Fale e não se cales 2 - A síndrome da tenda.
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Lucas 9.28–43 “Mais ou menos uma semana depois de ter dito essas coisas, Jesus levou Pedro, João e Tiago e subiu o monte para orar.Enquanto orava, o seu rosto mudou de aparência, e a sua roupa ficou muito branca e brilhante.De repente, dois homens apareceram ali e começaram a falar com ele. Eram Moisés e Elias,que estavam cercados por um brilho celestial. Eles falavam com Jesus a respeito da morte que, de acordo com a vontade de Deus, ele ia sofrer em Jerusalém.Pedro e os seus companheiros estavam dormindo profundamente, mas acordaram e viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.Quando esses dois homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse: — Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pedro não sabia o que estava dizendo.Ele ainda estava falando, quando apareceu uma nuvem e os cobriu. Os discípulos ficaram com medo quando a nuvem desceu sobre eles.E da nuvem veio uma voz, que disse: — Este é o meu…”
Era uma vila pequena, no alto de uma encosta, onde as ondas do mar batiam com força nos rochedos. Um lugar bonito de dia, mas traiçoeiro à noite. E lá, numa torre solitária, morava um velho faroleiro.
Durante décadas, ele teve a mesma missão: todas as noites, sem falhar, acender a luz do farol. Era uma chama forte, que cortava a escuridão e guiava os navios em segurança pelas águas revoltas.
Ele sabia que sua função era vital — mas também solitária. Ninguém via o esforço dele, ninguém agradecia. Só ele, o mar, e o vento.
Com o passar do tempo, ele começou a pensar:
> "Será que faz mesmo diferença? Tantas noites acendo essa luz, e os navios passam... e nem olham pra mim. Acho que hoje posso descansar. Só uma noite."
E então, naquela noite, pela primeira vez em anos... ele não acendeu o farol.
Sentou-se em sua cadeira, cobriu-se com um cobertor, ouviu o som distante da chuva se aproximando, e sussurrou:
"Vai ficar tudo bem..."
Enquanto ele dormia… um navio se aproximava, lutando contra as ondas, tentando encontrar algum sinal de terra firme. Mas não havia luz alguma.
O capitão procurava desesperado no horizonte, mas não via nada — só escuridão. Até que… CRASH! — o navio colidiu com os rochedos e o mar engoliu tudo.
Na manhã seguinte, a praia estava cheia de destroços. Havia corpos. Havia gritos. Havia luto.
E o velho faroleiro, com lágrimas nos olhos, caiu de joelhos diante da torre e sussurrou:
Tudo o que eu precisava fazer… era manter a luz acesa."
Esse é o grande desafio da igreja hoje, manter acesa o lampada/fogo por missões!
Esse é o grande desafio da igreja hoje, manter acesa o lampada/fogo por missões!
A síndrome da tenda nos faz viver acuados/ no gueto cristão.
A síndrome da tenda nos faz viver acuados/ no gueto cristão.
Em um mundo onde tudo muito rápido, com muita frequência, por vezes somos levados a nos esconder, a permanecer da mesma forma. (Estamos escondidos dentro de nossas igrejas).
O inimigo tende a nos deixar satisfeitos. (Para não mudar).
Lucas 9.32 “Pedro e os seus companheiros estavam dormindo profundamente, mas acordaram e viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.”
-Estes dois discípulos estavam dormindo irmãos...
-Essa não seria a ultima vez em que isso aconteceria. (Na noite em que Jesus foi traído no Getsêmani isso também aconteceu, Lucas 22).
-E agora eles vão da apatia ao delírio.
Dormindo eles não percebiam nada do que estava acontecendo ao seu redor. Quando a igreja dorme acontece o mesmo.
Lucas 9.33 “Quando esses dois homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse: — Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pedro não sabia o que estava dizendo.”
Não podemos viver essa mesma tragédia.
Observe a fala: “Mestre, como é bom estarmos aqui”.
-Essa frase se tratando de missões é prenuncio do caos.
-É claro que é bom estarmos aqui.
-Aqui estamos seguros.
-Aqui estamos bem acompanhados.
-Aqui estamos sendo alimentados.
-Aqui temos esperança.
Mas um dia a maioria de nós esteve lá fora:
-E lá fora, longe de Cristo não há segurança.
-A caminhada é solitária.
-As pessoas estão famintas.
-São acompanhadas pela desesperança.
E é exatamente neste momento que a igreja, ou seja, que os discípulos cumprem o seu papel.
-Somos chamados a Falar e a não nos calarmos.
-Somos chamados à conduzir esses pessoas a Cristo.
-Somos chamados a ser uma igreja discipular, relacional e intencional.
É isso que declaramos como igreja:
-Visão: Fazer o Reino de Deus conhecido na cidade.
-Missão:Amar, Cuidar e Servir.
-Valores: Amor, perdão, serviço, gratidão,honra, submissão e generosidade.
Isso nos leva para fora do gueto cristão.
Isso faz com que tenhamos uma cosmovisão cristã (Enxergarmos as coisas a partir da perspectiva de Deus).
-A gente não enxerga as pessoas de qualquer forma, mas como alvos potenciais.
-A gente ora por pessoas.
-A gente se relaciona com pessoas.
-A gente serve pessoas, porque o negócio da igreja precisa ser gente!
Semana passada eu te desafiei a mandar um Whatsap para aguém, um telefonema ou algo tipo, você conseguiu?
-Pois é irmãos, precisamos acordar.
-Precisamos abandonar a apatia.
-Precisamos ter espaço em nossa agenda para os propósitos eternos.
Não podemos estar tão confortáveis como os discípulos ou estarmos tão ocupados com nossas atividades da igreja a ponto de estarmos impedidos de compartilhar Jesus com aqueles não o conhecem.
A síndrome da tenda nos faz perder a visão da Expansão do Reino.
A síndrome da tenda nos faz perder a visão da Expansão do Reino.
Lucas 9.33 “Quando esses dois homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse: — Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pedro não sabia o que estava dizendo.”
Olha só irmãos como está o coração de Pedro.
-Senhor aqui está tão bom.
-Aqui está tão confortável.
-Podemos continuar por aqui mesmo.
-Vamos armar aqui três tendas/barracas.
Precisamos pensar sobre isso amados:
-Meus irmãos ser igreja é uma benção.
-Estar em comunhão é uma benção.
-Viver igreja é uma ordem expressa do Senhor.
-Somos repreendidos pelo escritor aos Hebreus a não abandonar essa prática como já naquele época estava sendo o costume de alguns.
-Todavia ser igreja e viver o cristianismo não se resume apenas ao conforto do templo.
A subida à montanha era necessária, todavia a descida era igualmente importante.
Ou seja, estar aqui é muito bom, e necessário, mas também precisamos voltar ao mundo e saquear o inferno.
-É por isso que Jesus em sua oração declara: João 17.15 “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno .”
Precisamos ter cuidado, porque caso contrário seremos levados a permanecer aqui, sem voltar para a “realidade”.
-Qual a sua realidade?
-Um lar conturbado?
-Uma emprego desafiador?
-Uma vizinhança difícil?
Você precisa estar aqui, mas você também precisa retornar para lá.
Observe que Pedro por um momento se perdeu em sua fala!
-Tanto é, que o autor declara: Lucas 9.33 “Quando esses dois homens estavam se afastando de Jesus, Pedro disse: — Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias. Pedro não sabia o que estava dizendo.”
Quem não pensa em expansão do Reino, não sabe o que está dizendo.
Atos dos Apóstolos 16.5 “Assim as igrejas ficavam mais fortes na fé, e o número de cristãos aumentava cada dia mais.”
Atos dos Apóstolos 9.31 “Em toda a região da Judéia, Galiléia e Samaria, a Igreja estava em paz. Ela ficava cada vez mais forte, crescia em número de pessoas com a ajuda do Espírito Santo e mostrava grande respeito pelo Senhor Jesus.”
Irmãos, nós não podemos viver apegados apenas aos números, não podemos viver escravizado por eles, mas também não podemos desprezá-los.
É verdade que isso não diz respeito apenas a nós mesmos.
-Precisamos da ação do Espírito Santo.
-Todavia acredito que você irá concordar comigo que precisamos orar mais, e anunciar mais.
Romanos 10.12–15 “Isso vale para todos, pois não existe nenhuma diferença entre judeus e não-judeus. Deus é o mesmo Senhor de todos e abençoa generosamente todos os que pedem a sua ajuda.Como dizem as Escrituras Sagradas: “Todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos.” Mas como é que as pessoas irão pedir, se não crerem nele? E como poderão crer, se não ouvirem a mensagem? E como poderão ouvir, se a mensagem não for anunciada?E como é que a mensagem será anunciada, se não forem enviados mensageiros? As Escrituras Sagradas dizem: “Como é bonito ver os mensageiros trazendo boas notícias!””
Romanos 10.17 “Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo.”
Irmãos, não fomos criados para o isolamento.
-Aqueles discípulos não foram criados para o isolamento na montanha.
-Também não fomos criados para o isolamento no nosso gueto evangélico.
Lembra da Pandemia? Do isolamento?
-Poxa vida, que vontade de dar um abraço apertado.
-Que vontade de fazer uma resenha.
-Que vontade de muita coisa...
-Pois é, a pandemia acabou em 2022 e já estamos em 2025.
É isso irmãos...
Observe que se dermos sequência a leitura vamos perceber que ao descer da montanha eles se deparam imediatamente com um pai que está com um filho endemoninhado. (Lucas 9:37)
-É exatamente o que acontece conosco quando saímos do gueto cristão
-Famílias desesperadas.
-Jovens e adolescentes sendo bombardeados pelo inimigo.
E o pior os discípulos que estavam dormindo, não puderam ajudar.
A síndrome da tenda nos faz buscar o cristianismo de consumo.
A síndrome da tenda nos faz buscar o cristianismo de consumo.
Por vezes como igreja, temos falhado em nossa missão por adotar uma mentalidade de deturpada de Deus e do evangelho.
-Temos deixado de ser adoradores para sermos consumidores.
-Ou seja, a cada culto eu espero mais!
Agora, observe as citações a seguir:
-V.29 - Jesus resplandecente.
-V.30 - Surgiram dois homens.
-V.32 - A glória de Deus podia ser vista.
-V.33 - Aparece uma nuvem.
-V.35 - Ouviram a voz de Deus.
Precisamos ficar atentos, pois somos tentatos a ser essa espécie de igreja:
-Cada dia eu espero mais.
-Cada dia eu fico mais exigente.
-Cada dia eu fico mais critico.
-Cada dia eu faço menos.
Precisamos cuidar para que não aconteça conosco o que vemos acontecendo em algumas regiões hoje, especialmente na Europa.
-Possuem grandes templos.
-Possuem grandes estruturas.
-Possuem muito recurso.
-Só não tem gente!
Por isso, abandonemos a síndrome da tenda e vivamos a benção da missão e falarmos e não nos calarmos!
Encerro dizendo que o que nos traz esperança e renovo é que assim como aqueles discípulos, temos Jesus para mudar o rumo da nossa história.
-Ainda que possamos estar meio que desconcertados por essa dualidade, ou seja:
-No alto do monte/igreja, temos descanso e experiências com Deus.
-No pé do monte/dia a dia, enfrentamos lutas, desafios e muitas vezes, derrota.
-Jesus entra na desortem e a transforma em bênção! (Jesus liberto aquele homem).
Hoje somos desafiados a fazer o mesmo, a levar Jesus para que outros sejam libertos, não com apatia ou desanimo, mas com ousadia e intrepidez.
Hernandes Dias Lopes - Estamos em uma corrida de revezamento. Se falharmos em nossa missão, a presente geração mergulhará em um abismo sem esperança.
