Jesus é a Ressurreição e a Vida (Jo 11.1-44)
Quem É Jesus? • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
O Evangelho de João é conhecido como o “Evangelho dos Sinais”. Ao longo do livro, João registra oito sinais principais realizados por Jesus, cada um deles apontando para quem Ele é e para o propósito de sua missão. Estes sinais não são meros milagres, mas revelações progressivas da identidade de Cristo — como diz o próprio evangelista:
31 Estes [sinais], porém, foram registrados para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome.
O milagre da ressurreição de Lázaro é o último e mais impressionante desses sinais públicos antes da cruz. Ele não apenas manifesta o poder de Jesus sobre a morte, mas revela o coração de Deus diante do sofrimento humano.
Você já esperou uma resposta de Deus que parecia nunca chegar? Já enfrentou um luto profundo, clamando por intervenção divina... e nada aconteceu? Essa passagem trata exatamente disso.
Mas aqui surge um problema que também nos desafia hoje:
O que fazer quando Deus parece demorar? O que significa crer em Jesus como “ressurreição e vida” quando a morte já invadiu nossas famílias, nossos sonhos e nossos relacionamentos?
É precisamente nesse cenário de dor e aparente ausência divina que Jesus se revela de modo mais glorioso:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá.”
Esta é a mensagem central da passagem:
Jesus é o Senhor da vida e da morte, e nele há esperança até mesmo quando tudo parece perdido.
Agora, vamos refletir no texto e ver como este Jesus lida com o sofrimento, manifesta seu coração e revela o poder da vida onde só havia morte — e o que isso significa para nós hoje.
1. O atraso de Jesus nunca é em vão (vv. 1-16).
1. O atraso de Jesus nunca é em vão (vv. 1-16).
1. Deus nem sempre age no nosso tempo, mas nunca perde o controle da situação.
João abre a narrativa mostrando que, ao saber da doença de Lázaro, Jesus propositalmente espera dois dias antes de ir a Betânia, contrariando toda a expectativa humana de urgência (João 11:6).
2. O silêncio e a demora de Deus podem ser oportunidades para revelar sua glória de forma ainda maior.
Jesus declara que aquela doença “não acabará em morte, mas é para a glória de Deus” (João 11:4), mostrando que os atrasos de Deus têm propósitos eternos e redentores.
3. Mesmo quando não compreendemos, o amor de Cristo permanece firme por nós.
O texto ressalta que Jesus amava Lázaro, Marta e Maria (João 11:5), deixando claro que sua demora não foi por indiferença, mas por amor e desígnio divino.
4. Deus prova a nossa fé quando parece ausente ou inerte.
Ao decidir voltar à Judeia, Jesus enfrenta o temor dos discípulos, que veem perigo iminente, e os desafia a caminhar na luz da sua presença, mesmo sem entender os caminhos do Senhor (João 11:8-10).
5. O propósito de Jesus é sempre conduzir seus amigos a uma fé mais profunda.
Ao falar que vai “despertar Lázaro”, Jesus prepara os discípulos para uma revelação maior de quem Ele é, mostrando que todo aparente atraso é, na verdade, um convite para confiarmos ainda mais no seu poder e na sua palavra (João 11:14-15).
Mas a demora de Jesus não significa distância. Agora, vejamos como o Senhor entra na dor de forma pessoal e sensível.
2. O coração de Jesus se une à nossa dor (vv. 17-37).
2. O coração de Jesus se une à nossa dor (vv. 17-37).
1. Jesus se aproxima da dor humana e dialoga com nossa fé e frustração.
Ao chegar em Betânia, Jesus encontra Marta e Maria envoltas em luto, ouvindo suas queixas sinceras e acolhendo sua fé, ainda que misturada à decepção (João 11:21-27).
2. Mesmo no sofrimento, Jesus oferece uma esperança que ultrapassa o presente.
Ao declarar “Eu sou a ressurreição e a vida”, Jesus desloca a expectativa da fé de um futuro distante para uma confiança viva nele, no presente (João 11:25-26).
3. Jesus não é indiferente à dor: Ele se comove e chora conosco.
Diante do choro de Maria e dos judeus, Jesus sente profunda indignação e compaixão, chegando a chorar, revelando o coração sensível do Filho de Deus (João 11:33-35).
18 Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado; ele salva os de espírito oprimido.
4. A presença de Jesus abre caminho para um novo entendimento da fé no meio do luto.
Ao dialogar com Marta e Maria, Jesus as convida a crer não apenas em doutrinas, mas na pessoa viva do Salvador, que caminha conosco mesmo no vale das lágrimas (João 11:27).
Depois de mostrar que Jesus está presente e sente nossa dor, João nos conduz ao clímax do texto: o momento em que a palavra e o poder de Cristo transformam a realidade e manifestam a glória de Deus.
3. A voz de Jesus traz vida onde havia morte (vv. 38-44)
3. A voz de Jesus traz vida onde havia morte (vv. 38-44)
1. A fé é convidada a enxergar além do que é visível, confiando na glória de Deus.
Jesus afirma que, se crermos, veremos a glória de Deus, apontando para uma fé que ultrapassa limites naturais e espera pelo agir divino (João 11:40).
O que é a glória de Deus?
14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
A glória de Deus é a revelação máxima de quem Deus - e isso acontece através das obras e das palavras de Jesus.
Essa glória de Deus não é algo abstrato: é sempre relacional, é sempre experimentada de modo concreto - não apenas entendido ou assistido.
2. A oração de Jesus revela sua intimidade com o Pai e seu desejo de que muitos creiam.
Antes do milagre, Jesus ora agradecendo antecipadamente, demonstrando confiança absoluta em Deus e tornando claro que tudo é feito para que os presentes creiam nele (João 11:41-42).
3. A palavra poderosa de Jesus transforma morte em vida de forma incontestável.
Ao clamar com voz forte, Jesus ordena: “Lázaro, venha para fora!” — e onde havia silêncio de morte, agora há movimento e nova vida (João 11:43-44).
4. O milagre de Lázaro antecipa a vitória de Cristo e nos convida a experimentar essa vida hoje.
Assim como Lázaro sai do túmulo, Jesus oferece vida abundante a todos os que nele creem, mostrando que nem mesmo a morte pode impedir o cumprimento do seu propósito (João 10:10).
Considerações finais
Considerações finais
O evangelho em João 11 é claro: todos enfrentamos o poder e a realidade da morte — seja ela física, emocional, relacional ou espiritual. Mas Cristo veio ao mundo, fez-se homem, enfrentou o sofrimento, venceu a morte na cruz e ressuscitou ao terceiro dia. Em Jesus, quem crê não morre eternamente, mas tem vida verdadeira, abundante e eterna (João 5:24; João 10:10; João 20:31).
Contudo, é importante lembrar que Lázaro voltaria a morrer. Seu milagre foi poderoso, mas temporário. Já a ressurreição de Jesus foi definitiva, eterna, gloriosa.
O túmulo de Lázaro foi aberto por outro — mas Jesus rompeu o seu túmulo por si mesmo. Lázaro saiu ainda com faixas de morte — mas Jesus ressuscitou glorificado.
A ressurreição de Lázaro aponta para a maior de todas as vitórias: a ressurreição de Cristo, que garante que todos os que creem nele jamais morrerão eternamente.
Por isso, a maior mensagem de João 11 não é apenas que Jesus ressuscita — mas que Ele é a própria ressurreição e a vida. Nele, até mesmo a morte se torna serva da glória de Deus.
Quando Jesus chega, a morte perde o poder.
Ele é a ressurreição e a vida — ontem em Betânia, hoje na sua história, e para sempre na eternidade.
Aplicações para Crentes
Aplicações para Crentes
Confie em Jesus mesmo quando Ele parece demorar.
A demora de Jesus nunca é negligência, mas propósito. O silêncio de Deus pode ser o palco onde Ele revelará a Sua glória de forma mais intensa. Lembre-se: Ele ama você profundamente, mesmo quando parece ausente.
Traga honestamente sua dor e suas dúvidas a Jesus.
Ele não despreza corações quebrantados. Ele chora com você, acolhe sua aflição e se envolve com seu sofrimento. Você não está só — o Senhor da vida caminha com você no vale das sombras.
Viva como quem já ressuscitou com Cristo.
A vida eterna não começa apenas após a morte, mas agora. Se você crê, já foi tirado da morte espiritual. Viva com coragem, esperança e santidade — a morte já não tem a palavra final.
Seja uma testemunha viva da ressurreição.
Compartilhe essa esperança com os que vivem sob o peso do medo, do luto ou da desesperança. Sua fé, suas palavras e sua vida podem ser o chamado de Jesus ecoando em outros túmulos.
Aplicações para Não Crentes
Aplicações para Não Crentes
O convite de Jesus é pessoal e urgente.
Ele pergunta hoje a você o que perguntou a Marta:
“Você crê nisso?” (João 11:26)
Essa não é apenas uma pergunta teológica — é a porta da vida eterna.
A morte não precisa ser o fim da sua história.
Jesus não é apenas um profeta ou um mestre — Ele é a ressurreição. Ele venceu a morte por você. Ele pode libertá-lo do túmulo do pecado, da culpa e da condenação.
Receba hoje a vida que Jesus oferece.
Ele chama você pelo nome. Não se trata de religião ou ritual, mas de um encontro com o Salvador. Arrependa-se, creia n’Ele, e experimente uma nova vida — agora e para sempre.
