1CO 9.16 - ACERTANDO A TRAJETÓRIA.
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1CO 9.16 - ACERTANDO A TRAJETÓRIA.
1CO 9.16 - ACERTANDO A TRAJETÓRIA.
INTRODUÇÃO:
INTRODUÇÃO:
Em 31 de outubro de 1983, o voo 007 da Korean Air Lines partiu de Anchorage, Alasca para Seul.
Entretanto, sem que o piloto e a tripulação soubessem, o computador que controlava o sistema de navegação de voo continha um erro de um grau e meio de cálculo da rota.
No momento da partida, o equívoco era imperceptível, após 100 milhas, o desvio ainda era muito pequeno para ser detectado.
Porém, à medida que o gigantesco 747 cruzava as ilhas do Ártico e sobrevoava o Pacífico, o erro foi captado pelos radares soviéticos.
Jatos foram lançados para a interceptação e, sobre o território central da Rússia, o avião foi atingido e derrubado.
Todos foram mortos.
Um pequeno erro cometido no ponto de partida resultou em uma trágica trajetória e em um final destrutivo.
Pare para pensar: Quantas igrejas estão em rotas de destruição por causa de erros cometidos no ponto de partida ou na sua trajetória quanto à sua principal missão que é a pregação do Evangelho.
CONTEXTO:
CONTEXTO:
Fazendo um paralelo, o apóstolo Paulo também apresenta o seu plano de voo.
Nesse plano, há uma trajetória que precisa ser concluída com êxito.
Nada pode atrapalhar.
Tudo precisa estar em perfeita ordem!
Para Paulo, no seu plano de voo, a missão era cumprir uma trajetória.
E a trajetória era a pregação do Evangelho.
Ele estava verificando todos os equipamentos, todo sistema, para que nada o atrapalhasse.
Paulo no contexto de 1 Coríntios 9 inicia fazendo a sua defesa quanto ao seu direito de ter o seu sustento como apóstolo e ministro do evangelho.
No entanto, ele argumenta que apesar de ter o direito de ser sustentado financeiramente pela igreja, assim como um soldado é pago por seu serviço.
Ele voluntariamente estava renunciando esse direito para não ser um peso para a igreja e para que nada viesse comprometer o seu plano de voo e a trajetória que precisava ser cumprida.
Através de Paulo, o texto em tela apresenta um excelente plano de voo para cada crente e para a igreja para cumprirem a trajetória que lhes competem.
E, assim, veremos quais as principais responsabilidades de cada crente e da igreja nesse plano de voo para que a trajetória seja cumprida e a principal missão da igreja possa ser concretizada e o voo completado em segurança.
LIÇÕES:
LIÇÕES:
Em 1º lugar, para que a trajetória seja cumprida:
1. A RESPONSABILIDADE COMEÇA EM CADA CRENTE.
1. A RESPONSABILIDADE COMEÇA EM CADA CRENTE.
“A responsabilidade é pessoal, é individual”.
O foco de Paulo no texto era a pregação do Evangelho.
Para Paulo o Evangelho era o que prediz Romanos 1.16: “O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”.
A pregação do evangelho é apresentada como uma responsabilidade pessoal e obrigatória para Paulo.
Ele declara: "Ai de mim se não pregar o evangelho!".
Isso demonstra que a pregação não é apenas uma opção, mas um dever imposto pelo próprio evangelho.
Paulo expressa que a pregação é um "ai" para ele, ou seja, uma necessidade imperiosa, uma obrigação que o leva a pregar mesmo que não receba nada em troca.
Portanto, a frase "Ai de mim se não pregar o evangelho!" não é um lamento, mas uma afirmação da convicção de Paulo de que a pregação do evangelho é uma necessidade intrínseca à sua fé e chamado.
É uma declaração de que ele não pode deixar de anunciar a mensagem de Cristo, independentemente das circunstâncias ou recompensas.
Paulo exemplifica isso com o texto de Romanos 1.14,15:
“¹⁴ Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes;
¹⁵ por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma”.
Em 2º lugar, para que a trajetória seja cumprida:
2. A RESPONSABILIDADE É COLETIVA
2. A RESPONSABILIDADE É COLETIVA
“A responsabilidade é de todos, é de toda a igreja”.
A pregação do evangelho é uma responsabilidade tanto individual quanto coletiva para os cristãos.
Embora Paulo se veja com uma obrigação pessoal ("ai de mim se não pregar o evangelho"),a passagem também sugere que todos os crentes são chamados a compartilhar a mensagem.
A passagem não se limita à experiência pessoal de Paulo.
O contexto maior de 1 Coríntios 9 se remete a:
Atos 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”.
2Coríntios 5:20: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”.
Isso implica que a responsabilidade de evangelizar além de ser uma prerrogativa de todo crente é também uma responsabilidade coletiva – da igreja.
"Embaixadores de Cristo" é um termo bíblico que se refere aos cristãos como representantes de Jesus Cristo na Terra.
Essa função envolve viver de acordo com os ensinamentos de Cristo e ser um canal para a reconciliação do mundo com Deus buscando levar outros à fé em Cristo e com isso à salvação.
Em terceiro lugar, no plano de voo para que a trajetória seja cumprida e o voo completado em segurança a responsabilidade é:
3. A RESPONSABILIDADE É INDELEGÁVEL
3. A RESPONSABILIDADE É INDELEGÁVEL
“A responsabilidade é intransferível”.
A frase "a responsabilidade da pregação do evangelho é indelegável/intransferível" não aparece literalmente em 1Coríntios 9:16.
No entanto, o versículo expressa a ideia de que Paulo via a pregação do evangelho como uma obrigação, um dever imposto a ele, e não algo que ele pudesse transferir a outros ou escolher não fazer – é responsabilidade de cada crente e da igreja.
O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo.
Em Marcos 16.15 diz: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”.
Essa ordem foi dada a igreja que estava sendo fundada – aos crentes que se uniam a Cristo.
Nenhuma outra instituição está credenciada a pregar o evangelho.
Ninguém que não fora alcançado pela graça salvadora tem as credenciais para pregar o Evangelho de Cristo.
O Evangelho é o método de Deus para alcançar o mundo.
Cada crente e a Igreja são os instrumentos de Deus para isso.
Nós somos as atalaias de Deus a avisar ao mundo acerca de sua necessidade de se preparar para encontrar com Deus.
A responsabilidade de anunciar o evangelho de Jesus Cristo não é exclusiva de pastores ou líderes religiosos, mas de cada pessoa que se diz seguidora de Cristo e da Igreja de Cristo.
Não podemos calar a nossa voz.
Deus nos constituiu ministros da reconciliação.
Somos embaixadores em nome de Cristo, rogando aos homens que se reconciliem com Deus.
CONCLUSÃO:
CONCLUSÃO:
A proclamação do evangelho é uma responsabilidade pessoal, de todos e indelegável.
É sobre esses três aspectos da pregação do Evangelho que a igreja terá o melhor e mais seguro plano de voo.
E somente assim a igreja cumprirá com êxito a sua trajetória.
