Exposições em Gálatas - Sermão 9: Escravos na Lei, filhos em Cristo

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Introdução

Irmãos, quantas vezes nos esquecemos ou mesmo não levamos em consideração as implicações profundas que estão por trás das coisas que fazemos ou proclamamos em nossa vida cristã. Muitas vezes, na igreja, tocamos a superfície do entendimento, como quem se insere em um grupo e começa a viver como as pessoas daquele grupo, fazendo e falando coisas que aquele conjunto de pessoas fazem e falam, mas sem a compreensão da profundidade das implicações que estão por trás de cada ação e cada fala.
O motivo disso é que, muitas vezes, nós estamos mais preocupados com aquilo que Deus deseja que façamos do que com aquilo que Ele deseja que sejamos, nos esquecendo que viver o verdadeiro evangelho não trata de viver acorrentado pela superficialidade da religiosidade, mas viver livre pela transformação das nossas vidas. Não se trata apenas de fazer e falar, mas de compreender e viver o evangelho.
Nessa noite, te convido a pensar na implicação do por quê você chama a pessoa que está ao seu lado de irmão ou irmã. Você já parou para pensar nas implicações disso? Se sim e se você já compreendeu a profundidade disso, qual a última vez que refletiu, ponderou e viveu essas implicações de forma intensa? Fato é que chamar essas pessoas de irmãos e irmãs não se trata apenas de um jargão característico de um grupo específico de pessoas, mas trata-se de um tesouro que nos foi dado. Tratar isso apenas como um jargão é o mesmo que pedir para outra pessoa enterrar esse tesouro em um local que não conhecemos, enquanto somos chamados a usufruir desse tesouro que carrega consigo riuqezas de liberdade, graça e amor.

Contexto imediato

Até então, no capítulo do nosso texto base, Paulo apresenta dois caminhos diante do ser humano: o da fé, que conduz à benção e à vida, e o das obras da Lei, que conduz à maldição e à morte. Paulo argumenta que, assim como Abraão foi justificado pela fé, também todos os que creem são herdeiros da promessa, enquanto aqueles que buscam justiça por méritos próprios estão sob condenação, pois a Lei exige obediência perfeita. A salvação não vem das obras, mas da fé em Cristo, que assumiu sobre si a maldição da Lei ao morrer na cruz, para que, pela fé, recebamos a benção prometida e o Espírito Santo. Assim, Paulo conclama os ouvintes a abandonarem toda confiança em si mesmos e a se firmarem unicamente na graça de Deus revelada em Cristo.
Ele ainda destaca a centralidade da graça de Deus no plano da salvação, contrastando o caminho da fé com o da tentativa de justiça pelas obras. Desde o Éden, o homem busca autonomia e controle, rejeitando a dependência de um Salvador gracioso. Paulo mostra que a aliança com Abraão foi baseada em promessas e não em leis, sendo firmada unilateralmente por Deus como um contrato gracioso e inquebrável. A Lei, que veio depois, não anulou essa aliança, mas teve o papel de revelar o pecado e apontar para Cristo. A Lei, portanto, não é contrária à promessa, mas serve para nos humilhar e conduzir à fé no Descendente prometido, Jesus.
Paulo parece chegar agora ao clímax do seu argumento se opondo aos judaizantes que atacavam a igreja da Galácia e encorajando os irmãos gentios dessa igreja. Para aqueles que se gabavam na Lei e na filiação biológica de Abraão ele declara que, na verdade, eram escravos pela Lei; para aqueles que se entristeciam em não serem filhos biológicos de Abraão e se enredavam pelo ensino de justificação pela Lei dos judaizantes, declara que, na verdade, não só eram os verdadeiros filhos de Abraão pela fé em Cristo, mas também filhos de Deus. A fé em Cristo é um caminho de benção, fundamentado em uma aliança irrevogável, e que nos adota como filhos de Deus em Cristo Jesus, nos transformado em Sua família.

Divisão do texto

Gálatas 3.23-24 - Antes da fé, escravos
Gálatas 3.25-27 - Depois da fé, filhos
Gálatas 3.28-29 - Agora, família de Deus

Antes da fé, escravos (Gálatas 3.23-24)

Gálatas 3.23 ARA
Mas, antes que viesse a fé, estávamos sob a tutela da lei e nela encerrados, para essa fé que, de futuro, haveria de revelar-se.
Paulo inicia nosso texto base fazendo um paralelo com o versículo Gl 3.22: antes declarou que a escritura encerrou tudo e todos sob o pecado e agora declara que, antes que a fé viesse, estávamos sob a tutela da Lei e encerrados nela. O quadro que Paulo está pintando é o de um prisioneiro, de um escravo. Se, pelo pecado, escravizados por um carrasco, pela Lei, escravizados por um tutor.
No contexto histórico em que Paulo viveu, os pais poderiam entregar os cuidados de um filho a um tutor, de modo que os filhos, enquanto menores, estavam sujeitos servilmente à autoridade dos seus tutores. Os tutores cuidavam da criança, treinavam-na para o comportamento público e mantinham-na segura em público.
Em sentidos práticos, Paulo entende que essa criança, sujeita ao seu tutor, não difere de um escravo, como argumenta em Gl 4.1-2:
Gálatas 4.1–2 ARA
Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai.
Entretanto, essa sujeição servil ao tutor tinha o propósito de cuidar, treinar e proteger aquela criança até a maioridade, momento no qual a criança se libertava da sujeição ao seu tutor e estava preparada para a vida adulta. Paulo então associa essa maioridade legal ao caminho da fé, de modo que o mesmo caminho da fé em Cristo que nos liberta da escravidão do pecado em Gl 3.22, é o mesmo caminho que nos liberta da sujeição à Lei em Gl 3.23.
Alguém poderia dizer: “bem, mas Paulo estava se direcionando a gentios que não eram subordinados à Lei”, porém, não podemos nos esquecer do que Paulo declara em Rm 2.14-15, declarando que Deus escreveu a norma da Lei no coração dos homens:
Romanos 2.14–15 ARA
Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se,
Gálatas 3.24 ARA
De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.
Paulo aqui está reforçando mais uma vez a resposta à pergunta de Gl 3.19 (“Qual, pois, a razão de ser da lei”). A lei serviu-nos de “aio”, ou seja, de tutor com o objetivo de nos conduzir à maioridade da fé em Cristo Jesus. O que Paulo está declarando é que, antes da fé, todos os dias a lei nos dizia: “Você precisa fazer isso, mas você não consegue, então você precisa de um redentor, alguém que te salve, que te redima. Você sozinho não consegue se livrar dos grilhões do pecado”. A mesma lei que nos entrega os mandamentos, nos diz que todos pecaram, é a mesma lei que diz:
Isaías 53.6 ARA
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.
O objetivo da lei é exatamente nos apontar o caminho que nos direciona à fé em Cristo. Em certo momento do ministério de Cristo, Ele foi atacado com os mesmos argumentos que Paulo aqui combate: de que a liberdade que o evangelho nos dá contradiz a lei; mas Cristo responde aqueles que o atacavam declarando o caminho da fé aqui descrito por Paulo:
Mateus 5.17 ARA
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.
Cristo está dizendo que é para Ele que as cadeias e a tutela da Lei apontam, quando ele veio para satisfazer por completo, preencher todos os requisitos da Lei e pagar o preço que nos liberta das cadeias do pecado e da sujeição à Lei.
Quantas vezes, depois de pecarmos nos afastamos, temporariamente, de Deus tentando, primeiramente, fazer uma série de coisas boas para mostrarmos o quão bons servos somos antes de voltarmos a ter intimidade com Ele? Paulo está deixando claro que, quando fazemos isso, ainda estamos presos à tutela da Lei que continua a nos apontar para Cristo. Deus não quer bons escravos que vivem sob a tutela da Lei, Ele quer filhos maduros que entendam que só no caminho da fé em Cristo Jesus podemos ser justificados e vivermos livres, à semelhança de Abraão.

Depois da fé, filhos (Gálatas 3.25-27)

Gálatas 3.25 ARA
Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio.
Bem, se o caminho da fé em Cristo é o caminho em que alcançamos a maioridadelegal, então quando essa fé é manifesta em nossos corações já não somos mais subordinados ao tutor, ou seja, à Lei. Aqui, Paulo não está invalidando a Lei, de modo que talvez a tradução NVT seja mais auto explicativa:
Gálatas 3.25 NVT
Agora que veio o caminho da fé, não precisamos mais da lei como guardião.
O ponto não é que não precisamos mais da Lei, o ponto é que não precisamos mais dela como guardião, ou como tutor. Quando cremos em Cristo, a Lei continua vívida e escrita em nossos corações, mas, agora, a compreendemos em sua plenitude através da Pessoa e obra de Cristo, pois nEle vemos a Lei completamente satisfeita.
Pense na seguinte analogia: meu filho, algumas vezes, tentou colocar o dedo ou algo em alguma tomada; todas as vezes que tentou fazer isso, ele foi educado e repreendido para que não fizesse, visto que se desobedecesse, poderia de machucar gravemente ou morrer; um dia, quando ele alcançar a maturidade, já não precisará de mim dizendo para ele não colocar o dedo ou alguma outra coisa na tomada, não porque a Lei que eu lhe dera deixará de ser necessária, mas porque ela já será vívida em sua vida. Existe uma transformação interna nele, de modo que essa lei faz parte da sua nova mente e do seu viver.
Mas como essa transformação se aplica em nossa vida, de modo que quando cremos em Cristo, não somos mais supordinados à Lei como nosso tutor? É o que Paulo explica nos versículos seguintes.
Gálatas 3.26–27 ARA
Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.
Aqui, Paulo começa a responder a essa pergunta, inserindo aos seus leitores o conceito da adoção. No contexto de Paulo, havia uma prática específica de adoção chamada “adrogatio”, em que uma autoridade (como um imperador, por exemplo), poderia adotar uma pessoa maior de idade desde que ela voluntariamente se sujeitasse à adoção; nesse processo, a pessoa adotada submetia a autoridade de si e de toda sua casa ao novo pai, recebe uma nova identidade, um novo status e se torna herdeiro de seu novo pai.
Paulo parece, em algum grau, estar fazendo uma referência a esse processo. Quando cremos em Cristo, demonstramos que somos os verdadeiros filhos de Abraão e alcançamos a maioridade espiritual que nos liberta da tutela da Lei, mas essa obra não é apenas uma obra de emancipação da Lei, é uma obra de transformação por uma nova filiação, pois Deus nos adota e nos dá uma nova identidade, um novo status e uma nova herança quando nos reveste de Seu Filho Jesus Cristo. A partir de então, já não somos mais escravos; somos descendentes de Abraão e filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo!
É por isso que apesar de libertos da Lei, não invalidamos a Lei, porque, agora, somos filhos de Deus, revestidos de Cristo e de seu caráter; libertos da Lei porque não estamos mais preocupados com o que fazer, mas com o que ser, cada vez mais parecidos com Cristo, nos submetendo ao Pai e nos satisfazendo por completo em glorificar a Ele e nEle nos satisfazer, fazendo aquilo que Paulo declara em Rm 12.1-2:
Romanos 12.1–2 ARA
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Quantas vezes nos colocamos em questionamentos de coisas secundárias ou de coisas que nada importam para a edificação da Igreja ou para a expansão do Reino de Deus. Perdemos nossso tempo e nossos esforços em questionamentos do que podemos ou não fazer como se ainda estivéssemos supordinados à tutela da Lei, o que é ou não pecado, quando na verdade, como filhos de Deus deveríamos estar buscando a nossa contínua santificação pela renovação das nossas mentes, nos preocupando menos com as coisas desse mundo e dessa vida e mais em buscar o Reino de Deus e Sua justiça, assim como Aquele de quem somos revestidos, Cristo Jesus.

Agora, família de Deus (Gálatas 3.28-29)

Gálatas 3.28 ARA
Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
Até então, Paulo estava desenvolvendo seu argumento teológico acerca da verdadeira filiação de Abraão e de Deus, mas para que não houvesse qualquer dúvida para os gálatas, agora, ele se direciona diretamente a eles declarando: “vocês são um em Cristo Jesus”. Paulo está dando a certeza para aqueles irmãos de que não precisavam se entregar a práticas judaicas, nem mesmo se tornar judeus, porque a filiação de Abraão e de Deus não é restrita a qualquer condição, senão mediante a fé no Filho de Deus, Jesus Cristo.
Quando Paulo evoca aqui uma alternância entre três grupos (gregos ou gentios, escravos e mulheres), parece estar remetendo a um pensamento rabínico que, provavelmente, circulava em sua época e que, posteriormente, fora compilado no Talmude dos judeus, que diz:
“Foi ensinado:
Rabi Yehuda costumava dizer:
“O homem deve recitar três bênçãos todos os dias:
‘Bendito és Tu... que não me fizeste gentio’,
‘... que não me fizeste mulher’,
‘... que não me fizeste homem bruto (ou escravo).’”” - Talmude Babilônico, Menachot 43b.
Esse pensamento rabínico considerava esses grupos de pessoas, de alguma forma, mais distantes de Deus. Paulo então, parece tomar propositalmente esses grupos para declarar que não existem quaisquer distinções raciais ou étnicas, sociais ou sexuais que se sobreponham a filiação de Deus pela fé em Cristo Jesus, porque quando cremos em Cristo, todos somos adotados por Deus, revestidos de Cristo e nos tornamos um com Ele.
Efésios 4.4–6 ARA
há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.
Essa é a unidade da Igreja que somos chamados a viver, porque antes da fé, aos olhos de Deus todos são iguais porque “todos pecaram e carecem da glória de Deus”, todos encontram-se na mesma condição de escravidão do pecado, independente de condição racial, social ou sexual; da mesma forma, depois da fé, todos são iguais porque todos tornaram-se filhos e família de Deus.
Gálatas 3.29 ARA
E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.
Paulo finaliza o nosso texto base deixando claro e reiterando que, em Cristo, não existe mais separação entre judeus e gentios, pois a verdadeira semente de Abraão é uma semente de fé, não de gene. Por isso, os gálatas não deveriam se sujeitar ao que os judaizantes estavam exigindo deles. A única exigência feita aos gentios, também o era aos judeus: que tenham fé vívida e verdadeira em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
O Deus Esquecido: Revertendo Nossa Trágica Negligência para com o Espírito Santo Volume (Talvez Você Precise de Menos Barulho em Sua Vida)

Esse é o tipo de adoção de que Deus fala nas Escrituras. Não se trata de ter um guardião impessoal que toma conta de nós, e sim de um pai. O melhor pai que alguém já teve ou poderia ter.

Fomos escolhidos, enxertados, adotados na família de Deus. E, agora que fazemos parte dessa família, o Espírito nos leva a clamar: “Aba, Pai!”. Lembre-se de que “Aba” é a forma mais íntima de se referir a um pai. É como dizer “paizinho”: a conotação é de um nível profundo de familiaridade e intimidade. Conforme o Espírito de Deus fala ao nosso coração, podemos clamar por Deus chamando-o de nosso “Paizinho”. Começaremos a sentir esse relacionamento íntimo com muito mais profundidade do que poderíamos imaginar, a tal ponto que passaremos a nos perguntar: “Será que todo mundo se sente tão amado assim por Deus?”.

Não permita que seu histórico de vida o impeça de desfrutar essa intimidade pela qual tanto seu espírito quanto Deus anseiam

Conclusão e aplicações

Meus irmãos, ao olharmos com atenção para tudo o que Paulo nos ensinou nesse texto, somos lembrados de que não fomos apenas libertos de algo — fomos também chamados para algo muito maior. Fomos libertos da escravidão do pecado e da tutela da Lei, mas fomos chamados à filiação em Deus, à maturidade espiritual, à unidade no Corpo de Cristo e à herança prometida a Abraão — uma herança de bênção, justiça e vida eterna.
Chamar alguém aqui dentro de “irmão” ou “irmã” não é um hábito cultural ou um vocabulário evangélico, mas uma proclamação poderosa de uma nova realidade espiritual: somos agora filhos do mesmo Pai, revestidos do mesmo Cristo, participantes da mesma promessa. Essa verdade deve transformar nossa forma de pensar, de viver e de tratar uns aos outros.
Um pastor (Francis Chan) certa vez contou o segunite relato:

Certa vez, um ex-membro de gangue chegou em minha igreja. Ele usava muitas tatuagens e era muito rude, mas tinha curiosidade de saber como era uma igreja. Estabeleceu um relacionamento com Jesus e parecia disposto a se envolver bastante com a igreja.

Passados alguns meses, descobri que o sujeito não estava mais indo à igreja. Quando perguntado por que não ia mais à igreja, ele deu a seguinte explicação: “Tive a ideia errada do que deveria ser uma igreja. Quando me uni a ela, pensava que seria como me juntar a uma gangue. Veja bem, nas gangues não éramos apenas legais uns com os outros uma vez por semana; nós éramos como uma família”

É claro que a visão desse homem é distorcida e errada quando a uma ganque ser como uma família, entretanto, até que ponto a sua visão prática sobre a igreja não ser como uma família tem sido percebida na nossa igreja local e nas inúmeras igrejas locais dispostas ao redor do mundo?
Por isso irmãos, hoje, o Espírito Santo nos convoca a algumas aplicações práticas em nossas vidas:
Abandone a superficialidade da religiosidade
Pare de medir sua espiritualidade por “coisas que faz ou deixa de fazer”.
Viva como filho amadurecido, guiado pelo Espírito, e não como um escravo com medo de errar.
Invista em relacionamentos que reflitam sua nova identidade
Não veja os membros da igreja como conhecidos ocasionais, mas como irmãos de sangue — o sangue de Cristo.
Perdoe com facilidade, ame com profundidade e sirva com intencionalidade.
Elimine toda forma de divisão ou favoritismo
Em Cristo, não há espaço para orgulho racial, elitismo social ou arrogância espiritual.
Ninguém aqui é “mais crente” por sua história, cargo ou aparência. Somos um só corpo.
Viva como herdeiro — com esperança e missão
Herdeiros vivem com os olhos no futuro.
Não se conforme com o mundo, nem viva como se sua maior recompensa estivesse nesta vida.
Você é herdeiro segundo a promessa, então viva como tal: firme na fé, cheio de graça, e comprometido com o Reino.
Meus irmãos, Deus não nos salvou para sermos apenas bons frequentadores de igreja, mas para sermos uma família viva e santa, unida em Cristo, adotada pelo Pai, guiada pelo Espírito, e comprometida com o amor. Que o Senhor nos livre da religiosidade fria, nos cure da imaturidade espiritual e nos leve a viver com alegria, liberdade e santidade, como verdadeiros filhos de Deus — porque isso é o que, pela fé, já somos. Amém.
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