A SALVAÇÃO VEM PELA PREGAÇÃO DO EVANGELHO

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A SALVAÇÃO VEM PELA PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Introdução:
Lição: Sem a Pregação do Evangelho, não Há Fé; e, sem Fé, não Há Salvação.
Texto: Romanos 10.14-17.
Em Romanos 1.18 a 8.39, Paulo ensina o que é o Evangelho e o que Ele realiza na vida do crente. A partir do capítulo 9 até o capítulo 11, o apóstolo aborda o tema “A Dispensação da Graça: o Evangelho e Israel”. Esse é o período atual — o período da Igreja — e, nesse contexto, Paulo responde a possíveis questionamentos sobre se Deus teria rejeitado o Seu povo, Israel, em favor da Igreja.
Nesses capítulos, ele trata do passado, presente e futuro de Israel. As perguntas que surgem são: Se agora o povo de Deus é a Igreja, então Ele rejeitou Israel? E quanto às promessas que Deus fez a Israel no Antigo Testamento — Ele não as cumprirá? A resposta de Paulo é clara: Deus não rejeitou o povo de Israel (Rm 11.1–2), mas, devido à sua desobediência e oposição à vontade divina (Rm 10.19–21), está, temporariamente, tratando com um povo que não é nação — a Igreja. Contudo, um dia voltará a tratar com Israel e o salvará (Rm 11.25–26).
Como afirma em Romanos 11.5, na dispensação da Igreja há um remanescente salvo, segundo a eleição da graça. Essa é a questão central para Paulo: a eleição divina. Uns foram eleitos, e os demais foram endurecidos (Rm 11.8), pois “nem todos os de Israel são, de fato, israelitas” (Rm 9.6). Em Romanos 9.6–13, ele mostra que a salvação é resultado da eleição divina, e que Deus é soberano para escolher quem quiser (Rm 9.14–29).
Nos versículos 30 a 33 do capítulo 9, Paulo retoma o tema da justificação pela fé — já desenvolvido em Romanos 3.21 a 4.25 —, enfatizando, mais uma vez, que somente pela fé se alcança a justificação. Israel não compreendeu a justiça de Deus e tentou estabelecer a sua própria justiça. Em contrapartida, Paulo mostra que Cristo é a justiça de Deus, e essa justiça é recebida mediante a fé (Rm 10.1–4).
Em Romanos 10.5–13, ele deixa claro que essa justiça não era inacessível ou distante de Israel — ela estava ao seu alcance. O ensino de Paulo é simples e direto: Deus requer apenas fé em Jesus Cristo para que haja salvação.
Na sequência, em Romanos 10.14–21, Paulo demonstra que os judeus ouviram o Evangelho, mas não o obedeceram (Rm 10.16), ou seja, o rejeitaram (Rm 10.18–21). Nos versículos 14 e 15, ele destaca a necessidade da pregação do Evangelho para que a salvação aconteça. Esses versículos deixam claro que o Evangelho estava sendo anunciado, mas nem todos obedeceram (v. 16). A conclusão de Paulo é expressa no versículo 17: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”
Aqui, Paulo deixa evidente o princípio essencial da salvação: a salvação depende da fé, e a fé depende da pregação do Evangelho. Em outras palavras: sem a pregação do Evangelho, não há fé; e, sem fé, não há salvação.
A pergunta que permanece para nós, discípulos de Cristo, é: o que isso significa para nossa vida e missão?
Significa que precisamos ir.
Paulo ensina que tudo começa com o envio: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?”.
A invocação está ligada à fé; a fé, à audição; a audição, à pregação; e a pregação, ao envio. Ao citar Isaías 52:7 — “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” — Paulo afirma que sua missão apostólica está em conformidade com o Antigo Testamento e que o Evangelho está sendo pregado.
A pergunta surge é: Quem envia e quem está sendo enviado? Mateus 28.18-20; Marcos 16.15; João 20.21. Cristo é quem envia a Igreja — nós somos esses enviados!
O ir é uma questão de obediência à Palavra de Cristo.
Lembram, Mateus 21, quando Jesus e os discípulos estavam se aproximando de Jerusalém e, chegando a Betfagé, ao monte das Oliveiras, Ele disse: “Ide à aldeia que aí está diante de vós e logo achareis presa uma jumenta e, com ela, um jumentinho. Desprendei-a e trazei-mos” (v. 2). Em seguida: “Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara” (v. 6).
Atos 8.26Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi.” Filipe não hesitou à ordem do anjo do Senhor.
Ananias, Atos 9.11: “Então, o Senhor lhe ordenou: Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso...” A princípio ele hesitou (At 9.13-14). Mas, versículo 15, “o Senhor lhe disse: Vai...” Versículo 17: “Então, Ananias foi...”
E Pedro? Atos 10.19-20: “Enquanto meditava Pedro acerca da visão, disse-lhe o Espírito: Estão aí dois homens que te procuram; levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu os enviei.” E, no versículo 23: “Pedro, pois, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, levantou-se e partiu com eles...”
É impressionante como hoje a Igreja trata essa desobediência com naturalidade. Paulo, porém, sentia o peso dessa missão: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co 9.16). Ao irmos, não temos do que nos gloriar (se exaltar): obedecemos à obrigação que nos foi dada — ai de nós se não formos!
Cristo nos envia, e, por obediência a Ele, precisamos ir.
O ir vem da convicção a respeito da ressurreição de Cristo.
Em Marcos 16, Jesus ressuscitado aparece primeiro a Maria Madalena, o versículo 10 diz: “E, partindo ela, foi anunciá-lo àqueles que, tendo sido companheiros de Jesus, se achavam tristes e choravam.” Você crê na ressurreição de Cristo? Se sim, será impelido a anunciá-la.
O ir envolve fé na Palavra de Cristo.
Em João 4.46-54, havia um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum, e esse rogou a Jesus que descesse para curar seu filho, que estava à morte, então Jesus o ordena no versículo 50: “Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus e partiu.” O oficial teve fé na palavra de Cristo e foi. A pergunta é: temos fé na Palavra de Cristo? De nada adianta dizer que cremos se não obedecemos (cf. Tiago 2). A fé verdadeira nos move a ir.
Como discípulos de Cristo, não precisamos pensar demais — mas sim ter convicção, obediência e para ir onde formos enviados: ao vizinho, ao familiar, ao colega de trabalho, a todos que estão ao nosso redor.
Reflexão:
Muitos cristãos não estão indo. Você faz parte desse grupo? Viver a vida cristã sem cumprir o “ide” é viver faltando algo; e viver assim, é viver em desobediência à Cristo. O ir faz parte da nossa nova vida em Cristo, faz parte da nossa essência cristã. Atos 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” Ir é algo natural para um discípulo de Cristo.
Ir é muito importante para a salvação de alguém, e é nossa obrigação, pois fomos enviados por Cristo. Sem ir, não há pregação do Evangelho; e, sem pregação, não há fé; e, sem fé, não há salvação.
Significa que precisamos pregar.
A pregação do Evangelho começa após a conversão. Vejamos o exemplo de Paulo. Paulo foi um grande pregador do Evangelho. E ele começou a pregar após a sua conversão e batismo (At 9.17-20, 22). A pregação do Evangelho é feita desde de o início da vida cristã.
A pregação do Evangelho deve ocorrer em qualquer situação. (Exemplos, Paulo diante do rei Agripa, Atos 26; e ele na prisão de Roma, Atos 28). Para pregarmos em qualquer situação, precisamos estar focados nisso.
A pregação do Evangelho deve ocorrer em todo lugar (Mt 9.35; Lc 8.1).
A pregação do Evangelho acontece ao estar consciente da missão (Mc 1.38; ver Lc 4.18-19).
É preciso pregar o Evangelho, mas não pode ser de qualquer jeito nem qualquer evangelho.
Tem que ser centrado em Cristo: “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo.” (At 8.4-5).
Tem que mostrar a divindade de Jesus: “E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus.” (At 9.20).
a
Conclusão:
"A fé nasce da pregação do Evangelho; sem ela, não há salvação."
"Onde não há pregação do Evangelho, não há fé; e sem fé, a salvação é impossível."
"Não há salvação sem fé, e não há fé sem a pregação do Evangelho."
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