Provérbios 16: 20-24

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Ouça e Viva
Provérbios 16:20
“O que atenta para o ensino acha o bem, e o que confia no Senhor, esse é feliz.”
A sabedoria é a verdadeira força do homem; e, sob sua orientação, ele alcança melhor os fins de seu ser. Lidar sabiamente com os assuntos da vida proporciona ao homem o mais rico prazer e apresenta a mais nobre ocupação para suas forças; portanto, por meio dela, ele encontra o bem em seu sentido mais pleno.
Sem sabedoria, o homem é como o potro do jumento selvagem, correndo de um lado para o outro, desperdiçando forças que poderiam ser empregadas com proveito. A sabedoria é a bússola pela qual o homem deve navegar através do deserto sem trilhas da vida; sem ela, ele é uma embarcação abandonada, o brinquedo dos ventos e das ondas. Um homem deve ser prudente em um mundo como este, ou não encontrará o bem, mas será traído por inumeráveis males.
O peregrino ferirá gravemente seus pés entre os espinhos da floresta da vida se não escolher seus passos com a máxima cautela. Aquele que está em um deserto infestado de bandos de ladrões deve lidar com as coisas com sabedoria se quiser viajar em segurança. Se, treinados pelo Grande Mestre, seguirmos para onde ele nos conduz, encontraremos o bem, mesmo nesta morada sombria; há frutos celestiais a serem colhidos deste lado dos caramanchões do Éden, e canções do paraíso a serem entoadas em meio aos bosques da terra.
Mas onde se encontrará essa sabedoria? Muitos sonharam com ela, mas não a possuíram. Onde a aprenderemos? Ouçamos a voz do Senhor, pois ele declarou o segredo; ele revelou aos filhos dos homens onde reside a verdadeira sabedoria, e a temos no texto: "Quem confia no Senhor, feliz é". A verdadeira maneira de lidar com uma questão com sabedoria é confiar no Senhor. Esta é a chave segura para os labirintos mais intrincados da vida; siga-a e encontre a bem-aventurança eterna.
Há muitas pessoas que passam pela vida com os ouvidos obstruídos para o aprendizado. Não investem tempo para aprender. Repetem os mesmos erros dos ignorantes. São cegos guiados por outros cegos. Não lhes resplandece a luz do conhecimento, pois nunca atentaram para o ensino. Quem não semeia no conhecimento não colhe o bem. É melhor investir em conhecimento do que adquirir ouro. É melhor dar educação aos filhos do que deixar herança para eles. A riqueza sem o ensino pode ser causa de tormento, e não fonte de felicidade. A verdadeira felicidade não está nas coisas materiais, mas na confiança em Deus.
A confiança em Deus desvia nossos olhos de nós mesmos, de nossas fraquezas ou da enormidade dos problemas, para fixá-los naquele que é onipotente e está no controle de todas as circunstâncias.
Provérbios 16.21
“O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.”
Coração sábio, palavras doces
. O coração é a fonte, e a língua é o rio que corre dessa fonte. O coração é o laboratório, e a língua é a vitrine que expõe o que se produz nesse laboratório. Há uma profunda e estreita conexão entre o coração e a língua. A língua fala daquilo que o coração está cheio. Uma pessoa sábia de coração é prudente, pois não fala sem refletir. Suas palavras são sempre oportunas e terapêuticas.
Ela fala para edificar e abençoar. Sua língua é fonte de conhecimento e terapia para os aflitos. O sábio é conhecido não apenas pelo que fala, mas também pelo modo como fala. Ele não apenas fala a verdade, mas fala a verdade em amor. Há muitas pessoas cuja língua é carregada de veneno. Suas palavras ferem mais do que espada, destroem mais do que fogo. A Bíblia se refere a Nabal, marido de Abigail, que era duro no trato. Ninguém podia falar com ele, pois era um homem intratável. Por outro lado, a Palavra de Deus também nos fala sobre Jesus, cujas palavras são espírito e vida. Ouvi-lo é matricular-se na escola superior do Espírito Santo e aprender as mais importantes lições da vida. Precisamos nos assentar aos pés de Jesus para ter um coração sábio e palavras doces.
O indivíduo sábio será reconhecido por sua prudência e discernimento. Além disso, seu falar suave e agradável fará que as pessoas prestem atenção no que tem a dizer.
Provérbios 16:22
“O entendimento, para aqueles que o possuem, é fonte de vida; mas, para o insensato, a sua estultícia lhe é castigo.”
Provérbios 16:22 aborda o tema da sabedoria e do entendimento como fontes de vida, em contraste com a estultícia que leva à morte.
Interessante é ver como Salomão considerava o conhecimento não apenas como acúmulo de informações, mas como fonte de sabedoria com relevância prática. Segundo ele, ter entendimento possibilita ao homem se proteger dos mais diversos tipos de perigo, pelo que o chama de “fonte de vida”. Seja conhecimento para sair de enrascadas ou para evitá-las antes que aconteçam, o homem sábio sofre menos, pois está preparado para reconhecer o mal e fugir dele.
Ele não fala somente do “entendimento” nesse texto, mas também da “insensatez”, que, segundo o provérbio, “traz castigo aos insensatos”. A explicação dessa frase vem da comparação com a primeira parte do texto, de modo que o insensato ignora os riscos e, mesmo quando os vê, prossegue de modo tolo rumo a eles. Isso acontece porque ele é guiado por seus impulsos e não pela razão ou pelo temor de Deus. As consequências são óbvias. Por isso, quem quer ser sábio tem de aprender nas Escrituras o que é sensato, o que glorifica ao Senhor e quais são seus deveres. Deve também aprender o que é perigoso, o que é pecado e o que lhe trará sérias consequências. Pode ser que ele não tenha uma faculdade, mas, lendo a Bíblia diariamente, ele se tornará um doutor na vida cristã e na obediência ao seu Mestre.
Os estultos morrem por causa de sua falta de entendimento, enquanto que o bom uso do entendimento é fonte de vida (Pv 10.21; 16.22). O caminho do pecado leva à morte (Pv 12.28), mas a justiça livra o homem da morte (Pv 10.2; 11.4). O justo habitará na terra, mas o infiel será arrancado…
A estultícia do insensato é como um chicote para as suas costas. Porém, o entendimento é fonte de vida. Uma pessoa que olha para a vida com os olhos de Deus tira os pés do laço do passarinheiro, foge de terrenos escorregadios e aparta-se do mal. O entendimento abre os olhos da nossa alma para não entrarmos no corredor escuro da morte. O entendimento tira o tampão dos nossos ouvidos para darmos guarida aos conselhos que emanam da Palavra de Deus. O entendimento inclina nosso coração para a verdade e coloca nossos pés nas veredas da justiça.
Provérbios 16:23
“O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios.”
A boca está a serviço do coração sábio. Os lábios somente serão mestres do bem se estiverem a serviço de um coração sábio.
Nesse sentido, é que “o coração do sábio ensina a sua boca”. Duas coisas devem ser observadas aqui. A primeira é o modo como o íntimo de alguém comanda diretamente aquilo que é dito. Por esse motivo, Jesus afirmou que “a boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12.34). É improvável que um tolo apresente um discurso constantemente equilibrado e sadio, do mesmo modo como é indevido pensar que alguém que diz tolices tem dentro de si um coração sábio. As palavras do homem agem como se fossem um espelho da sua alma, pelo que ele é reconhecido pelas coisas que diz.
o homem que tem a verdadeira sabedoria que nasce do temor do Senhor (Pv 1.7) possui “lábios” que “promovem a instrução”. Ele não se contenta em ter um coração domado pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo. Ele quer transmitir aos outros o ensino que recebeu das Escrituras, seja falando sobre eles, ou dando exemplos de vida. Não é possível que o homem sábio guarde o entendimento só para si. Assim, é necessário que você decida que tipo de pessoa quer ser por meio do que fala. Tiago diz que “com a língua bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus” (Tg 3.9). Com base nessa descrição, responda: que tipo de crente é você?
 Um coração sábio só pode ser forjado na bigorna da experiência, e a experiência só se alcança numa caminhada ao lado do Senhor. A sabedoria não é um entendimento que emana naturalmente de nosso coração, mas um aprendizado que adquirimos aos pés do Senhor. Aqueles que conhecem Deus são sábios, e a boca dos sábios desabotoa em adoração e louvor ao Criador.
Provérbios 16.24
“Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.”
Houve uma ocasião em que Saul fez um voto bastante insensato. Em plena guerra com os filisteus, o rei fez um juramento no qual nenhum soldado israelita podia comer até o anoitecer. Jônatas, filho do rei, que não estava presente quando o voto foi feito, viu favos de mel no bosque e os comeu, o que quase lhe custou a vida. Além de ser uma tentativa tosca de tentar manipular o Senhor para obter vitória na guerra, Saul desprezou a necessidade física de seus soldados. Jônatas, ao saber do juramento, disse algo verdadeiro: “Meu pai trouxe desgraça para nós. Veja como meus olhos brilham desde que provei um pouco deste mel. Como teria sido bem melhor se os homens tivessem comido hoje um pouco do que tomaram dos seus inimigos. A matança de filisteus não teria sido ainda maior?” (1Sm 14.29,30).
Se Jônatas falou do efeito literal do mel, Salomão se valeu do seu sentido figurado para qualificar os efeitos produzidos pela boca dos servos de Deus. Nesse sentido, ele diz que “as palavras agradáveis são como um favo de mel”. Para quem atravessa lutas e necessidades, assim como soldados em uma guerra, palavras sábias, edificantes e amáveis agem como a porção de mel que Jônatas comeu, sentindo-se revigorado depois disso. É uma pena que muitos crentes, tendo a possibilidade de adocicar o azedume das tristezas alheias com simples palavras bem escolhidas e com uma atitude encorajadora, optam fazer o oposto. Oferecem críticas destruidoras em vez de apoio, terminando de derrubar quem já estava encurvado.
Pode parecer bobagem, mas quem atravessa dificuldades realmente precisa ouvir palavras agradáveis, não no sentido de serem o que ele quer ouvir, mas de serem o que Deus ensinou nas Escrituras. Nem sempre é possível ajudar alguém com ações diretas, mas sempre é possível dizer palavras de consolo e edificação. Salomão diz que elas “são doces para a alma e trazem cura para os ossos”. Assim, qual é o servo de Deus que conseguirá encontrar mais prazer em destruir que em edificar, em desanimar que em encorajar, em abater que em levantar, em derrubar que em sustentar? Você deve ser bastante responsável e tomar muito cuidado com o que diz. Com tanta possibilidade de ajudar, Deus certamente cobrará as pessoas que usarem suas palavras para o mal dos seus irmãos.
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