Rm 1.14,15 - Sou devedor.

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Rm 1.14,15 - Sou devedor.

INTRODUÇÃO:

Quantos pastores, evangelistas e pregadores estão desmotivados em seus ministérios e, como resultado, afundando-se e levando suas igrejas junto por terem perdido a força propulsora conhecida como pregação do Evangelho?
Quantas igrejas estão restritas à mera manutenção da membresia e das programações?
Cada vez mais, fica evidente, que as igrejas que mais crescem são as que colocam o evangelismo e o discipulado no centro de sua missão.
O objetivo do evangelho não é apenas manter membros e programações, mas promover uma reflexão que torne a igreja proativa na disseminação do evangelho e no crescimento espiritual de seus membros.
Não se trata apenas de algo que "acontece", mas de um planejamento intencional com estratégias específicas para atrair novos convertidos e fortalecê-los na fé.

CONTEXTO:

Os versículos de Romanos 1:14-15 formam a introdução da carta aos Romanos, escrita pelo apóstolo Paulo.
Paulo inicia sua apresentação afirmando ser um devedor do Evangelho.
Não no sentido financeiro, mas no sentido de ter recebido uma grande responsabilidade e privilégio de Deus para compartilhar as boas novas de Jesus Cristo com todos.
Paulo foi chamado por Deus especificamente para ser o apóstolo aos gentios (Romanos 11:13) – portador do Evangelho para aqueles que ainda não foram atingidos.
Paulo acreditava que essa mensagem era o meio pelo qual Deus oferece a salvação e sentia a obrigação de compartilhá-la com todos.
A missão de Paulo era que ele e a igreja compartilhassem essa jornada.
Igrejas e pastores comprometidos com o evangelismo entendem que a Grande Comissão não é apenas uma sugestão, mas uma instrução.
Juntos, Pastor e Igreja, se organizam, treinam seus membros e destinam recursos para cumprir a missão de espalhar o evangelho e fazer discípulos que, mais tarde, também formarão novos discípulos.
Tese: A declaração de Paulo "Eu sou devedor" reflete uma verdade significativa a respeito do compromisso de todo cristão em divulgar o Evangelho.
Quais prerrogativas devemos compreender em relação ao ministério do Evangelho?
LIÇÕES:

Em 1º lugar - ESSA DÍVIDA EXISTE!

Não é uma dívida monetária: Paulo não devia dinheiro a ninguém.
Sua dívida era de outra natureza.
É uma dívida de amor e gratidão: Ele havia vivenciado a graça transformadora de Deus em sua existência.
O desejo de compartilhar o que se recebeu é a resposta natural a essa graça.
Em 2Co 5.14 , Paulo declara que "o amor de Cristo nos constrange".
Assim, o EVANGELHO, é uma obrigação para com todos, conforme Paulo especifica: "gregos e bárbaros, sábios e ignorantes".
Isso evidencia tanto a universalidade da necessidade do Evangelho quanto a extensão da nossa responsabilidade.
GREGOS: Simbolizam a cultura, o conhecimento humano e a filosofia. Indivíduos que se veem como autossuficientes ou intelectuais – o evangelho é para estes também.
BÁRBAROS: Simbolizam os que são vistos como "incivilizados", desprovidos de cultura e excluídos da sociedade.
SÁBIOS e IGNORANTES: Não importa o grau de conhecimento ou escolaridade, todos necessitam do Evangelho. A sabedoria humana não é capaz de salvar.
Paulo sentia a necessidade de cumprir seu dever.
Não é Opção, mas Obrigação: Para Paulo, pregar o evangelho não era uma escolha ou passatempo, mas uma obrigação.
Isso é expresso em 1Co 9:16: "Ai de mim se não pregar o evangelho!"
Por suma: Temos um dívida, essa dívida não é a Deus, mas aos não alcançados!
Qual outra prerrogativa devemos compreender em relação ao ministério do Evangelho?

Em 2º lugar - ESSA DÍVIDA TEM UMA ORIGEM.

De onde vem essa dívida?
Do Mandamento de Cristo: A Grande Comissão não é uma sugestão, mas uma imposição - Fomos encarregados de fazer discípulos em todas as nações.
(Mateus 28:19-20):“¹⁹Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ²⁰ ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”.
Da Compaixão de Cristo: Jesus via as multidões como ovelhas sem pastor. Devemos ser guiados por essa mesma compaixão.
(Mateus 9:36): “³⁶Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor”. 
Do Exemplo dos Apóstolos: Paulo não foi o único. Pedro, João e os demais apóstolos vivenciaram essa responsabilidade, dedicando suas vidas à propagação do Evangelho.
(Atos 3:6): “⁶Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” 
Da Realidade da Perdição Eterna: Aqueles que rejeitam ou ignoram o Evangelho estão condenados. Ter consciência disso nos impulsiona a agir.
(2Tessalonicenses 1:9): “⁹ Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder,” 
Por suma: Essa dívida tem uma origem e exige um pagamento.
Qual outra prerrogativa devemos compreender em relação ao ministério do Evangelho?

Em 3º lugar - ESSA DÍVIDA TEM UM SIGNIFICADO? (v. 15)

(Romanos 1:15): “¹⁵ por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma”.
Uma intensidade ativa: a dívida de Paulo se manifestava em um intenso anseio e paixão - Não se tratava de um peso, mas de um estímulo motivador – Algo que o preenchia completamente.
Prontidão Pessoal: Ele estava pronto (prothymos - "disposto, ansioso") para ir a Roma, um centro de poder e influência, para proclamar a mensagem. Sua disposição se opunha ao medo ou à timidez.
Percepção profunda: Paulo tinha como foco o evangelho, as boas novas da salvação por meio de Jesus Cristo. Não se tratava de filosofia humana, autoajuda ou moralismo, mas da mensagem transformadora de Deus.
Por suma: O pagamento dessa dívida carece de urgência.

CONCLUSÃO

Temos um dívida, essa dívida não é a Deus, mas aos não alcançados!
Essa dívida tem uma origem e exige um pagamento.
O pagamento dessa dívida carece de urgência.
O que nos cabe é sermos intencionais.
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