Jó 36 e 37

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Introdução

O propósito deste trecho do discurso de Eliú é elaborar algumas distinções entre o justo e o perverso.
O discurso é dirigido especialmente a Jó por causa uso da segunda pessoa no singular:
Jó 36.2 “Mais um pouco de paciência, e te mostrarei que ainda tenho argumentos a favor de Deus.”
As palavras iniciais desse discurso revelam uma mistura de presunção e arrogância:
Jó 36.4 “Porque, na verdade, as minhas palavras não são falsas; contigo está quem é senhor do assunto.”

O Juízo do peverso (cap 36)

Neste capítulo, ele descreve o modo como Deus trata o justo e o ímpio de forma geral e, em seguida, ele descreve o modo como tal descrição se aplica ao caso de Jó. (v. 6-15)
A última linha de comparação (v. 15) é um preâmbulo para uma aplicação à situação de Jó.
Eliú estabelece a conexão que ele precisa para prosseguir, assumindo que Jó seja um exemplo desse aflito.
O verso 16 comprova essa estratégia:
Jó 36.16 “Assim também procura tirar-te das fauces da angústia para um lugar espaçoso, em que não há aperto, e as iguarias da tua mesa seriam cheias de gordura;”
O problema para Eliú é que Jó não tem cooperado com Deus nesse sentido:
Jó 36.17–18 “mas tu te enches do juízo do perverso, e, por isso, o juízo e a justiça te alcançarão. Guarda-te, pois, de que a ira não te induza a escarnecer, nem te desvie a grande quantia do resgate.”
O que seria o Juízo do perverso?
A insistente recusa de Jó em aceitar qualquer pervesidade em sua conduta diante de Deus e dos homens - ele se apega à sua justiça.
Contra a tese de Jó e em defesa de Deus, Eliú formula duas perguntas:
Desqualificar qualquer tentativa de Jó de se apegar a própria justiça
Jó 36.22–23 “Eis que Deus se mostra grande em seu poder! Quem é mestre como ele? Quem lhe prescreveu o seu caminho ou quem lhe pode dizer: Praticaste a injustiça?”
Apelar para o lado inescrutável de Deus
Jó 36.26 “Eis que Deus é grande, e não o podemos compreender; o número dos seus anos não se pode calcular.”
Os argumentos de Elíu não são totalmente absurdos:
Quantas vezes nós temos que nos conformar com o lado obscuro de Deus e das coisas?
O grande problema dos argumentos é que eles não se aplicavam a Jó.

A última exortação dirigida a Jó (cap 37)

A grande tese de Eliú está no versículo 13
Jó 37.13 “E tudo isso faz ele vir para disciplina, se convém à terra, ou para exercer a sua misericórdia.”
O que quer dizer este “isso”?
Ele se relaciona aos atos de soberania e onipotência de Deus.
Jó 37.1 “Sobre isto treme também o meu coração e salta do seu lugar.” Relação com 36.26.
Ele se relaciona com o fato de Deus tornar inativas as mãos de todos os homens para que reconheçam as suas obras.
Jó 37.7 “Assim, torna ele inativas as mãos de todos os homens, para que reconheçam as obras dele.”
Para Eliú, portanto, o castigo que Jó está passando tem um caráter corretivo.
Isso é verdade para Jó? Não, pelas informações que temos do início do livro.
Isso é verdade para nós?
A última advertência possui três ordens (v. 14-24)
Incline os ouvidos para isso.
O isto de 37.14 se refere a soberania de Deus e seu objetivo de fazer vir a disciplina.
Páre!
Considere as maravilhas de Deus.
Jó 37.14 “Inclina, Jó, os ouvidos a isto, pára e considera as maravilhas de Deus.”
A partir daí, Eliú inicia uma série de razões para justificar o motivo por que Jó deveria atender ao seu clamor.
Começamos aqui a ver alguma semelhança retórica com o que Deus irá falar no capítulo seguinte:
Jó 37.15 “Porventura, sabes tu como Deus as opera e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem?”
Jó 37.16 “Tens tu notícia do equilíbrio das nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento?”
Jó 37.19 “Ensina-nos o que lhe diremos; porque nós, envoltos em trevas, nada lhe podemos expor.”
Isso marca uma perfeita transição para que Deus entre em cena no próximo capítulo.
Para reflexão:
Quantas vezes nós temos que nos conformar com o lado obscuro de Deus e das coisas?
Para Eliú, portanto, o castigo que Jó está passando tem um caráter corretivo.
Isso é verdade para Jó? Não, pelas informações que temos do início do livro.
Isso é verdade para nós?
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