Jesus, a Palavra Viva: Verdade, Vida e Luz para o Mundo

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Transcript

Texto base:

João 1.1–14

Introdução:

Diferentemente do que nós acreditamos, a doutrina filosófica naturalista diz que do nada tudo passou a existir. Eles acreditam que tudo pode ser explicado pelas leis naturais. Eles também acreditam que todas as leis e ordem que governam o universo passaram a funcionar sob a supervisão do nada e de ninguém.
A doutrina da criação afirma que há um Deus criador que, do nada criou tudo que existe. Deus em sua perfeição criou uma obra perfeita fora de si mesmo. E nesta obra Jesus tem papel fundamental. Nesse texto, vou fazer uma escolha pessoal por Palavra ao invés de Verbo e, mais especificamente por causa de quem escreveu este evangelho. O apóstolo, como judeu, cria na Palavra (dābār hebraico) como a instrução que Deus dava os profetas, por exemplo. Dābār é uma palavra muito significativa para eles. E Jesus era a dābār e o meio pelo qual tudo foi criado. Também, na versão da bíblia que estamos lendo, diz que as coisas foram criadas por intermédio dele, mas também há versões mais antigas que dizem que tudo foi criado por ele.
Dos quatro evangelhos, o evangelho de Marcos parece ser o mais antigo, segundo os estudiosos e, o evangelho de João, aparentemente o mais recente. Então Marcos é possivelmente fonte para este e os outros evangelho. Diferentemente deste evangelho, Mateus e Lucas mostram a genealogia natural de Jesus, mas o evangelho de João fala da Palavra existente antes da criação de tudo, com um papel fundamental na criação.
Este é o único evangelho foi escrito com um propósito declarado no livro: João 20.31 “Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” Então o papel dessa reflexão não pode ser diferente.

Ideia principal:

Nesta reflexão o meu desejo é, juntamente com os irmãos, compreender no que nos é possível, sobre a Natureza de Jesus e brevemente o propósito da sua encarnação.

I - A Palavra era no princípio:

Apontar para o texto: João 1.1-3
Explicar o texto:
Natureza e existência
A Palavra existia desde o principio, coexistindo com Deus;
João 10.30 “Eu e o Pai somos um.” Mateus 28.19 “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” Gênesis 1.1–3 “No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus…”
A Palavra é identificada como Deus;
João 1.1 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 18.5–6 “Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Então, Jesus lhes disse: Sou eu. Ora, Judas, o traidor, estava também com eles. Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra.” João 8.58 “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou.”
Papel na criação:
Todas as coisas foram feitas por meio da Palavra;
João 1.3 “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.”
Sem a Palavra, nada do que existe teria sido criado.
Gênesis 1.3–4 “Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.”
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Um pastor muito querido, que também era profundo conhecedor do grego bíblico, dizia que o tempo de Deus, o Kairos está acima e fora do nosso tempo, de que Deus passeia no nosso tempo, o Kronos, estando onde e quando quer a qualquer momento. A Palavra estava em plena e perfeita harmonia com Deus na eternidade, existindo no Kairos, tempo de Deus. E Deus, Pai, filho e Espírito Santo, se envolvem em uma nova empreitada, que é refletir o amor e a ordem que existia em Deus em uma criação que o próprio Deus disse que tudo era bom. Mais adiante, com a corrupção do homem, a Palavra esvaziou-se e assumiu a forma de servo, entrou no nosso tempo, o Kronos, juntamente com toda criação e nos ensinou como devemos amar na prática.
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Colossenses 1.16–17 “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”
João 14.9 “Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?”
Filipenses 2.6 “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;”
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II - A vida e a Luz estavam na Palavra :

Apontar para o texto: João 1.4-5
Explicar o texto:
Luz, que é a origem da vida, as trevas não tomam posse da luz
Vida como Luz dos homens
A vida está na Palavra e essa vida é a Luz que ilumina a humanidade
João 8.12 “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.”
Efésios 5.8 “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”
A luz resplandece nas trevas e as trevas não conseguem vencê-la
João 12.46 “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.”
1 João 1.5 “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Testemunho de João
João foi enviado para testemunhar e revelar a luz verdadeira
João não é a luz, mas prepara o caminho para que os outros creiam na luz
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A ciência tem uma teoria sobre o buraco negro, que fala sobre o horizonte de eventos.  É a fronteira além da qual nada, nem mesmo a luz, pode escapar da forte gravidade do buraco negro. Se a luz chega nesse lugar, ela é consumida pelo buraco negro. Isso acontece porque nesse lugar só é possível escapar com uma velocidade superior a velocidade da luz. Por isso que ela é consumida.
Não a Palavra! João 1.5 diz que “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Tudo que foi criado existe por meio da Palavra então não há changes de nada superá-la. A luz representa a presença pessoal de Deus e a escuridão representa tudo que se opõe a Deus. Em Gênesis 1.2 “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” , a escuridão na face do abismo representa aquilo que vai contra a natureza do Senhor. A Luz institui também a ordem no Kaos do vazio sem forma. Deus cria um ambiente ordenado para o homem. Além de tudo isso, a Luz representa a vida, porque a luz representa a presença do Senhor, que é autor e a fonte da vida. 
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III - A Palavra se fez carne:

Apontar para o texto: João 1.14
Explicar o texto:
Carne, a Palavra se fez carne e habita entre nós. Os homens se tornam filhos não por vontade da carne
Habitar, a Palavra fez morada entre nós
A Palavra se fez carne:
A Palavra assumiu forma humana e habitou entre as pessoas;
Filipenses 2.5–7 “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,”
A sua encarnação é marcada por abuntante graça e verdade;
João 8.32 “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
João 14.6 “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
Manifestação da Glória:
A glória da Palavra encarnada é vista como do unigênito do Pai;
João 17.24 “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.”
Hebreus 1.3 “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,”
Revela a presença e o caráter divino entre os homens
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A bíblia nos conta que a eterna Segunda Pessoaa da trindade, deixa Sua glória, assume a natureza humana e passa a ser Emanual, Isaías 7.14 “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” . Jesus não peca, mas ama o pecador, compadece-se dos que sofrem e alivia suas dores, perdoa seus pecados, institui o Reino de Deus, demonstra onipotência e onipresença promente estar com os seus até o fim dos tempos, mesmo depois da sua morte na cruz. Mateus 28.18–20 “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” . 
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Não é apenas uma teofania como no AT, mas ele se faz carne. Agora ele é Deus conosco!
Teofania: Deus aparecendo aos homens, se tornando visível.
A Sarça Ardente – Êxodo 3.1–6 Deus no Monte Sinai – Êxodo 19–20 O Anjo do Senhor – Diversos textos
A Hagar – Gênesis 16.7–13
A Abraão – Gênesis 22.11–18
A Moisés – Êxodo 3.2 (na sarça)
A Gideão – Juízes 6.11–23
A Manoá e sua esposa (pais de Sansão) – Juízes 13

IV - A relação da Palavra com o mundo:

Apontar para o texto: João 1.10-13
Explicar o texto:
Mundo aqui é o Kosmos, como orderm ao em oposição ao Kaos, mas também como humanidade que rejeita a Palavra.
Rejeição e reconhecimento
A Palavra estava no mundo, mas o mundo não o reconheceu
Conhecer - Hebraismo que significa rejeitar
Veio para o seu povo, que não o recebeu
Atos dos Apóstolos 3.13–15 “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Servo Jesus, a quem vós traístes e negastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo. Vós, porém, negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida. Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.”
Recepção e Filiação divina
Que o recebeu, recebeu o poder de se tornar filho de Deus
Gálatas 3.26 “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;”
A filiação divina não é por nascimento natural, mas por vontade e ação de Deus
Romanos 8.15–17 “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados.”
Jesus é o unigênito, ou seja, o único filho que possui a mesma natureza.
João 1.18 “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.”
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No início, a Palavra veio ao mundo que Ele mesmo criou. Mas, surpreendentemente, muitos nem reconheceram essa presença, nem O receberam. Mais do que isso, o rejeitaram. Era como se uma luz brilhante entrasse numa sala escura, mas as pessoas continuassem de olhos fechados. Porém, para aqueles que o conheceram, Ele deu um presente incomparável: o direito de se tornarem verdadeiros filhos de Deus, não por nascimento natural, mas por um novo nascimento espiritual, pela fé.
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Conclusão:

A Palavra aqui é Jesus, como mostrado a primeira vez no evangelho, no versículo João 1.17 “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” E por causa Dele que hoje nos reunimos aqui com o intuito de adorá-lo e agradecer por tudo que fez por nós.
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