As dores do crescimento
Cristiano Gaspar
Igreja em Movimento • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
1 Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. 2 Então os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram:
— Não é correto que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. 3 Por isso, irmãos, escolham entre vocês sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, para os encarregarmos desse serviço. 4 Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.
5 O parecer agradou a todos. Então elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 6 Apresentaram estes homens aos apóstolos, que, orando, lhes impuseram as mãos.
7 A palavra de Deus crescia e, em Jerusalém, o número dos discípulos aumentava. Também um grande grupo de sacerdotes obedecia à fé.
Meus irmãos, vocês já ouviram falar de Anthony Davis? Ele é um jogador da NBA. Hoje, um gigante de quase 2,11 metros, mas no segundo ano do ensino médio, ele era um armador comum, com 1,87m. Em menos de dois anos, ele cresceu mais de 20 centímetros. Isso mesmo. De repente, seu corpo mudou, sua posição mudou, e ele teve que reaprender a jogar basquete. Imagine isso! Toda sua dinâmica em quadra foi transformada — ele precisou trocar seus heróis, sua forma de jogar e até suas roupas. Crescimento é algo bom, mas também... desconfortável.
No texto que acabamos de ler, Lucas nos leva para dentro da igreja primitiva — uma igreja cheia do Espírito, poderosa na pregação, comprometida com a missão. E também... cheia de problemas. Atos 6 é o retrato de uma igreja viva. E toda igreja viva, mais cedo ou mais tarde, vai experimentar o que eu chamaria de dores de crescimento. E aqui está a verdade que Atos 6 quer nos ensinar: crescimento sempre vem acompanhado de dor. De desconforto. De tensão. A bênção do crescimento quase sempre vem acompanhada de desafios inesperados.
A crise de Atos 6 nasce no cruzamento entre fé e cultura. Os helenistas — judeus de fala grega vindos da Diáspora — haviam se convertido a Cristo, mas continuavam sendo vistos com certo estranhamento pelos judeus “nativos” de Jerusalém. Era uma tensão cultural real, carregada de história, sotaque e tradição.
Craig Keener observa que, naqueles dias, muitos judeus da Diáspora vinham a Jerusalém para morrer ali, pois desejavam ser sepultados na terra santa. O resultado? Um número enorme de viúvas estrangeiras, sem família por perto, vivendo na dependência da generosidade da igreja. É nesse cenário que surge a murmuração: elas estavam sendo esquecidas. E a dor delas tinha raízes profundas.
A igreja está multiplicando discípulos. Gente sendo salva, transformada, batizada. Mas com o crescimento vem o atrito: viúvas estão sendo negligenciadas, começa a murmuração, as tensões culturais aparecem, os apóstolos estão sobrecarregados, e a unidade da igreja está ameaçada. Ou seja, Atos 6 não é só sobre comida. É sobre inclusão. É sobre ouvir quem se sente à margem. É sobre a igreja aprendendo a lidar com o desafio de ser uma comunidade multiétnica, multicultural e cheia de graça.
Essa é a ideia central do texto de Atos 6.1-7. A igreja primitiva estava crescendo de forma extraordinária, mas o crescimento trouxe reclamações, sobrecarga, tensões culturais e riscos de desunião. É quase cômico, se não fosse tão sério. A igreja cresce... e o povo reclama. Parece familiar? A boa notícia é que os apóstolos responderam com sabedoria, protegem as prioridades, envolvem a comunidade e o resultado é mais crescimento.
Mas o que esse texto nos mostra é algo precioso: mesmo diante do caos, os apóstolos não desistem, não ignoram o problema, não tentam resolver tudo sozinhos. Eles fazem exatamente o que uma igreja saudável deve fazer: protegem as prioridades bíblicas, fazem ajustes com sabedoria e compartilham o ministério com o povo. E como resultado... o evangelho continua avançando.
Grande ideia: O crescimento da igreja é uma bênção que exige sabedoria, amor e liderança centrada em Cristo para se tornar uma oportunidade de mais crescimento, não de divisão.
Agora, eu te pergunto: como você reage quando vê sua igreja crescer e as coisas começarem a ficar complicadas? Você reclama ou serve? Você murmura ou ora? Você se afasta ou se envolve?
Hoje, vamos caminhar juntos por esse texto e ver três lições que a igreja em crescimento precisa lembrar. E que, pela graça de Deus, também podem nos guiar em nossa jornada como corpo de Cristo aqui e agora.
1. Devemos celebrar o crescimento centrado no evangelho (Atos 6.1a, 7)
1. Devemos celebrar o crescimento centrado no evangelho (Atos 6.1a, 7)
Abra sua Bíblia comigo mais uma vez e veja como Lucas abre e fecha esse pequeno trecho:
“Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos…” (v.1a)
“Crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos…” (v.7)
Você percebe? Lucas parece estar gritando: a igreja está crescendo! E ele não está reclamando disso. Ele está celebrando.
Veja bem: esse crescimento não é fruto de marketing, não é resultado de uma campanha bem produzida com slogans cativantes. Não é porque os apóstolos estavam distribuindo brindes na porta do templo. Esse crescimento é o resultado direto da fidelidade na pregação do evangelho e no cuidado com os necessitados. Veja o que diz Atos 5.42: “todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.”
Essa é a chave: Cristo está no centro. E quando Cristo está no centro, o evangelho é pregado com clareza, as pessoas são alcançadas, transformadas, e... a igreja cresce.
Agora, vamos ser honestos: nem todo mundo se alegra com o crescimento da igreja. Há quem critique dizendo: “Essas igrejas só pensam em número!” Mas me diga: desde quando números são o problema?
Lucas conta, sim. Três mil em Atos 2. Mais de cinco mil em Atos 4. Multidões em Atos 5. E agora de novo: “multiplicava-se o número dos discípulos”. Por quê? Porque pessoas importam. Porque cada número representa um nome. Cada nome representa uma alma. E cada alma representa alguém por quem Cristo morreu.
A igreja é como uma árvore frutífera. Se as raízes estão bem firmadas na Palavra, se a seiva do evangelho circula, os frutos virão. E o crescimento é um sinal de vida. Sabe o que não cresce? Uma árvore morta.
Mas veja bem, nem todo crescimento é saudável. Há tumores que também crescem. Por isso, o crescimento da igreja precisa ser sempre centrado no evangelho. E quando é, precisamos aprender a celebrar, mesmo que nos tire da zona de conforto.
Aplicação:
Será que você consegue se alegrar com novos rostos, mesmo que perca seu lugar preferido no banco do culto? Você consegue celebrar o batismo de novos irmãos, mesmo que eles ainda não saibam os jargões e a liturgia como você? Você está disposto a abrir espaço — não só no templo, mas no coração — para quem está chegando?
E se a sua igreja crescesse tanto que vocês precisassem dividir o PG, mudar a escala, alterar a forma como as coisas sempre foram... você celebraria como Lucas? Ou murmuraria como os helenistas?
É curioso, muitos criticam igrejas grandes como “superficiais” só porque cresceram. Mas essas mesmas pessoas fariam festa se suas empresas crescessem, se seus filhos passassem em boas universidades ou se ganhassem mais seguidores online. Por que, então, o crescimento da igreja causa desconforto?
Talvez... porque crescer significa perder o controle. Significa que você não conhece mais todo mundo pelo nome. Que você precisa confiar mais nos outros. Que sua influência talvez diminua. E aí está o ponto: o problema não é o crescimento. É o nosso apego ao controle.
Mas se a igreja é de Cristo, e se é o evangelho que está no centro, então o crescimento deve ser celebrado como um sinal da graça de Deus agindo entre nós.
2. Devemos esperar problemas quando a igreja cresce (Atos 6.1–6)
2. Devemos esperar problemas quando a igreja cresce (Atos 6.1–6)
Vamos olhar para o versículo 1:
“...houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária.”
Essa é uma daquelas passagens que deveriam nos deixar aliviados. Sim, aliviados. Porque mostram que até mesmo a igreja de Atos — com apóstolos que andaram com Jesus, cheios do Espírito, com milagres acontecendo — teve problemas. E não foram pequenos.
O crescimento trouxe crise, Reclamações, tensão entre grupos, sentimento de injustiça, gente esquecida, gente murmurando, gente se sentindo de lado. Parece com alguma igreja que você conhece?
Craig Keener destaca que os “helenistas” em Atos 6 não eram apenas judeus que falavam grego. Eles representavam uma cultura diferente dentro da mesma fé, uma maneira de ver o mundo, de lidar com a Lei, de se relacionar com a cidade. Eram, em certo sentido, “a margem da margem” dentro da comunidade judaico-cristã.
A tensão não era pequena. Era parecida com o que vemos hoje entre gerações, estilos, classes sociais, ou entre cristãos urbanos e do interior. Era como se duas culturas estivessem tentando viver em uma só igreja. E o risco era real: se isso não fosse resolvido com sabedoria, a igreja poderia se dividir.
Isso nos mostra que unidade não é ausência de diferenças, mas a presença do amor, da escuta e da liderança espiritual.
Lucas está sendo honesto. A igreja não era perfeita. E isso é importante dizer. Há muita gente que idealiza a igreja primitiva — “ah, naquela época sim, era tudo maravilhoso!” — mas Atos 6 mostra outra realidade: a bênção do crescimento sempre traz o peso da responsabilidade.
Tony Merida destaca sete desafios que surgiram aqui, e eles são extremamente atuais:
Proteger a unidade da igreja (v.1): a tensão entre judeus de língua grega e judeus de língua hebraica ameaça dividir a comunidade.
Atender às necessidades legítimas (v.1): as viúvas helenistas estavam sendo realmente esquecidas.
Lidar com a sobrecarga da liderança (v.2): os apóstolos não conseguiam dar conta de tudo.
Lidar com críticas e murmurações (v.3): e é claro, a liderança sempre ouve antes a queixa do que a proposta.
Manter as prioridades certas (v.4): era preciso não sacrificar oração e Palavra.
Compartilhar o ministério com outros (v.5–6): a igreja tinha que aprender a servir junta.
Gerenciar pessoas sem perder o foco na missão (v.7): liderança é sempre equilíbrio entre cuidado e visão.
Ilustração:
É como uma família com filhos pequenos. Quando nasce o primeiro filho, tudo gira em torno dele. Depois vem o segundo, o terceiro… e de repente, o que antes era simples se torna complexo. A rotina precisa mudar. Há mais demandas, mais ruído, mais cansaço. Era mais fácil antes, certamente, mas nem por isso deixou de valer a pena! Porque onde há vida, há crescimento. E onde há crescimento, haverá caos... temporário. Mas vale a pena.
Aplicação:
Você está pronto para servir em meio ao caos? Ou só consegue permanecer numa igreja onde tudo gira ao seu redor?
Você já percebeu que quanto mais a igreja cresce, mais precisamos parar de exigir, e começar a contribuir? E que talvez aquilo que você enxerga como “bagunça” seja, na verdade, o som de um corpo em expansão, como ossos se ajustando num crescimento saudável?
Quando você vê tensões na sua igreja — entre gerações, entre estilos, entre culturas — você se vê como um agente de paz ou como um propagador de queixa?
Os apóstolos estavam tão cheios do Espírito que até a sombra de Pedro curava pessoas (Atos 5.15). Eles tinham autoridade apostólica, estavam enfrentando perseguição, e mesmo assim… tiveram viúvas negligenciadas e gente murmurando. Irmão, irmã... se até a igreja de Atos teve problemas, quem somos nós para esperar uma igreja perfeita?
O problema nunca foi ter tensões. O problema é não saber como lidar com elas. A boa notícia? A igreja de Atos não se partiu. Pelo contrário: ela se reorganizou, compartilhou a carga e continuou crescendo.
3. Devemos proteger prioridades, ajustar com sabedoria e repartir o ministério em amor (Atos 6.2–6)
3. Devemos proteger prioridades, ajustar com sabedoria e repartir o ministério em amor (Atos 6.2–6)
Depois da crise e da reclamação, o que os apóstolos fazem? Eles não entram em pânico, não tentam controlar tudo, não ignoram o problema. Eles tomam uma decisão que carrega três marcas de uma liderança centrada em Cristo: clareza nas prioridades, sabedoria para ajustes e disposição para compartilhar o ministério.
“Então os doze convocaram a multidão dos discípulos e disseram: ‘Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas.’” (v.2)
Eles não estão dizendo que servir mesas é indigno. Eles estão dizendo que abandonar a Palavra e a oração seria negligenciar o essencial. Um ministério eficaz só é possível quando o coração da liderança está em comunhão com Deus e saturado da Sua Palavra.
“Mas nós nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra.” (v.4)
Aqui está o coração pulsante da liderança cristã: oração e Palavra. E sejamos sinceros, o que é mais fácil sacrificar numa semana cheia? A reunião? O evento? O e-mail? Ou o tempo de oração? A oração quase sempre é o primeiro prato a sair da mesa.
Spurgeon dizia que um pregador que não ora sobre seu sermão é um homem orgulhoso, age como se não precisasse de Deus. E quantos de nós já não tropeçamos nessa armadilha?
Ilustração:
É como o bombeiro que, no meio do incêndio, larga a mangueira para ajudar a carregar os móveis. Parece nobre, mas ao fazer isso, ele deixa o fogo tomar conta. Se os apóstolos largassem a Palavra para servir às mesas, o fogo da missão seria sufocado. É a Palavra que sustenta a igreja, é a oração que alimenta a fé. Todo o resto depende disso.
Mas os apóstolos não ficaram passivos. Eles lideram um processo de ajuste:
“Escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria...” (v.3)
Eles chamam a comunidade para participar. Eles não resolvem tudo sozinhos. Eles confiam o ministério a outros. E note os critérios: reputação, espiritualidade e sabedoria. Não é carisma, não é habilidade técnica. É caráter e comunhão com Deus.
E a escolha é sábia: os sete homens têm nomes gregos. São provavelmente helenistas. Ou seja, a igreja está colocando pessoas do próprio grupo ofendido para liderar a solução. Isso não é só gestão, isso é reconciliação. É uma decisão carregada de sabedoria e graça. A igreja está dizendo: “Vocês, que se sentiram esquecidos, agora são parte da solução.”
Thabiti Anyabwile, em seu livro Encontrando Presbíteros e Diáconos Fiéis, observa que Atos 6 revela muito mais do que uma crise administrativa, revela um momento de conflito cultural latente. Judeus helenistas estavam se sentindo marginalizados, e a igreja reconhece isso. Em vez de minimizar a dor ou defender os apóstolos, a comunidade reconhece a necessidade de representatividade e dá voz aos que estavam à margem.
O que vemos em Atos 6? Em vez de reprimir a minoria insatisfeita — como era o padrão dos líderes políticos — os apóstolos entregam toda a responsabilidade da distribuição justamente nas mãos daqueles que pertenciam ao grupo ofendido.
Isso era mais do que praticidade, era reconciliação. Os líderes da igreja primitiva reconhecem que a minoria se sentiu excluída e, ao invés de silenciar sua queixa, fazem o contrário do esperado: dão autoridade a esses irmãos, demonstrando apoio e restaurando a dignidade deles.
Esse ato de inclusão foi tão significativo que muitos dos líderes helenistas viriam a ser protagonistas do futuro da igreja, como Estêvão e Filipe.
Aplicação para hoje: E nós? Como temos lidado com os irmãos que se sentem esquecidos nas nossas comunidades? Estamos silenciando sua dor? Ou temos coragem de abrir espaço real de liderança, para que eles não apenas recebam cuidado, mas cuidem também?
Isso nos ensina algo poderoso: a igreja fiel não ignora as tensões culturais, ela responde com sensibilidade espiritual. Em vez de polarizar ou rotular, ela chama ao serviço homens cheios do Espírito e de sabedoria. O resultado? Unidade restaurada. Evangelho avançando, e até sacerdotes se rendendo à fé.
E hoje? Vivemos em uma sociedade marcada por tensões ideológicas, econômicas, geracionais e sociais. A igreja não pode se calar nem se acovardar diante disso. Quando há irmãos se sentindo ignorados ou não ouvidos — sejam eles novos convertidos, jovens, minorias ou irmãos em sofrimento — precisamos ouvir com humildade e incluir com intencionalidade.
Em Atos 6, não bastava “resolver o problema”, era preciso curar o coração da comunidade. Isso não se faz com programas, mas com líderes espirituais que servem como Jesus: com a toalha na mão e o joelho no chão.
Aplicação:
Você valoriza o tempo de oração e de Palavra na sua vida, ou é o primeiro a ser sacrificado pela agenda? Seu ministério é um transbordar da comunhão com Deus ou um ativismo esvaziado?
Você serve a igreja como espectador ou como parte do corpo?
Você se dispõe a ser uma resposta aos problemas, ou apenas a apontá-los?
Se a igreja precisasse de alguém hoje para ajudar a sustentar a unidade e servir os mais esquecidos, seu nome seria lembrado?
Esses homens escolhidos não foram chamados “diáconos” formalmente. Mas eles “diaconaram”. Eles foram servos, pacificadores, líderes espirituais. Hoje, alguns que se dizem diáconos fogem do serviço. E alguns que não têm o título vivem como diáconos.
Conclusão do ponto:
O ministério compartilhado não é uma concessão, é o caminho bíblico. A igreja é um corpo, e nenhum membro pode fazer tudo. Quando as prioridades estão firmes, os ajustes são sábios, e o ministério é compartilhado em amor crise vira crescimento.
Aplicações finais práticas
Aplicações finais práticas
Ore mais pela sua igreja do que reclama dela.
A igreja de Atos não era perfeita, mas era perseverante. Murmuração divide; intercessão edifica.
Ofereça seu serviço — não espere ser chamado.
Há viúvas para cuidar, ministérios para sustentar, irmãos novos para discipular. O corpo precisa de você.
Seja flexível e disposto a mudar — por amor aos outros.
Mudanças nem sempre agradam, mas são necessárias quando há amor pelas pessoas e pela missão.
Reforce sua vida de oração e exposição à Palavra.
Nada é mais urgente do que voltar à presença de Deus. Nenhum ministério substitui a oração.
Celebre cada conversão, cada novo rosto, cada pequeno avanço.
Números importam, porque pessoas importam (é a única forma legítima de se valorizar números). Crescimento centrado em Cristo deve ser celebrado.
Conclusão: Quando a crise vira crescimento
Conclusão: Quando a crise vira crescimento
Atos 6 nos mostra uma igreja que cresce, enfrenta tensões e responde com sabedoria e graça. Mas, acima de tudo, nos mostra uma comunidade sendo moldada à imagem de Cristo — aquele que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
Esses sete homens escolhidos foram chamados para servir as viúvas esquecidas. Mas isso apenas espelha o que Cristo fez por nós. Nós também éramos esquecidos, espiritualmente órfãos, marginalizados pelo pecado, separados de Deus. E Jesus veio até nós.
Ele não murmurou. Ele não ignorou nossa miséria. Ele desceu do céu, assumiu nossa carne, tocou os impuros, lavou os pés dos discípulos e morreu por nós na cruz. Ele foi o verdadeiro Diácono, o Servo por excelência. Ele não apenas serviu pão… Ele se fez pão da vida.
E hoje, se você ainda não crê em Cristo, esse texto é um convite. Você não está esquecido. Você não está à margem. O evangelho é para você. Jesus se entregou por pessoas feridas, esquecidas e culpadas como eu e você.
A igreja em Atos crescia porque Jesus era o centro. E ela alcançava até os sacerdotes mais resistentes porque sua mensagem era clara: há perdão, há reconciliação, há nova vida… para todo aquele que crê.
Você está cansado de viver isolado, ferido, tentando merecer algo de Deus?
Ou talvez se sinta como essas viúvas, esquecido, fora de lugar?
Hoje, Cristo te chama. Não para servir primeiro, mas para ser servido por Ele. Para receber o que Ele conquistou na cruz. E depois, sim, para andar com o povo Dele, servindo com alegria.
