Quando Deus se cala, O Mundo Grita
Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR; v. 11.
Amós enfatiza algumas verdades importantes aqui:
Em primeiro lugar, devemos buscar o Senhor enquanto ele está perto (8.11,12).
Amós fala do futuro a fim de preparar a nação para enfrentá-lo: “Eis que vêm os dias…” (8.11).
Ele diz eis que vêm os dias, para que o tempo que resta possa ser preenchido para total proveito e para que os perigos alertados não atinjam um povo desabrigado e despreparado.
Precisamos viver o presente com a perspectiva do futuro.
O apóstolo Paulo diz que é a esperança do futuro que nos dá razão para viver de forma santa no presente (
Se da maneira do homem eu lutei contra animais em Éfeso, que vantagem tenho, se os mortos não são ressuscitados? Comamos e bebamos, pois amanhã morreremos.
Em segundo lugar, o desprezo da Palavra de Deus leva à profunda insatisfação até com as coisas mais vitais da vida (8.11).
A fome da Palavra é maior do que a fome de pão.
A alma é superior ao corpo, e conhecimento, amor e verdade são mais necessários do que pão.
Nem só de pão viverá o homem.
A alma requer alimento.
Se a fome e a sede são dolorosas, muito mais dolorosa é a falta de alimento espiritual.
Na hora do entrincheiramento do inimigo, as pessoas estão desesperadas não por pão nem por água, elementos básicos e vitais para a sobrevivência, mas estão carentes e necessitadas de ouvir a Palavra de Deus.
Aquilo que desprezaram a vida toda é agora a maior necessidade.
Aquilo em que não tiveram nenhum prazer é agora a única tábua de salvação.
O livro de Rute narra uma dolorosa história de uma família que saiu de Belém, a Casa do Pão, em tempo de fome, à procura de pão.
Nessa jornada inglória, eles foram para Moabe e lá encontraram a morte, e não a vida.
Buscando a sobrevivência, encontraram a carranca da morte.
Buscando salvar a vida, perderam-na.
Quando abandonamos a Casa do Pão e buscamos outros caminhos para saciar nossa fome espiritual, em vez de saciar nossa alma, cavamos um buraco de insatisfação dentro de nós.
Em terceiro lugar, o desprezo deliberado da verdade pode levar o homem a uma busca frustrada na hora do aperto (8.11,12).
Russell Norman Champlin corretamente afirma: “O arrependimento é sempre popular em tempos de aflição. Nações inteiras buscam arrependimento em tempos de desastres e guerras nacionais, mas raramente há alguma substância real nesse arrependimento”.
Em quarto lugar, o desprezo da Palavra leva à sucumbência até mesmo dos mais fortes (8.13).
Em quinto lugar, o desprezo da Palavra e o envolvimento com uma religião supersticiosa produzem uma situação deplorável (8.14).
