Josué 8 (I)

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Texto: Josué 8.1-29
Título: “QUANDO JAVÉ RENOVA SEU FAVOR COM ISRAEL”

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Introdução
Veja tudo “o que pode ser feito (e o que foi feito) quando o povo de Deus procede segundo a vontade d’Ele”.
Antes, precisamos relembrar o que havia acontecido até aqui:
Israel havia perdido a primeira batalha, desde que chegou à Canaã, quando subiu à cidade de Ai. Depois do acontecido, Josué, aquele que representava o povo diante de Deus e liderava Israel por ordem do Senhor, estava ali com o rosto em terra, clamando por resposta para a seguinte pergunta:
“Por ventura não está o Senhor conosco?”
O Senhor responde, a oração com uma declaração que parece uma repreensão:
“Josué, levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? Israel pecou, e violaram a minha aliança,...”
Neste momento então Josué sentiu o peso da justiça do Senhor. Mesmo não tendo sido o responsável por este dano terrível no meio do Povo da Aliança.
Sabemos que Acã e sua casa caíram, pois Deus é Santo e não deixa impune os pecadores que pensam estar “na melhor”, por terem roubado do Senhor, dissimulado, e até mesmo tentando enganar o próprio Deus.
Mas o que aconteceu depois? Bom, aconteceu o que segue no texto desta noite. Josué está temeroso quanto ao futuro de Israel, pois possivelmente poderia se questionar:
“O Senhor será favorável a nós daqui para frente?!”
“A impureza foi expurgada do nosso meio e então? O Senhor nos dará vitória nesta próxima batalha?!”
Com este pano de fundo queridos irmãos, vamos considerar no texto, três verdades que não podemos esquecer:
PROPOSIÇÃO:
"QUANDO JAVÉ RENOVA SEU FAVOR COM ISRAEL” (2x).
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
QUANDO JAVÉ RENOVA SEU FAVOR COM ISRAEL, meus amados:
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1ª ANIMA OS TEMEROSOS (v.1-2):
v.1 O Senhor dirige palavras a Josué, dizendo:
“Não temas, não te atemorizes;”
Ele teria motivos para isso? Resposta: Sim, frente ao que havia acontecido e a maneira como o Senhor havia respondido ao seu servo. Ele teria motivos para temer, pois no capítulo seguinte Deus estava irado.
Mas, ao declarar tais palavras o Eterno leva Josué a lembrar do seu chamado, registrado em Josué 1.6a, quando Deus diz:
“Sê forte e corajoso...”
Neste momento de temor o Senhor não repreende seu servo, pois ele não duvidava do que o Senhor poderia fazer em favor de Israel, Josué conhecia bem o Deus a quem servia; seu temor parecia em relação a atual situação e o que o Senhor faria ou não por eles.
Por misericórdia de Deus então, pois Ele é fiel a Aliança que fez com seu povo, declara a Josué:
“… olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra.”
v.2 O Senhor declara o fim destinado a cidade inimiga:
“Farás a Ai e a seu rei como fizeste a Jericó e a seu rei;”
Trazendo segurança para a missão que havia confiado a Josué, reafirmando que está com eles. Mantendo assim firme o Pacto que tem com o seu povo.
Mas algo estaria diferente aqui, pois Deus diz:
“… somente que para vós outros saqueareis os seus despojos e o seu gado;”
Veja o que o Senhor, por misericórdia fez com o seu povo: confiando à eles os despojos da batalha. Para eles, não para o Senhor, como fizera antes com Jericó, de onde Acã havia roubado do Senhor.
O Senhor havia ficado irado com Acã por este roubo. Como o Senhor falaria através do profeta anos a frente: “Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda” (Ml 3.9).
A ira do Senhor era justa e o fato de Josué ter ficado atemorizado diante do Senhor por isto era compreensível. O Senhor então o anima para o serviço, tanto como demonstra preocupação com seu povo, ao cuidar das suas necessidades básicas que encontrariam ali naqueles despojos de batalha.
Parece que Acã foi apressado, não é mesmo? Mas a pressa apenas demonstrou o que existia em seu coração.
Mas não somente isso, o Senhor apresentou a estratégia com a qual Israel seria vitorioso nesta batalha. Eles fariam uma “emboscada à cidade, por detrás dela.” Assim seriam vitoriosos.
Ouvindo palavras de animo direto do Eterno, tanto como a preocupação do Senhor com suas necessidades e também apresentando-lhe a estratégia que os levaria a vitória.
APLICAÇÕES:
As vezes situações de tensão na congregação dos santos do Senhor promoverão temor entre os crentes. Mas certas situações nunca deverão afastá-los do Senhor.
Josué temeu após o resultado do pecado de Acã, mas o Senhor foi ao seu encontro. Eles haviam perdido antes e o Senhor parecia não estar com eles, mas Josué não estava sozinho diante das “feras” de Canaã que poderiam devora-los. O Senhor era com Israel!
Deste modo o Eterno consolou seu servo, ao invés de repreendê-lo como fizera no capítulo anterior. Você vê a graça do Senhor nas palavras direcionadas a Josué? Claro!
Assim como o Senhor, preocupou-se com o povo que neste momento precisava de alimento. O maná e cordanizes haviam cessado assim que passaram para o lado de cá do rio. Mas em momento algum eles deveriam seguir o exemplo de Acã.
Talvez apressado-se em resolver necessidades básicas, ao ponto de fazê-lo de forma pecaminosa, quebrando a Aliança com o Senhor. O povo deveria esperar em Deus, e ocupar seu coração com os cuidados do Senhor.
Assim querido irmão, anime-se e espere no Eterno.
Pois QUANDO JAVÉ RENOVA SEU FAVOR COM ISRAEL:
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2ª REPARA-LHES A VITÓRIA (v.3-19):
v.3-9 Josué escolhe homens valentes e os envia para batalha, tanto como apresenta-lhes a estratégia.
Há algo interessante neste texto, especificamente nos v.3 e v.12, pois é apresentada uma aparente contradição. Que seria a seguinte: No v.3 Josué escolhe 30 mil homens. Já no v.12 são citados 5 mil homens. A pergunta que talvez você esteja fazendo é: “Mas que contradição há nisso?”
Bom, se perceberemos bem, a contradição há em dois pontos: A) Da emboscada em si, pois como esconderiam 30 mil guerreiros? E B) O proporcional com o exercito e civis em Ai, que deram no geral 12 mil (v.25).
Pastor existe algum argumento quanto a essa possível contradição? Uso a expressão “possível” pois não creio na mesma. E sim, há alguns argumentos e dentre eles o que creio ser plausível é apresentado por William MacDonald, quando diz que:
“Alguns acreditam que trinta mil (v.3) deveria ser interpretado como trinta capitães, uma vez que o termo hebraico ‘milhares’ também pode ser traduzido por ‘comandante’”.
Saindo deste importante detalhe registrado no texto, pois para muitos poderia ser motivo de distração aqui. Voltaremos para o momento onde Josué revela ao povo a Palavra do Senhor, que diz:
“Então, saireis vós da emboscada e tomareis a cidade; porque o SENHOR, vosso Deus, vo-la entregará nas vossas mãos.”
Para eles, assim como Josué, ouvir tais palavras trazia ânimo, pois ali encontravam a certeza de que o Senhor lhe repararia a vitória!
v.10-13 O servo do Senhor estava tão animado, assim como todos os guerreiros, que estes levantaram-se de madrugada. Mesmo que tivessem que enfrentar o desafio geográfico de estarem em Gilgal que encontrava-se numa localidade mais baixa do que Ai. Mas esse detalhe não era uma barreira intransponível.
v.14-17 Então, inicia-se a estratégia entregue pelo Senhor para eles, que fora desenvolvida pelos homens valentes que encontravam-se ali.
Eles deixaram-se ser perseguidos. De todo modo foram expostos ao perigo. Eles sabiam que o Senhor era com eles, mas pelo olhar humanista, aquele que guiava os cananitas habitantes de Ai, Israel já era. Eles estavam tão fragilizados que fugiam deles.
É como se os inimigos tivessem chegado a seguinte conclusão: “Bem, eles perderam a batalha anterior, mesmo que a baixa tenha sido pequena. Infligimos medo neles por isso eles correm de nós.”
Eles estavam tão confiantes que baixaram suas guardas. Aqueles que deveriam proteger a cidade, os homens, nenhum deles estavam ali (v.17). Eles confiavam na força das próprias mãos.
v.18-19 A lança do Senhor caiu sobre Ai. O Senhor declara a Josué:
“Estende para Ai a lança que tens na mão; porque a esta darei na tua mão;”
A força do Senhor era com eles e a vitória estava garantida. Na história da redenção, mais uma vez a semente da serpente perderia para o avanço do Reino do Senhor. Como está escrito em 2Crônicas 32.8A:
“Com ele está o braço de carne, mas conosco, o SENHOR, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras.”
Desse modo tiveram êxito sobre este povo em Canaã.
APLICAÇÕES:
As vezes, quando olhamos para os inimigos, poderemos vê-los sorrindo. Zombando. Talvez esperando que nossa atitude seja correr deles, temê-los, algo nesse sentido.
Bom, parece que alguns dos inimigos do SENHOR, nesta gigantesca Canaã, onde avançamos o Reino de Cristo, não temem o Eterno. Nem todos são como os habitantes de Jericó. Mas tanto os de Jericó como os de Ai tem algo em comum: impiedade.
Por isso em comum também o Senhor é contra eles!
Talvez, o fato do Povo do Senhor eventualmente sofrer, seja pela própria infidelidade à Aliança que o Eterno fez. Nós precisamos responder com fidelidade à graça dispensada sobre nós.
Veja a verdade comunicada no texto: o Senhor mantem-se fiel a sua aliança com Israel. Como você tem respondido a esta benção? Como a Igreja tem respondido a isto hoje? O que falta? Mais pureza! Não somente no Culto Solene, mas em todas as esferas de soberania.
Deste modo, não esqueça: o eterno repara a vitória de seu povo!
Por fim, QUANDO JAVÉ RENOVA SEU FAVOR COM ISRAEL:
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3ª FAZ JUÍZO SOBRE OS INIMIGOS (v.20-29):
v.20-23 Os homens de Ai contempla o inicio do juízo. Se em algum momento eles não temeram diante do Senhor, como diz o texto: ali “não puderam fugir nem para um lado nem para outro”.
Nós sabemos o por que. Os guerreiros que foram em direção ao deserto voltaram-se contra eles e agora aconteceu uma reviravolta. Deste modo, quando Josué que estava ali no deserto viu a fumaça e que a emboscada tomara toda a cidade, eles voltaram e feriram os homens de Ai.
Então, os que estavam na cidade, após matarem os que estavam ali e atearem fogo em tudo, correram em direção aos aititas que estavam ali diante deles. O cerco estava fechado. A colisão aconteceria neste momento: quando os do deserto avançassem e os que estavam em Ai.
Diante deles então estava o juízo. Mas, o Rei de Ai tomaram vivo e o levaram a Josué.
v.24-29 Os israelitas acabam de matar todos os moradores de Ai. “Todos haviam caído a fio de espada, e sendo já todos consumidos, todo o Israel voltou a Ai, e passaram o fio de espada” (v.24b). Diz o texto.
Aquela cidade então, foi reduzida “a um montão, a ruínas” como está registrado no texto (v.28).
Ao rei de Ai a sentença foi: ser enforcado. Isso aconteceu quando o mesmo fora pendurado num madeiro, para este fim. Lembrando ao povo a desonra e maldição que envolve essa condenação (Dt 21.22-23).
Ficou ali até à tarde e ao pôr do sol por ordem de Josué (segundo Dt 21.23), tiraram o cadáver e o lançaram à porta da cidade (Ai). E sobre ele levantaram um montão de pedras (assim como fizeram com Acã, Js 7.26) que até o momento do registro bíblico encontrava-se ali.
Sendo para eles como um memorial, ajudando-os a lembrar de como o Senhor lhes restabeleceu a vitória e como eles venceram os aititas.
APLICAÇÕES:
O Senhor contempla os inimigos do seu povo, pois estes antes de serem inimigos nossos, são do Senhor. São semente da serpente. Militam em favor do anti-cristo.
O que o povo do Senhor deve fazer? Em primeiro lugar: trabalhar. Trabalhar para que o Reino avance. As vezes o movimento de um igreja visível (local) não será visto por todos, mas é o que o Senhor faz muitas vezes para distrair os inimigos.
O que precisamos em segundo lugar é: esperar na sua justiça. Diferente dos ímpios, nós confiamos no Senhor e na força do seu poder. Eles confiam na força do próprio braço.
Acontecerá com estes o que João viu na revelação, quando disse:
“Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro,” (Apocalipse 6.15–16).
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CONCLUSÃO:
Amados, QUANDO JAVÉ RENOVA SEU FAVOR COM ISRAEL, ele zela pelo seu ânimo de seu povo, pela vitória do mesmo, tanto como pelo juízo que fará sobre aqueles que tentam algo contra eles.
Por que cruzar os braços e não trabalhar pelo Reino? Por que esperar que o Estado faça algo que na verdade nós devemos fazer? O que esperar de líderes, que como autoridade instituída por Deus, deveriam fazer o bem para os bons e castigar com espada os maus e fazem o oposto?
Deles? Resposta: Nada!
Mas do Nosso Senhor Jesus Cristo, o Vitorioso, devemos esperar tudo! Portanto, vamos trabalhar atentamente, pois logo mais ou logo menos, a fumaça do juízo do Senhor tomará conta dos céus.
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