1CO 9.16 - CUIDANDO DA TRAJETÓRIA (MOD 2).

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1CO 9.16 - CUIDANDO DA TRAJETÓRIA (MOD 2).

INTRODUÇÃO:

Em 2010, ao ir ao Rio de Janeiro para uma uma conferência do Ministério Atos 19 com alguns pastores do PNOM, colocamos um endereço no GPS para a Barra da Tijuca.
O GPS traçou uma trajetória em que seguimos, o que para nossa surpresa, quando percebemos estávamos dentro da favela Cidade de Deus.
E que o trajeto nos levou até um ponto sem saída onde nos defrontava com um lago.
O que depois ficamos sabendo que naquele lago era para ter uma ponte, o que nunca fora construída.
Nessa situação ao olharmos para os lados, os moradores, nas portas das suas casas nos olhavam, alguns com espanto e curiosidade, outros de forma mal encarada.
Ficamos muito aflitos e preocupados diante das inúmeras notícias de situações mal sucedidas de pessoas que cometeram os mesmos erros que nós.
Nessa condição, o que nos restava era entrar num pequeno retorno, o que fizemos, e com aflição, sem saber o que nos esperava, voltamos até o ponto inicial e pegamos novamente a rodovia.
Nessa época a Cidade de Deus estava passando pelo processo de pacificação, mas por motivos de uma rota errada e por não conhecermos realmente a trajetória poderíamos ter sucumbido numa grande tragédia e o resultado ser calamitoso como tem sido em muitos casos.
Pare para pensar: Quantos cristãos e  quantas igrejas estão em rotas perigosas por causa de erros cometidos no traço da sua trajetória quanto à sua principal missão que é a pregação do Evangelho?

CONTEXTO:

Fazendo um paralelo, o apóstolo Paulo também apresenta o seu plano de viagem.
Nesse plano de viagem, há uma viagem que precisa ser concluída com êxito.
Nada pode atrapalhar.
Tudo precisa estar em perfeita ordem!
Para Paulo, no seu plano de viagem, a missão era cumprir uma trajetória.
E a trajetória era a pregação do Evangelho.
Ele estava verificando o seu GPS espiritual, o trajeto, pegando informações antecipadas, para que nada o atrapalhasse.
Paulo no contexto de 1 Coríntios 9 inicia fazendo a sua defesa quanto ao seu direito de ter o seu sustento como apóstolo e ministro do evangelho.
No entanto, ele argumenta que apesar de ter o direito de ser sustentado financeiramente pela igreja, assim como um soldado é pago por seu serviço.
Ele voluntariamente estava renunciando esse direito para não ser um peso para a igreja e para que nada viesse comprometer o seu plano de viagem e a trajetória que precisava ser cumprida.
Através de Paulo, o texto em tela apresenta um excelente plano de viagem para cada cristão e para a igreja para cumprirem a trajetória que lhes competem.
E, assim, veremos quais as principais responsabilidades de cada crente e da igreja nesse plano de voo para que a trajetória seja cumprida e a principal missão da igreja possa ser concretizada e o voo completado em segurança.

LIÇÕES DO TEXTO:

Em 1º lugar, para que a trajetória seja cumprida e o Evangelho pregado:

1. A RESPONSABILIDADE COMEÇA EM CADA CRENTE.

“A responsabilidade é pessoal, é individual”.
O foco de Paulo no texto era a pregação do Evangelho.
Para Paulo o Evangelho era o que prediz Romanos 1.16: “O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”.
A pregação do evangelho é apresentada como uma responsabilidade pessoal e obrigatória para Paulo.
Ele declara: "Ai de mim se não pregar o evangelho!".
Isso demonstra que a pregação não é apenas uma opção, mas um dever imposto pelo próprio evangelho.
Paulo expressa que a pregação é um "ai" para ele, ou seja, uma necessidade imperiosa, uma obrigação que o leva a pregar mesmo que não receba nada em troca.
Portanto, a frase "Ai de mim se não pregar o evangelho!" não é um lamento, mas uma afirmação da convicção de Paulo de que a pregação do evangelho é uma necessidade intrínseca à sua fé e chamado.
É uma declaração de que ele não pode deixar de anunciar a mensagem de Cristo, independentemente das circunstâncias ou recompensas.
Paulo exemplifica isso com o texto de Romanos 1.14,15:
“¹⁴ Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes;
¹⁵ por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma”.
Em 2º lugar, para que a trajetória seja cumprida e o Evangelho pregado:

2. A RESPONSABILIDADE É COLETIVA

“A responsabilidade é de todos, é de toda a igreja”.
A pregação do evangelho é uma responsabilidade tanto individual quanto coletiva para os cristãos.
Embora Paulo se veja com uma obrigação pessoal ("ai de mim se não pregar o evangelho"),a passagem também sugere que todos os crentes são chamados a compartilhar a mensagem.
A passagem não se limita à experiência pessoal de Paulo.
O contexto maior de 1 Coríntios 9 se remete a:
Atos 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”.
2Coríntios 5:20: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”. 
Isso implica que a responsabilidade de evangelizar além de ser uma prerrogativa de todo crente é também uma responsabilidade coletiva – da igreja.
"Embaixadores de Cristo" é um termo bíblico que se refere aos cristãos como representantes de Jesus Cristo na Terra.
Essa função envolve viver de acordo com os ensinamentos de Cristo e ser um canal para a reconciliação do mundo com Deus buscando levar outros à fé em Cristo e com isso à salvação.
Em terceiro lugar, no plano de viagem para que a trajetória seja cumprida em segurança a responsabilidade é:

3. É INDELEGÁVEL

“A responsabilidade é intransferível”.
A frase "a responsabilidade da pregação do evangelho é indelegável/intransferível" não aparece literalmente em 1Coríntios 9:16.
No entanto, o versículo expressa a ideia de que Paulo via a pregação do evangelho como uma obrigação, um dever imposto a ele, e não algo que ele pudesse transferir a outros ou escolher não fazer – é responsabilidade de cada crente e da igreja.
O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo.
Em Marcos 16.15 diz: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.
Essa ordem foi dada a igreja que estava sendo fundada – aos crentes que se uniam a Cristo.
Nenhuma outra instituição está credenciada a pregar o evangelho.
Ninguém que não fora alcançado pela graça salvadora tem as credenciais para pregar o Evangelho de Cristo.
O Evangelho é o método de Deus para alcançar o mundo.
Cada crente e a Igreja são os instrumentos de Deus para isso.
Nós somos as atalaias de Deus a avisar ao mundo acerca de sua necessidade de se preparar para encontrar com Deus.
A responsabilidade de anunciar o evangelho de Jesus Cristo não é exclusiva de pastores ou líderes religiosos, mas de cada pessoa que se diz seguidora de Cristo e da Igreja de Cristo.
Não podemos calar a nossa voz.
Deus nos constituiu ministros da reconciliação.
Somos embaixadores em nome de Cristo, rogando aos homens que se reconciliem com Deus.

CONCLUSÃO:

A proclamação do evangelho é uma responsabilidade pessoal, de todos e indelegável.
É sobre esses três aspectos da pregação do Evangelho que a igreja terá o melhor e mais seguro plano de voo.
E somente assim a igreja cumprirá com êxito a sua trajetória.
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