dizendo: — Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.
Aqui, no cap. 9, Jesus coloca essa verdade em ação. Se no cap. anterior Ele se declara como a luz, agora Ele demonstra essa verdade dando visão física e espiritual a um cego de nascença.
João relata esse episódio como um sinal (v. 16). Um sinal aponta para uma verdade maior do que ele mesmo. Ex.: placa de PARE.
Naquela época, ninguém poderia curar alguém nesse estado a não ser Deus. A cura do cego de nascença foi um sinal claro: O Salvador prometido havia chegado entre os homens!
c. O capítulo 9 nos ensina uma verdade essencial.
c. O capítulo 9 nos ensina uma verdade essencial.
Ele demonstra que Jesus, a luz do mundo, concede verdadeira visão espiritual aos pecadores arrependidos, enquanto expõe e confirma a cegueira voluntária dos orgulhosos, os que rejeitam sua luz, mesmo sendo “religiosamente esclarecidos”.
Em outras palavras:
Quando a luz de Jesus brilha, os pecadores arrependidos enxergam com fé — mas os orgulhosos tropeçam na própria cegueira.
Esse texto possui 3 divisões naturais: primeiro, o sinal; em seguida, o confronto entre os fariseus e o homem curado; terceiro, a revelação de Jesus àquele homem que agora via.
1. O sinal: Jesus, a luz do mundo, concede vista ao cego (vv. 1-12).
1. O sinal: Jesus, a luz do mundo, concede vista ao cego (vv. 1-12).
Nesses versos, Jesus encontra o cego de nascença, e lhe concede a visão física.
a. Os discípulos tinham uma visão errada sobre a enfermidade (v.1-3).
a. Os discípulos tinham uma visão errada sobre a enfermidade (v.1-3).
Os discípulos pensavam “por quê?”.
Visão distorcida sobre as consequências do pecado.
Jesus muda o foco para “para quê?”.
“Para se manifestar a glória de Deus”.
b. Jesus faz uma afirmação: “Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (vv. 4-5).
b. Jesus faz uma afirmação: “Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” (vv. 4-5).
Jesus quis dizer que, durante todo o seu ministério terreno, Ele era a luz de Deus que iluminava o mundo: é Ele que expõe o mundo, revela Deus e provoca uma reação diante da Sua presença.
Depois que Jesus subiu aos céus, Sua luz não deixou de brilhar; mas continua irradiando o mundo - agora, através de Seus discípulos.
Mt 5.14: “Vocês são a luz do mundo”.
c. A ação simbólica: lama, saliva e envio ao tanque de Siloé (vv. 6-7a).
c. A ação simbólica: lama, saliva e envio ao tanque de Siloé (vv. 6-7a).
A lama usada como cura faz referência ao barro que Deus usou para criar Adão, o primeiro homem, na Criação de todas as coisas. Jesus estava demonstrando que, como Deus, estava criando algo novo - restaurando o ser humano do pecado, lhe concedendo a verdadeira visão espiritual.
Jesus enviou o cego ao tanque de Siloé. João explica: Siloé quer dizer “Enviado” (v. 7). O enviado de Deus envia o cego a um lugar que descreve quem Jesus é: O enviado de Deus (v. 4).
d. A obediência do cego e o milagre (v. 7b).
d. A obediência do cego e o milagre (v. 7b).
Aquele cego demonstrou fé em Jesus através da obediência.
Sempre, a fé verdadeira em Jesus nos faz ter Suas palavras como verdadeiras e nos leva a obedecer ao que Ele diz. Sua obediência confirmou sua fé; então o milagre veio.
Naturalmente, quem operou o milagre não foi o tanque, nem a fé; mas Jesus. A fé é o instrumento, e não a fonte do milagre.
e. A confusão e o espanto dos vizinhos e conhecidos (vv. 8-12).
e. A confusão e o espanto dos vizinhos e conhecidos (vv. 8-12).
Aquele cego provavelmente vivia de mendicância, pois era incapaz de trabalhar.
Sua mudança foi tão radical que até os vizinhos estavam em dúvidas se de fato era o cego mendigo que estava diante deles.
Todo o falatório gerado resulta na fala daquele homem: “sou eu mesmo” (v. 9).
Então ele dá um testemunho à vizinhança (v. 11).
Repare que ele ainda não tinha visto a Jesus com seus próprios olhos, pois fora curado ao se lavar no tanque. Além disso, o cego curado também não tinha uma opinião clara sobre quem era Jesus; apenas resumiu os fatos do modo como aconteceram.
2. O confronto: Jesus, a luz do mundo, revela os corações (vv. 13-34).
2. O confronto: Jesus, a luz do mundo, revela os corações (vv. 13-34).
3 interrogatórios:
a. O primeiro interrogatório do homem curado (vv. 13-17).
a. O primeiro interrogatório do homem curado (vv. 13-17).
Agora a multidão leva aquele homem aos líderes religiosos, os fariseus, os mestres da lei, para darem um parecer sobre a cura extraordinária. Eles deveriam crer que Deus tinha feito um milagre?
O problema é que a cura havia ocorrido no sábado. Então os mestres da lei, incomodados com a história, ficaram divididos.
Então pediram um testemunho ao cego: “o que você diz sobre esse homem Jesus?” Ele lhes disse: “é um profeta”.
Essa era a sua opinião sobre Jesus. Os fariseus estavam resistentes à luz de Jesus; e aquele cego que agora via não tinha um conceito bem formado sobre quem Jesus era. Inicialmente, o chamou de homem (v. 11); agora eleva seu conceito, chamando-o de profeta. Mas faltava algo em sua visão espiritual sobre Jesus.
b. O interrogatório dos pais (vv. 18-23).
b. O interrogatório dos pais (vv. 18-23).
Aqui, os fariseus tem um dilema: eles estão divididos e, por isso, não conseguem se unir num mesmo propósito contra Jesus. Então, decidem revisar novamente os fatos para ver se há alguma contradição em algum ponto. Por isso, chamam os pais do cego.
Duas perguntas fundamentais pairam no ar: esse homem era um cego de nascença? Se sim, como ele agora vê? Qual é a explicação para isso?
Então eles deram as seguintes respostas: (1) sim, esse homem era filho deles; (2) sim, ele era cego de nascença; e (3) não sabemos como ele agora pode ver. Foi certamente uma resposta cheia de medo das autoridades religiosas.
De qualquer modo, o testemunho dos pais nesses termos já estabelecia que um milagre de fato havia acontecido.
c. O novo interrogatório do homem curado (vv. 24-34).
c. O novo interrogatório do homem curado (vv. 24-34).
Agora, diante dos relatos, os fariseus tinham quase unanimidade quanto a um ponto: “esse homem é pecador” (v. 24). Esse era o grande interesse deles: conseguir provas legais de que Jesus era apenas um mentiroso, e levá-lo às duras penalidades da lei, que deveria ser morto como alguém que alega ser Deus.
Interessante notar que os fariseus pedem “a verdade” para o cego; mas a verdade eles não queriam ver. Se um milagre de fato ocorreu, porque um pecador deve ser criminalizado?
Eles não queriam de fato a verdade, mas a “verdade” que seus próprios corações buscavam: “Jesus não é Deus. Não pode ser Deus. Não existe essa possibilidade. Isso é impossível. Ele é um impostor!”
O homem curado confessa que não tem autoridade para classificar Jesus como pecador ou não. Ele deixa a questão às autoridades religiosas.
Decididos a provar que Jesus era uma grande mentira, mas ainda sem provas, os fariseus decidem perguntar mais uma vez ao homem curado sobre como Jesus realizara a cura. O homem curado percebe que os seus questionadores não estavam imparciais e ironiza os fariseus: “Eu já lhes disse, mas vocês não ouviram. Querem se tornar discípulos dele?”
Os fariseus se iram e se chamam “discípulos de Moisés”. Aqui o judaísmo dos fariseus é posto claramente contra o cristianismo. Os fariseus sabiam que Deus se revelara diretamente a Moisés, dando-o a Lei. Mas não sabiam nada disso acerca de Jesus. Na mente dos fariseus, Moisés e a tradição judaica não se harmonizavam com Jesus.
O cego responde no v. 33:
33 Se este homem não fosse de Deus, não poderia ter feito nada.
Ele entende que Deus não atende a um pedido de milagre feito por um pecador. Ou seja, ele está afirmando que a suposição dos fariseus de que Jesus é um pecador é errada. Ele era definitivamente alguém especial; e o milagre da restauração da vista ao cego é uma prova inegável disso.
Note no v. 34 como os fariseus reconhecem implicitamente que Jesus tinha curado o cego. Eles o chamam de “homem cheio de pecado” (nasceu cego). Ou seja, se ele agora via, é porque Jesus lhe havia de fato curado!
Assim também acontece com os ateus: não é que eles não creem em Deus; eles são anti-Deus. Se não fossem, porque se iram tanto quando ouvem o nome de Deus?
O pior cego é aquele que não quer ver.
Aquele homem, então, tido como um pecador, e excomungado da presença deles (v. 34).
3. O juízo: Jesus, a luz do mundo, quando recebido, leva à adoração; quando rejeitado, leva ao juízo (vv. 35-41).
3. O juízo: Jesus, a luz do mundo, quando recebido, leva à adoração; quando rejeitado, leva ao juízo (vv. 35-41).
a. Os que reconhecem sua cegueira recebem a visão espiritual de Jesus (vv. 35-38).
a. Os que reconhecem sua cegueira recebem a visão espiritual de Jesus (vv. 35-38).
b. Os que pensam que conseguem ver continuarão cegos (vv. 39-41).
b. Os que pensam que conseguem ver continuarão cegos (vv. 39-41).
Considerações finais
Considerações finais
Jesus, como a luz do mundo, revela a nossa condição.
Jesus, como a luz do mundo, revela a nossa condição.
A primeira coisa que a luz faz é expor. Jesus expõe a cegueira que temos de nascença. Ela não é física, mas espiritual. Nascemos separados de Deus, cegos para Ele, incapazes de vê-Lo por nós mesmos.
Todos nós nascemos em pecado. Essa é a nossa condição diante de Deus: pecadores perdidos e condenados.
Mas Jesus, como a luz do mundo, revela Deus à humanidade.
Mas Jesus, como a luz do mundo, revela Deus à humanidade.
Jo 3.16: Deus amou o mundo de tal maneira que enviou Seu único Filho, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Jesus não apenas restaurou a visão de um cego — Ele conduziu o homem à fé e à salvação (v.38).
Essa foi a missão de Jesus realizar a obra salvadora na cruz, pagando o preço pelos nossos pecados, e salvar todo aquele que Nele crê.
Jesus, como a luz do mundo, provoca uma reação.
Jesus, como a luz do mundo, provoca uma reação.
Algumas pessoas são gratas por verem a luz; outras a rejeitam.
Jesus disse que veio “para juízo, a fim de que os cegos vejam e os que veem se tornem cegos” (João 9:39). Ele expõe a arrogância dos que acham que já enxergam — e oferece visão aos que sabem que estão perdidos.
A presença de Jesus exige decisão.
O cego curado respondeu com obediência (v.7), com coragem diante da oposição (v.27), e finalmente com fé e adoração (v.38).
Já os fariseus reagiram com resistência, autodefesa e finalmente rejeição declarada.
O evangelho é luz. E a luz nunca passa despercebida.
Ela ilumina... ou ofende. Ela cura... ou denuncia. Ela salva... ou julga.
