DEUS AGE (TAMBÉM) NO SILÊNCIO! 1 Samuel 19
Deus usa as circunstâncias da nossa vida para a concretização de seus nobres propósitos a nosso respeito.
PROVIDÊNCIA. Mesmo que, em geral, entenda-se no sentido que Deus provê, a providência implica muito mais que isso. A palavra é derivada do latim providere, que significa ver de antemão. Por isso, em seu uso clássico se refere, às vezes, ao conhecimento prévio que Deus tem das coisas. Mas na maior parte dos sistemas teológicos implica que Deus vê de antemão e, portanto, move os acontecimentos para o propósito da criação*. Nesse sentido é que Calvino sublinha a importância da providência — ênfase que tem sido característica de toda a teologia reformada.
Em alguns casos, a providência é entendida de tal modo que implica que tudo está predeterminado, de modo que não há liberdade (Predeterminismo*). Mas esse não é, necessariamente, o caso, visto que é possível entender a providência divina como o modo pelo qual Deus cumpre seus propósitos divinos, mesmo que apesar e através das ações dos pecadores.
Com esse objetivo em mente, Jônatas falou com seu pai. Sua abordagem fornece um exemplo positivo de como um filho de Deus deve reagir com verdade e graça a conspirações de pecado e incredulidade. A conversa de Jônatas com seu pai foi ao mesmo tempo cortês e ousada, dando conselhos de prudência e apelando diretamente à palavra de Deus. Seu propósito era pressionar Saul a aceitar a inocência de Davi, juntamente com a insensatez pecaminosa do seu plano de assassinato.
Gordon Keddie escreve: “Saul estava vivendo uma mentira. É por isso que ele podia tão facilmente fazer juramentos piedosos e contradizê-los quase no mesmo fôlego”. Quanto a isso, Saul apresenta, de forma concentrada, o que deve ser verdadeiro para toda pessoa que seja restringida pelo conhecimento de certo e errado, mas é, por fim, vencida pela ira, luxúria ou outros males. “Sem uma transformação salvadora, um pecador é uma confusão. Ele mal se conhece. […] E muito embora saiba que Deus julgará a impiedade, continua praticando-a, como se tivesse um desejo de morte, e incentiva outras pessoas a tomarem o mesmo caminho fatal.”
תרפים t ̂eraphiym
pl. procedente de 7495; DITAT - 2545; n. m.
1) idolatria, ídolos, imagem(ns), terafim, ídolo familiar
1a) um tipo de ídolo usado em santuário ou culto doméstico
19.13. um ídolo do clã. O termo usado em hebraico é terafim e se refere ao ídolo (ou ídolos) do clã que, ao que tudo indica, teria um papel nas adivinhações (
O ponto principal é que Davi foi salvo pela intervenção direta do Espírito de Deus. Matthew Henry comenta que Deus “mostrou como ele pode, quando quiser, causar admiração até nos piores homens, por meio de sinais da sua presença na congregação dos fiéis, e forçá-los a reconhecer que Deus está com aqueles que pertencem à verdade”. Esse preceito nos lembra que é a adoração a Deus que melhor protege o povo de Deus, especialmente quando a palavra de Deus é pregada no poder do Espírito Santo.
19.24. A “nudez” de Saul. Até Saul foi “contagiado” pelo Espírito de Deus e entrou em transe (uma experiência de êxtase), despindo-se de suas roupas. Esse, porém, é apenas um dos casos em que Saul é dominado pelo Espírito (cf. 10.10; 11.6; 16.14). O termo “despido” pode indicar a remoção das vestes de cima, não uma total nudez, e provavelmente foi o que aconteceu aqui. Saul não apenas envergonhou a si mesmo diante de Samuel, como também se despiu de suas insígnias reais, confirmando sua rejeição como rei.
